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Resenha: livro "Extraordinárias: mulheres que revolucionaram o Brasil", Duda Porto de Souza e Aryane Cararo

 Olá pessoal, tudo bem? Nesse 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a resenha é para comentar sobre minha experiência de leitura com "Extraordinárias: mulheres que revolucionaram o Brasil",  livro escrito por Duda Porto de Souza e Aryane Cararo e publicado em 2018 pela Editora Seguinte.


 Quando você pensa em pessoas que marcaram a História do nosso país, os nomes que lhe surgem na mente são de homens ou de mulheres? Quais os nomes femininos que estão registrados nos nossos livros de História e nos são apresentados na escola?

5 livros favoritos escritos por mulheres

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 Olá pessoal, tudo bem? Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, resolvi fazer um post mostrando meus 5 livros favoritos que foram escritos por mulheres. Listas do tipo não são fáceis para mim, mesmo que minha lista de favoritos no Skoob tenha apenas 29 livros, mas vamos lá:

5° lugar

Incrível, Sara Benincasa
Título: Incrível
Autora: Sara Benincasa
Editora: Única
Ano de publicação da edição no Brasil: 2015
 
Sinopse: Eram olhos repletos de esperança — esperança irracional, espantosa e, às vezes, até irritante. Esperança de que, de alguma forma, tudo daria certo, mesmo quando estava claro que seu sonho lhe escapava como areia por entre os dedos de uma criança. Naomi Rye simplesmente odeia quando chega o verão e ela é obrigada a ficar com sua mãe socialite em East Hampton. Afinal, ela definitivamente não pertence àquele mundo de glamour e adolescentes mimados. No entanto, tudo pode ser diferente neste verão, pois a casa vizinha foi alugada pela linda e misteriosa Jacinta Trimalchio, que sabe como impressionar com suas festas suntuosas e selvagens e, claro, seu badalado blog Incrivel.com. Jacinta tem as próprias razões para se aproximar de Naomi: Delilah Fairweather. O envolvimento dessas garotas poderá culminar em grandes tragédias, e o mundo de riqueza e esbanjação cuidadosamente construído por aqueles jovens ricos poderá cair em pedaços. Naomi agora precisa decidir se está disposta a ser puxada por essa vida que por tantos anos rejeitou, ou se enfim cederá aos encantos da misteriosa e fascinante vizinha. Inspirada no clássico O grande Gatsby, Sara Benincasa traz todo drama, glamour e romance com um toque moderno (e escandaloso)!

 O livro da Sara figura na lista não só por ter sido escrito por uma autora super simpática, que inclusive me respondeu lá no Twitter, mas também por ter uma escrita ótima e por ser uma releitura maravilhosa de O grande Gatsby. A Naomi tem uma amiga lésbica, tem uma relação complicada com a mãe, e dúvidas comuns há muitos adolescentes, mas ela tem um bom coração. "Incrível" se tornou meu favorito por me fazer me identificar com a protagonista pelo seu jeito de ver as amizades, e também por me apresentar à personagem Jacinta. Saiba mais na resenha.

4° lugar

Cranford, Elizabeth Gaskell
Título: Cranford
Autora: Elizabeth Gaskell
Editora: Pedrazul
Ano de publicação da edição no Brasil:2016
 
Sinopse: Cranford é um dos romances mais conhecidos da escritora inglesa do século XIX Elizabeth Gaskell. Foi publicado pela primeira vez em 1851 na Inglaterra, depois de Mary Barton, em 1848, como uma série na revista editada por Charles Dickens e, agora, pela primeira vez no Brasil. A história se passa na fictícia Cranford, uma cidade inglesa interiorana, em meados do século XIX, quase exclusivamente habitada por mulheres. Narrado em primeira pessoa por Mary Smith, uma visitante assídua da localidade, o livro conta as aventuras de Miss Matty e Miss Deborah, duas irmãs solteironas que se esforçam para viver com dignidade em circunstâncias de escassez. É um relato pontuado por ironia, mas que dá uma visão bastante completa do cotidiano das mulheres inglesas da classe média no século XIX. É uma leitura bastante agradável para quem deseja conhecer melhor a sociedade da época vitoriana. Solidamente baseado na tradição da ficção realista, Cranford foi inspirado na vida da própria autora e no pequeno vilarejo de Knutsford Cheshire, onde ela foi criada por sua tia materna, Hannah Lumb, após a morte de sua mãe.
Crítica: Cranford é considerada uma das obras mais significativas e representativas de Gaskell. O trabalho foi extremamente elogiado pelos leitores do mundo inteiro, e por vários contemporâneos de Gaskell, entre eles a autora Charlotte Brontë que o descreveu como "gráfico, conciso, penetrante e perspicaz. De fato, os críticos mais modernos têm insistido que o romance realista contém ainda um ar irônico, quase um elemento subversivo. Os críticos também elogiaram a caracterização de Gaskell em Miss Matty, que dizem ser uma das suas mais notáveis criações literárias.

 A inglesa Elizabeth Gaskell publicou "Cranford" em 1853, e em 2016 a editora Pedrazul publicou uma edição nova do livro que eu tive a oportunidade de ler e resenhar no blog. Não tenham medo de ler o livro por ser antigo, é uma leitura muito fluida, talvez pela tradução. "Cranford" figura na lista não só por ter sido escrito por uma mulher no século dezenove, época em que era ainda mais difícil ser escritora por causa do machismo, mas também pela beleza da história. "Cranford" me pegou de jeito! Comecei a ler sem muitas expectativas, e em determinado momento do livro eu estava emocionadíssima ao ver como a amizade entre as personagens, mesmo quando era manifestada em coisas simples, como no ato de fazer companhia, podia transformar a vida delas, não importava a diferença de idade ou de classes sociais. Saiba mais na resenha

3° lugar

O voo da bailarina, Michaela Deprince
Título: O voo da bailarina
Autoras: Michaela Deprince e Elaine Deprince
Editora: BestSeller
Ano de publicação da edição no Brasil: 2016
Sinopse: Nascida na Serra Leoa devastada pela guerra, os primeiros anos de vida de Michaela não foram fáceis. Após perder os pais de maneira brutal, a jovem foi abandonada pelo tio em um orfanato, onde ficou conhecida como a número 27 e foi cruelmente apelidada de criança demônio, devido a uma condição de pele que faz com seu corpo pareça manchado. A estadia no orfanato, no entanto, lhe forneceu uma bênção: foi lá que Michaela encontrou a capa de revista que determinaria seu futuro, estampada com uma linda bailarina na ponta dos pés. Adotada por uma família norte-americana que encorajou seu amor pelo balé matriculando-a em escolas de dança, Michaela daria início à emocionante trajetória rumo aos maiores patamares do balé mundial.


 "O voo da bailarina" é a história real de uma garotinha negra e que nasceu com vitiligo numa casa cheia de amor na Serra Leoa, mas que ficou órfã em meio a guerra que devastava o país e foi parar num orfanato. O sonho de ser bailarina foi o que a motivou a continuar, e ela teve a sorte de ser adotada por uma família norte-americana que lhe deu o amor e as oportunidades que ela precisava. "O voo da bailarina" fala sobre preconceitos, racismo, adoção, balé e, principalmente, sobre o amor. Michaela é um exemplo de esperança! Saiba mais na resenha.

2° lugar

O Sol é para todos, Harper Lee
Título: O Sol é para todosAutora: Harper LeeEditora: José OlympioAno de publicação da edição no Brasil: 2015
Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.• Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado.• Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record.• Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: “Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo”.• Vencedor do Prêmio Pulitzer.• Escolhido pelo Library Journal o melhor romance do século XX.• Eleito pelos leitores de Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa.• Filme homônimo venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado.
 "O Sol é para todos" já se tornou um clássico. E só no último capítulo eu senti o motivo de a obra emocionar tantos leitores. Antes disso, já havia sim sido tocada pela história da pequena Scout, filha do advogado que a cria de uma forma diferente e que está num caso complicado. Racismo, família, questões de gênero... Acreditem: o livro não é tão comentado à toa! Vale a pena ler! Saiba mais na resenha.

1° lugar

A Evolução de Calpúrnia Tate, Jacqueline Kelly
Título: A Evolução de Calpúrnia Tate
Autora: Jacqueline Kelly
Editora: Única
Ano de publicação da edição no Brasil: 2014
Sinopse: Calpúrnia Virginia Tate tem 11 anos em 1899, quando pergunta o porquê de os gafanhotos amarelos em seu quintal serem tão maiores do que os verdes... Com uma pequena ajuda de seu notoriamente mal-humorado avô, um ávido naturalista, ela descobre que os gafanhotos verdes são mais fáceis de ser vistos contra a grama amarela e, por isso, são mortos antes que possam ficar maiores. Por gostar de explorar a natureza ao seu redor, Callie acaba criando um relacionamento próximo com seu avô enquanto enfrenta os desafios de viver com seis irmãos e se depara com as dificuldades de ser uma garota na virada do século. Em seu livro de estreia, Jacqueline Kelly habilmente traz Callie e sua família para a vida, capturando o crescimento de uma jovem com sensibilidade e humor.
 E em primeiríssimo lugar, temos "A Evolução de Calpúrnia Tate"! Talvez vocês me perguntem se o livro é melhor que "O Sol é para todos", eu lhes digo que esse não foi o motivo dele estar em primeiro lugar, mas sim o fato de ser um livro que me cativou desde as primeiras páginas. A obra mostra uma garotinha descobrindo um mundo novo, e seus questionamentos sobre seguir ou não para esse mundo. Se tornou um dos meus livro favoritos por combinar vários fatores: a escrita maravilhosa da autora, que fala de temas complexos e/ou comuns como o papel da mulher, a vida em família, o mundo científico e a passagem da infância para a adolescência de forma tão bonita e leve; o fato de a história se passar em outro século também trouxe um toque mais especial para a trama. Saiba mais na resenha.


 E esses são meus favoritos ("O Sol é para todos" não está na primeira imagem do post por estar emprestado no grupo Livro Viajante)! Não entrou nenhum nacional na lista, mas vocês podem pegar outras indicações de bons livros nas resenha do blog ou lá no meu Skoob, onde estão avaliadas muitas outras obras.

 Como vocês puderam ver, são cinco livros escritos por mulheres e com personagens femininas interessantes. Eu super recomendo todos eles! Se não puderem comprar, fiquem de olho em promoções, procurem em bibliotecas ou vejam se algum amigo tem para emprestar, mas leiam! "A Evolução de Calpúrnia Tate" pode ser lido por leitores de qualquer idade; ele e "Cranford" são os mais leves da lista.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram algum desses livros? Gostaram? Quais são os seus livros favoritos escritos por mulheres?

Até o próximo post!

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Desafio literário "Eu e as #MulheresdaLiteratura" parte 1

 Olá pessoal, tudo bem? Já que estamos no mês do Dia Internacional da Mulher, estou participando de um desafio literário muito interessante criado pelo blog Queria Estar Lendo. O desafio Eu e as #MulheresdaLiteratura consiste basicamente em responder os 31 temas propostos durante o mês.

 Sobre o desafio:

 "No Queria Estar Lendo nós realmente acreditamos na primavera das mulheres. E para tirar essas ideia de que 'mulheres só escrevem romance' criamos um desafio de 31 dias para divulgar protagonistas e livros maravilhosos, escritos por mulheres tão incríveis quanto!

 Convide os amigos e participe com a gente! O desafio começa no dia 1/03 e termina no dia 31/03. Ele faz parte do mês das mulheres, do blog Queria Estar Lendo.

 Você pode responder o desafio dia a dia, ou todo de uma vez. Pode ser através de postagens nas redes sociais ou no seu blog, pode ser através de fotos ou vídeos. Mas sempre use a hashtag #MulheresdaLiteratura para que possamos encontrar você e conhecer suas indicações! ;)"

 Eu estou respondendo o desafio diariamente pelo Instagram, e compartilho as respostas na página do Facebook e no Twitter. Como estou achando os temas muito legais, e já concluí um terço dele, decidi postar minhas primeiras respostas também aqui no blog como se fosse uma tag.

Eu e as #MulheresdaLiteratura
Harry Potter e a pedra filosofal, J. K. Rowling
1- O primeiro livro escrito por uma mulher que você leu: eu leio desde os 5 anos, então não lembro qual foi, por isso escolhi o primeiro livro que li na minha nova fase de leitora, em 2012, "Harry Potter e a pedra filosofal" da J. K. Rowling. Lembro que vi o filme na TV e fui correndo ler o livro. Amei! Ah, só de ver que a autora usou uma abreviação do seu nome, de forma que não fosse de cara identificada com mulher, já dá pra ter uma noção do quanto ainda temos que conquistar.

A evolução de Calpúrnia Tate, Jacqueline Kelly
2 - O seu livro preferido escrito por uma mulher: essa é beeem difícil, mas escolhi "A evolução de Calpúrnia Tate", escrito pela Jacqueline Kelly, um livro que inicialmente encanta pela capa, mas que quando a gente conhece a pequena Calpúrnia, é fascinante!

Incrível, Sara Benincasa
3- O seu livro preferido protagonizado por uma mulher: minha lista de favoritos é pequena, e percebi que não tem muitos protagonizados por mulheres, mas escolhi "Incrível" da Sara Benincasa. A protagonista Naomi é uma personagem com quem me identifico muito.
Eleonor Hertzog
4 - Sua autora preferida: eu escolhi a brasileira Eleonor Hertzog, que escreve a série Uma geração. Todas as decisões. Já li os 3 livros lançados por ela ("Cisne", "Linhagens" e "Guardião?") e sou apaixonada pelo universo que ela criou. 
É agora... ou nunca, Marian Keyes
5 - Um livro com amizade forte entre mulheres: sempre que penso em amizade, o livro "É agora... ou nunca" da Marian Keyes me vem na cabeça. As protagonistas Katherine e Tara são amigas desde a adolescência, mesmo sendo bem diferentes.
O Teste, Joelle Charbonneau
6 - Um livro com uma heroína que salva a si mesma: Malencia Vale da trilogia distópica "O Teste", escrita pela Joelle Charbonneau . É a inteligência dela, sua força interior e determinação que podem mudar o futuro de sua comunidade. 
Alice no País das Armadilhas
7 - Um livro com uma heroína que não tem medo de armas e lutas: Alice, protagonista da distopia "Alice no País das Armadilhas" é uma garota que cresceu numa sociedade onde armas eram praticamente os únicos brinquedos das crianças, por isso desde pequena aprendeu a se defender e defender os seus dos zumbis que poderiam atacar. 
O Visconde que me amava, Julia Quinn
8 - Um livro de romance escrito por uma mulher: escolhi meu romance favorito, "O Visconde que me amava", segundo da serie Os Bridgertons da Julia Quinn . Um trechinho que amo : "Por quê você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei." 
Assassinato no campo de golfe, Agatha Christie
9 - Um romance policial escrito por uma mulher: "Assassinato no campo de golfe" da Agatha Christie.






Rainha dos corações congelados,Rebecca S. Melo. 10 - Um livro de fantasia escrito por uma mulher: escolhi uma das minhas leituras mais recentes, "Rainha dos corações congelados" da Rebecca S. Melo.








 Temas que ainda faltam:

11 - Um livro sobrenatural/sci-fi escrito por uma mulher;
12 - Um livro de terror escrito por uma mulher;
13 - Um livro com a heroína na capa;
14 - Um livro com uma heroína que não se conforma em ser o que esperam dela;
15 - Um livro escrito por duas (ou mais) mulheres;
16 - Um livro com a sua heroína preferida;
17 - Uma autora que te inspira;
18 - Um livro com uma heroína na qual você se espelha;
19 - Um livro com uma heroína que as meninas deveriam conhecer desde novas;
20 - Um livro com uma protagonista que você não esperava ser tão forte quanto foi;
21 - Um livro com uma heroína que você começou odiando e terminou amando;
22 - Um livro onde a heroína salva o herói;
23 - Um livro com uma mulher transsexual;
24 - Um livro com uma mulher bissexual/homossexual;
25 - Um livro com uma personagem feminina que seja uma figura de poder;
26 - Um livro com uma mulher que escolheu a família;
27 - Um livro com a melhor vilã;
28 - Um livro com uma protagonista negra;
29 - Um livro com uma protagonista que superou abusos físicos e/ou emocionais;
30 - Um livro com uma protagonista que não queria salvar o mundo;
31 - Um livro com uma personagem feminina (ou a autora) que represente o que é ser mulher para você.

 Se você ainda não está participando, que tal responder o desafio também? Você pode postar mais de uma foto por dia até conseguir chegar no dia certo. Ou pode responder ao desafio todo de uma vez. A ideia é compartilhar boas histórias escritas por mulheres. Recomendo a leitura do post "Porquê é importante falarmos das Mulheres da Literatura?" do blog Queria Estar Lendo. Se você já está participando dos temas, me conta nos comentários por onde está colocando as respostas. Por hoje é só, espero que tenham gostado do post e que participem do desafio. Lembrando que quem quiser ver minhas próximas respostas é só me acompanhar pelas redes sociais (tem os link aí embaixo).


Até o próximo post!
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Resenha: livro "Sejamos Todos Feministas", Chimamanda Ngozi Adichie

 Olá pessoal, tudo bem? Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, trago a resenha de um livro especial: "Sejamos Todos Feministas", uma "adaptação do discurso feito pela autora" Chimamanda Ngozi Adichie "no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé", publicado em e-book e no formato impresso pela editora Companhia das Letras em 2014. Chimamanda é autora dos livros Hibisco roxo, Meio sol amarelo e Americanah.

Resenha, livro, e-book, Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

 Infelizmente, a palavra feminismo e suas derivadas são usadas por algumas pessoas com uma conotação negativa, quase como uma ofensa, ou como se fosse o machismo ao contrário. O livro da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie tem a intenção de mostrar o quanto o feminismo pode ajudar a todos, homens e mulheres. Reparem que o título usa a palavra todos e não todas, ou seja, tanto homens quanto mulheres tem a ganhar com a igualdade social, política e econômica entre os gêneros.

 Primeiramente, queria esclarecer que se você acredita que o feminismo é desnecessário, que discutir sobre gênero sendo que somos todos humanos é bobagem, é preciso entender que:

 "Um homem pobre ainda tem os privilégios de ser homem, mesmo que não tenha o privilégio da riqueza. (...) Uma vez eu estava falando sobre a questão de gênero e um homem me perguntou por que eu me via como uma mulher e não como um ser humano. É o tipo de pergunta que funciona para silenciar a experiência específica de uma pessoa. Lógico que sou um ser humano, mas há questões particulares que acontecem comigo no mundo porque sou mulher. Esse mesmo homem, a propósito, com frequência falava da sua experiência como homem negro. (E eu deveria ter respondido: 'Por que você não fala das suas experiências como um homem ou um ser humano? Por que tem que ser como um homem negro?')."

 A autora conta algumas experiências que viveu como mulher, negra e nigeriana, mas mesmo morando no Brasil, é possível identificar muitas situações semelhantes que também acontecem por aqui. Pelos seu relato, vemos situações absurdas pelas quais as mulheres na Nigéria ainda passam. Vocês acreditam que há lugares em que elas não podem entrar desacompanhadas?

 "Não faz muito tempo, ao entrar num dos melhores hotéis na Nigéria, um segurança na porta me parou e fez umas perguntas irritantes: Nome? Número do quarto da pessoa que eu visitava? Eu conhecia essa pessoa? Poderia provar que era hóspede do hotel e mostrar a minha chave? Ele automaticamente supôs que uma mulher nigeriana e desacompanhada só podia ser prostituta. Uma nigeriana desacompanhada não pode ser hóspede e pagar por seu quarto. Um homem pode entrar no mesmo hotel sem ser perturbado. Parte-se da premissa de que ele está lá por uma razão legítima (...)"

 Sobre essa questão de, ao contrário do homem, não ser cumprimentada em restaurantes, é algo que já vi relatos também no Brasil e já passei por situações parecidas:

 "Sempre que vou acompanhada a um restaurante nigeriano, o garçom cumprimenta o homem e me ignora. (...) há um abismo entre entender uma coisa racionalmente e entender a mesma coisa emocionalmente. Toda vez que eles me ignoram, eu me sinto invisível. Fico chateada. Quero dizer a eles que sou tão humana quanto um homem, e digna de ser cumprimentada. Sei que são detalhes, mas às vezes são os detalhes que mais incomodam."

 Ainda se tem a ideia de que o dinheiro do homem é mais importante do que o da mulher, mas isso pode mudar:

 "E se tanto os meninos quanto as meninas fossem criados de modo a não mais vincular a masculinidade ao dinheiro? E se, em vez de 'o menino tem que pagar,' a postura fosse 'quem tem mais paga'? É claro que, por uma questão histórica, em geral é o homem quem tem mais dinheiro. No entanto, se começarmos a criar nossos filhos de outra maneira, daqui a cinquenta, cem anos eles não serão pressionados a provar sua masculinidade por meio de bens materiais."

 É tudo uma questão de conscientização, de procurar entender verdadeiramente a questão e mudá-la através de pequenas ações em nosso cotidiano:

 "Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. Se só os meninos são escolhidos como monitores da classe, então em algum momento nós todos vamos achar, mesmo que inconscientemente, que só um menino pode ser o monitor da classe. Se só os homens ocupam cargos de chefia nas empresas, começamos a achar “normal” que esses cargos de chefia só sejam ocupados por homens."

 "Tem gente que diz que a mulher é subordinada ao homem porque isso faz parte da nossa cultura. Mas a cultura está sempre em transformação. Tenho duas sobrinhas gêmeas e lindas de quinze anos. Se tivessem nascido há cem anos, teriam sido assassinadas: há cem anos, a cultura Igbo considerava o nascimento de gêmeos como um mau presságio. Hoje essa prática é impensável para nós."

 Mulheres já nascem sendo induzidas a sentir culpa, a não levantar a voz e reprimir sentimentos (como a raiva) que não seriam atraentes aos homens, mas o mesmo não acontece com os meninos. Uma chefe "durona" não é vista de forma positiva, mas o contrário acontece com um homem. É importante ressaltar que ser feminista não impede uma mulher de ser feminina, feministas também amam, também podem querer usar maquiagem, salto alto e tudo mais. A questão é que ela não é obrigada a usar maquiagem e salto, e se não quiser usar, não é menos mulher por isso.

 "Em todos os lugares do mundo, existem milhares de artigos e livros ensinando o que as mulheres devem fazer, como devem ou não devem ser para atrair e agradar os homens. Livros sobre como os homens devem agradar as mulheres são poucos."

 "Ensinamos as meninas a sentir vergonha. “Fecha as pernas, olha o decote.” Nós as fazemos sentir vergonha da condição feminina, elas já nascem culpadas."

 A questão abaixo é uma que, assim como na visão da autora, também me parece sem lógica. Me lembro da minha época de adolescência, no meu grupo de amigos, onde uma garota poderia ser mal vista por beijar vários garotos enquanto o contrário não ocorria. Ora, era preciso duas bocas para um beijo acontecer! Se as meninas não podiam beijar para não serem mal vistas, quem os meninos (héteros) iriam beijar? Não tinha lógica eles (e até mesmo as outras meninas) terem uma visão pejorativa das garotas.

 "Nós policiamos nossas meninas. Elogiamos a virgindade delas, mas não a dos meninos (e me pergunto como isso pode funcionar, já que a perda da virgindade é um processo que normalmente envolve duas pessoas)."

 Deixo essa resenha como um presente de Dia Internacional da Mulher, o e-book de "Sejamos Todos Feministas" pode ser baixado gratuitamente e lido em qualquer e-reader, celular, ou no computador. Ele tem poucas páginas e é uma leitura rápida, então, garanto que não tem o risco de cansar os olhos. Abaixo vou deixar os links para download. Quem preferir, pode comprar também a versão impressa, que é baratinha. A linguagem usada pela autora é de fácil compreensão, bem clara, sem termos que quem conhece pouco sobre o feminismo pode não entender. E mesmo eu, que já me considero feminista há alguns anos, aprendi coisas novas durante a leitura.

 O processo de desconstrução do machismo é longo e contínuo. Por isso, quero dizer para você que ainda não se considera feminista, mas que quer entender sobre o assunto, que comece pelo básico, leia "Sejamos Todos Feministas", comece a refletir sobre a forma como as mulheres ao seu redor são tratadas, observe também nos livros como as personagens femininas são retratadas, e pouco a pouco você irá perceber que a situação precisa mudar! E a mudança é feita por cada um de nós! Algumas ideias podem parecer radicais se analisadas isoladamente (por exemplo: protestos em que mulheres ficam nuas), mas com o tempo você se questiona sobre porque a nudez feminina incomoda tanto em um protesto, mas é normal em um produto, seja uma revista, uma série ou um filme), mas essa compreensão vem com o tempo.

 Detalhes: 46 páginas, Skoob (média de notas: 4,7/5, minha nota: 5/5), onde comprar online: impresso - SaraivaLivraria Cultura, onde baixar gratuitamente: e-book - AmazonLivraria CulturaSaraiva.

 Se mesmo depois de ler esse post e todas as citações da obra que coloquei (deu vontade de colocar o texto inteiro aqui, a autora fala muito bem tudo o que eu sempre quis falar), você ainda discordar de mim e continuar tendo uma visão negativa sobre o feminismo, leia "Sejamos Todos Feministas", é de graça, hoje é o Dia Internacional da Mulher, vai levar só alguns minutinhos.

 "O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas do gênero."

 Termino o post com um pequeno relato, algumas imagens e alguns links interessantes:

- Quando eu tinha uns 18 anos, minha mãe não me deixava ir para a rua com minhas amigas numa noite de sábado; se meu irmão (4 anos mais novo que eu) também fosse, a gente podia ir. Um detalhe importante: minha cidade é pequena e super tranquila. Ou seja: 3 ou 4 de nós valíamos menos do que 1 garoto?


- Resenha: livro "20 e poucos anos", Linda Papadopoulos
Resenha: livro Profissões Para Mulheres e Outros Artigos Feministas, Virginia Woolf

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post e que leiam, se ainda não tiverem lido, o livro de hoje. Sejamos Todos Feministas! Sejamos todos mais felizes!

Até o próximo post!

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Links da Semana especial: Dia Internacional da Mulher

(fonte) Usando a mesma imagem do ano passado, creio que não exista outra melhor para expressar minha opinião.
   Olá pessoal, tudo bem? Hoje, além dos links da semana, venho falar um pouco sobre o Dia Internacional da Mulher.
   Sobre a escolha do dia oito de março, "A versão mais conhecida diz que, nessa data, em 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova York entraram em greve. Além de salário igual ao dos homens, elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho, que era de até 16 horas diárias. Os patrões trancaram as operárias e incendiaram a fábrica. Todas as grevistas morreram queimadas. " (fonte)
   Como se pode ver, a luta por mais igualdade de direitos entre homens e mulheres é antiga.

   Ano passado, falei no blog sobre Aesha, uma jovem que teve suas orelhas e nariz arrancados pelo marido e pela família dele. Para quem não leu o post, é só clicar aqui.

   Em 9 de outubro de 2012, tentaram matar a garota paquistanesa Malala Yousafzai pelo simples fato de ela querer estudar e lutar na defesa desse direito para as meninas do seu país. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola.

   O marido de Maria da Penha Maia Fernandes tentou matá-la duas vezes; depois dessas tentativas, ela tomou coragem para denunciá-lo. Ele só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado, para revolta de Maria com o poder público.
   Desde 2006, temos uma lei que leva o nome dela: a Lei Maria da Penha, que visa a aumentar o rigor das punições das agressões contra as mulheres quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. (Clique aqui e aqui para ler mais sobre o assunto).

   "Desde que o movimento feminista foi às ruas, há cinco décadas, as mulheres quebraram barreiras em diversas áreas, mas alguns obstáculos parecem intransponíveis. Por mais que estejam amplamente inseridas no mercado de trabalho – hoje presidem empresas e governam países –, elas ainda ganham menos do que os homens. Diversos estudos publicados na semana passada, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, festejado em 8 de março, confirmam o incômodo fenômeno. A diferença de rendimentos é ainda mais inexplicável quando se comparam os níveis de escolaridade dos sexos. Em países como Brasil e Estados Unidos, as mulheres têm mais anos de estudo do que os homens. Se teoricamente estão mais bem preparadas, por que recebem menos?" Trecho da reportagem "Mesmo no topo, elas ainda ganham menos", publicada na revista ISTOÉ , leia na íntegra aqui.



   Até na literatura as escritoras enfrentam mais dificuldade para alcançarem o sucesso que os homens. Recomendo a leitura do post "10 razões para autores homens fazerem mais sucesso do que mulheres" no blog Conversa Cult.

   Quantos casos de maridos agredidos por suas esposas você conhece?
   Quantos casos de homens violentados sexualmente você conhece?
   Na sua casa, você acha que homens e mulheres tem direitos iguais?

   Muito já foi conquistado, mas muita coisa ainda precisa melhorar. Enquanto situações como as que citei anteriormente continuarem acontecendo, a luta não acabou. Essa reflexão no dia 8 de março ainda se faz extremamente necessária.
   Homens ou mulheres, somos todos da mesma espécie, humanos!

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   Links da semana:
   - "Cursos de Intercâmbio" no Cappuccino e Bobagens.
   - "Sobre Sonhos" no Everyday Things.
   - "Playlist: Chorão, saudades!" e "A que ponto caminha a homofobia" no Mais Cafeína.
   - "Tutorial: Memory Jar" no Quero ser Alice.
   - "Desafio da Torre de Livros!" no Central da Leitura.
   - "#Prepara ! Anitta e seu primeiro DVD" no Garota Agridoce.
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Oito de março, Dia Internacional da Mulher

fonte
   Caso alguém não saiba, "o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto." (Wikipédia)
   "A versão mais conhecida diz que, nessa data, em 1857, 129 operárias de uma fábrica têxtil de Nova York entraram em greve. Além de salário igual ao dos homens, elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho, que era de até 16 horas diárias. Os patrões trancaram as operárias e incendiaram a fábrica. Todas as grevistas morreram queimadas. "Guia dos curiosos
   Estamos no século vinte e um, a situação da mulher no mundo melhorou em muitos pontos, mas, vejam a foto abaixo:
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   "A moça da foto é a jovem  afegã Aesha de 19 anos, que teve suas orelhas e nariz arrancados pelo marido. A jovem foi agredida por seu marido e pela família do homem após tentar fugir da casa onde moravam. Nessa foto, Aesha mostra o resultado de uma série de cirurgias para reconstruir sua face.
“Eu era abusada pelo meu marido e pela família dele todos os dias. Mentalmente e fisicamente. Um dia, isso se tornou insuportável e eu fugi. Eles me apanharam e me colocaram em uma prisão por cinco meses”, contou a jovem afegã, em entrevista à “ITV”. “Quando fui ao juiz, ele me enviou de volta para o meu marido. Naquela noite, eles (familiares do esposo) me levaram para as montanhas. Eles amarraram minhas mãos e pés. E disseram que a punição seria cortar meu nariz e orelhas. E foi isso o que fizeram”, continuou. 
Abandonada nas montanhas, Mohammadzai conseguiu chegar à casa de seu avô, onde recebeu cuidados médicos iniciais. “Quando eles cortaram meu nariz e orelhas, eu desmaiei. Acordei no meio da noite, e senti como se tivesse água gelada no meu nariz. Abri os olhos e nem conseguia enxergar por causa de todo o sangue”, disse ela à “CNN”.
Aesha foi prometida a um membro do Talibã com apenas 12 anos pelo pai, interessado em quitar uma dívida. Durante o período ao lado do marido, ela foi obrigada a dormir com animais em estábulos e  proibida de estudar. Livre da opressão de seu antigo esposo, a jovem afegã promete agora lutar a favor das mulheres violentadas pelo mundo. " Trecho de uma matéria que saiu no Yahoo, leia clicando aqui.
   Algumas pessoas dizem que é bobagem comemorar o Dia Internacional da Mulher, mas se pensarmos que, infelizmente, todos os dias muitas mulheres ainda passam por situações difíceis, são violentadas, discriminadas, humilhadas e tratadas como inferiores aos homens pelo simples fato de serem mulheres, vemos a importância desse dia. De falar sobre a situação da mulher no mundo.
   Em alguns países, as mulheres não podem estudar, não tem direito ao voto, ganham salários menores que os homens mesmo que ocupem o mesmo cargo (isso acontece no Brasil) e, acreditem, não podem sair sozinhas de casa. Algumas pessoas não conseguem entender que mulheres e homens são iguais, feitos da mesma matéria e por isso tem os mesmos direitos.
   Penso que a obrigação de cuidar da casa é dos moradores dela, sejam eles mulheres ou homens. Obrigação de cuidar e educar os filhos é do pai e da mãe, os dois são igualmente responsáveis. Mulher pode e deve usar a roupa que quiser, mulher de roupa curta não dá o direito de um homem se comportar como um criminoso ou um animal. Uma mulher não é uma coisa que pertence a um homem.
   Espero que o pensamento de que mulheres são inferiores ou menos capazes que os homens seja exterminado. Que continuemos evoluindo e não retrocedamos, que a desigualdade diminua e o respeito aumente. 
   Feliz Dia Internacional da Mulher!

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   Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Editora Gente vai fazer um super sorteio na sua página no Facebook, serão sorteados 25 livros com temas variados para dois ganhadores. Curtam a página da editora (www.facebook.com/editoragentebr) e participem (link do sorteio), o sorteio acontece hoje, dia 8 de março, as 18 horas. Boa sorte!
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