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TBR para a Maratona Literária de Verão 2019 e 30 livros para ler em Janeiro #MLVAllStar

 Olá pessoal, tudo bem? Animados para 2019? No primeiro post do ano, venho mostrar para vocês a minha TBR (lista de livros para ler) da Maratona Literária de Verão 2019, a #MLVAllStar, e também vou falar sobre um outro desafio pessoal que consiste em ler 30 livros em janeiro! Apertem o play para conferir no vídeo ou continuem lendo:



 A maratona é organizada pelo Victor do canal Geek Freak, e vai acontecer do dia 5 ao dia 19 de janeiro. A ideia é ler mais do que lemos normalmente, além de interagir com outros leitores. Todas as informações sobre a maratona e o FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO podem sem encontrados no link: https://youtu.be/F5kFBqN4gEg.

 Tem desafios opcionais para ajudar a montar nossa lista de leituras. E temos 3 níveis de dificuldade: o Principiante, onde a proposta é ler 2 livros de gêneros diferentes durante a maratona; o Intermediário com 4 livros de gêneros diferentes e o Hardcore com 6 livros de gêneros diferentes. Há também uma roleta para sortear quais gêneros a gente vai ler.

 Eu decidi participar do Intermediário, e no sorteio da roleta, fiquei com os temas: YA/Jovem Adulto, Thriller/Suspense/Terror, Contos e Livros Nacionais.

 Agora vamos ao meu desafio pessoal! Estou com muitos livros não lidos na estante e vários deles são pequenos, daqueles que olho e penso que em questão de horas poderia finalizar a leitura. Como sinto que necessitava de um estímulo para diminuir essa pilha de encalhados, resolvi aproveitar a animação do ano-novo e escolhi 30 dos livros mais finos da estante pra ler em janeiro.

 Pode parecer muito, mas fazendo aquele cálculo que já comentei com vocês, de somar o número total de páginas e dividir pelo número de dias do mês, até que é uma meta possível. Como disse num vídeo anterior, não gosto muito de ler um livro em um dia, prefiro passar mais tempo com cada história, então talvez eu vá, por exemplo, ler um pouco de um livro e depois ler um pouco de outro em cada dia.

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 Então, abaixo vocês vão conferir os 4 livros que escolhi para os temas da #MLVAllStar e os livros que pretendo ler além das duas semanas da maratona (alguns títulos se encaixam em mais de um gênero).

 Em YA/Jovem Adulto, escolhi "Crenshaw: A Fome Da Imaginação" da K. A. Applegate, Plataforma21.

 Além dele, quero ler "A porta inquietante" do Sérgio S. Santos, "O azarão" do Markus Zusak, Bertrand Brasil e "Essa luz tão brilhante" da Estelle Laure, Arqueiro.

 Em Thriller/Suspense/Terror, escolhi "Horror na Colina de Darrington" do Marcus Barcelos, Faro.

 Também quero ler "Um corpo no no estúdio" do Warren B. Murphy, Editora Francisco Alves, "Nihil" da Carolina Mancini, Editora Estronho e "Primavera Eterna", Quatro estações - vol.3, do Stephen King, Editora Francisco Alves.

 Em Contos, escolhi "O vilarejo" do Raphael Montes, Suma de Letras.

 E também várias antologias da Editora Illuminare, organizadas pela Rô Mierling: "Pequenos Escritos, Sinistras Histórias", "Os desconhecidos", "Por trás das grades", "Rir é o melhor remédio", "Pets e companhia", "Contos e Reencontros". "Um cheiro de amor" da Maria Christina Lins do Rego Veras, José Olympio e "Pó de Parede" da Carol Bensimon, Não Editora, completam a lista de contos que quero ler em janeiro.

 Nos Livros Nacionais, meu escolhido para a maratona é "Branca de Carvão" da Katherine Salles,  Editora Portal.

 Também quero ler "Notas sobre ela" do Zack Magiezi, Bertrand, "Iracema" do José de Alencar, Ciranda Cultural, "Os Guardiões - As Crônicas dos Leais" do Gabriel Mariano, Coerência, "O velho vestido de noiva" da Ana Ferrarezzi, Novo Século, "Clér" do Pablo Madeira, "Meio-fio" do Antonio Sanz e da Jéssica Sanz, "Uma princesinha no País das Maravilhas" do Flavio P. Oliveira, Delirium, e "Perfumes de Paris" da Sayonara Salvioli, Primavera Editorial.

 E quatro livros não se encaixam nesses temas, que são "Devoção" da Patti Smith, TAG - Experiências Literárias e Companhia da Letras (que inclusive eu já li ontem e tem post no Story no Instagram), "O leitor do trem das 6h27" do Jean-Paul Didierlaurent, Intrínseca, "A invenção de Morel" do Adolfo Bioy Casares, Folha de São Paulo e "O curioso caso de Benjamin Button" do F. Scott Fitzgerald, Folha de São Paulo.

 Vou tentar postar diariamente sobre o andamento das minhas leituras no Story no Instagram, então me sigam por lá: www.instagram.com/marijleite. Pretendo sortear alguns dos livros lidos, já aproveitem para me contar nos comentários por quais vocês se interessam mais. No final da maratona ou no final do mês, faço um novo post contando se consegui ou não ler todos os livros que quero. Se alguém aí também tiver muitos livros finos (ou não) na estante e quiser entrar nessa comigo, use a hashtag #30livrosemjaneiro para podermos interagir.

 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros? Que 2019 seja um bom ano para nós!

Até o próximo post!

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8 livros de autores negros ou com personagens negros para ler no dia da Consciência Negra

 Olá pessoal, tudo bem? Vocês já repararam que é mais difícil encontrar livros de autores negros ou com personagens negros do que livros de autores brancos ou com personagens brancos? Então, aproveitando que hoje, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra, resolvi indicar alguns livros de autores negros ou com personagens negros que eu já li e recomendo. Vocês podem apertar o play e conferir no vídeo, ou continuar lendo:



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 O 1° indicado é um dos meus livros favoritos, uma obra que acho que todo mundo deveria ler: “O livro dos negros”, escrito pelo canadense Lawrence Hill e publicado no Brasil em 2015 pela Primavera Editorial. A narradora é Aminata Diallo, que foi arrancada da aldeia africana em que vivia com a família, colocada num navio com outros negros para ser escravizada na América. Anos depois, em 1802, ela era uma senhora de idade avançada para os padrões da época e morava em Londres, sua história era usada por um grupo de abolicionistas para tentar aprovar leis que abolissem a escravidão.

 Uma das coisas que esse livro me mostrou foi como as diferentes culturas daquelas pessoas que foram raptadas de seus países foram apagadas, diminuídas, como aqueles negros foram desumanizados ao se tornarem escravos. Ele também faz a gente entender como surgiu a tática, infelizmente existente até hoje, de criticar o cabelo ou os traços de determinados povos para colocá-los como inferiores. A história da Aminata é sensacional. Compre. Resenha.

 A minha segunda indicação é "O pássaro do bom senhor", escrito pelo norte-americano James McBride e publicado em 2015 pela Bertrand Brasil, livro pende mais para o humor. A trama se passa em 1856 nos Estados Unidos. O narrador é o Henry, um garoto negro de 10 anos, escravo e morador do Kansas. Um dia apareceu John Brown, um homem branco que lutava pela abolição da escravidão, na barbearia onde o pai do Henry trabalhava. Teve um tiroteio e o Henry foi levado pelo John que dizia estar libertando o garoto, mas na confusão, ele achou que o garoto era uma menina. Assustado, Henry não desmentiu o mau entendido. Vamos acompanhar como vai ser a vida dele a partir daí.

 Além de conhecer alguns detalhes sobre a escravidão nos Estados Unidos, entendemos que não era só dizer que os escravizados estavam livres, era necessário dar condições e suporte para que pudessem viver como as demais pessoas, além de dar voz a eles, parar de silenciá-los. Compre. Resenha.

 O 3° livro também está na minha lista de favoritos, É "O Sol é para todos", publicado em 1960, a minha edição é a de 2015, traduzida pelo selo José Olímpio. A autora Harper Lee era branca, mas a trama gira em torno do advogado Atticus Finch que vai defender um negro acusado de estuprar uma mulher branca na década de 30 nos Estados Unidos. Grande parte da população ficou revoltada por Atticus estar defendendo um negro e essa revolta vai respingar nos dois filhos do advogado, a Scout e o Jem.

 A história mostra como a discriminação pela cor da pele chegava em níveis espantosos. Além de falar sobre o racismo, o livro fala sobre toda forma de discriminação e preconceito com quem é diferente e não se enquadra em padrões pré-determinados pela sociedade. Um livro emocionante! Compre.  Resenha.

 Minha quarta indicação é "Nós matamos o cão tinhoso", composto por 8 contos, que vão desde as brincadeiras de crianças e o trabalho árduo em plantações até os conflitos entre brancos e negros, entre colonizadores e nativos. Considerada uma das obras mais importantes da literatura moçambicana e africana, foi publicada em 1964, no mesmo ano o autor Luís Bernardo Honwana foi preso pela sua militância em prol da independência de Moçambique, até então uma colônia portuguesa. A Editora Kapulana publicou essa edição no Brasil em 2017. Não foi um livro que me marcasse tanto quanto a minha próxima indicação, mas é uma leitura muito válida. Compre. Resenha.

 "No seu pescoço", da Chimamanda Ngozi Adichie, publicado em 2017 pela Companhia das Letras também é de contos. A maioria dos personagens é nigeriano, a Nigéria é o país onde a autora nasceu, e ela usa a História do país como pano de fundo nas tramas. A imigração para os Estados Unidos  é outro tema recorrente, e fica claro como a vida na América é glamourizada pelos que ficam na Nigéria, mas a realidade no novo país tem suas dificuldades, como o racismo, as diferenças culturais, a saudade das suas origens e a solidão. A escrita da autora é sensacional e suas histórias tem temáticas muito atuais. Compre. Resenha.

 Minha sexta indicação é "O ano em que disse sim", escrito pela Shonda Rhimes, que teve sua edição brasileira pela Best Seller em 2016. A Shonda é responsável por séries como Grey's Anatomy e Scandal, ganhadora de inúmeros prêmios, na lista das 100 Pessoas Mais Influentes da revista Time e mãe de 3 filhas. Chegou um momento em que ela percebeu que tinha tudo, mas não estava feliz, que estava se escondendo atrás de seus personagens, usando o trabalho como desculpa para se afastar do mundo. Então, decidiu passar um ano dizendo sim para o maior número de convites possível.

 O livro mostra o que é ser mulher nos dias de hoje, que significa poder ser o que quiser ser, algo que infelizmente é confundido com ter que ser perfeita em tudo, coisa que nenhum ser humano consegue. E também fala sobre a importância de tornar o mundo da TV mais real, trazendo a diversidade para as telas. Compre. Resenha.

 Sétima indicação: "Tudo e todas as coisas" da Nicola Yoon, que nasceu na Jamaica. Li na edição publicada pela Novo Conceito em 2016, mas talvez vocês encontrem mais facilmente na edição nova da Arqueiro. A trama é sobre Madeline, uma garota de 18 anos que não pode sair de casa por ter uma alergia e tudo pode causar uma crise que pode matá-la. Ela convive com a mãe, médica, com a enfermeira Carla, e raramente recebe a visita de um de seus tutores de estudos. Até o Olly se mudar com a família para a casa ao lado e a protagonista começar a se questionar se aquela vida é o suficiente.

 Foi um dos livros onde mais marquei citações, além de ser uma leitura muito fluida. E nem sempre uma história com um personagem negro precisa falar sobre racismo, garotas e garotos negros também podem ser protagonistas de romances adolescentes e se verem representados nessas histórias.  Compre. Resenha.

 E a minha última indicação é "Formas reais de amar", publicado em e-book pela Agência Página 7 em 2018, que traz 4 histórias super criativas com princesas negras nos dias atuais, escrito por 4 autoras de ascendência negra: Val Alves, Solaine Chioro, Lavínia Rocha e Olívia Pilar. Compre. Resenha.
 BÔNUS: depois de gravar o vídeo, me lembrei de outro livro que eu amei e que tem autora e protagonista negra, “Marshmallow” da inglesa Dorothy Koomson (Primavera Editorial, 2015). A protagonista aluga a casa de um homem que está se separando e cuidando dos 2 filhos pequenos, abordando temas como a responsabilidade sobre a criação dos filhos, o alcoolismo, a violência sexual, além de destacar o quanto a amizade pode ser a coisa mais importante da vida de alguém. Compre. Resenha.




 Sei que o tema não é o meu lugar de fala, mas acredito que possa contribuir para a divulgação da diversidade e da representatividade na literatura, e que além de se divertirem com essas leituras, vocês provavelmente possam ter alguns ensinamentos e reflexões importantes. Espero que vocês tenham gostado das minhas indicações de leitura, se quiserem me indicar outros livros de autores negros ou com personagens negros, podem deixar aí nos comentários. Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros?

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Até o próximo post!

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Projeto Próximo Capítulo: 5 livros com personagens femininas

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje temos mais um post do projeto Próximo Capítulo, onde eu e alguns amigos blogueiros faremos, entre outras coisas, blogagens coletivas. Como março é o mês do Dia Internacional Da Mulher, resolvemos falar sobre personagens femininas. Confesso que não tive muito critério para escolher quais citar, tenho muitos livros que se encaixariam no tema, fui olhando a minha estante e sentindo quais livros tinham personagens femininas e que eu queria mostrar nesse post, e cheguei à seguinte lista:

5 livros com personagens femininas

Joelle Charbonneau

 A primeira é a Malencia Vale da trilogia distópica O Teste, escrita pela Joelle Charbonneau (na imagem, o último livro da trilogia, A Formatura). Cia era só uma garota quando viu o seu sonho de ir para a faculdade, se formar e ajudar o seu país, se revelar um pesadelo. Ela se tornou uma líder, vivenciou perdas terríveis, mas nunca abandonou suas convicções. Saiba mais nas resenhas: O teste, Estudo Independente, A formatura.

Kiera Cass

 Sim precisamos falar sobre Eadlyn Schreave! Ela é a protagonista dos livros 4 e 5 da série A Seleção da Kiera Cass (os 3 primeiros livros são sobre a mãe dela). Uma princesa que se preparou a vida toda para governar, capaz de tudo pelo seu reino, entra em um reality show onde 35 pretendentes vão disputar a sua mão. A intenção distrair a população, dando tempo para que seu pai encontre soluções para problemas no reino. E a princesa descobrirá que a realeza não é tão bem vista quanto imaginava.

 Eadlyn Schreave é uma das protagonistas mais criticadas que já conheci. Mas faço parte do time que a tem como inspiração. Eadlyn não é a mãe! Ela viveu uma realidade diferente, protegida no palácio, tendo seu caminho definido desde o primeiro suspiro de vida. Acho que para muitos leitores falta empatia, falta tentar se colocar no lugar do outro. Ser princesa traz restrições e responsabilidades enormes. Repito o que disse na resenha: Eadlyn não era considerada carismática nem correspondia aos ideias de princesa/rainha que a população e os leitores queriam! Ainda assim, tem um crescimento enorme ao longo da trama, se tornando forte como sempre quis ser.

Lydia Netzer

 Imagine que você é uma mulher, careca desde o nascimento, grávida pela segunda vez, com a mãe internada no hospital, com um filho pequeno e portador de uma síndrome que pode ser Asperger ou Autismo, com um marido com as mesmas características do filho e que lhe deixou sozinha e foi para uma missão no espaço. Essa é Sunny, a protagonista de Todas as constelações do amor da Lydia Netzer. Sunny tentou por muito tempo ser "normal", mas a grande lição desse livro, é que ninguém precisa se encaixar nos padrões para ser amado. É uma personagem que vocês precisam conhecer!

Lawrence Hill

 Aminata Diallo, a protagonista de um dos melhores livros que já li: O livro dos negros do Lawrence Hill, arrancada da África para ser escrava na América. Depois, tornou-se um símbolo pela abolição da escravidão na Inglaterra. Uma vida de muitas batalhas e perseverança. Mais um livro que vocês precisam conhecer! Certamente não serão os mesmos depois da leitura.



Elizabeth Gaskell

 Na resenha de Esposas e Filhas da Elizabeth Gaskell, descrevi Molly Gibson como uma verdadeira heroína. Mesmo com suas divergências com a madrasta, a decepção com o pai, a convivência com a excêntrica meia-irmã, o amor não correspondido, a convivência com uma família conflituosa, Molly ainda conserva um bom coração, é confiável e amiga. Um clássico que vocês precisam conhecer!





 E essa é a minha lista com cinco personagens femininas, de épocas e histórias muito distintas. Espero que vocês tenham gostado do post. Reforço o pedido para que tenham mais empatia com as personagens femininas. O que eu vejo de resenhas onde elas são criticadas... Se agem rápido demais, são criticadas. Se tem dúvidas, são criticadas. E isso também é um retrato de como enxergamos e julgamos excessivamente as mulheres na ficção e na vida real. Não vejo tantas críticas aos personagens masculinos. A eles, tudo é perdoado. Vamos tentar ser mais gentis com as mulheres?

Veja os outros posts do Próximo Capítulo: apresentação, 10 capas mais bonitas da estante. Acesse os outros blogs participantes: Enjoy Books, Instantes Memoráveis, Degradê Invisível, Viver em Dois Mundos, Galáxia dos Desejos, Próxima Primavera, Capítulo 1, Porre de Leitura e Livros, Livro Apaixonado, Nerdisse.

Finalizo o post com uma dica de leitura: E se houvesse uma antologia de contos fantásticos que, além de empoderar, seus leitores, ajudasse uma ONG que cuida de crianças e adolescentes que sofreram violência e abuso sexual? E se tal antologia reunisse histórias de garotas destemidas, corajosas e dispostas a enfrentar quaisquer adversidades em busca de superação? E se os contos pendessem para o terror e fossem destinados a adolescentes, pré-adolescentes e – por que não?! – aos leitores de todas as idades que se interessam por fantasia e terror “água-com-açúcar”?
Conheça “GIRL POWER – HISTÓRIAS DE GAROTAS DESTEMIDAS”, uma antologia escrita por Ana Lúcia Merege, Camila Pelegrini, Carolina Mancini, Fernanda Chazan e Tatiane Durães. A obra está disponível apenas em formato e-book na Amazon e toda a renda adquirida com a venda do livro será revertida ao CRAMI (Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância), que ajuda crianças e adolescentes do ABCD paulista que sofreram violência e/ou abuso. Clique aqui para adquirir.

Até o próximo post!

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Resenha: livro "A bússola do peregrino", Pedro Terrón

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "A bússola do peregrino", o último volume da trilogia "Kalixti - o enigma das sete estrelas", escrito pelo espanhol Pedro Terrón e publicado no Brasil pela Primavera Editorial em 2010.

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 Recapitulando, para quem não conhece a trilogia, no primeiro livro (A cidade perdida, clique no título para conferir a resenha) fomos apresentados a Runy, morador de Ibiza, dono de um submarino, e no segundo (A Chave do Amanhecer, clique no título para conferir a resenha), conhecemos a arqueóloga Dámeris. Junto com eles, descobrimos que são almas gêmeas (o que não significa que tenham que viver um romance) e, em outra vida, participaram de um projeto relacionado a sete estrelas mágicas, estrelas que, nessa vida, eles tem a missão de encontrar e manter longe de mãos erradas. Para isso, terão que relembrar aventuras de vidas passadas, além de viver novas aventuras nos dias atuais.

 "- Ibiza... Cada dia me surpreende mais. Pensei que fosse um recanto turístico ou um lugar para perder a cabeça e estou vendo que é um mundo digno de ser conhecido em profundidade. Tem muito a ser descoberto.
 - Quando você conhecer toda a magia que se esconde em alguns de seus cantos, vai ficar apaixonada.
 - É difícil me apaixonar - responde automaticamente.
 - O difícil é manter a paixão... por Ibiza, quero dizer.
 - Mas o que você está esperando? Faça que eu me apaixone.
 - Faria de boa vontade, se soubesse como." (página 79)

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 O terceiro livro começa algum tempo depois do final do anterior. Runy vai trabalhar com Dámeris na busca por objetos antigos que são de interesse do museu onde ela trabalha e que podem estar no fundo do mar, próximo de Ibiza. Esses objetos também são alvo de um museu concorrente. E uma das estrelas mágicas pode estar entre eles. Por outras pessoas que também fizeram parte do processo de criação das estrelas numa vida passada, Runy e Dámeris são avisados de que uma catástrofe está para acontecer, e que encontrar as estrelas que faltam pode evitar essa tragédia. Dámeris não demonstra muito interesse em continuar se envolvendo na busca pelas estrelas, visto que os acontecimentos do livro anterior lhe deixaram alguns traumas.

 "Confesso a você que, às vezes, acordo no meio da noite com a sensação desagradável de ter estado pendurada por uma corda sobre uma poça cheia de crocodilos famintos. E ainda que em seguida me dê conta de que foi só um pesadelo, também não posso me esquecer de que o incidente aconteceu de verdade." (página 17, alguns dos pesadelos de Dámeris)

 Em busca de respostas, Runy vai recordar um vida passada, onde foi Kasim, um príncipe no Sri Lanka, muito impulsivo e orgulhoso, que fez coisas horríveis, e teve que passar por grandes sofrimentos, perdendo tudo o que mais amava, para poder se redimir e evoluir.

 "Vim até a cidade perfeita porque as regras do jogo mudaram. A coisa está feia. Muito feia. os figurões do museu da Filadélfia, que chegaram ontem à noite já nervosos, hoje desmoronaram completamente. Com a notícia, todo o projeto deles vai abaixo, seus dólares naufragaram nas profundezas de um mar devastado e vazio. E Dámeris pode naufragar com eles. Enquanto tiver forças nessas veias, não vou permitir. Por isso as regras mudaram." (página 133)

 Eu gostei muito de conhecer um pouco do Sri Lanka dos séculos passados, assim como amei toda a parte que envolvia a disputa dos dois museus para encontrar as relíquias no mar de Ibiza. Esses foram os pontos altos do livro. Em contrapartida, Runy como Kasim foi um homem desprezível, de quem era difícil gostar, e que mereceu todas as muitas dificuldade e perdas pelas quais passou até aprender a ser alguém digno.

 "- Mesmo sendo mulher, você tem muito temperamento.
 - Como assim, mesmo sendo mulher? Nós não temos o direito de ser temperamentais? Por acaso é um privilégio exclusivo dos homens?" (página 245, uma das bobagens que Kasim fala)

 Eu não gostei do final dado para a trilogia, acredito que o autor tinha possibilidades muito melhores do que simplesmente correr com os últimos capítulos e jogar fora tudo o que foi construído por Runy, Dámeris e a busca pelas sete estrelas ao longo dos livros anteriores. Foi o desfecho que ele quis dar, mas que me passou a sensação de falta de aproveitamento. Talvez "Kalixti - o enigma das sete estrelas" devesse ser uma série com quatro ou cinco livros e não uma trilogia. Então, se o primeiro volume foi razoável, o segundo muito bom, o terceiro ficou num meio termo, pois foi interessante na ambientação e na busca pelas relíquias, mas deixou a desejar no desfecho e no protagonista.

 "Em nossa cultura, infelizmente, a violação é uma prática bastante comum para obrigar as jovens a se casar conta sua vontade. Desde os primórdios sempre consideramos que as mulheres que perdem a virgindade antes do casamento, mesmo que seja por estupro, deixam de ter valor. E, para evitar essa vergonha, muitas se veem obrigadas a se casar com seus estupradores." (página 224, sobre o Sri Lanka da época de Kasim)

Trilogia Kalixti, Pedro Terrón
Trilogia Kalixti, Pedro Terrón
 A narrativa proporcionou uma leitura fluida, a escrita do autor é diferente de um jeito bom, os personagens principais e secundários foram bem construídos (e com certeza me lembrarei deles por um bom tempo), a história me deixava curiosa para os próximos capítulos e, como já mencionado, a ambientação era fascinante.

 "Passaram-se vários dias de aula e continuamos sem tirar boas notas, estamos quase como no princípio. Em nossa pesquisa, as descobertas a destacar são um tanto quanto escassas: um par de destroços de naufrágio interessantes - nenhum com a idade exigida-, restos isolados de barcos, o esqueleto de um aviãozinho... Como se o mar só se atrevesse a falar de pequenos segredos. No que se refere às esculturas de damas senhoriais e estrelas de sete pontas, nada além do silêncio. Do belo silêncio azul." (página 77)

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Pedro-Terrón
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 A capa da Primavera traz elementos, como o elefante, que são condizentes com a trama e combina com os volumes anteriores. As páginas são amareladas e lisas. A diagramação tem legras, margens e espaçamento de bom tamanho e a revisão tem poucos erros.

 Detalhes: 440 páginas, ISBN-13: 9788561977221, Skoob. Clique e compare preços no Buscapé.

 Apesar da decepção com o desfecho, valeu a pena ler a trilogia e eu a recomendo especialmente para quem gosta de fantasia e quer conhecer um pouco mais de lugares exóticos. Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou o autor? Cliquem aqui e participem dos sorteios que estão rolando no blog (e também tem sorteio na fan page e no Instagram).

Até o próximo post!

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Resumo das leituras de janeiro de 2018

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho mostrar os sete livros que li em janeiro (saudades do janeiro do ano passado, onde li mais de 20 livros! Clique aqui para saber como consegui essa façanha). Apertem o play para saber um pouquinho sobre cada leitura:



 "Eu te darei o sol" e "A bússola do peregrino" estavam na minha TBR da Maratona Literária Desencalhando Livros. "Sorrisos Quebrados" foi minha escolha para o primeiro mês do desafio de desencalhar 12 livros em 2018 e, assim como os livros "Eles não usam black-tie", "Com outros olhos" e "A peste" estava na TBR da #JornadaMLV. O último livro que menciono no vídeo foi um e-book já resenhado no blog.

 Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros? Me ajudem a escolher qual resenhar primeiro deixando o nome do seu escolhido nos comentários.

 Ah, aproveitem para participar do sorteio valendo "Eles não usam black-tie" e mais 3 livros lindos lá no Instagram, é só clicar aqui e participar. Lembrando que também está rolando sorteio no canal, valendo a Trilogia Fortaleza Negra, clique aqui e participe. Comentando nesse e nos outros posts do blog durante o mês de fevereiro, você concorre ao livro "O maravilhoso bistrô francês" no Top Comentarista, clique aqui e saiba como participar.

Até o próximo post!

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Maratona Literária Desencalhando Livros: apresentação e TBR #MLDL

 Olá pessoal, tudo bem? Mais um ano chegando ao fim, e vocês conseguiram ler todos os livros que queriam ou estão como eu: com uma pilha enorme de livros "encalhados" na estante? Nos últimos dois anos especificamente, minha pilha de não lidos cresceu bastante, na maior parte por causa de uma feira do livro anual, onde encontrei promoções imperdíveis (quem resiste ao ver seus desejados pela metade do preço?). Então, resolvi fazer uma maratona literária para diminuir o número de livros encalhados e gostaria de convidar vocês para participarem também.

 Antes, um AVISO: ao contrário do que algumas pessoas pensam, numa maratona literária você NÃO É OBRIGADO a ler, você só vai colocar a leitura como foco, o que faz uma diferença enorme no seu ritmo de leitura (digo por experiência própria). Apertem o play para conferir meu vídeo sobre a maratona:


 A Maratona Literária Desencalhando Livros vai acontecer entre os dias 12/12/2017 e 12/01/2018.

Para participar, você deve postar sua TBR (lista de livros que quer ler) em modo público com a hashtag #MLDL (pode ser post no blog, vídeo no canal, foto no Instagram, no seu perfil ou fan page no Facebook, no Twitter, Tumblr...) e se inscrever no formulário de inscrição, link do formulário: https://goo.gl/sNbE1j (formulário aberto até dia 19/12, caso alguém chegue atrasado).

 Não é obrigatório, mas se, além de postar a TBR e se inscrever no formulário, você se inscrever no meu canal no YouTube (link do canal: https://www.youtube.com/channel/UCA6rN2MY2Lhvi4zSgQ6opAA) e entrar no grupo da maratona no Facebook (link do grupo: https://www.facebook.com/groups/1534350523284811/), você poderá participar de sorteios extras.

 Prêmios para os participantes: ao final da maratona, entre todos os inscritos no formulário de inscrição, sortearei um vale-compras de R$45,00 no Submarino.

 Entre todos os inscritos no formulário, no canal e membros do grupo, sortearei um kit de marcadores e um livro surpresa da minha biblioteca pessoal. Dependendo do número de participantes, posso conseguir mais prêmios.

 Sugestão de temas para ajudar a montar a TBR

 Eles não são obrigatórios, você escolhe os livros que vai ler com base neles se quiser, e pode escolher mais ou menos livros ou, até mesmo, um único livro para todas as categorias.

1- Encalhado a mais tempo na estante: esse é autoexplicativo, um livro que está há muito tempo na sua estante e que você não leu ainda.
2 - Encalhado nacional: também autoexplicativo, um livro de um autor brasileiro que está há muito tempo na sua estante e que você não leu ainda.
3 - Novo na estante mas que corre o risco de ficar encalhado: um livro que não faz tanto tempo assim que você tem na estante, mas que corre o risco de ficar encalhado se você não o ler agora.
4 - Um encalhado que você não sabe o porquê de estar encalhado: um livro que você queria muito ler, conseguiu adquirir mas ainda não leu.
5 - Série encalhada: livro que faz parte de uma série, CUIDADO AQUI: como digo no vídeo, aconselho a deixar esse livro para ler por último, a menos que seja o volume final da série, pois você pode correr o risco de querer ler o restante da série ao invés dos outros livros da TBR.

 Alguma dúvida? Bora participar? Se você nunca tentou participar de uma maratona literária ou já tentou e falhou, que tal tentar participar dessa? Se optar pelos temas, eles não são muitos, o que evita o floop (risco de não cumprir a meta). Além disso, a interação com outros participantes do grupo é mais um estímulo para ler, além de ser divertida.

Até o próximo post!

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Unboxing: comprinhas do Amazon Day

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Todo mundo já está participando do TOP COMENTARISTA do mês? Julho já está quase no fim, hein?! Hoje venho trazer um vídeo de unboxing, onde mostro os livros que comprei no Amazon Day, uma promoção de frete grátis na loja online Amazon. Eu fiz a compra no dia 11/07 e chegou ontem, dia 20. Como moro no interior de Minas, a entrega não é tão rápida como em cidades maiores. Eu queria muito gravar esse vídeo de unboxing, mas não consegui esperar até chegar em casa e acabei gravando meio no improviso e com um cenário nada a ver, relevem! Apertem o play:



 Os livros que eu comprei estavam na minha lista de desejados que monto no Skoob. Eu não queria comprar muito, pois tenho vários não lidos na estante, então fui comparando os preços e vendo, por exemplo, se o desejado era ou não fácil de conseguir em trocas no plus. O valor exato da compra ficou em R$63,90.

 E vocês, compraram algum livrinho no Amazon Day? Já conheciam algum dos que mostrei no vídeo? Qual devo ler e resenhar primeiro? Ah, participem do sorteio valendo o livro "Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara" lá no canal.

Participe do TOP COMENTARISTA de Julho, clique aqui para saber como participar e concorrer aos livros "O Casal que mora ao lado" e "Paris para um e outros contos".




Até o próximo post!

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Vídeo: Caixa de Correio de dezembro (parte 2)

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Como eu disse no post da primeira parte da Caixa de Correio, em dezembro de 2016 chegaram tantos livros que eu tive que dividir o vídeo de recebidos em 2. Na primeira parte, mostrei os muitos livros que comprei, agora na segunda parte vou mostrar os livros que chegaram de parcerias e que ganhei (afinal, dezembro foi meu aniversário). Apertem o play para conferir:



 Caso o vídeo pareça estar sem áudio, tente fazer uma das opções que estão ali na barra lateral do blog. Para conferir a parte 1, é só clicar aqui. Quem ainda não se inscreveu, se inscreva no canal para receber os próximos vídeos em primeira mão. Me contem: já conheciam, leram ou querem ler algum dos livros mostrados?


Até o próximo post!

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Resenha: livro "A Chave do Amanhecer", Pedro Terrón

 Olá pessoal, tudo bom com vocês? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "A Chave do Amanhecer", o segundo da trilogia Kalixti, escrito pelo espanhol Pedro Terrón e publicado pela Primavera Editorial em 2010.

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 Em novembro eu resenhei o livro um, “A cidade perdida”, onde conhecemos o espanhol Runy. Em "A Chave do Amanhecer", conheceremos Dámeris, uma jovem arqueóloga de 24 anos. Na casa que seu namorado herdou do avô, ela encontrou muitas antiguidades, uma em especial mudaria toda a sua vida: um livro muito antigo, escondido dentro de uma escultura de barro, escrito em uma língua desconhecida. Para tentar decifrar o que estava naquelas páginas, Dámeris recorreria à equipe do museu onde trabalhava, porém, a descoberta atrairia interessados inesperados e colocaria a vida da protagonista em risco.

 "Não suporto violência e o que acabo de vivenciar me altera demais. E não pelo que aconteceu em si, pois já passou, e afinal tive muita sorte. O pior é que suspeito que os personagens não eram simplesmente uns ladrõezinhos de bairro que se dedicam a roubas bolsas de velhinhas. Pareciam quatro matadores profissionais. Em número excessivo para um ataque sem importância, o que me faz suspeitar que não queriam a bolsa, mas o que havia dentro. A coisa se complica. Quantas pessoas sabem da existência do livro? Por que querem roubá-lo? Quem pode ter tanto interesse?" (página 35)

 Após descobrir que na Venezuela estaria a resposta para parte dos enigmas do livro, talvez algo relacionado à mítica Atlântida, Dámeris partiu para lá, mas os perigos a perseguiram, fazendo com que ela precisasse ser ajudada por pessoas que até então ela desconhecia: pessoas relacionadas à Kalixti e à criação das sete estrelas mágicas, que acabaram se perdendo pelo mundo, e que Dámeris e seus novos amigos tinham a missão de resgatar.

 Se essa parte da história já parece interessante, a outra parte é ainda mais, pois a trama se passa em dois tempos: no presente, e no passado, no século dezoito, quando, em outra vida, Dámeris era Marina, uma jovem filha de um oficial espanhol que foi para a Venezuela, onde seu pai trabalharia. Talvez vocês se lembrem das aulas de História na escola, onde vimos que as riquezas da América eram muito disputadas pelos países europeus, o que colocaria a família de Dámeris em risco no novo continente. Em sua nova residência, Marina (Dámeris) conheceria Anur (Runy, em outra vida), um guardião de um grande tesouro, um guerreiro, que lhe daria a oportunidade de viver uma ventura, e ela, obviamente, aceitaria.

 "(...)Os corsários carregarão tudo o que puderem levar, queimarão um punhado de suas casas e irão embora em alguns dias. Quando já estiverem no mar, os espanhóis voltarão do interior e recuperarão a cidade. Desde que uns e outros cravaram suas bandeiras em nossa costa, sempre acontece assim" (página 155)

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 O livro um não foi como eu esperava, como comentei na resenha dele, mas algo me dizia que eu deveria tentar ler o livro dois, e após finalizar a leitura do segundo volume, vi que agi muito bem ao seguir minha intuição. "A Chave do Amanhecer" já me conquistou logo nas primeiras páginas, na forma poética como é descrita a última viagem de um galeão com pele de carvalho, um grande navio carregado de tesouros.

 Talvez pela mudança de tradutor do primeiro para o segundo livro, a leitura tenha ficado ainda mais fluida, mais aportuguesada. E agora até entendo que o primeiro livro tivesse que ter algumas partes mais lentas para que Runy e os leitores entendessem toda a questão das reencarnações e a ideia de que estamos todos, vida após vida, buscando evoluir e ajudando na evolução do planeta. Informações essenciais do livro um são repetidas de forma bem resumida no segundo, o que me agradou, mas que me faz recomendar que os livros sejam lidos em ordem. 

 A Dámeris é um personagem independente e bem construída, e na pele da Marina, é ainda mais fascinante pela sua sede de aventura, pela sua vontade de viver. O Runy me pareceu bem mais centrado nesse segundo volume. E preciso lhes contar que eles são almas gêmeas, mas como é explicado, isso nem sempre quer dizer que devam viver um romance (como o intenso relacionamento que tiveram na pele de Marina e Anur), mas há essa possibilidade, e foi interessante ver os dois personagens refletindo sobre o assunto, já que ambos tinham outros relacionamentos na vida atual. Preciso mencionar também que achei fantástica toda a questão da chave em si.

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 A edição da Primavera tem uma capa bem bonita (adaptada da original, se não me engano), páginas amareladas, poucos erros de revisão, diagramação com margens, espaçamento e letras de bom tamanho.

 Resumidamente, o segundo volume da trilogia Kalixti coloca os personagens em situações tão extremas quanto o primeiro, mas foca menos na espiritualidade e mais na História. Se o livro um enfoca suas aventuras no continente europeu, "A Chave do Amanhecer" traz as Américas como cenário, misturando realidade e ficção, e me agradou demais voltar no tempo e ver como era a Venezuela na época das grandes navegações. Romance, fantasia, ficção científica, tensão, História, aventura, natureza, mar: se você gosta disso, então certamente vai amar "A Chave do Amanhecer" tanto quanto eu! Se eu quero ler "A bússola do Peregrino", terceiro e último volume dá série? Mas é claro que sim!

 Detalhes: 312 páginas, ISBN: 97885619777214, Skoob. Onde comprar online: loja da aditora.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou o autor?

Até o próximo post!

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