RESENHA: Dilacerada, de Helô Delgado

Olá Leitores (as), como estão? Hoje venho trazer a resenha do livro Dilacerada, da autora Hêlo Delgado. Esse livro possui uma história encantadora, que me prendeu do começo ao fim da leitura, me proporcionando uma mistura de emoções que me “dilacerou”. Por essa razão não percam tempo e venham conferir  minha opinião completa sobre esta obra.

Foto: Skoob
Título: Dilacerada
Autora: Hêlo Delgado
Editora: Editora Coerência
Ano: 2018
Páginas: 254
Gênero: Drama / Literatura Brasileira / Romance /  Ficção


SINOPSE
O que você faria se alguém do seu passado voltasse para a sua vida e você tivesse que enfrentar seus traumas?
Uma família peculiar. Uma mãe rigorosa. Um romance.
Aos 27 anos, Vivian é uma adulta marcada por seu passado e leva uma vida reservada. Não confia em quase ninguém e acredita ser incapaz de amar. Quando menos espera, depara-se com uma situação delicada, a qual evita por vários anos: a necessidade de buscar ajuda profissional para falar sobre seu passado, seus sentimentos e enfrentar seus conflitos mais profundos. (Skoob)

Conheci o trabalho da autora Hêlo Delgado pela divulgação do lançamento do seu título “Dilacerada” que a Editora Coerência estava realizando. Em um primeiro momento me identifiquei com a profissão da autora, que além de psicóloga, trabalha com tradução, duas profissões das quais tenho uma grande paixão. Pois quem acompanha o blog sabe que estou cursando graduação em psicologia, e depois de me formar pretendo começar a estudar uma segunda língua. Enfim, por causa dessa curiosidade entrei no seu instagram vi a sinopse do seu livro e me encantei, e quando vi que ela estava com as parcerias abertas não pensei duas vezes e me inscrevi.   Por essa razão quando soube que tinha sido selecionada, fiquei muito feliz, e louca para começar a leitura! E posso dizer com toda certeza que me apaixonei por essa história.

“Incrível como coisas pequenas podem causar um impacto enorme em nossas vidas. Há poucas semanas, eu não tinha ideia de como algo simples, como conhecer uma pessoa, poderia mudar minha forma de ver o mundo.”


Este livro narra a história de Vivian (Vivi) que na primeira fase do livro se encontra na adolescência morando com sua mãe, que possui um comportamento muito rígido, e de superproteção, e sua irmã Val, uma criança muito especial, onde moram juntas em um bairro afastado da cidade. No entanto em um belo dia Vivi conhece um garoto misterioso, já que ele não mora nas redondezas de seu bairro, e desconhece tudo sobre sua vida pessoal, sabe apenas seu nome. Contudo depois de alguns encontros e desencontros com esse garoto, ambos acabam se aproximando fazendo com que essa amizade se torne algo mais forte, construindo um vínculo de paixão.  Entretanto quando sua mãe descobre sobre essa relação que se sucede às escondidas não fica nada satisfeita, e toma uma atitude totalmente precitada com o intuito de separá-los, para que esse relacionamento não volte mais a acontecer. Porém como nossas vidas são repletas de incertezas, de encontros e desencontros, Vivian não poderia imaginar que tudo a sua volta estava prestes a mudar, e que as escolha de sua mãe poderia lhe ocasionar tanto sofrimento. E que este seria um momento que lhe atravessaria ao ponto de determinar suas futuras escolhas, lhe proporcionando uma nova perspectiva, fazendo com que se rebelasse mediante a essa desgraça. O livro é narrado em primeira pessoa, e mostra várias fases da vida de Vivian, e suas seções de terapia, trazendo uma história de amor árdua que me possibilitou muitas surpresas.


“Fechei os olhos e deixei que minhas costas caíssem na cama. Com o corpo embriagado e a cabeça girando, permaneci deitada, pensando sobre minhas ações e listando meus arrependimentos.”


Esta obra se trata de um romance dramático muito bem construído. Digo isso pelo fato de que a história se trata de temas muito delicados como relação familiar conturbada, doenças, mentiras, amor entre outros assuntos, que nos foi apresentado durante as várias passagens da vida da personagem, desde a sua adolescência, até chegar na fase atual, de maneira muito bem desenvolvida, sem deixar nenhum ponto solto. Outro ponto é que a autora vai e volta no tempo quando a personagem está em sua sessão de terapia, e não me senti confusa em nenhum dos momentos. Talvez seja pelo fato de que a Hêlo possui uma escrita linear, de fácil compreensão que faz com que as páginas passam sem nem perceber. Um ponto muito interessante dessa obra é que a autora soube me prender durante todo o desenrolar da trama, e também me surpreendeu em vários momentos, me fazendo questionar em como não pude pensar nessa hipótese.


“Pretendo deixar para trás tudo o que vivemos de ruim. Sei que não posso fugir de quem sou e do que passei, porém, posso escolher ao que me apegar. E escolho as boas lembranças.”



Gostei tanto desse livro que me lembro de terminar a leitura em apenas dois dias, e admito que a muito tempo não li um título tão rápido. Enfim os personagens são reais, e consegui me prender muito a Vivian, e também em relação a sua irmã, e aos personagens secundários que também tiveram seu cunho de importância na trama.  Agora em relação ao personagem pelo qual Vivi se apaixona confesso que teve momentos que o odiei, mas talvez isso tenha sido proposital, porém depois de descobrir todo o motivo de ter agido dessa forma, confesso que me senti mais conformada. Até pelo olhar inocente que ele possuía sobre as situações da vida, e só pode compreender toda a proporção do que havia feito depois quando houve as consequências.

Teve momentos que não consegui segurar as lágrimas, e me emocionei. Principalmente no final que teve um desfecho lindo e muito bem merecido para Vivian.  Apreciei a forma como a autora trouxe o profissional de psicologia, desestigmatizando a procura desse profissional apenas para pessoas com algum transtorno. Mas como uma relação de vínculo terapêutico, a busca pela autonomia, o apoio para que o cliente\paciente possa reconstruir e ressignificar sua história como Vivian fez.

“Eu me apeguei na ilusão de leveza induzida pelo álcool.”


Queria muito aproveitar esse momento para agradecer a autora Hêlo Delgado por ter me possibilitado ler este livro incrível, na qual recomendo muito a leitura para quem gosta desse gênero literário. E deixar enfatizado que esta leitura foi realizado em E-book no entanto a obra já possui publicação em físico para quem possui interesse em adquirir. Espero ter a oportunidade de conhecer outras publicações da autora, já que depois desse livro virei fã e admiradora do seu trabalho como escritora. Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por esta leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post


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Resenha: livro "Hoje e sempre", Nora Roberts

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Hoje e sempre", escrito pela Nora Roberts e publicado em 2018 pela Editora Harlequin.

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 "- Amor é uma palavra vazia quando não há respeito. Prefiro não ter amor a tê-lo de um homem que não pode aceitar-me pelo que sou. Prefiro não dar amor a um homem que não compartilha seus problemas comigo, nem o seu sucesso." (página 170)

 A história se passa nos anos quarenta e é narrada em terceira pessoa. O europeu Daniel MacGregor vai para os Estados Unidos por causa de seus negócios. Ele é de orgiem humilde, mas com muito trabalho, especialmente nos últimos cinco anos, conseguiu se tornar milionário. Aos 30 anos, Daniel decide que é hora de se casar e ter filhos. Ele quer uma família de comercial de margarina, perfeita, com uma esposa que esteja sempre disponível para ele e para cuidar dos filhos e da casa.

 A jovem Anna Whitfield, ao invés de se contentar em ser enfermeira como era o comum para as mulheres da época que queriam trabalhar na área da saúde, contraria os padrões da sociedade e é a única mulher da sua turma de medicina, estando no último ano do curso para realizar seu sonho de infância e se tornar uma cirurgiã.

 "- Ser médico é profissão de homem.
 - Aprecio a sua opinião. Acontece que não acredito que que existe 'profissão de homem' se uma mulher é capaz de exercê-la." (página 25)

 Daniel se interessa por Anna, e ela também se interessa por ele. O problema é que o sonho de Anna é ajudar a salvar a vida das pessoas, não ser dona de casa, e Daniel não consegue entender que Anna possa achar melhor trabalhar fora do que ser sua esposa. Daniel quer um casamento, Anna que um companheiro. Há possibilidade de esse romance dar certo? Quem cederá? Quem sairá vitorioso?

 "-Se isso fosse verdade, eu seria uma tola. - Anna levantou-se, pois era hora de enfrentá-lo. Hora, na verdade, de enfrentar a si mesma. - E talvez eu seja, porque espero que você dê às minhas necessidades ambições tanto respeito quanto dá às suas.
 - O que diabos isso tem a ver com o casamento?
 - Tudo! Em nove meses, terei meu diploma.
 - Um pedaço de papel - disparou Daniel de volta.
 Tudo em Anna tornou-se frio: a pele, a voz, os olhos.
 - Um pedaço de papel? Gostaria de saber se você chama suas ações e contratos de pedaços de papel." (página 169)

 "Hoje e sempre" foi o meu primeiro contato com a escrita da Nora Roberts, e foi uma leitura que me surpreendeu muito. A Nora é famosa por seus inúmeros romances românticos, mas também escreve fantasia e romances policiais. Peguei o livro para ler por ser pequeno, com cerca de 188 páginas, e foi sim uma leitura rápida (mas a história é bem desenvolvida e vale lembrar que bastaria uma mudança de tamanho de letra para a história ter mais páginas).

 "Hoje e sempre" foi publicado pela primeira vez nos anos oitenta, e eu fiquei positivamente surpresa por ver que, há décadas atrás, a autora já falava sobre o empoderamento e a independência feminina. É notável nos livros lançados atualmente a quantidade de mocinhos semelhantes ao Daniel: bonitos, muito ricos e dominadores, que acham que podem comprar/ter tudo o que quiserem, inclusive uma mulher. Infelizmente, são poucas as mocinhas como Anna, que vão atrás dos seus sonhos profissionais. É uma realidade na nossa sociedade o fato de ser mais difícil para as mulheres conciliar carreira e família/maternidade do que para os homens, e esse livro vem para nos mostrar que podemos sim desejar sermos realizadas profissionalmente e num relacionamento (lembrando que um relacionamento não é indispensável para a felicidade, e que a relação amorosa depende de um outro ser humano, enquanto o trabalho depende na maior parte de você).

 "- Alguma vez lhe ocorreu que um homem não tem que fazer uma escolha entre ter uma família ou ter uma carreira?" (página 39)

 Eu não gostei do Daniel na maior parte do livro, pela dificuldade dele em enxergar a Anna como um ser humano com necessidades semelhantes as dele. Felizmente, temos a Anna para compensar e muito, foi maravilhoso ver como ela não abaixava a cabeça para ele, Anna é uma personagem inspiradora, diferente de todas as mocinhas que eu já vi. Os personagens secundários também são interessantes e servem como apoio pra trama principal.

 "-Não vejo nossa relação como um negócio, Daniel.
 Ele via? Com uma sensação de desconforto, percebeu que estava vendo o relacionamento exatamente dessa forma, mas agora não tinha mais tanta certeza.
(...) - Se eu disser sim e me casar com você amanhã, terei jogado toro o resto fora.
 - Não é o que estou pedindo. Eu não faria isso.
 - Não faria? - Anna fechou os olhos por um momento e lutou para manter a compostura. - Pode me dizer com certeza se vai aceitar e respeitar a doutora Anna Whitfield da mesma maneira que me aceita e me respeita agora?" (páginas 152 e 153)

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 Foi o primeiro livro que li da Harlequin e gostei do trabalho da editora. A capa é linda, as páginas são amareladas, há poucos erros de revisão, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 "- É tão tolo pensar que você tem que se contentar com pedaços" (página 92)
 Enfim, "Hoje e sempre" foi um livro que eu gostei e que recomendo, vale a pena deixar de lado quaisquer ideias pré-concebidas que tenhamos sobre romances ou sobre a Nora e dar uma chance à essa leitura que nos transportará para os anos quarenta. "Hoje e sempre" é o quinto livro da série MacGregors, mas você pode lê-lo sem ter lido os anteriores, que falam sobre os filhos do casal. Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: vocês já conheciam a obra? Já leram algo da autora?

 Detalhes: 192 páginas, ISBN-13: 9788539825417, Skoob, compre na Amazon:

Resenha: livro "Com outros olhos", Editora Estalo

 Olá pessoal, tudo bem? A resenha de hoje é muito especial, pois venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Com outros olhos: crianças invisíveis", uma antologia lançada pela Editora Estalo em 2017, e onde o meu conto "Enquanto o dia não amanhece" foi publicado. Vocês podem apertar o play ou continuar lendo:



 No ano passado vi no Facebook que a Editora Estalo estava recebendo textos para uma antologia onde o autor não teria que pagar nada para participar. Não me lembro ao certo se os contos tinham que ser narrados por crianças ou ser sobre crianças. As histórias deveriam se passar em Prisma, o fictício planeta mais belo da Galáxia Jardins e mostrar que, mesmo num planeta tão bonito, as crianças passavam por dificuldades que nem sempre eram compreendidas pelos adultos.

 Eu já tinha um conto escrito, chamado "Enquanto o dia não amanhece" (sobre duas irmãs que precisam esperar o dia amanhecer para fugir de um monstro), que não foi selecionado para outra antologia na qual o inscrevi. Fiz algumas modificações na história para se adequar ao que a Estalo pedia, e nessa busca por adequar o conto, fui percebendo que talvez ele não estivesse mesmo bom para a primeira seleção.

 Quando a gente recebe um não em uma antologia, fica uma certa tristeza por nossa ideia não ter sido aceita, mas é uma lição necessária para um autor: nem sempre o que a gente escreveu já está pronto para ser publicado, na maioria das vezes são necessárias muitas melhorias, como aprendi ao aprimorar o conto. Por exemplo, a inteligência da minha protagonista, a capacidade dela de planejar, aos nove anos, a fuga com a irmãzinha, era algo totalmente possível se ela fosse de outro planeta, já para uma garota da Terra, poderia não ficar muito convincente.

 "Andávamos de cabeça baixa, tentando ao máximo passar despercebidos na cidade opressora e sufocante. Eu não era mais uma pessoa, era um animal vagando em uma selva de diamantes, indiferente a qualquer pegada que deixasse para trás.
 Eu senti medo. Um terror sufocante. Tive vontade de chorar. Meu pai me segurava firme, pois éramos o apoio um do outro. Perguntei-me como ele conseguia passar por tudo aquilo todos os dias. Era... cruel..." (páginas 60 e 61, conto "Entrevista de emprego", Lucas Barreto Teixeira)

 Eu sou uma leitora que ama contos e antologias. E, durante a leitura, fiquei muito impressionada com a qualidade dos 17 contos selecionados pela Estalo. Do primeiro ao último, o nível foi muito equilibrado, muito bom. Já li antologias onde um conto se destacava ou destoava, que eu lia e ficava pensando "por que ele foi selecionado"? Mas em "Com outros olhos" isso não aconteceu, todas as histórias estavam dentro da temática da obra, era possível ver uma coesão entre elas, cada um tinha algum elemento interessante, na escrita, na história, num personagem, no tema...


*** Sobre cada conto ***

✨Comecei ontem a ler o #livro "Com outros olhos", antologia da Editora Estalo onde um conto meu foi publicado. Já li os 4 primeiros #contos e venho comentar sobre eles aqui. . 🍁"Maria das Galáxias" do André L. R. Magalhães começa com "Era uma vez" e é narrado por uma garotinha que acha que tem um monstro no guarda-roupa. . 🍁"Enquanto o dia não amanhece", escrito por mim, fala sobre uma menina que quer levar sua irmãzinha para longe de um monstro. . 🍁"A esperança em um desejo da Bianca Lindsye S. Reginaldo me fez ficar com o coração apertado ao ver 3 irmãos sendo maltratados por uma "tia". . 🍁"Eu, Filó e o tapete azul" da Dalva do Prado C. Miguel é uma fofura sobre um gatinho muito especial😻. Quatro histórias ótimas! Estou impressionada com o nível da #antologia! #literaturanacional #JornadaMLV
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Então, li mais 4 #contos da #antologia Com outros olhos, e continuo agradavelmente surpresa com o tanto de contos bons e bem escritos que a Editora Estalo selecionou pro #livro. Vamos conhecer alguns deles: . "Nem tudo o que parece é" da Milena Marães é sobre uma garota que encontrou amparo num monstrinho, mas descobriu que ele não era o que parecia. . "Entrevista de emprego" do Lucas B. Teixeira nos traz um personagem recordando os motivos que o levaram a estar se candidantado àquela vaga. . "O carro branco" da Dalva do Prado C. M. fala sobre crianças que repararam num misterioso carro e descobriram algo sensacional. . Junto com o conto anterior, "Laços" do Wladson G. S. Sena concorre ao troféu de favorito do livro, com a incrível história de outras raças ameaçando Prisma, planeta onde as histórias do livro são ambientadas. Já fica a recomendação para que leiam #ComOutrosOlhos. . #literaturanacional #JornadaMLV #bookgram #igreads #booksofinstagram #blogliterario #bookreview #ilovebooks
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Os 5 últimos #contos da antologia "Com outros olhos" da Editora Estalo se mostraram tão bons quanto os 12 anteriores! 🍁E se as crianças tivessem que trabalhar pros adultos? Essa é a premissa do comovente "O menino da bola de pedra" da Priscila J. Lucas. . 🍁"Não é tão simples assim" da Samara Santos mostra como uma filha ficou deprimida com a ausência do pai. . 🍁"Imaginação de uma criança invisível" do Josué G. Cabeceira traz uma criança e seus incontáveis "porquês". . 🍁"Cassandra e o filhote de lobo" do Lucas V. Pires tem uma protagonista corajosa. 🍁E o conto do José L. S. de Lima encerra essa antologia maravilhosa falando sorte "O poder do sorriso". Super recomendo! Gostaram dos posts sobre o livro? #literaturanacional #instabook #booklovers #bookinstagram #lovereading #leitura #literature #instaliterario
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 E talvez esse nível tão equilibrado até possa ser um ponto negativo, porque é difícil escolher uma história favorita para destacar, uma que tenha sido a mais marcante, a melhor da antologia. Falei um pouco sobre cada uma lá no Instagram (imagens acima para quem quiser conferir). No vídeo, destaco "A esperança em um desejo" escrito pela Bianca e que fala sobre crianças que sofrem muito estando sob a guarda de uma tia, e foi muito doloroso ver as dificuldades que essas crianças passavam, pois a gente sabe que esses maus tratos acontecem na realidade. Em "Um sequestro em Prisma", o Lucas Mendes de Oliveira conseguiu escrever uma história emocionante de um menininho solitário, que tinha como único amigo o seu cachorrinho Bacon, e ele enfrentou muitos perigos pra salvar esse cachorrinho.

"Seu pelo é branco com manchas pretas e ele tem apenas dois anos de vida.
 É meu melhor amigo.
 Lembro que antes dele chegar, sempre um monstro vinha me visitar, principalmente quando estava frio! Não sabia bem o que era, mas papai me dizia que era uma coisa chamada solidão. Depois que ele chegou, o monstro nunca mais me assustou." (página 101, "Um sequestro em Prisma")

 "Eu, Filó e o tapete azul" da Dalva do Prado C. Miguel fala sobre maus tratos aos animais. "O carro branco" da Dalva do Prado C. M. ficou marcado na minha memória, fala sobre crianças curiosas sobre um misterioso carro no estacionamento. "Laços" do Wladson G. S. Sena traz a incrível história de outras raças ameaçando Prisma.  O conto da Ironi Jarger, "A moça dos balões coloridos", é a tocante história de uma mãe em busca da filha desaparecida... Eu poderia falar de cada conto, mas a resenha ficaria enorme. Alguns pendem mais para a fantasia, com monstros; alguns são narrados numa linguagem bem infantil, parece mesmo uma criança contanto, tem para todos os gostos, mas todas as histórias estão dentro do universo infantil, da forma como crianças podem ver o mundo.

 "Meses depois do desaparecimento da menina, ela comprou balões coloridos. Sua filha não sabia ler, mas conhecia as cores." (página 91, "A moça dos balões coloridos", Ironi Jarger)

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 A edição da Estalo está com uma qualidade ótima, capa bonita, páginas amareladas, poucos erros de revisão, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, além de detalhes nas bordas das páginas (que mostrei melhor no vídeo).

 Detalhes: 200 páginas, ISBN-13: 9788594013033, Skoob. Onde comprar online: loja da editora, Shoptime, Americanas. Disponível no Kindle Unlimited.

 Enfim, fica a minha recomendação para que leiam "Com outros olhos", um livro com histórias maravilhosas e bem escritas da primeira à última página; acredito que, certamente, ao menos uma delas vai encantá-lo. Foi uma leitura que gostei muito, e que espero que vocês também gostem de fazer. Para quem, assim como eu, também escreve e sonha em publicar, essa minha experiência de participação na antologia me deixou uma impressão muito boa sobre o trabalho da Estalo.

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Até o próximo post!

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[VEDA 18] 3 livros de fantasia com protagonistas ladras

 Olá pessoal, tudo bem? Vocês estão sabendo que estou participando do VEDA, né?! Ele consiste em postar um vídeo por dia durante o mês de abril. E no décimo oitavo dia, trago um vídeo que já tinha gravado há algum tempo, indicando 3 livros do gênero fantasia que são protagonizados por garotas que precisam roubar, apertem o play para conhecer essas três ladas ou continuem lendo:



A primeira é a Gilly, do livro "Escola de Vilões 1" da Jen Calonita, publicado pela Única Editora em 2015. Ela tem 12 anos e mora no reino de Encantadópolis, governado pelas princesas dos contos de fadas. É a filha mais velha do sapateiro e tem cinco irmãos mais novos. Depois que a fabricação dos sapatinhos de cristal passou a ser feita pelas fadas madrinhas, a situação financeira da família de Gilly piorou muito, e para não passar fome, ela rouba dos nobres.

 Quando Gilly é pega roubando, é enviada para o Reformatório de Contos de Fadas, uma espécie de escola onde os vilões dos contos de fada são professores após se regenerarem, e trabalham para evitar que novos vilões surjam. Lá, Gilly repensará sobre seus atos e experimentará uma vida muito diferente da sua...

 Esse é um infanto-juvenil super rápido de se ler, com menos de 200 páginas. Foi uma leitura que me cativou e que promove uma reflexão interessante sobre o certo e o errado, além do ar de conto de fadas. O final desse livro é relativamente fechado, mas há um segundo volume para matar a saudade dos leitores. Clique aqui para conferir a resenha.


Sinopse: Será que um vilão pode se recuperar? Gilly não se considera exatamente uma garota má... Porém, quando se tem cinco irmãos e irmãs mais novos, é preciso ser criativo para ajudar nas despesas. Ela é uma ladra muito boa, e disso tem certeza e pode se gabar. Até ser pega. Depois de roubar uma presilha, é sentenciada a passar três meses no Reformatório de Contos de Fadas – no qual os professores são aqueles antigos vilões que já conhecemos, como o grande Lobo Mau e a malvada Madrasta da Cinderela. Quando, porém, ela faz amizade com alguns estudantes, como Jax e Kayla, aprende que esse reformatório vai muito além de sua missão heroica. Há uma batalha ganhando forma e Gilly precisa descobrir: os vilões podem realmente mudar? Descubra o Lado B dos contos de fadas.


 A segunda ladra que lhes apresento é Mare Barrow, do livro "A rainha vermelha", escrito pela Victoria Aveyard e publicado em 2015 pela Editora Seguinte. Aos 17 anos, Mare é uma vermelha numa sociedade onde as pessoas são divididas pela cor do sangue: os de sangue prateado tem poderes especiais e regalias, os de sangue vermelho precisam viver com pouco e servirem aos prateados.

 Para ajudar a família, Mare pratica pequenos furtos, até que é pega, mas ao invés de ser presa, lhe é oferecido um trabalho no palácio, o que parecia ser algo bom, até que Mare quase morre e descobre que, apesar do sangue vermelho, ela também tem poderes. Imaginem a confusão que isso vai causar!

 E esse é só o início da saga de Mare Barrow, entre traições, segredos revelados e muitas lutas. Ela é uma daquelas personagens que passa por provações imensas, e o livro é um daqueles do qual não queremos desgrudar até chegar na última página, eletrizante! Esse é o primeiro de um série, que já tem mais alguns volumes, então o final mais aberto já nos faz querer correr para ler o próximo. Clique aqui para conferir a resenha.

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
 A terceira e última ladra protagonista de um livro de fantasia que lhes apresento é Lila Bard, do livro "Um tom mais escuro de magia", escrito pela V. E. Schwab e publicado pela Editora Record em 2016. Na Londres do século dezenove, Lila tem 19 anos, é órfã e seu sonho é ter um navio. Enquanto isso, ela se virava com pequenos furtos e roubos, sendo uma ladra procurada na cidade. Até que seu caminho se cruza com o de Kell, e ela descobre que há outras Londres além da sua, cidades onde a magia é muito mais intensa e presente do que ela poderia imaginar.

 Com sua sede de aventura, Lila descobriria um universo novo e embarcaria com Kell numa perigosa jornada para que um poderoso objeto ficasse em segurança. Diferente das duas personagens anteriores, Lila não tem uma família, e além de ladra, é uma assassina. Todas as três personagens roubam por falta de opção, é importante frisar. Gosto da Gilly e da Mare, mas a Lila é a minha favorita entre as três, esperta, corajosa e cheia de mistérios. O final de "Um tom mais escuro de magia" é relativamente fechado, mas há mais livros dando continuidade à série. Clique aqui para conferir a resenha.

Sinopse: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.


 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros? Conhecem outros livros de fantasia protagonizados por ladras? Clique aqui e acesse o canal do blog Pétalas de Liberdade para conferir os vídeos que estão rolando no VEDA, lembrando que tem TOP COMENTARISTA no canal esse mês.


Até o próximo post!

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Resenha: livro "Outlander, a viajante do tempo", Diana Gabaldon

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Outlander, a viajante do tempo", escrito pela Diana Gabaldon e lido na edição de 2014 da Saída de Emergência. Gravei um vídeo onde falei sobre quais eram as minhas expectativas e como foi a realidade da leitura, se quiserem conferir é só apertar o play, ou leiam a resenha escrita (li o livro, rascunhei a resenha e gravei o vídeo em agosto do ano passado, mas só consegui postar agora):



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 A narradora é Claire, uma enfermeira inglesa que, em 1945, depois de trabalhar na Segunda Guerra Mundial, vai passar alguns dias com o marido Frank na Escócia (uma região menos afetada pela guerra). Frank tem um grande interesse pelos ancestrais da família que viveram no local, enquanto ele faz pesquisas sobre o assunto, Claire passeia pelos arredores. Certo dia, ela observava pedras grandes dispostas em formato de círculo (tipo o Stonehenge), e foi praticamente sugada por uma pedra e foi parar no passado, em 1743, no meio de um conflito entre ingleses e escoceses.

 Claire escapa das mãos de soldados ingleses para ir parar nas mãos de um homem do clã MacKenzie, que a leva até o castelo do clã. Se Claire contasse de onde veio, ou melhor, de quando veio, corria o risco de ser vista como louca. Há a suspeita de que ela seja uma espiã inglesa, e nessa busca por descobrirem sua origem, Claire pode cair em mãos muito mais cruéis do que as dos homens do clã. Então, é praticamente imposto que ela se case com o jovem Jamie Fraser. Jamie é acusado de um crime e procurado pelos ingleses, ou seja, a situação de nenhum dos dois é muito boa. O que vemos no decorrer da história são os muitos problemas que acontecerão na vida dos dois, tendo o conflito entre os escoceses e os ingleses como pano de fundo.

 "- Só digo uma coisa - disse, em tom ameaçador. - Você não pode brincar de boneca com as minhas estatuetas de túmulos persas. Qualquer coisa, menos isso. Entendeu?" (página 16, uma das primeiras coisas que o tio da Claire diz quando ela, ainda criança, vai morar com ele)

Livro Outlander, a viajante do tempo, Diana Gabaldon (2)
Ótima essa introdução, né?!

 Acho que a primeira ideia que vem à cabeça das pessoas quando olham para o livro, é de que vai ser uma leitura demorada pelas 800 páginas. E de fato não é uma leitura rápida, eu li em nove dias, mas se tivesse gostado mais da leitura, poderia ter lido em menos tempo.

 "O hospital de campanha onde eu servia fora bombardeado três vezes. Mesmo sabendo que as frágeis paredes de nossas estruturas temporárias não nos protegeriam, mesmo assim médicos, enfermeiras e serventes corriam todos para dentro ao primeiro alarme, aconchegando-se para ter coragem. É preciso muita coragem quando há balas de canhão chiando acima de nossas cabeças e bombas explodindo ao redor. O tipo de terror que eu sentira na época era o que mais se assemelhava ao que eu sentira no monumento de pedras." (página 127)

 Os primeiros capítulos foram interessantes. A Claire não é "uma mulher comum", relativamente alta (1,70m), criada por um tio que era uma espécie de historiador, casada com um marido que também tinha um grande interesse por História, enfermeira, enfrentou uma guerra e viu muita coisa. Claire era inteligente, experiente e corajosa. Mas me incomodou demais vê-la perdendo essa força que tinha no decorrer da história (mais pro final, ela volta).

 O Jamie foi um personagem totalmente diferente do mocinho que eu imaginava. Ele tinha atitudes infantis, dignas de um adolescente e não do homem que ele dizia ser. Não encontrei nada para amar no Jamie, nada para admirar. Como quem acompanha o blog deve saber, eu estudo Pedagogia (para dar aula para crianças, basicamente), além disso, posso contar nos dedos de uma só mão quantas vezes levei um puxão de orelha dos meus pais, então, não era nem um pouquinho interessante ler cenas e mais cenas onde o Jamie contava das vezes em que foi surrado pelo pai por ter aprontado; também não era interessante ver como ele acreditava que o castigo físico era a solução (se fosse, as traquinagens infantis não continuariam sendo repetidas).

 "- Sua mulher! Sua mulher! Você não se importa comigo! Sou apenas sua propriedade; só é importante para você porque acha que eu lhe pertenço e não pode suportar que alguém tire alguma coisa que lhe pertence!
 - Você me pertence mesmo - trovejou ele, enfiando os dedos nos meus ombros como pregos. - E você é minha mulher, goste ou não!" (página 363)

 Antes da metade do livro, a Claire fica bem próximo de poder voltar para o presente, exatamente 10 quilômetros, uma distância que pode ser percorrida em pouco tempo, ainda mais se você tiver um cavalo como ela tinha. E adivinhem o que ela faz? Com argumentos estapafúrdios, ela deixa o cavalo e decidi ir a pé pelas pedras escorregadias da beira do rio. Eu fiquei revoltada com a burrice dela! Óbvio que isso não ia dar certo. Aí, o Jamie decide que precisa castigá-la pelas consequências disso, eu até tentaria perdoar como algo cultural, mas o pior é que ele gosta do que faz. E a Claire releva... Depois disso, qualquer simpatia que eu sentia pelo casal, acabou! Acho que o grande problema foi que eu não conseguia ver amor entre os dois, talvez desejo sexual, mas não amor nem admiração.

 "Senti-me profundamente traída pelo fato de que o homem do qual eu dependia como amigo, protetor e amante pretendesse fazer tal coisa comigo. E minha noção de autopreservação estava aterrorizada diante da ideia de me submeter à compaixão de um homem que manejava uma espada de sete quilos como se fosse um mata-moscas.
 - Não vou permitir que bata em mim." (página 369)

 Depois dessas cenas, que até acho que foram desnecessárias para o andamento da história, passei a ler sem tanta vontade. Estava com o livro na mão e olhava para a estante pensando em todas as outras histórias que poderia estar lendo ao invés de Outlander. Confesso que quis sim pular algumas partes, pensei até em abandonar a leitura, mas persisti.

 Muitas páginas depois, apareceu uma personagem, que não vou dizer o nome, mas que foi a minha favorita. Ela é tipo o Jamie sem a parte babaca, corajosa, esperta, daquelas que vai lá e resolve a situação, o que me reanimou um pouco com a leitura. Os capítulos finais tiveram um ritmo relativamente melhor, e até me deu certa curiosidade sobre o que virá nos próximos volumes da série, mas aí eu fico pensando se vale a pena ler as continuações, que são tão grandes quanto "A viajante do tempo", e correr o risco de novamente me ver com o livro aberto nas mãos e olhando para a estante pensando em qual outra história eu poderia estar lendo.

Livro Outlander, a viajante do tempo, Diana Gabaldon (4)
Livro Outlander, a viajante do tempo, Diana Gabaldon (3)

 Essa edição da Saída de Emergência, que atuou pouco tempo no país, tem uma capa bonita, páginas amareladas, boa revisão, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho. Atualmente, é a Editora Arqueiro que publica a série, e vocês podem encontrar novas edições. Antes, era a Rocco que publicava, talvez ainda existam em sebos a edição mais antiga. Nos diálogos, senti certa dificuldade de compreensão quando o verbo dizer era usado sem o acompanhamento de um pronome, estava lá a palavra "disse", mas eu não sabia quem havia dito e tinha que ler e reler as falas para compreender, dificuldade que não havia quando o verbo era traduzido para "falar".

 Enfim, há muito o que eu poderia dizer sobre "Outlander, a viajante do tempo", mas paro por aqui para que a resenha não fique do tamanho do livro. Com o vídeo, a postagem do "Li até a página 100 e...", postagens no Instagram e essa resenha, acho que foi possível fazer um bom registro de como foi essa minha experiência de leitura. Não se magoem comigo por ter falado sobre algumas cenas que acontecem antes da metade do livro, pois na história tem muito mais para vocês descobrirem (nem citei o nome do vilão). Não acho que "Outlander, a viajante do tempo" seja um livro ruim, longe disso, tanto que dei três estrelas e meia para ele no Skoob (as estrelas vão de um até cinco). Mas foi uma leitura muito diferente do que eu imaginava, e o que pesou mais foi ter tido essa vontade de abandonar e a antipatia pelo protagonista em sua forma de conduzir seu relacionamento. Como sempre digo, minhas resenhas são a minha experiência de leitura, e essa experiência de leitura é algo que cada leitor vive de uma forma, e que está completamente fechada quando lemos a última página, nada pode apagar o que foi sentido.

Detalhes: 800 páginas, ISBN-13: 9788567296227, Skoobleia um trecho. Onde comprar online:

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já leram "Outlander, a viajante do tempo"? Os próximos volumes são muito melhores? Alguém acompanha a série adaptada do livro?

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Até o próximo post!

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