Olá, pessoal! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Nunca saia sozinho", escrito pelo Charlie Donlea e publicado no Brasil em 2020 pela Faro Editorial.
"-E a história de um jogo sombrio e perigoso que acabou mal, de dois alunos brutalmente assassinados e de um professor acusado. Contudo, na sua essência, essa história também trata dos sobreviventes. Ela é sobre alunos que estão tentando desesperadamente seguir em frente, mas que foram misteriosamente levados de volta para uma noite que não conseguem esquecer." (página 29)
Peppermill, Indiana. Numa casa abandonada no terreno de um colégio interno, dois alunos foram mortos de forma violenta. O caso parecia resolvido, com um professor sendo apontado como o culpado. Porém, no ano seguinte, colegas das vítimas estavam voltando para a casa abandonada e suicidando-se. O que estava levando-os ao suicídio? Será que os demais alunos escondiam algo sobre a noite de 21 de junho de 2019?
Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O canto das sereias", escrito pela Val McDermid e publicado em 2014 pela Bertrand Brasil (Editora Record).
"Em algum lugar no padrão daqueles crimes existia um caminho labiríntico que ia direto ao coração do homicida. De alguma forma, Tony precisava seguir por aquele trajeto com cuidado, para evitar se perder na ardilosa vegetação rasteira."
Na cidade inglesa de Bradfield, quatro homens foram encontrados mortos em datas diferentes, mas todos os corpos eram de jovens entre 25 e 30 anos, apresentavam sinais de tortura e foram deixados em lugares normalmente frequentados por gays. Com todas essas coincidências, a polícia local não tinha mais como negar que os casos estivessem ligados e que havia um serial killer à solta em Bradfield.
A comunidade gay estava com medo, a imprensa pressionava, mas as investigações não estavam dando resultado. Com isso, John Brandon, o chefe de polícia assistente da Polícia Metropolitana de Bradfield, decidiu pedir a ajuda do psicólogo Tony Hill, que trabalhava no Ministério do Interior.
Após anos trabalhando com criminosos detidos em hospitais psiquiátricos, Tony estava num projeto que visava traçar perfis criminais que apontassem, para a polícia, quais características deviam ser observadas para diminuir a lista de suspeitos de determinados crimes. Brandon queria que Tony Hill traçasse o perfil do serial killer de Bradfield.
A detetive-inspetora Carol Jordan foi designada para auxiliar Tony e ser uma ponte entre o psicólogo e a polícia. Será que Tony poderá ajudar no caso? Quem está cometendo os crimes e por qual motivo?
"O canto das sereias" é o primeiro de uma série onde acompanharemos Carol Jordan e Tony Hill em investigações. Em 2017, eu havia lido e amado o segundo livro, "Rastros de Sangue", então aproveitei que "O canto das sereias" está disponível no Kindle Unlimited para ler esse mês. E, mais uma vez, fui totalmente fisgada pelo enredo criado por Val McDermid!
O que mais gosto nos livros da autora, é como ela nos coloca dentro da investigação. Acompanhamos passo a passo, tudo o que a polícia está fazendo, e é incrível como os investigadores se dedicam a todas as pistas possíveis na história.
"Quando Carol abriu a porta, ela ficou surpresa ao encontrar Tony no meio da sala, suspendendo uma pedra na mão. — Sou eu — soltou um grito com a voz esganiçada. Os braços de Tony desceram para junto ao corpo. — Ai, merda — disse ele. Carol sorriu. — Quem você estava esperando? Assaltantes? Jornalistas? O bicho-papão? Tony relaxou. — Desculpe — disse ele. — A gente passa o dia inteiro tentando entrar na cabeça de um sujeito pirado e acaba ficando tão paranoico quanto ele."
E, mesmo com esse foco na investigação, a autora também consegue tornar os personagens interessantes aos nossos olhos. É possível gostar da Carol e do Tony (e também dos secundários), compreender seus dilemas e dificuldades.
"O canto das sereias" foi publicado pela primeira vez nos anos noventa, mas nem por isso passa a impressão de ser um livro datado, ele continua sendo interessante nos dias de hoje, mesmo com tecnologias diferentes disponíveis na época.
Dosando bem investigação e personagens, a autora conseguiu me envolver na leitura desde o início, e sempre que eu precisava parar a leitura por algum motivo, continuava pensando na história, curiosa, querendo saber o que aconteceria no próximo capítulo. O desfecho do caso, a revelação do culpado, foi algo que me surpreendeu muito.
Foi um livro que eu amei e super recomendo, tanto esse primeiro quanto o segundo (onde a Carol e o Tony vão investigar o desaparecimento de garotas). Se você gosta de thrillers, de romances policiais, de histórias sobre serial killers, precisa ler "O canto das sereias"! Mas destaco que, como o criminoso usa técnicas de tortura inspiradas na Inquisição, há algumas cenas e descrições fortes.
A edição do e-book conta com detalhes de sereias no início dos capítulos, fonte diferente em algumas partes, boa revisão e diagramação.
Por hoje é só, fico na torcida para que tenham gostado da resenha e deem uma chance ao livro, e que a editora traga mais livros da série, mesmo eles podendo ser lidos individualmente.
Olá, pessoal! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Pistas Submersas", escrito pela sueca Maria Adolfsson e publicado em 2020 no Brasil pela Faro Editorial.
A trama se passa em Doggerland, um conjunto de três ilhas entre o Reino Unido e os países nórdicos. Na manhã seguinte ao Festival da Ostra, que atraiu muitos turistas para a região, uma mulher foi encontrada morta em casa. Os indícios levam a crer que se trata de um assassinato.
Karen Eiken Hornby será a detetive responsável pela investigação, já que Jounas Smeed, seu superior, não poderá trabalhar no caso pelo fato de ser ex-marido de Susanne, a mulher que foi morta. E há um detalhe: apesar de não se darem bem no trabalho, depois de alcoolizados no festival, Karen e Jounas passaram a noite juntos num hotel!
Será que Jounas está envolvido na morte da ex-esposa? Ou o crime teria sido cometido por alguém que estava no Festival da Ostra? Ou será que o assassinato de Susanne teria algum envolvimento com a comunidade hippie da qual seus pais fizeram parte nos anos 1970? São perguntas que Karen tentará responder ao longo da investigação.
"Pistas Submersas" não é um thriller de ritmo alucinante como "Sem Saída"(outro lançamento da Faro que li recentemente), mas sim um romance policial nórdico, ao estilo da série Millennium (citada na capa) e de "O Homem de Areia". Além disso, é o primeiro da série Doggerland, onde acompanharemos as investigações da detetive Karen. Sendo assim, o enredo tem um ritmo mais lento inicialmente, enquanto a autora vai nos apresentando o cenário e a História das ilhas. Há um número grande de personagens secundários, como os demais policiais, os amigos e a família da Karen, e cada um tem sua importância em determinado momento. Vemos também como Karen precisa lidar com o machismo no ambiente de trabalho e com coisas que aconteceram em seu passado.
Karen foi uma personagem bem interessante de se acompanhar e que quero reencontrar nos próximos livros da série. Ressalto que o assassinato de Susanne é totalmente solucionado em "Pistas Submersas". Foi um caso daqueles bem complexos, com pequenas pistas espalhadas e vários suspeitos, difícil de solucionar, mas com um desfecho que foi surpreendente para mim.
Eu gostei bastante de "Pistas Submersas". O cenário das ilhas foi interessante. Os personagens e as ligações que eles formaram foram marcantes. A narrativa da autora conseguiu me deixar curiosa com o rumo da investigação. Enfim, é uma leitura que recomendo para quem gosta de romances policiais.
Algumas citações:
"Para seu espanto, Karen se sente tocada. Várias fotografias poderiam perfeitamente ter saído de seus próprios álbuns de família; a súbita percepção de conexão e da falta de sentido dessa existência passageira a emociona. Tantas mulheres, homens e crianças, com semblantes sérios ou alegres, que testemunharam a passagem de décadas, e agora provavelmente estão todos mortos. Geração após geração, lutando para sobreviver e perpetuar a raça humana - e talvez para obter um pouco de felicidade. Todos esses ancestrais cujas mágoas e alegrias agora só podem ser vislumbrados num punhado de fotografias desbotadas. Pessoas que um dia significaram tudo para outro alguém, e no entanto acabam esquecidas poucas gerações mais tardes." (página 183) "- Você viu como eles são? A maioria se veste como vagabundos, cabelos longos, vestidos longos. (...) E as criancinhas deles também, eles têm um bando de filhos. Deus sabe como cuidam deles. E para que escola vão quando tiverem idade? Para a nossa escola na vila? Vão ficar junto com as nossas crianças? Gente assim deveria ser proibida de procriar, se quer a minha opinião (...)." (página 145, comentário de uma moradora sobre os pais de Susanne, que vieram para Doggerland na década de 1970 para formar uma comunidade hippie)
"Quando uma mulher é assassinada, segundo as estatísticas, em nove de cada dez casos o autor do crime é o marido ou ex-marido." (página 98)
A edição da Faro traz uma capa com elementos que remetem à trama, relevo no título, páginas amareladas, boa revisão e diagramação. Detalhes: 368 páginas, ISBN-13: 9788595811027, Skoob, clique para comprar na Amazon:
Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram algo de autores escandinavos?
Olá, pessoal! Tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O preço de uma vida", escrito pela Cristiane Krumenauer e publicado em 2018 pela Editora Novo Século.
"A justiça deve ser feita. De um jeito, ou de outro.
Faça sua parte, querida Naiona. Confio em você" (página 337)
Getúlio Tavares era dono de uma empreiteira em São Paulo. Seu filho, Danúbio, morreu de forma misteriosa em uma viagem à África do Sul, onde morava Josiano, o irmão de Getúlio e tio de Danúbio.
Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Uma mulher na escuridão", escrito pelo Charlie Donlea e publicado no Brasil em 2019 pela Faro Editorial.
"Era possível, ela se perguntava, que ele tivesse passado quarenta anos na cadeia por um crime que não cometera? O dilema mais enigmático era se ele passara décadas na cadeia por um crime que nunca acontecera." (página 201)
Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a resenha do livro O Lado Obscuro, da autora Tarryn Fisher que recebi em parceria com a Faro Editorial. Está foi uma leitura bastante intensa e ao mesmo tempo instigante, e que apesar de se tratar de um gênero que não tenho costume de ler, ainda assim me prendeu logo nas primeiras páginas. Desse modo, venham conferir em detalhes minha opinião completa sobre essa obra.
Foto: Skoob
Título: O Lado Obscuro
Autora: Tarryn Fisher
Editora: Faro Editorial
Ano: 2019
Páginas: 288
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
SINOPSE
Considerada a obra mais visceral de Tarryn Fisher, você entenderá porque leitores de vários países o elegeram como um dos livros mais especiais de suas vidas.Quando a escritora Senna Richards acorda na manhã de seu aniversário, ela não está em seu quarto. Raptada e trancada numa casa em meio a uma tempestade de neve, ela precisa decifrar as pistas ligadas ao seu passado para conseguir fugir. Forjada pela dor, moldada pelo abandono, Senna se tornou uma mulher que destrói antes de ser destruída...Apenas uma pessoa conseguiu atravessar suas barreiras e conquistar sua confiança, mas isso aconteceu há muitos anos...“Isaac era um estranho, mas foi capaz de enxergar minhas feridas mais do que qualquer outra pessoa.”O cirurgião Isaac encontrou Senna em um momento de caos e vulnerabilidade, depois de um furacão que lançava cinzas sobre suas feridas. Ele a ajudou quando ninguém mais pôde, mas agora, tudo está diferente. Depois de tanto tempo distantes um do outro, os dois estão presos na mesma cabana, e podem ser consumidos por recordações que esperavam esquecer. Além do perigo que os cerca, a escassez de comida e água, e os jogos perigosos do raptor, um sentimento antigo começa a despertar, ameaçando romper novamente as defesas de Senna, o que pode ser fatal. (Skoob)
Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Rastro de sangue: Jack, o estripador", escrito pela Kerri Maniscalco e publicado em 2018 pela Editora Darkside Books. E tem sorteio de um exemplar! Aperte o play ou continue lendo:
"Monstros deveriam ser assustadores e feios. Eles não deveriam esconder-se atrás de sorrisos amigáveis e cabelos bem cortados. Por mais distorcida que pudesse ser, a bondade não deveria ficar trancafiada em um coração de gelo e um exterior ansioso." (página 328)
A história se passa em Londres, em 1888, e é narrada por Audrey Rose Wadsworth, uma jovem de dezesseis ou dezessete anos. Desde a morte da mãe de Audrey, seu pai tornou-se super protetor, com medo de também perder a filha caso ela pegasse alguma doença "lá fora". Por sorte, Nathaniel, irmão mais velho de Audrey, a ajudava a conseguir driblar o pai. Com isso, Audrey conseguia fazer o que mais gostava: ajudar o tio em seu laboratório.
"Às vezes, as trevas nos olhos dele me deixavam mais aterrorizada do que os mortos que abríamos como se fôssemos açougueiros." (página 13)
Jonathan, tio de Audrey, era uma espécie de médico legista, dava aulas de medicina forense, e por vezes era consultado pela polícia para examinar corpos de vítimas e ajudar na resolução de crimes. Audrey descobriria que não era sua única aluna particular, ao conhecer no laboratório o jovem Thomas Cresswell, um rapaz que parecia ter uma estranha habilidade de desligar suas emoções ao se deparar com a morte.
"Parecia que, quando nosso pai dispensava um criado ou uma criada, a vida deles nunca mais era a mesma, das piores formas possíveis." (página 119)
Mulheres de áreas pobres, prostitutas, estavam sendo assassinadas de forma brutal, e como o tio Jonathan estava analisando os corpos das vítimas, Audrey e Thomas também tiveram acesso à busca pelo assassino, que logo ficou conhecido como Avental de Couro ou Jack, o estripador. Conforme avançavam nas investigações, descobriam que as vítimas pareciam ter ligação com a família Wadsworth. Se Audrey já queria resolver o caso para dar justiça àquelas mulheres e suas famílias, ficaria ainda mais envolvida com a possibilidade de o criminoso ser alguém que ela conhecia.
Demorei um pouco para me conectar com a história, em alguns momentos me sentia como se estivesse lendo o 2° livro de uma série e não o 1°; algumas coisas, como o papel do tio de Audrey nas investigações, só ficaram claras para mim muitos capítulos depois. Em algumas partes, a história era mais fluida e me cativava mais, em outras, menos. Há uma repetição da palavra "eu" em alguns momentos que me incomodou. Se era a própria Audrey que estava narrando, não havia a necessidade de iniciar as frases com a palavra "eu" e depois colocá-la novamente na sequência; pode ser uma marca da escrita da autora (esse é seu 1° livro publicado), pode ser uma marca do idioma inglês (quando a gente joga um trecho de uma fala em inglês no tradutor do Google, provavelmente vamos encontrar muitos "eus") que poderia ter sido tirada na tradução para deixar o texto mais agradável de se ler.
"'Eu não estava ciente de que ficar atualizada das notícias do dia era inapropriado. Talvez eu deva gastar meu tempo, e seu dinheiro, com espartilhos novos para impedir que minha vontade saia pelos meus lábios', falei, em um tom doce. 'Usar algo tão apertado deve atar bem minhas cordas vocais. O senhor não concorda com isso?'
Os olhos de meu pai mostraram o lampejo de um aviso, mas ele não se depararia comigo me acovardando hoje. Eu resolveria este caso do Estripador mesmo que isso significasse acordar a besta dormente dentro de quem quer que ela estivesse descansando. Aquela mesma criatura estava arranhando e uivando por uma oportunidade para ser libertada de dentro de mim. Eu jurei que tudo seria feito em seu devido tempo, aplacando-a pelo momento." (página 245)
Esses foram os pontos negativos do livro. Agora, vamos aos positivos. Depois da página 100, a história me agradou muito mais! E tivemos menos "eus". Na vida real, "Jack, o estripador" nunca foi pego. E eu achava que no livro seria do mesmo jeito, cheguei a acreditar que a Audrey estava sendo muito paranoica e exagerada ao achar que o criminoso poderia estar por perto. Mas o desfecho me surpreendeu. Mais próximo da resolução, cheguei a descobrir quem era o culpado, mas as motivações foram inesperadas. E o mais interessante é perceber como as pistas estavam todas lá, no decorrer dos capítulos! Porém, achei os acontecimentos do último capítulo um pouco difíceis de crer, um determinado personagem mudou de opinião rápido demais, ainda mais pelo contexto da época.
"Minhas preocupações diárias estavam tão distantes disso tudo que eu temia ser evitada para sempre entre os meus pares. Embora eu gostasse de ornamentos e roupas finas, tentei me imaginar conversando sobre a estampa de um guardanapo, mas meus pensamentos viviam voltando aos cadáveres, e eu ri com o meu fracasso de até mesmo visualizar a mim mesmo sendo o que chamam de jovem moça normal. Eu estava determinada a ser tanto bela quanto feroz, como minha mãe dissera que eu podia ser. Só porque eu era uma moça interessada no trabalho de um homem, isso não queria dizer que eu precisava desistir de ser feminina." (página 99)
Ao finalizar a leitura, os personagens também se destacaram como um ponto positivo. Achei muito interessante termos uma protagonista com gostos peculiares. Audrey é só uma adolescente que gosta sim de vestidos bonitos e até consegue fazer bordados e suportar um ou outro chá da tarde com a tia, a prima e as amigas da prima, como a sociedade espera de uma dama da época. A questão é que Audrey também tem outros interesse, que a sociedade da época não acha adequados para as jovens (e que até mesmo nos dias de hoje podem parecer estranhos para alguns). Audrey gosta de entender o que provoca o fim da vida, o que faz um corpo parar, talvez por ter perdido a mãe tão jovem.
Esse é um daqueles livros onde a gente desconfia de todo mundo, onde procuramos, em cada um, sinais de que pode ser o culpado, mas no final, a construção das personalidades do pai, do irmão, do tio de Audrey, de Thomas e de um dos policiais que chefia o caso, ficaram muito bem feitas, assim como a mistura entre a realidade e a ficção. Preciso destacar a Liza, prima da Audrey, que me agradou muito: uma adolescente que é sim tudo o que a sociedade da época espera de uma garota, mas que não deixa de ter voz e opinião própria. Fiquei muito contente ao ver que Audrey tomou para si um pouco dessa determinação da prima.
Apesar de ser um livro com investigação e muitos cadáveres, temos sim o início de um romance, que ficou bem colocado na trama (só eu que achei o par romântico da Audrey ser bem atiradinho em alguns momentos?).
"'Use seus dotes como se fossem uma lâmina, prima. Nenhum homem inventou um espartilho para nossos cérebros. Deixe que eles pensem que governam o mundo. É uma rainha que está sentada naquele trono. Nunca se esqueça disso. Não há nenhum motivo pelo qual você não possa usar um hábito para trabalhar, e então trajar o mais fino vestido e dançar a noite toda. Mas apenas se isso lhe agradar.'
Fitei Liza por alguns segundos, vendo-a em uma luz totalmente nova." (página 162)
A edição da Darkside tem uma capa dura linda. As páginas são amareladas, não encontrei erros de revisão, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho, além de um mapa e ilustrações no início de cada capítulo, que até podem parecer, mas não são aleatórias.
"As feições de Nathaniel contorceram-se com a raiva. 'Por que mesmo eu deveria ficar perturbado? Talvez porque a minha irmã não consegue se dar ao trabalho de permanecer dentro de casa como uma moça normal e decente!'
A princípio, as palavras dele roubaram-me o ar. Por que eu deveria ser ou dócil e decente, ou curiosa e desprezível? Eu era uma moça decente, mesmo que passasse meu tempo livre lendo sobre teorias científicas e dissecando os mortos." (página 72)
Enfim, "Jack, o estripador: rastro de sangue" ou "Rastro de Sangue; Jack, o Estripador" (já vi o título das duas formas) foi uma leitura que demorou para me cativar, mas que quando conseguiu me envolver, me fez ficar grudada no livro para descobrir como a história se desenrolaria. Não é um livro que dá medo, pelo menos em mim não deu, mas pode causar um pouco de estômago embrulhado com as descrições do manuseio, cheiros e sons dos corpos em diferentes estados de decomposição. Recomendo para quem gosta de livros com jovens protagonistas femininas a frente do seu tempo, para quem gosta de histórias ambientadas na Inglaterra Vitoriana e para quem gosta de livros com investigações de crimes misteriosos. Com certeza vou querer ler os próximos volumes (ressaltando que o final desse é fechado)!
"Havia uma escuridão se alastrando dentro de mim que precisava ser arrancada pela raiz. Esta era a segunda vez na semana que eu ficava levemente grata pelo Estripador. Minhas próprias emoções me deixavam nauseada. Como eu me atrevia a regozijar-me com o infortúnio de outrem? Isso não me tornava melhor do que o próprio assassino. Ainda assim, eu tinha esperanças de que este crime fosse pelo menos salvar uma vida. Mesmo que esta esperança fizesse de mim uma coisa miserável." (página 220)
TUTORIAL DE COMO USAR O FORMULÁRIO: o formulário pode demorar um pouquinho para carregar. No computador: clique em "Log In" para entrar com o seu Facebook ou em "Use Your Email" para entrar com um e-mail. (Pelo celular, clique em "Enter the Giveway" e siga os mesmos passos). Depois clique em "e-mail" para deixar seu e-mail para contato (será através dele que entrarei em contato caso seja o sorteado), digite seu e-mail e clique em "Enter". Repita o procedimento nos próximos 3 campos.
Pronto, você já está participando! Mas depois de cumprir essas entradas obrigatórias, aparecerão as chances extras, onde você pode aumentar muito as suas chances de ser sorteado, aproveite-as!
- Inscrições até 26/05/2018.
- Sorteio em até uma semana após o término das inscrições. O sorteado será avisado por e-mail.
- O nome do vencedor aparecerá no formulário.
- O prêmio será enviado em até 30 dias após recebimento do endereço do ganhador. É necessário ter endereço de entrega no Brasil. Não me responsabilizo por danos ou extravios do Correios.
Alguma dúvida? Boa sorte!
Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O lado escuro da madrugada", escrito pelo Roberto Giacundino e publicado em 2017 pela Editora Pandorga.
Narrada em terceira pessoa, a história nos apresenta a jornalista Sandra Garcia, que estava no Teatro Municipal de São Paulo para uma cerimônia de entrega de prêmios. Eis que, um publicitário que havia ganhado um importante prêmio naquela noite por uma campanha contra o preconceito, foi morto dentro do teatro. O publicitário era amigo de Sandra, e ela, com seu faro investigativo, ia fazer o possível para descobrir quem matou seu amigo e por qual motivo, já que a primeira suspeita, um roubo seguido de morte, não lhe parecia nem um pouco aceitável!
"Sandra estava ficando impaciente. Talvez devesse ser mais cuidadosa. O tempo de correspondente havia passado, não precisava ficar se metendo em encrenca. Era sentar como âncora do jornal e repassar notícias sem mexer uma só palha. Mas quem ela estava tentando enganar? Este não era o seu método. Queria participar, levantar pontas soltas, descobrir quem matara Evandro. Resolveu, então, reforçar suas ideias:
- Ainda não acredito em latrocínio. Em pleno Teatro Municipal? Em uma noite de evento? Meus caros - disse ela em tom de deboche -, sejam menos ingênuos. Quem garante que não houve um assassinato premeditado, com roube de pertences para desviar as suspeitas? Não acham estranho o fato de ele ter discutido com Rogério ontem? E Elcy, onde estava no momento em que ele foi morto? Outro detalhe: alguém já falou com aquele segurança que parecia ter rodinhas no pé e estava com cara de assustado? Teria sido uma invasão? Seria uma vingança de skinheads ou neonazistas contra um negro que se destacava pela luta contra o racismo?" (página 34)
Em suas investigações, ela acabaria se colocando em risco, assim como outros crimes seriam cometidos. O publicitário morreu por provocar neonazistas com sua última campanha? Por uma dívida com o tráfico? Ou teria sua ex-namorada algo a ver com isso? Só lendo para vocês descobrirem!
"- A única coisa que sei é que onde tem acontecido encrenca, o seu nome está envolvido. Vou lhe dizer uma coisa: isso não é um romance policial, ou um filme de detetives. Então, o que quer que esteja acontecendo, quero que você seja transparente e me conte de uma vez por todas. Não sou o policial burro que não pode saber da verdade com o perigo de não acreditar nas suas teorias malucas! Posso não acreditar, mas, nesse momento, considerarei tudo. Me fale toda a verdade!
Sandra suspirou e passou a mão pelos cabelos. Aquele era um momento importante. É claro que ela pretendia continuar investigando por conta própria, mas não poderia ficar calada e deixar uma sombra pairando sobre seu nome." (página 139)
Alguns conhecidos já tinham lido "O lado escuro da madrugada" e elogiado muito o livro, então eu comecei ele cheia de expectativas, e no comecinho estava me perguntado o que de tão especial esses conhecidos tinham visto na obra. Até que esse algo especial apareceu, a medida em que fomos conhecendo mais do passado e do segredo que a Sandra guardava, enquanto sua investigação do crime ia avançando, fui gostando cada vez mais da história. A escrita do autor foi ganhando ritmo ao longo dos capítulos. E aí veio o final! Um final inesperado e surpreendente, ainda que o autor tenha nos dado pistas ao decorrer da leitura, eu nem imaginava qual seria a verdade.
Esse é o primeiro livro publicado pelo Roberto Giacundino, e ele já começou muito bem! A ambientação no Brasil ficou bem feita. O enredo envolvendo funcionários de uma emissora de TV ficou interessante (além da jornalista Sandra, temos toda a equipe que trabalha com ela no jornal que apresenta, e o publicitário tinha sua agência dentro do prédio da emissora). E por mais que eu tenha começado a leitura desconfiando de tudo e de todos, afinal, estamos em busca de um assassino, os personagens foram me cativando. Gostei bastante da representatividade que há na obra, há negros, gays, pessoas com dificuldade de locomoção... E aí temos Sandra, uma mulher corajosa, que passou por coisas bem complicadas no passado e convive com uma culpa dentro de si, mas sua história de superação é inspiradora.
A edição da Pandorga tem uma capa bonita, páginas amareladas finas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho. Achei interessante como no início de cada capítulo havia uma ilustração de galhos secos, e no epílogo (obrigada por esse epílogo, Roberto, pois o capítulo final tinha me deixado com o coração partido pensando que algo tinha acontecido com determinado personagem) há a ilustração do galho com as folhas.
Enfim, "O lado escuro da madrugada" é um livro que eu gostei e recomendo, especialmente para quem procura bons romances policiais nacionais e de leitura fluida, pois os 75 capítulos curtos da obra parecem voar quando você se vê extremamente curioso para descobrir o destino de Sandra Garcia. Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou o autor?
Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "A Torre do Terror", escrito pela Jennifer McMahon e publicado em 2017 pela Editora Record.
"Às vezes uma borboleta não é apenas uma borboleta.
Foi o que a vovó me ensinou.
Sabe qual a pior coisa que aprendi com ela?
Que você pode ser um monstro sem saber."(página 46)
O pai das irmãs Sylvia e Rose, para chamar mais atenção para o seu hotel na pequena Londres, cidade do estado norte-americano de Vermont, construiu uma torre próxima ao hotel, o que realmente ajudou muito a atrair hóspedes nos anos cinquenta. Mas quando uma rodovia foi construída, quase ninguém passava mais pela estrada onde ficava o hotel e nem a torre conseguiu evitar que a decadência chegasse até ele. Sylvia e Rose eram muito diferentes, a primeira era linda e sonhava em fazer cinema, era uma fã fervorosa do diretor Alfred Hitchcock. Já Rose vivia à sombra da irmã mais velha, o que a magoava um pouco e lhe dava vontade de mostrar que Sylvia não era tão perfeita assim. Mas, um dia, Sylvia, já adolescente, sumiu, e todos acreditaram que ela foi em busca do seu sonho de fazer sucesso no cinema.
"Uma bela criatura. É o que eles veem. Alguém incapaz de fazer o mal. Somente Rose suspeita da verdade." (página 169)
Nos anos oitenta, Amy, a filha de Rose, continuava morando no Hotel da Torre (agora fechado) com a avó. A garota tinha duas melhores amigas, as irmãs Piper e Margot. Naquela sede de aventura típica dos adolescentes, as três descobriram que poderia haver algo mais por trás dos desaparecimento de Sylvia. Descobriram também a existência de um vigésimo nono quarto no hotel, que oficialmente tinha apenas vinte e oito quartos. Essas descobertas acabaram fazendo com que Amy se afastasse de Piper e Margot e que a amizade delas esfriasse.
"Vocês encontraram a mala e a máquina de escrever, mas há coisas maiores a serem encontradas.
Continuem procurando.
Talvez, quem sabe, descubram a verdade." (página 211)
Anos depois, em 2013, Piper recebeu uma ligação de Margot, que estava grávida, contando que Amy, o marido e o filho foram mortos no Hotel da Torre. O pior era que, segundo as investigações, a própria Amy teria matado os dois e logo depois se suicidado. Os corpos apresentavam marcas grotescas. Mas o que fez Piper ir voando para a cidade, foi o fato de Amy ter deixado uma mensagem que só poderia ser para as duas: 29 quartos.
Agora, Piper, com a ajuda de Margot, teria que descobrir o que realmente aconteceu na noite em que Amy morreu e o que isso teria a ver com o segredo que as três descobriram na adolescência, antes que o que matou Amy pudesse fazer mais estragos.
"- Estamos bem. Estamos juntas. Estamos a salvo. E não existe ninguém por aí querendo nos fazer mal. O que aconteceu com Amy... é terrível, horrível, mas não tem nada a ver com você e eu.
- Mas Amy deixou aquela mensagem para nós, Piper. Porque sabia que a agente iria entender. O que quer que tenha acontecido no hotel naquela noite tem a ver com o que a gente descobriu!" (página 72)
"A Torre do Terror" foi um livro que me conquistou do início ao fim. Desde a primeira página eu me senti cativada pelos personagens que a autora criou. A história é contada em terceira pessoa, alternando a época e o ponto de vista. Com isso, vamos, pouco a pouco, costurando o quebra-cabeças que é a história da família de Amy.
Muitas poderiam ser as respostas para o segredo que ronda aquele hotel. Sylvia podia ter fugido, ou não. Rose podia ter razão ao desconfiar da irmã, ou não. Amy podia ter motivos para terminar sua amizade com Piper e Margot, ou não. Amy poderia estar louca ou deprimida e ter matado a família, ou poderia ter tido um motivo para matá-los. Poderia não ter sido Amy a matar o marido e o filho, e o que quer que os tivesse matado, humano ou sobrenatural, poderia ainda estar à solta e ir atrás de Piper e Margot.
"- Uau - disse Jason. - Ela andava bebendo?
- Acho que não. Nunca vi minha mãe beber, pelo menos; nem nunca senti cheiro de álcool nela. Bem, ela estava me deixando apavorada, assustando as crianças. Às vexes elas acordavam no meio da noite, e ela estava ali no quarto, ao lado da cama, observando enquanto elas dormiam. Mark perguntou o que, em nome de Deus, ela estava fazendo, e ela respondeu que estava protegendo os netos. Montando guarda. Protegendo todos nós dos monstros. - Amy fez um gesto teatral de aspas com aquela última palavra. [...]
- O negócio é que... - disse ela. - O que eu não disse a ninguém, nem mesmo a Mark... - Ela suspirou, enchendo-se de coragem, obviamente preparando-se para o que estava prestes a dizer. - Eu estou começando a acreditar que talvez minha mãe não seja louca, que talvez... talvez... ela tenha razão." (páginas 114 e 115)
Será que Piper conseguiria desvendar a mensagem deixada por Amy antes que fosse tarde demais? Eu recomendo que leiam para descobrir. Garanto que valerá muito a pena se aventurar por essa história que retrata a vida dessas mulheres de forma brilhante ao longo das últimas décadas.
Amizades, amores, invejas, segredos, são tantos os temas abordados na obra, que certamente algum cativará o leitor. Além de partir o meu coração ao ver sonhos partidos pelo simples fato de uma correspondência não enviada, esse livro me fez pensar sobre a importância de fazer um esforço para se manter próximo das verdadeiras amizades. Eu amei cada página de "A Torre do Terror". Amei o desfecho do caso. Dei cinco estrelas e favoritei o livro. E recomendo muitíssimo que vocês o leiam. Deixem de lado o medo de ter medo. É sim uma história sombria, mas é muito mais maravilhosa e fascinante, cativante e extremamente criativa, e certamente marcará você.
"Podia ser um monstro, mas ao mesmo tempo era uma menininha que perdera tudo. Uma criatura que destruíra quem ela mais amava na vida." (página 361)
A edição da Record tem uma capa (adaptada da original) condizente com o ar sombrio da trama. O título e o nome da autora são em alto-relevo. A contracapa não tem nada escrito. As páginas são amareladas. A diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho.
Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Maria e o caso das gravuras desaparecidas", escrito pela P. J. Brackston e publicado no Brasil em 2017 pela Bertrand Brasil(vulgo minha editora favorita!).
Primeiramente, quero destacar que esse não é um livro para crianças. A obra nos mostrará como estão João e Maria depois dos fatos acontecidos em sua infância (no conto clássico de "João e Maria"). O ano é 1776, na Baviera (Alemanha). Aos 35 anos, Maria é uma detetive que tem um mensageiro morto no tapete da sala. Ele veio lhe trazer uma mensagem do herdeiro do famoso pintor Albrecht Dürer, mas morreu pouco após cumprir sua missão. A mensagem era um pedido para que Maria fosse para Nuremberg investigar o desaparecimento de algumas gravuras de sapos, obras bem valiosas do pintor.
E é para lá que Maria vai, acompanhada de seu irmão João. Ela meio que tem que sair fugida de sua cidade, a pacata Gesternstadt (como se pronuncia isso, Brasil?!!!), pois um dos soldados da cidade tinha uma certa implicância com os modos não oficiais de Maria conduzir as investigações, e tendo um homem morrido na casa dela, certamente faria de tudo para atrapalhá-la. Será que Maria conseguiria desvendar o desaparecimento das gravuras? Leiam para descobrir.
"Maria e o caso das gravuras desaparecidas" pende mais para o lado do suspense policial do que para a fantasia, algo que eu não esperava. Na parte fantasiosa, temos duendes mal humorados e ratos falantes, mas poucas referências ao passado dos irmãos. Na parte da investigação, eu até tentei, mas não consegui desvendar o caso, as pistas eram muito sutis e só foram percebidas mesmo pelo Maria. Confesso que cheguei a duvidar da capacidade de investigadora da protagonista, visto que casos anteriores que comprovassem seu talento como detetive não eram comentados a fundo, mas no fim ela me surpreendeu. E é cada coisa que ela foi capaz de fazer, em cada lugar que foi se meter, que vocês não tem ideia!!! O fato é que rendeu cenas/confusões/enrascadas super engraçadas.
"Maria esfregou os olhos e sacudiu a cabeça, mas, quando olhou novamente, o rato continuava ali. Ainda olhando para ela. Será que estava enlouquecendo? Será que era isso que acontecia quando você se entregava à depravação? Será que a sanidade da pessoa se afrouxava da mesma forma que sua moral? Ela fez o máximo para permanecer calma, deixando que a irritação por ser perturbada e a vaidade abalada por causa do ataque à sua visão lhe oferecessem um pouco de bom senso." (página 85)
No início, estranhei ver os irmãos da forma como foram descritos, mas no decorrer dos capítulos fui me encantando por eles e pelos demais personagens. João era um rapaz glutão, não muito inteligente, que só pensava em comer, mas que tinha talento para a cozinha. Maria também gostava bastante de comer, mas não de cozinhar. Ela estava cansada da calmaria da cidade onde morava, então a ideia de ir para Nuremberg deixou-a super animada para estar no meio de uma sociedade mais refinada, nobre, e poder exercitar seu lado consumista e vaidoso.
O que Maria não esperava era encontrar seu crush em Nuremberg, ela tinha um certo interesse pelo General Ferdinand(que trabalhava para o rei), e durante a investigação acabaria conhecendo mais sobre ele. Há uma insinuação de um romance na obra, algo bem leve, mas é interessante ver esses sentimentos de uma mulher já mais adulta. Assim como foi interessante a ambientação no século dezoito: pude ter um vislumbre das roupas, comidas e costumes da Alemanha da época, claro que levando em conta que é uma obra de ficção. Gostei também de como a arte foi mostrada como capaz de tocar as pessoas.
A Editora Bertrand adaptou a capa original (apenas traduzindo as palavras), que é bonita, mas que acho que passa uma ideia de história mais infantil. As páginas são amareladas. A diagramação é simples, com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e achei bem bonita a letra que abria cada capítulo.
"Maria e o caso das gravuras desaparecidas" tem pouco mais de duzentas páginas, uma leitura rápida não só por isso, mas também pela escrita fluida da autora. Foi diferentes das minhas expectativas, mas eu gostei. Só acho que a trama poderia ter aprofundado mais o passado dos irmãos e os detalhes da investigação, mas como descobri que haverá outros volumes com mais casos para Maria solucinoar, talvez a trama se aprofunde mais. Detalhes: 224 páginas, ISBN-13: 9788528621761,leia um trecho, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Saraiva(ou clique aqui e use o link exclusivo do blog e o cupom livro10 para ter 10% de desconto [por tempo limitado]).
Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Fica a minha recomendação de leitura para quem gosta de histórias de época com uma pontinha de fantasia, um mistério a ser investigado e personagens super divertidos que vão nos conquistando aos poucos. Me contem: já conheciam o livro ou a autora?
Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "O Sorriso da Hiena" escrito pelo Gustavo Ávila e publicado em 2017 pela Verus Editora.
Um garoto foi encontrado sozinho em casa, sentado, amarrado numa cadeira. Na frente dele, duas cadeiras, onde antes estiveram sua mãe, que levou um tiro na cabeça, e seu pai, que teve a língua cortada. Os corpos não foram encontrados. A investigação do crime ficou a cargo de Artur, um detetive com síndrome de Asperger.
"- Muita gente pode te achar o máximo, mas para mim você não passa de um sujeitinho arrogante.
- Arrogante é como os invejosos chamam os competentes.
- Será que você seria bom no que faz se não tivesse esse seu... problema?
- Será que você seria se tivesse? - disse, sem parecer um insulto, o que insultava ainda mais." (página 69)
Como a única testemunha era uma criança, que estava muito abalada, o psicólogo William ficou encarregado de conversar com o garoto para que a polícia conseguisse mais pistas. William era especialista em trabalhar com crianças e tinha escrito uma tese bem conhecida sobre o tema. Eis que um crime semelhante tornou a acontecer, e depois outros... Oserial killer agia sempre da mesma forma!
Como está na sinopse, o assassino se chamava David e tinha passado por uma experiência traumática na infância. Ele oferecia a William a oportunidade de estudar as vítimas de seus crimes e descobrir se a perda dos pais causaria nas crianças o mesmo que causou em David. Será que o psicólogo aceitaria fazer parte dessa trama? Será que o policial Artur conseguiria pegar o criminoso? Leiam para descobrir!
Já li alguns romances policiais estrangeiros, onde os investigadores iam muito fundo na investigação, viravam noites investigando uma pista, revirando arquivos. Enquanto lia "O Sorriso da Hiena", eu me desesperava ao ver coisas como um policial indo sozinho até a casa de um suspeito, um possível suspeito sendo deixado livre para ir para casa sem que ninguém ficasse de olho nele, um policial verificando apenas uma vez o local onde poderiam estar as provas. Sabe quando parece que a polícia não está fazendo o suficiente?
Senti tanto asco do William, que vocês não tem ideia! Para mim, o pior foi o que ele foi capaz de fazer com um determinado personagem! Obviamente, não vou contar o que foi para não dar spoiler. Para descobrir se ser vítima de uma tragédia na infância te torna mal, acredito que não é preciso sair matando pais na frente dos filhos, pois já há um número considerável de crianças que passaram por situações traumáticas na infância e que podem ser observadas. Achei muito fraca essa justificativa dada pelos personagens. Esses dias mesmo eu fui desafiada a responder "O que há de errado com a humanidade", e acho que é bem visível o que está errado observando o David e o William: falta limite, falta respeito ao outro.
"- É sempre o mesmo discurso. O mundo sempre vira desculpa para quem acha que pode fazer o que quiser como compensação." (página 254)
"O Sorriso da Hiena" foi uma leitura bem fluida, daquelas em que era possível ler páginas e mais páginas em pouco tempo. Para um livro de estreia, a escrita do autor está muito boa. A história é bem intrigante, tem personagens principais e coadjuvantes interessantes, e despertou diversas emoções em mim. Quando cheguei no último capítulo, pensei "Espera! Não! Não pode acabar assim! Precisa de mais um capítulo para fechar essa investigação!" Fiquei curiosa para entender melhor como o David fez tudo o que fez.
Enfim, na minha opinião, a obra cumpre o seu papel de trazer uma reflexão sobre o mal e o bem que é despertado em cada um, especialmente através do personagem William, que acredito ser o principal entre os três mencionados. É uma história que prende o leitor, cheia de surpresas e reviravoltas (tem muito, mas muito mais do que eu contei na resenha), e por isso valeu a pena tê-la lido, mas eu, que prefiro finais bem fechados, dei três estrelas e meia para ele no Skoob por causa do desfecho.
"- O mal nada mais é do que um buraco que quer desesperadamente ser preenchido, detetive." (página 136)
Finalizo a resenha comentando sobre a capa bem bonita da obra, com elementos relacionados à trama. As páginas são amareladas, a revisão é boa, as margens, letras e espaçamento tem um bom tamanho.
Por hoje é só, espero que tenham gostado do post, me contem nos comentários se já conheciam, leram ou tem vontade de ler "O Sorriso da Hiena". Para quem já leu, podemos conversar sobre o livro aqui ou nas redes sociais, é só colocar um alerta de spoiler caso vá contar algum.