Resenha: conto "O mistério de Marie Rogêt" e poema "Sonhos", Edgar Allan Poe #12mesesdepoe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho trazer meus comentários sobre os textos lidos em setembro no desafio literário 12 meses de Poe. O conto do mês foi "O mistério de Marie Rogêt", uma espécie de continuação do conto "Os assassinatos na Rua Morgue" (lido em julho), pois tem como personagens o narrador sem nome e o seu amigo, o detetive Dupin, e se passa algum tempo depois do caso acontecido na Rua Morgue, quando Dupin e o narrador são convidados a investigar a morte de uma jovem chamada Marie Rogêt.

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 Marie era uma moça muito bonita, que trabalhava numa perfumaria, mas certo dia não apareceu no trabalho. Dias depois, um corpo foi achado num rio, e poderia ser o corpo de Marie. O que teria acontecido com a jovem? Quem teria cometido tal ato de crueldade com ela e por qual motivo? É o que Dupin descobrirá.

 O conto, lido na edição de "Medo Clássico" da Darkside, tem cerca de cinquenta páginas. É um conto longo, mas foi para mim uma leitura surpreendentemente fluida, talvez por eu já conhecer alguns personagens. Também por já conhecer o detetive, nem me atrevi a tentar desvendar o mistério, pois as deduções de Dupin, feitas a partir do que ele encontrou nos jornais da época sobre o caso, são surpreendentes.

 "Está a sós com a morta. Ele treme, está desconcertado. Ainda assim, precisa se desfazer do cadáver." (página 198)

 Pelo que entendi, o autor Edgar Allan Poe se baseou num caso real para criar a trama do conto, e eu não gostei muito do desfecho, pois acredito que ele poderia ter sido mais fechado, mais conclusivo.

 Sobre o poema "Sonhos", com quatro estrofes, é basicamente um poema sobre sonhos, e isso é tudo o que o meu cérebro preso num corpo que sofre com um resfriado é capaz de dizer sobre ele, desculpem.

 Por serem de domínio público, tanto o conto quanto o poema podem ser lidos gratuitamente em e-book no arquivo que contem os textos do desafio. Eu li no formato impresso, no livro "Edgar Allan Poe: medo clássico" publicado pela Editora Darkside. Já gravei um vídeo mostrando alguns detalhes da edição do livro, que tem capa dura e muitas ilustrações, para quem não viu ou quiser rever, é só apertar o play:

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o conto ou o poema? Para conferir mais posts e resenhas sobre o desafio, clique em #12mesesdepoe.

Até o próximo post!
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Resenha: livro “Nunca julgue uma dama pela aparência”, Sarah MacLean

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Nunca julgue uma dama pela aparência”, quarto e último volume da série de romances de época “O clube dos canalhas”, escrito pela Sarah Maclean e publicado no Brasil pela Editora Gutenberg (cada volume contará a história de um dos quatro sócios do clube O anjo caído).

Quatro escândalos, sussurrados em salões de festas em toda a Grã-Bretanha.
Quatro aristocratas, exilados da sociedade, agora realeza no submundo londrino.
Quatro amores, poderosos o suficiente para domar a escuridão e devolver esses anjos caídos à luz. Goodreads

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 Sobre a história: Finalmente chegamos ao último livro! Aquele que eu mais queria ler, por se tratar da história de Chase, o misterioso fundador do cassino O anjo caído, e que sempre demonstrou ser o mais bem informado dos quatro, e também o mais frio. Eis que Chase não é um homem, é uma mulher (isso não é spoiler, ok?! Tá na sinopse.)!

 "Lady Georgiana Pearson – que não fazia questão do título honorífico e também não o merecia – adorava sua ruína. Afinal, isso a tinha tornado rica e poderosa, ela era a proprietária de O Anjo Caído, o cassino mais escandaloso e exclusivo de Londres. Era, também, a pessoa mais temida na Grã-Bretanha: o misterioso “cavalheiro” conhecido apenas como Chase. Pouco importava que ela era, de fato, uma mulher. Então, sim, Georgiana acreditava que o céu tinha lhe sorrido naquele dia, uma década atrás, quando seu destino foi forjado."

 Lady Georgina Pearson foi mãe solteira aos 16 anos, desde então, ela foi excluída da sociedade. Georgina nunca se importou em ser aceita. Assumindo a identidade de Chase, ela se tornou extremamente rica e praticamente tão poderosa quanto o rei, era a pessoa mais temida da Grã-Bretanha, tendo nas mãos os segredos mais escandalosos de boa parte da nobreza. Porém, com sua filha chegando à adolescência, Georgina percebeu que seu dinheiro não poderia comprar a felicidade da garota e a certeza de um futuro seguro, pois a menina sempre seria vista como inferior pelo restante da sociedade, o que facilitaria a aproximação de pessoas de caráter duvidoso. A única solução que Georgina encontrou para que sua filha tivesse uma chance, foi se casar com um nobre. Um título protegeria a garota. Para isso, ela teria que voltar para a sociedade.

 Duncan West era um jornalista, dono dos maiores jornais e revistas de Londres. Se Georgina conseguisse que ele fosse seu aliado, falando a seu favor em suas publicações, ela teria mais chances de ter sucesso em seu plano e conseguiria conquistar o nobre que estava em sua mira sem ter que usar de chantagem para isso.

 Duncan era frequentador assíduo do Anjo Caído, eu não vou revelar para vocês como a Georgina se passava pelo Chase, mas o fato é que durante anos, o jornalista e ele trocavam favores através de bilhetes e coisas do tipo. Duncan descobriria que havia uma ligação entre Georgina e Chase, mas não sabia que ambos eram a mesma pessoa, e por ele ser um dos poucos sobre quem Georgina/Chase não tinha nenhuma informação que pudesse usar, pairava a dúvida se ele era mesmo um aliado. West tinha um fraco por ajudar mulheres em perigo, mas será que conseguiria ajudar Georgina, uma mulher por quem seu coração bateu mais forte, sem ter um título de nobreza?

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 Minha opinião: Só pela vida da Georgina/Chase já valeria a pena ler. Na época em que a trama se passa, uma mulher ser tão poderosa quanto o rei, e vê-la como a racional enquanto seus três sócios eram “vencidos” pelo amor, foi algo bem interessante. Mas como estamos falando de um romance da Sarah MacLean, o West também tem um segredo perigoso que ele não quer que seja descoberto de jeito nenhum, mas que nós, leitores, queremos muito desvendar, o que deixa a história ainda mais eletrizante.

 "Previsível" é uma palavra que não pode ser usada para “Nunca julgue uma dama pela aparência”! Chegou um momento na trama em que eu não tinha a menor ideia do que iria acontecer. Parecia que O Anjo Caído estava perdido, mas aí a autora encontrou uma saída maravilhosa para um final perfeito para a série.

“Eu sou feliz”, ela mentiu.
“Não. Você é rica e poderosa, mas não é feliz.”
“Felicidade é algo superestimado”, ela retrucou, dando de ombros, enquanto ele a conduzia pelo salão. “Não vale nada.”
“Vale tudo”, disse Temple e eles dançaram em silêncio por um longo momento. “E, como bem sabe, você não estaria fazendo isso se não fosse por felicidade.”
“Não pela minha, mas pela de Caroline.”
A filha dela. Que estava ficando mais velha a cada segundo. Nove anos de idade, logo dez, não demora muito, vinte. Ela era a razão de Georgiana estar ali. Ela olhou para seu imenso parceiro, o homem que a tinha salvado tantas vezes quanto ela o salvou, e lhe disse a verdade:
“Eu pensei que poderia mantê-la longe disso”, Georgiana sussurrou. “Eu fiquei longe dela.” Durante anos. Em detrimento das duas. 
“Eu sei”, ele respondeu, e Georgiana se sentiu grata por estar dançando, o que evitava que tivesse que encará-lo por muito tempo, o que ela não sabia se conseguiria.
“Eu procurei mantê-la em segurança”, ela repetiu. Mas uma mãe só consegue manter sua criança em segurança por algum tempo. “E isso não foi o bastante. Ela vai precisar de mais do que isso se quiser escapar dessa sordidez.”

 Preciso mencionar os personagens secundários: especialmente o Temple (do livro três) que rendeu cenas bem engraçadas nesse quarto volume; e os demais sócios que ajudaram no desenrolar do relacionamento da Georgina, algo super merecido depois do tanto que ela interferia na vida deles; a filha da Georgina que era uma fofa; o nobre pretendente que se mostrou uma boa pessoa, enfim, personagens muito bem trabalhados!

 Ah, e pra quem ficou um pouco curioso sobre o tempo em que a Georgina passou longe da sociedade, antes do Anjo Caído, em outra série da autora, a trilogia “Os números do amor” (lançada pela Arqueiro), que se passa anos antes de “O clube dos canalhas”, no livro "Dez Formas De Fazer Um Coração Se Derreter" (resenha), é possível entender melhor sobre esse período e, acredito que no último da trilogia (que terá como protagonista o irmão da Georgina), isso ficará ainda mais claro.

Detalhes: 320 páginas, ISBN-13: 9788582353554, Skoob. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. E assim finalizo as resenhas da série de romances de época “O clube dos canalhas”, onde acompanhamos quatro amigos, três homens e uma mulher, que sofreram perdas quando eram jovens e inconsequentes, foram afastados da sociedade, mas que se reergueram através do Clube O Anjo Caído, e redescobriram que eram merecedores de amor e de felicidade, de uma vida longe das sombras e cheia de luz. Uma série que eu super recomendo! Me contem de qual das quatro resenhas gostaram mais e o que acharam da premissa de “Nunca julgue uma dama pela aparência”.

 Link das resenhas dos livros anteriores (lembrando que é possível sim ler fora de ordem, ou apenas um livro, mas ler todos na ordem correta torna a compreensão da ambientação maior):
Livro 1: Bourne - “Entre o amor e a vingança”
Livro 2: Cross - “Entre a culpa e o desejo”
Livro 3: Temple - "Entre a ruína e a paixão"
Livro 4: Chase - “Nunca julgue uma dama pela aparência”

Até o próximo post!

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Vídeo: Unboxing da caixinha da TAG Experiências Literárias de Setembro

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago para vocês um vídeo de unboxing, mostrando o que veio no kit de setembro do clube de assinatura TAG Experiências Literárias, ou simplesmente TAG Livros. Como eu desconfiava pelas dicas dadas em agosto, temos um livro nacional! E o brinde do mês é bem útil. Apertem o play para conferir:



 A assinatura da TAG custa R$69,90, já com o frete incluso. Todo mês é enviado para o assinante um livro surpresa, indicado por um curador, em uma edição exclusiva para os assinantes, com capa dura.

 Se você tem vontade de assinar a TAG, aproveite para assinar pelo meu link: www.taglivros.com/associe-se/dados-pessoais?codigo_indicacao=MARRESUA ou use o meu código de indicação: MARRESUA . Com isso, tanto eu quanto você ganharemos um crédito de R$35,00 para usar na loja da TAG, uma loja exclusiva para os assinantes. O que tem na loja? Muitos itens que todo leitor vai amar! Marcadores, caderninhos, pôster, camisetas, adesivos, kits de meses anteriores e muito mais!

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 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: o que acharam do kit do mês? Já conheciam o autor ou o livro?

 Veja também: caixa de agosto, caixa de julho.

Até o próximo post!

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Setembro Amarelo: um relato sobre a minha experiência com o tema

 Olá pessoal, tudo bem? Talvez vocês estejam vendo postagens pelas redes sociais com a temática Setembro Amarelo, que "é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção" (fonte). Eu pensei muito, mas não sabia se deveria ou não escrever sobre o tema, nem o que escrever; então decidi simplesmente contar a minha história, pois aprendi que falar faz bem e ajuda a organizar as ideias. Leiam com carinho!

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 Meu nome é Maria, tenho 25 anos e já pensei inúmeras vezes em me suicidar. Nunca tentei de fato.

 Aos 8 anos, fui diagnosticada com depressão por um farmacêutico que me passou alguns remédios que tomei por alguns meses. Não foi o diagnóstico ideal, mas compreendam: eu morava  na zona rual de uma cidade minúscula do interior, onde era difícil conseguir um médico, que dirá um psicólogo. Esse farmacêutico era a salvação da minha família, e foi para eles que correram quando viram a filha sempre chorando sem motivo. Naquela idade, me sentia muito sozinha, e lembro de incontáveis tardes em que fiquei no quintal pensando em formas de me matar.

 E assim eu cresci. Numa luta eterna entre a certeza de que não importava o que os outros pensavam de mim e a vontade de ser aceita, uma vontade comum especialmente na adolescência. Sempre fui tímida, e algumas vezes para me soltar nas festas, tomava bebidas alcoólicas. E eu me soltava, mas depois me arrependia das bobagens que fazia ou falava enquanto estava bêbada. Aí vinha a vergonha e o arrependimento, duas forças muito perigosas para quem já tinha pensamentos depressivos.
 "Você não está viva se não tiver arrependimentos." (trecho do livro "Tudo e todas as coisas" da Nicola Yoon, páginas 182, lido em 2017)
 A escola era um paraíso e um inferno. Um paraíso onde eu tinha amigos e sentia que era boa em alguma coisa, onde tinha um propósito para existir: aprender. Mas também era um inferno onde eu podia ser ignorada ou ridicularizada.

 Em 2010, depois de terminar o Ensino Médio, comecei esse blog e descobri que também poderia ter voz. Depois de conhecer alguns blogs literários, em 2012, decidi voltar a ler. Sempre gostei de livros, mas no mundo em que eu vivia, era um "luxo" desnecessário. Aí eu comecei a ler, comprava alguns livros pela internet ou na revista da Avon, pedia pro meu namorado no aniversário, pegava emprestado num grupo na internet (o que me forçava a ter que sair da comodidade da minha casa ou da loja onde trabalhava e ir até a agência dos Correios fazer o envio para devolver o livro), comecei a conseguir parcerias com autores e editoras... Pouco a pouco, fui me abrindo enquanto o mundo também se abria para mim.
 "Assim, Jean se deixava embalar pelas ondas, que o erguiam e passavam. E começou aos poucos, devagar, infinitamente devagar, a confiar. Não no mar, de jeito nenhum, esse erro ninguém deveria cometer! Jean Perdu voltou a confiar em si mesmo."  (trecho do livro "A livraria mágica de Paris" da Nina George, página 239, lido em 2017)
 Em 2013, eu li o livro "As vantagens de ser invisível" do Stephen Chbosky. E acredito que foi nesse ponto que a maior mudança da minha vida ocorreu. Até então, eu tentava me proteger de tudo, deixava de sentar na calçada para não sujar a roupa, deixava de comer as coisas na rua por achar que poderia sujar o rosto, não cantava por medo de me sentir ridícula, não lia livros tristes nem via filmes de drama para não chorar, sufocava minhas vontades por medo... Aí eu conheci o Charlie, protagonista do livro, e foi como se eu encontrasse a explicação para tudo o que estava dentro de mim e eu não consegui explicar.

 "As vantagens de ser invisível" me fez pensar em me matar, afinal, por quê não? Mas também me fez pensar em viver, afinal, por quê não? "Talvez seja bom colocar as coisas em perspectiva, mas às vezes acho que a única perspectiva é estar aqui. Como disse a Sam. Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é." Essa citação da página 221 e outras tantas do livro me fizeram aceitar quem eu sou, com tudo o que eu já fui e com o que eu posso ser.

 Depois de "As vantagens de ser invisível", eu entrei para a faculdade (que se Deus quiser terminarei esse ano), encarei os estágios, casei, escrevi e publiquei três contos em antologias, comecei um canal no YouTube, me tornei feminista (o que me ajudou a não sentir culpa por não seguir o padrão opressor que a sociedade impõe), e estou seguindo em frente a cada dia.
"Apenas aguente como puder e acredite no futuro. Confie em mim. Esta é apenas uma pequena parte de sua vida." (trecho do livro "Perdão, Leonard Peacock", Matthew Quick página 105, lido em 2014)
 Li muitos outros livros com a depressão e o suicídio como temas. Posso citar "Perdão, Leonard Peacock", onde o personagem ia cometer um assassinato e depois se suicidar, mas antes teve a presença confortadora de um professor que estava lá quando ele precisou, sorte que a Hannah de "Os 13 porquês" não teve, mas que, assim como o livro do Leonard e tantos outros lidos, deixou como lição a importância que as nossas palavras podem ter na vida dos outros. Palavras que podem matar especialmente aqueles que já estão feridos, mas que também podem ajudar a despertar a cura naqueles que precisam se sentir parte de algo, que precisam de algum lugar onde se apoiar num momento difícil.
"Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito." (trecho do livro "Os 13 Porquês", Jay Asher, página 135, lido em 2014)
 Eu nunca passei grandes dificuldades, nunca tive grandes perdas, não tenho nenhum trauma que eu me lembre. Não dá para encontrar nada que justifique a depressão, a ansiedade, a falta de ânimo e de vontade de viver que já experimentei. Antes que alguém cogite "falta de Deus", minha relação com ele vai "muito bem, obrigada!", tanto que entendi que ele não me abandonou nas tantas vezes em que o busquei, mas que nada conseguirá florescer sem antes eu cuidar do solo.

 No último ano eu tive dias de muito choro, onde novamente a vontade de acabar comigo apareceu, mas essas duas décadas e meia de existência me ensinaram que esses momentos passam para mim. E quando dias difíceis chegam, eu deixo as lágrimas saírem e espero, penso em tudo o que há na Terra e que eu amo: a minha família, os meus livros, as histórias que eu ainda quero ler e escrever. Diversas vezes já esqueci momentaneamente minhas tristezas nas páginas de alguma trama que eu nunca viveria, mas que me distraiam. Mantenho um diário, pois me lembrar do que aconteceu nos anos anteriores me ajuda a ver o quanto já sobrevivi. Leio de tudo, pois tanto um livro de terror quanto um romance podem despertar emoções em mim; ouço todo tipo de música, pois cada uma pode mexer uma parte do meu corpo; experimento todos os tipos de sorvete e de comidas, ainda que tenha meus preferidos. Quando bate a ansiedade, penso no pior e no melhor que pode acontecer, e me lembro que o que importa é tentar (confesso que sempre tento ter um plano B).
"Quando meu pai adoeceu, tinha tantos arrependimentos... Ele me disse que havia tantas coisas que queria ter feito... Sempre imaginara que teria mais tempo. Nunca me esqueci disso. Por quê você acha que resolvi aprender a tocar flauta numa idade tão avançada? Todos disseram que eu era velha demais, que para ser realmente boa eu deveria ter começado quando criança. Mas a questão é que não preciso ser boa. Só tenho que me divertir com isso. E saber que tentei." (trecho do livro "O visconde que me amava" da Julia Quinn, página 283, lido em 2014)
 Eu não sei exatamente o que viverei nos próximos anos. Não sei se há uma cura definitiva. Como o Wolf de "A Montanha" tem como lema: sei que "haverá oscilações", sei que posso novamente me sentir muito triste e cansada, sei que posso ter semanas terríveis onde o fim pode parecer a saída mais fácil. Mas enquanto esses dias não chegam, vou me abastecendo de pedacinhos de felicidade, vou traçando objetivos que parecem irreais para o meu lado pessimista, mas que podem acontecer se eu for atrás nessa era cheia de possibilidades, tento me limpar dos pensamentos e sentimentos ruins e tecer uma corda, não como uma forca, mas como algo para me prender à vida.

 Se você conhece alguém que pode estar pensando em suicídio, esteja atento, esteja presente. Acompanhamento médico/psicológico pode ajudar muito, mas para isso é preciso que ele seja buscado. Se você cogita a possibilidade do suicídio, acredite que SEMPRE há outras alternativas, sempre há algo que valerá a pena viver para ver. Nossa vida importa, tem valor, temos um espaço no mundo, podemos fazer a diferença.
 "- O tempo nunca acaba -, sussurrou, sem olhar pra mim, mas mirando minha tela. - Como sempre há tempo para a dor, também sempre há tempo para a cura. É claro que há." (trecho do livro "A Lista Negra", Jennifer Brown, página 179, lido em 2015)
 Por hoje é só, espero que tenham gostado desse post bem pessoal. Recomendo a leitura de todos os livros que citei, pois podem gostar deles. Suicídio é um assunto cercado de preconceitos e incertezas, mas como o próprio site do Setembro Amarelo diz: "falar é a melhor solução". Recomendo também que visitem o site do CVV - Centro de Valorização da Vida para compreender melhor o assunto.

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Sangue de princesa", Mayrluci M. Kappes

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Sangue de princesa", escrito pela paranaense Mayrluci M. Kappes e publicado em 2017 pela Editora Pandorga.

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 "As pessoas que estavam sendo exploradas começaram a se revoltar e, em menos de uma década, se infiltraram em todos os postos que controlavam as bases militares da maioria dos países. Foi aí que os líderes pretensiosos e gananciosos se viram em apuros. Tudo foi tomado. Satélites de comunicação foram destruídos. Casas, cidades e até estados foram totalmente destruídos. Por anos o nosso planeta ficou irreconhecível. Mas, como tudo estava bem planejado, todos os catorze reinos foram logo criados, sendo este o principal, que sempre foi e sempre será bem governado." (página 105)

 A trama se passa num futuro alternativo/fictício onde há reinos. A narradora é Aurora, uma jovem órfã do Reino de Gade, o maior dos reinos. Ela era moradora e criada do palácio, e recebeu um inesperado convite por ocasião do seu aniversário de dezessete anos para comparecer a um dos bailes do reino.

 Aurora teve uma noite de princesa, com um vestido lindo ao invés do uniforme. Ela até dançou com o príncipe, o jovem Matthew (de quem eu gostei bastante). Além do príncipe, Aurora também dançou com seu amigo de infância, o comandante Cassian.

 E esse seria apenas o começo das novidades para Aurora. Após seu aniversário, o rei lhe entregou alguns misteriosos objetos, entre eles, uma chave. E Aurora mudou de emprego, indo trabalhar mais próxima do príncipe, o que não agradou em nada o comandante Cassian. O coração da jovem começou a ficar balançado entre os dois rapazes, mas ela não encontraria calmaria para decidir entre os dois, pois o Reino Escuro ameaçava destruir a paz que o Reino de Gade e seus vizinhos tinham lutado por décadas para construir.

 "- Por que não contam mais a história inteira? - quis saber. - Por que hoje escondem o real motivo da guerra?
 - As pessoas não gostam de falar sobre as coisas que não as deixam felizes - respondeu o velho para mim.
 Ou não gostam de falar de coisas que possam fazer o povo se revoltar novamente, pensei." (página 105)

 "Sangue de princesa" é o primeiro livro da Trilogia Reinados, e após lê-lo, fiquei bem em dúvida se lerei os próximos volumes ou não. As reviravoltas que acontecem, especialmente no final super inesperado, com um ar de "A Rainha Vermelha", e os mistérios que rondam o passado de Aurora e de um certo personagem me deixaram curiosa para saber o que mais acontecerá na história.

 "Sangue de princesa" tem pouco mais de duzentas e cinquenta páginas, e eu acredito que se parte dos dramas adolescentes da Aurora fossem cortados, e se os próximos volumes tiverem o mesmo número de páginas, seria possível até colocar toda a trilogia em um único volume, o que tornaria a leitura mais interessante. Como já mencionei, os motivos de Aurora ter sido convidada para o baile e ter recebido objetos misteriosos, assim como a questão da guerra entre os reinos, deixam o leitor curioso, mas acabam sendo ofuscados pela indecisão de Aurora entre o príncipe e o comandante; se os segredos sobre a origem dos personagens e conflitos entre os reinos tivessem um maior destaque, com certeza eu estaria mais animada para prosseguir a leitura.

 "Peguei o papelzinho em minhas mãos e o desdobrei rapidamente. As palavras que nele continham para mim não fizeram nenhum sentido, mas mesmo assim me atormentaram.
 Você ira descobrir. E a verdade me trará paz.
 O que irei descobrir? E por que trarei a paz a lorde Zaque?, perguntava-me isso enquanto guardava o papel e a caixinha em lugares seguros." (página 54)

 A Aurora é muito jovem e inexperiente, e esse jeito adolescente e meio imaturo de ser é algo que o Matthew e o Cassian também compartilham, pois creio que sejam pouco mais velhos que a Aurora, o que até conta como justificativa para alguns comportamentos deles.

 Tratando-se de uma trama onde há reinos, senti falta de um pouco mais de formalidade nas interações entre a Aurora e a realeza. Senti falta também de uma melhor contextualização no início da trama, o que teria facilitado a minha compreensão dos acontecimentos e dos personagens nos primeiros capítulos. A questão da mudança da forma de governar e do surgimento dos reinos também poderia ter sido melhor explicada para se tornar mais convincente.

 Acredito que seja o primeiro livro da autora, e a trilogia tem uma premissa e elementos super interessantes, com um potencial enorme se bem desenvolvidos. Pelo que já vi da capacidade da autora, afinal, digo por experiência própria que escrever um livro já é um grande feito, tenho certeza que ela pode amadurecer sua escrita (que me desagradou em alguns momentos, como no uso da palavra "saguão" quando "salão" poderia ficar mais adequado, e usando o exemplo de uma das citações que coloquei na resenha: "As palavras que nele continham para mim não fizeram nenhum sentido", onde o verbo vindo antes de "nele" tornaria a leitura mais direta e menos truncada, além de uma melhor escolha para os adjetivos e palavras escritas para descrever expressões, pois fiquei um pouco cansada de tantos sorrisos maliciosos e gargalhadas).

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 Detalhes: 256 páginas, ISBN: 9788584421824, Skoob, fan page. Onde comprar online: Submarino, site da editora.

 Por hoje é só, me contem: também acham a capa linda? Já conheciam o livro ou a autora?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Lázaro - A maldição dos mortos", A. Wood

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Lázaro - A maldição dos mortos", escrito pelo A. Wood (pseudônimo do Vinícius Fernandes) e publicado em 2017 pela Editora Selo Jovem. Além da resenha escrita, gravei também um vídeo sobre o livro, apertem o play para conferir:



 Do autor, eu já havia lido "Graham - O Continente Lemúria" (protagonizado por um caçador de vampiros) e, desde então, havia virado fã do A. Wood e passado a acompanhá-lo pelas redes sociais. Quando vi que ele estava com parcerias abertas para blogueiros que quisessem resenhar "Lázaro - A maldição dos mortos", corri para me inscrever e fiquei super contente ao ter o blog selecionado.

Resenha: livro "Lázaro - A maldição dos mortos", A. Wood, Editora Selo Jovem, zumbis

 A história é narrada em terceira pessoa e protagonizada por Luca, um rapaz que trabalhava num prédio da Avenida Paulista. Certa tarde, perto do fim do expediente, ele viu pela janela uma movimentação estranha. Algumas carretas pararam bem no meio da rua e de dentro delas saíram seres esquisitos, que pareciam humanos, mas que começaram a atacar, matar e comer as outras pessoas na rua.

 Luca, juntamente com um colega, Pietro, saíram correndo do prédio na tentativa de se afastar do conflito no centro. Depois de muito custo, conseguiram chegar em casa, num bairro mais tranquilo. Após verem algumas notícias nos meios de comunicação, o ex-militar Bernardo, tio de Luca e que havia criado o jovem desde a morte dos pais, decidiu que seria melhor deixar a cidade e ir para um sítio no interior, onde ataques como o da Avenida Paulista teriam menos chances de acontecer.

 Tio Bernardo, Luca, Pietro e mais duas amigas de faculdade do rapaz partiram na tentativa de sair da cidade, porém, essa tarefa não seria fácil em meio ao caos que se espalhava por todos os lados. Os mortos estavam levantando dos túmulos. Os que eram assassinados nas ruas também voltavam à "vida", mas aparentemente com um único desejo: causar mais matança. Será que Luca conseguiria sobreviver?

 "E ali, no próprio cemitério, algo começou a fazer barulho além do sibilar dos grilos e do bater das asas de um pássaro. Para ouvir, era preciso prestar muita atenção, pois era um ruído longínquo, abafado e quase imperceptível.
 PAM! PAM!
 Á medida que os segundos passavam, o barulho intensificava. Antes vinha de um ponto específico do cemitério, mas logo começou a se espalhar, surgindo de regiões diversas e aleatórias. Menos de um minuto depois, estava em todo lugar.
 PAM! PAM! PAM! PAM!
 Lembrava um martelo batendo em madeira. Em seguida, não eram apenas as batidas abafadas que podiam ser ouvidas, mas também um som sibilante como se algo estivesse deslizando lentamente por... debaixo da terra.
 Em direção à superfície!" (páginas 55 e 56)

 O livro já começa com um ritmo bem ágil e continua assim até o final. É uma daquelas leituras que a gente pode fazer rápido, por ter cerca de duzentas páginas e pela curiosidade de saber o que acontecerá no próximo capítulo. Recentemente li "A Noite dos Mortos-Vivos" do John Russo, que virou filme e é praticamente um clássico que abriu caminho para a popularização das histórias sobre zumbis. Ao ler "Lázaro", em nenhum momento tive aquela sensação de "eu já vi isso em outro lugar", o A. Wood conseguiu fazer uma história única, inovadora e cheia de surpresas, pelo menos para mim. Um exemplo? Os mortos-vivos do livro não podem ser mortos com um tiro na cabeça.

 "Para seu pavor, Luca constatou o motorista da carreta adentrando um pouco depois dele. Apesar de ser um morto-vivo como os outros, o motorista parecia não se importar com mais ninguém. Olhava o jovem fixamente e seguia-o passando entre as pessoas de modo despercebido. Que loucura era aquela? Um zumbi exterminador caçando-o?
 Mas que porcaria!" (página 16)

 Achei a explicação para o motivo do surgimento dos zumbis muito interessante. Tem algo a mais nessa história do que mortos saindo dos túmulos, e o Luca descobrirá que tem um papel fundamental na trama. Os personagens secundários também tiveram destaque, seus dramas e suas tramas foram desenvolvidos, o que torna "Lázaro - A maldição dos mortos" ainda melhor. Gostei muito de haver representatividade na obra, pois se a ideia era fazer uma história que se passa no dias atuais, nada mais justo do que colocar a diversidade que temos na vida real.  Amei o fato de a trama ser (super bem) ambientada no Brasil.

 "Quando se ouvia aquelas palavras pronunciadas numa língua incompreensível por leigos, era como se toda a esperança do mundo se apagasse de uma vez. Só havia escuridão, morte, medo e desespero entrelaçados nelas.
 Os mortos, então, levantaram." (página 41)

Resenha: livro "Lázaro - A maldição dos mortos", A. Wood, Editora Selo Jovem, capa, zumbis
Resenha: livro "Lázaro - A maldição dos mortos", A. Wood, Editora Selo Jovem, sinopse, zumbis
livro Lázaro - A maldição dos mortos, A. Wood (3)

 Acho que não dá para discordar que essa capa chama a atenção, além de tudo a ver com a premissa. A diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho. As páginas são amareladas. A revisão está bem feita. Mostrei melhor os detalhes da edição no vídeo.

 Detalhes: Skoob. Onde comprar online: AmazonSubmarino loja da editora. Acesse o canal do autor no Youtube para ver o Teaser e o book trailer do livro, está sinistro!

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Fica a minha recomendação de leitura para quem procura um bom livro nacional. Não precisa ficar com medo dos zumbis, essa história é muito mais do que corpos apodrecidos andando pelas ruas! Mas preparassem, pois mesmo pegando mais leve do que em "Graham - O Continente Lemúria", o A. Wood continua não tendo dó de matar personagens. Me contem: já conheciam o livro ou o autor? O que acharam da capa?

Até o próximo post!

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Resenha: livro “Entre a ruína e a paixão”, Sarah MacLean

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Entre a ruína e a paixão”, terceiro volume da série de romances de época “O clube dos canalhas”, escrito pela Sarah Maclean e publicado no Brasil pela Editora Gutenberg em 2016 (cada volume contará a história de um dos quatro sócios do clube O anjo caído, aqui no blog já tem a resenha do primeiro [“Entre o amor e a vingança”] e do segundo [“Entre a culpa e o desejo”]).

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Quatro escândalos, sussurrados em salões de festas em toda a Grã-Bretanha.
Quatro aristocratas, exilados da sociedade, agora realeza no submundo londrino.
Quatro amores, poderosos o suficiente para domar a escuridão e devolver esses anjos caídos à luz. Goodreads

 Sobre a história: Comecei o terceiro livro sem esperar muito, apenas por não querer pular direto para o último volume (que eu tinha uma vontade enorme de ler) e acabei a leitura muito grata por não o ter deixado de lado, pois foi muito mais do que eu podia imaginar. Conheceremos a história de Temple, o grandalhão, que todas as noites dava uma chance aos que tinham dívidas no cassino O Anjo Caído, do qual era sócio: os devedores podiam lutar com ele, e se vencessem, teriam sua dívida perdoada.

 "Mas o Duque de Lamont, conhecido pelos cantos mais sombrios de Londres como Temple, lutava por paz. Ele lutava por aquele momento em que não se é nada além de músculos e ossos, movimento e força, destreza e fintas. Pelo modo como a brutalidade bloqueava o mundo ao redor, silenciando o alarido da multidão e as lembranças de sua mente, deixando-o apenas com sua respiração e sua força. Ele lutava porque, ao longo de doze anos, era somente no ringue que ele conhecia a verdade de si mesmo e do mundo. A violência era pura. Todo o restante era maculado. E esse conhecimento fez dele o melhor que havia."

 Só que eles nunca venciam. Temple sempre ganhava. Ele era o melhor lutador de Londres, mas houve uma época, doze anos antes, em que Temple era só o filho de um duque muito contente com sua vida de nobre. Até que na véspera de mais um casamento de seu pai, ele conheceu uma moça que poderia lhe proporcionar uma noite agradável entre os lençóis, se ele não tivesse acordado no dia seguinte, sozinho e cheio de um sangue que não era dele, sem se lembrar do que havia acontecido nas últimas horas, no quarto onde deveria estar sua futura madrasta, Mara Lowe.

 Desde então, Temple passou a ser chamado de O Duque Assassino, suspeito de ter matado a noiva do próprio pai, deixou de ser bem-vindo na sociedade e passou a ser temido por todos. Através de suas lutas, se tornou um dos sócios do maior cassino de Londres, o que lhe proporcionou muito dinheiro após doze anos.

 “Diga.” Não foi um pedido.
 “Eu sou Mara Lowe.”
 Não podia ser verdade.
 “Você está morta.”
 Ela meneou a cabeça e o cabelo ruivo cintilou sob a luz.
 “Eu estou viva.”
 Tudo nele foi silenciado. Tudo que havia fervido durante tantos anos. Tudo que ele tinha evitado, odiado e temido. Tudo ficou quieto. Até começar a rugir como o próprio inferno. Ele se virou para destrancar a porta de sua residência, precisando de algo que o afastasse da raiva que sentia.

 Até que a ruiva de olhos estranhos, um azul e outro verde, surgiu dos mortos lhe prometendo absolvição.

 Mara Lowe o abordou certa noite, dizendo que provaria que ele não a matou, se ele perdoasse a dívida de seu irmão mais novo no cassino. Mas agora Temple queria vingança por ter passado mais de uma década acreditando que podia ser um assassino, Temple queria poder descobrir o que aconteceu naquela fatídica noite, mas Mara tinha os seus motivos para, inicialmente, ter forjado seu próprio assassinato e, agora, por ter ressurgido na vida dele. Ela  tinha um motivo para viver, e não abriria mão de seus objetivos tão fácil.

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 Minha opinião: O que veremos em “Entre a ruína e a paixão” é o embate entre dois personagens muito determinados, que passaram doze anos sozinhos com seus fantasmas e segredos, vivendo vidas muito diferentes da que acreditavam que viveriam antes daquela noite. É o livro mais intenso dos três lidos até agora!

 "Todos aqueles anos ele foi consumido pela ideia de que poderia ser um assassino. Todos aqueles anos. Ela os roubou dele. Uma onda de raiva invadiu Temple, espalhando calor e desconforto. O desejo de vingança nunca foi o seu combustível, mas naquele momento, por mais que tentasse resistir, sentia a amargura da vingança em sua língua."

 Imaginem viver doze anos com a dúvida de ter matado ou não uma mulher, afinal, havia a possibilidade levando-se em conta o seu tamanho e a sua força. Imaginem doze anos em que nenhuma outra mulher se sentiu segura ao seu lado, te abraçou sem pensar que poderia ser morta. Imaginem não saber o que aconteceu na noite que mudou tudo. Mas é impossível odiar Mara Lowe conforme vamos lendo e descobrindo aos poucos as suas motivações. Uma vida inteira sendo tratada como um objeto, um investimento; as coisas pelas quais ela passou ainda tão jovem justificam o que ela fez aos dezesseis anos. Mara quis ter o controle sobre a sua própria vida, mas numa época em que as mulheres tinham tão poucos direitos, acabou sendo vítima de alguém que deveria ajudá-la, e só lhe restou a alternativa de arriscar sua liberdade se revelando para Temple. A autora trabalhou bem a questão dos sentimentos conflituosos dos personagens, me fez conseguir ver o lado dos dois.

 "Delicado. Era estranho que essa palavra de repente definisse o homem que era conhecido na maior parte de Londres como uma força bruta, feito de músculos inflexíveis e ossos indestrutíveis."

 Se nos dois volumes anteriores, os sócios apoiavam e ajudavam no desenrolar do relacionamento do casal principal, nesse foi interessante ver como eles, de certa forma, atrapalhavam e eram contra a aproximação do casal, mostrando que a amizade entre os quatro era mais forte.

 Chega a ser repetitivo em se tratando de falar sobre essa série, mas novamente temos uma história bem escrita, com personagens interessantes e muitas surpresas. Mais uma leitura super recomendada! Foi o meu preferido da série! Ah, quase me esqueci de falar de uma personagem super fofa: Lavanda, a porquinha que era o animal de estimação da Mara e que rende ótimas cenas, só para conhecê-la já vale a pena ler!

 Detalhes: 304 páginas, ISBN-13: 9788582353424, Skoob, 2016. Onde comprar online: Submarino, Saraiva.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Aguardem que na próxima semana teremos post sobre o último volume. Me contem: já conheciam o livro? Também já se surpreenderam com um volume de uma série que leram sem expectativa alguma?

Até o próximo post!

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RESENHA: Boa Noite, de Pam Gonçalves

Olá Leitores (as), como estão? Venho trazer para você mais uma resenha, desta vez de um livro bastante especial. Estou me referindo ao título “Boa Noite” da autora Pam Gonçalves, booktuber do canal do YouTube Tv Garota It.

Foto: Skoob
Título: Boa Noite
Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera
Ano: 2016
Páginas: 240
Gênero: Romance / Literatura Brasileira / Jovem Adulto

SINOPSE

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números - a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa. (Skoob) 

Quando me inseri no mundo literário no ano de 2013, uma das primeiras blogueiras que comecei a seguir foi a Pam, por isto quando soube que ela publicaria um livro, fiquei bastante empolgada. Porém foi apenas neste ano que tive a oportunidade de ler esta obra e posso dizer com toda certeza que realizei uma leitura bastante positiva. Venham conhecer melhor esta estória!


A dor de cabeça não está fácil e muito menos a ressaca moral! (pag.48)



Este livro conta a estória da personagem Alina, uma jovem adulta, de 18 anos, que possui vários estereótipos, da típica garota nerd, boa aluna, ótima filha, uma grande amiga e um tanto quanto ingênua. Quando ela passa no vestibular de ciências da computação, precisa sair da casa dos pais, e se muda para a capital, onde vai morar em uma republica conhecida como “República das Loucuras”, pelo qual acaba conhecendo Manu, Gustavo, Bernardo e Talita. Ao se deparar com esta nova rotina, percebe que esta e uma boa oportunidade para ser uma nova pessoa, que possui uma vida social agitada, podendo fazer novas amizades, e se envolver em um relacionamento amoroso. Através deste meio universitário, a autora vem tratar de vários assuntos sérios, dentre eles estão: Abuso sexual, machismo, estereótipos, preconceitos, uso de drogas ilícitas, entre outros. 

_Não trago qualquer coisa pessoa aqui_ Arthur responde. _ É um lugar querido por mim, não quero estragar. É, tipo, quando você gosta muito de uma música. Não quer ouvir com qualquer um, não é? (pag. 93)



A primeira frase deste livro já me cativou onde a autora diz: “Este livro é para todas as meninas, garotas e mulheres. Não deixem que digam que não são capazes, vocês podem ser o que e quem quiserem.” Neste momento já me senti inserida na estória, já consegui me identificar, já que todas nós mulheres, meninas, garotas, temos de possuir esta liberdade de expressão, e de opção, de poder escolher quem queremos ser.
Mesmo que eu não tenha vivenciando nada parecido com o que está personagem passou, ainda assim torci para que ela alcançasse seus objetivos, e que pudesse mudar a visão da sociedade diante de tantos preconceitos, e julgamentos diante a escolha do curso, ou pela roupa que usamos muitos menos com quem nos envolvemos ou nos relacionamos. Isto nunca nos definiu, e nunca nos definirá. E apesar de Alina no começo do livro se mostrar tão inocente, ainda sim, ela foi inteligente o bastante para conseguir mudar esta realidade, e em cada empecilho, ou barreira acabasse se tornando mais madura. No final me deparei com uma personagem feminina experiente, forte, decidida, cheia de vida, e expectativas para se obter um futuro melhor.

 _Por favor, se cuida. Eu sei como é essa fase. Já fiz faculdade._ Ela sorri com cumplicidade._ Mas tome cuidado. Nem sempre o que parece divertido é o mais inteligente. Você é uma mulher agora e toma as próprias decisões, mas quando precisar de um conselho ou desabafar é só me ligar. (pag. 176)


Bom, gostei muito da narrativa da autora, e a meu ver soube desenvolver esta trama de maneira fácil, rápida, e envolvente. No entanto neste enredo tudo aconteceu rápido de mais. Pois o livro possui apenas 240 páginas, para tantos assuntos abordados, que poderiam ter sido melhor aprofundados. Quando terminei a leitura fiquei com aquele gostinho de quero mais, para que houvesse uma continuação, já que alguns pontos ficaram em aberto, e que poderiam ter tido um desfecho melhor. Por este motivo avaliei o livro com apenas quatro estrelas. Esta obra é narrado em primeira pessoa pela perspectiva de Alina, onde conhecemos melhor sua estória de vida. Os personagens secundários deixaram esta leitura ainda mais divertida, e agradável, me deixando curiosa para saber mais sobre cada um deles, e seu passado, e posso dizer que todos mereciam um livro só sobre eles (risos). Amo quando os personagens secundários são bem construídos!  

Ao contrário do que somos educadas a pensar, as outras mulheres não são nossas inimigas, mas sim nossas irmãs. Um time. O exército que precisamos proteger. Se não protegermos e cuidarmos umas das outras, não serão os homes que farão por nós.
Juntas somos muito mais fortes. (pag.228)


Ou seja, gostei desta obra, até mais do que esperava, mas aguardava me surpreender durante a leitura, e isto não aconteceu, muito pelo contrário, foi até muito previsível. Para quem esta nesta fase de prestar vestibular, e se inserir na instituição faculdade/ universidade, acredito que esse é um livro muito indicado a vocês. Entretanto, para você que não está passando por esta nova fase, posso dizer com toda certeza que este livro é para você também, já que possui uma estória agradável, divertida, e envolvente.
Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por esta leitura? Deixe nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda. 

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post


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Aniversário de 2 anos do blog Caçadoras de Spoiler

 Olá pessoal, tudo bem? O blog amigo Caçadoras de Spoiler está completando dois anos! Em parceria com vários blogs e escritores maravilhosos (entre eles, o Pétalas de Liberdade), vai promover um mega sorteio. Vem participar, tem muita coisa, são 6 kits com vários livros e mimos.
Regras gerais:
  • Os participantes devem ter endereço residencial no Brasil.
  • Perfis falsos serão desclassificados.
  • As regras obrigatórias devem ter sido cumpridas, caso contrário o participante será desclassificado.
  • Cada kit, só um ganhador.
  • O ganhador deve responder ao e-mail enviado a ele em até 48h, caso contrário um novo sorteio será realizado.
  • O sorteio será feito automaticamente pelo site do Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog.
  • Aonde está visitar a página é para curtir.
  • O envio dos prêmios será feito em até 60 dias úteis e nem o blog, nem as autoras participantes e os outros blogs, nos responsabilizamos por endereço de entrega incorreto ou extravio dos correios.
  • Lembrando que quanto mais regras opcionais você completar, maior a sua chance de ganhar.
  • O primeiro sorteado ganha o kit 1, por assim adiante.
  • O sorteio tem início no dia 20/09/17 e finalizará no dia 30/10/17
  • Cada blog e autor será responsável pelo envio do seu brinde, portanto os prêmios poderão chegar em diferentes dias.
  • O resultado sairá em até cinco dias após o término das inscrições.
Kit 1
Caçadoras de spoiler (2)
Kit 2
Caçadoras de spoiler (3)
Kit 3
Caçadoras de spoiler (4)

Kit 4 


Caçadoras de spoiler (5)

Kit 5

Caçadoras de spoiler (6)

Kit 6

Caçadoras de spoiler (7)
a Rafflecopter giveaway

Formulário aqui

Boa sorte a todos!

 * A realização do sorteio e divulgação dos nomes dos sorteados é de responsabilidade do blog Caçadoras de Spoiler.

 Me contem nos comentários: já conheciam o blog aniversariante? Gostaram dos kits?

Resenha: livro "Todas as constelações do amor", Lydia Netzer

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Todas as constelações do amor", escrito pela norte-americana Lydia Netzer e publicado no Brasil em 2017 pela Bertrand Brasil.

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 Vocês já imaginaram como é ser casada com uma pessoa que tem Autismo ou Síndrome de Asperger? Já imaginaram como dever ser para uma mulher ser careca, não ter um único fio de cabelo em nenhuma parte do corpo? Pois Sunny, a protagonista de "Todas as constelações do amor", sabe bem o que é isso.

 Ela nasceu na Birmânia (atual Myanmar), e seu cabelo nunca nasceu, nem seus cílios ou sobrancelha. Mas Sunny usa perucas e nenhum dos seus vizinhos no bairro para onde se mudou há pouco tempo sabe dessa sua característica. Ela é casada com Maxon, que está dentro de uma nave indo em direção à Lua numa missão que pretende começar a colonização lunar. Sunny está em sua segunda gestação, ela já é mãe de Bubber, um garotinho de quatro anos que, assim como o pai, tem Autismo ou Asperger (o nome não é dito durante a leitura). Para completar, a mãe de Sunny está doente.

 Após um acidente de carro, sozinha, em meio à tanta pressão, Sunny repensará se a forma como tem conduzido a sua vida é a mais adequada.

 "Sunny passou a mão na cabeça. Tirara a mãe das máquinas. O filho, da medicação. A si própria das perucas, sobrancelhas, da fantasia de dona de casa urbana. Não podia fazer mais nada para apressar o fim do mundo, mas o fim do mundo se recusava a vir." (página 129)

 Eu não fazia ideia do que encontraria em "Todas as constelações do amor". A capa era bonita, a sinopse interessante, não era muito longo, então decidi solicitar da parceria. E foi uma leitura surpreendente.

 "Memorizou as entonações e as expressões faciais. Sempre conseguia imitar. Era uma réplica impecável, não importava quantas vezes tentasse.
 Talvez, sem o remédio, tivesse expressões faciais suas." (página 129, Sunny sobre seu filho)

 Sunny, a mãe, Bubber e Maxon não são pessoas "comuns", eles tem suas particularidades. Por um bom tempo, Sunny e Maxon tentaram viver como achavam que "pessoas normais" viveriam, morando numa "casa normal", tendo filhos como "pessoas normais", participando de eventos que "gente normal" participa, dando os remédios receitados pelo médico para que o filho se comportasse como uma "criança normal", tentando ser como todos os vizinhos do bairro. Mas seria necessário uma distância da Terra à Lua para que Sunny redescobrisse que todo mundo tem suas diferenças, seus segredos, suas singularidades, suas "esquisitices". Uma das coisas mais emocionantes do livro é a mensagem de que mesmo com todas as diferenças que um grupo de pessoas possa ter, ainda assim é possível nascer a amizade entre essas pessoas, é possível encontrar semelhanças nas diferenças.  Ninguém é tão sozinho ou tão diferente assim. Somos todos humanos, afinal.

 "Ela e Maxon faziam coisas bobas como essa. Como as que as crianças fazem. Ela imaginou que, quando tivessem cabelos e fossem pais, não brincariam de girar cadeiras." (página 74)

 Acho que já li alguns livros com pessoas com autismo/asperger, mas nunca na visão das pessoas que convivem com quem tem essa condição. Era incrível como Maxon era capaz de entender algumas coisas fazendo deduções impressionantes (para quem já leu, refiro-me sobre o episódio da história da caneta), mas em outras ocasiões, era necessário uma extrema sinceridade para que ele conseguisse captar o que era dito. Foi interessante ver como ele foi treinado, não para sentir, mas para conseguir colocar em palavras o que para ele seria muito claro em uma fórmula matemática. Confesso que me irritei com ele em alguns momentos, afinal, como um marido tem coragem de viajar para o espaço e deixa a mulher grávida com o filho pequeno e a sogra no hospital?

 "Lá no céu, no espaço, Maxon fazia rotações conforme o programado. (...) Lembrou-se de como o menino, Bubber, disse-lhe tchau de maneira bastante direta. 'Ti-chau, papai.' Como se permitiu ser beijado, conforme fora treinado, e como Maxon o beijou, conforme fora treinado também. É assim que pais agem, é assim que filhos agem, e é isso o que acontece quando o pai vai embora para o espaço. Como os olhos do menino vagaram em outra direção, contando os tacos no chão, medindo as sombras enquanto os braços seguravam o pescoço de Maxon sem querer deixá-lo ir." (página 17)

 Falando em sogra, um dos grandes medos da mãe de Sunny, era justamente que Maxon não fosse capaz de cuidar da filha e dos filhos do casal, que não entendesse as necessidades da família, que fosse incapaz de fazer Sunny perceber que não precisava fazer qualquer loucura para ser aceita. Outra coisa emocionante da trama é justamente a sensação que tive de que essa mãe poderia descansar despreocupada, pois Sunny e Maxon sempre calculariam os riscos (quem já leu, deve lembrar da cena da ponte).

 Fiquei pensando e pensando se dava quatro ou cinco estrelas para o livro no Skoob, se marcava ou não como favorito. Na contracapa, está que a escrita da autora é poética, e talvez por ter estranhado essa escrita poética no início, essa forma de demonstrar as emoções dos personagens, dei quatro estrelas para o livro ao invés de cinco, mas marquei como favorito e é um dos livros que quero reler assim que possível. Além da escrita, a autora vai e volta no tempo, dos dias em que Maxon foi para o espaço aos dias antes de Sunny nascer, passando por toda a infância e adolescência dos dois, mas isso foi muito bem feito e sem gerar confusão em momento algum, apenas me fazendo amar cada vez mais cada um dos personagens.

 "Ele não falou nada. Abriu o botão da gola e depois o fechou. Já passara por episódios, vários e vários episódios ruins, em que estava mastigando a gola da camisa, então resolveu mantê-la abotoada bem em cima. Não vestia nada de gola frouxa. Nada que desse para mastigar, mesmo que quisesse muito. Podia mastigar um lápis ou as unhas, mas as roupas, não. As roupas, não. Não tinha permissão para mastigar as roupas." (página 149, Maxon)

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 A edição da Bertrand tem uma capa muito bonita, com título em alto-relevo. As páginas são amareladas. A diagramação traz margens, espaçamento e letras de bom tamanho. Não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

 Detalhes: 280 páginas, ISBN-13: 9788528619348, Skoobleia um trecho. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

 Enfim, "Todas as constelações do amor" foi um livro que eu gostei e que recomendo. Uma história sobre aceitação e amor em suas mais diversas formas. Leia, e encanta-se também com a saga de Sunny e Max.

 "É isto que morrer significa: você não termina." (página 236)

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: pela resenha, o que acharam do livro? Já conheciam ele ou a autora?

Até o próximo post!

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