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Resenha: livro "Nas montanhas do Marrocos", Luisa Bérard

 Olá, pessoal! Como estão? Na última resenha do ano, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Nas montanhas do Marrocos", escrito pela Luisa Bérard. Li na edição independente lançada pela autora em 2017, mas há uma nova edição pela Editora Novo Conceito.


 Katherine Hartington era uma jovem lady inglesa que, contrariando os planos da mãe, não queria pensar em casamento, preferindo ajudar a tia na administração do ducado.

 "— Talvez um dia você seja capaz de compreender o real sentido do amor... — externou tia Margareth, sem ocultar sua preocupação. — Vou procurar o meu livro de Luís Vaz de Camões. Se a memória não me falha, está na biblioteca de Fairmont. Fairmont. Suas poesias serão um excelente referencial para você dimensionar as contradições do amor. As coisas não são lineares...

 — Pode ser que tenha razão. Entretanto, enquanto eu não encontro este homem especial, é prudente evitar os homens errados. Na maior parte das vezes, as consequências são extremamente danosas para as mulheres." (página 90)

 Eis que, em uma viagem de navio, uma tragédia aconteceria e Katherine acabaria sendo vendida como escrava no Marrocos. Fahid, um príncipe marroquino, seria seu "dono", e a convivência com Fahid mudaria as concepções de Katherine sobre relacionamentos.

Resenha: livro "Lady Audácia", Karina Heid

  Olá, pessoal! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Lady Audácia", escrito pela Karina Heid e publicado em 2020.


 "Do lado oposto do cômodo, Dieter concluía que o respeitado bordel já fora mais bem frequentado. Não que ele pudesse criticá-lo, dado o quanto o frequentava, mas o controle de acesso às acomodações do terceiro andar estava um fiasco. Sua mãe, por exemplo, estava ali, e não deveria estar."

 Wolfgang Thiessen ficou surpreso ao ser convidado para um baile na residência dos Württemberg-Winental; industriais do aço, mesmo os ricos como ele, não eram normalmente convidados para os eventos da nobreza. O convite só poderia significar que Wilhelmine, a duquesa viúva, estava mesmo desesperada para encontrar uma noiva para seu filho, o nono duque de Württemberg-Winental. E Wolfgang Thiessen tinha três filhas solteiras: Charlotte, Emma e Arabella.

Resenha: livro "Perfeito pra mim", Kel Costa

 Olá, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Perfeito pra mim", escrito pela Kel Costa e publicado pela Ler Editorial em 2020.

Resenha-livro-Perfeito-pra-mim-Kel-Costa

 Rosa, a narradora, conheceu um rapaz no elevador da multinacional onde ela trabalhava. Ele era cadeirante, muito bonito, e a conversa entre os dois rolou fácil.

Resenha: livro "A segunda morte de Suellen Rocha", Cláudia Lemes

  Olá, pessoal! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A segunda morte de Suellen Rocha", escrito pela Cláudia Lemes e publicado pela Editora Avec em 2020.


Resenha: livro "Coração Mecânico", Lucas Vieira

  Olá, pessoal! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Coração Mecânico", escrito pelo Lucas Vieira e publicado pela Editora Xeque-Matte em 2018.


 "A Cidade não nos mantém seguros do que há no lado de fora. A Cidade nos mantém presos. Ela teme o que há depois dos muros, mas nós não devemos temer."

 A narração dessa distopia é intercalada entre dois personagens: Rafael, que era um guarda da Cidade Mecânica, e Artur, um membro dos chamados "Selvagens", pessoas que viviam do lado de fora dos muros da Cidade Mecânica, em Ruínas, precisando se mudar de vez em quando em busca de um lugar melhor para morar.

Leituras de agosto e setembro

  Olá, pessoal! Como estão? No post de hoje, venho trazer um resuminho das minhas últimas leituras. Apertem o play para conferir no vídeo, ou continuem lendo:

Resenha: livro "Quase Quinze: Quando tudo pode mudar", Lilian Reis

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Quase Quinze: Quando tudo pode mudar", escrito pela Lilian Reis e publicado em 2019 pela Mundo Uno Editora.


 "Deus! Será que existia um ser humano mais atrasado e lento do que eu? Depois de tudo que tinha acontecido, não aprendi que mentir só mete a gente em enrascada e roubada e problemas? Afff, lá estava eu entrando numa fria maior ainda!"
 "Quase Quinze" é a continuação de "A Garota de Treze". No primeiro livro, fomos apresentados à Luce, que tinha treze anos e causou a maior confusão ao fingir ter dezesseis e namorar um garoto mais velho. Nesse segundo volume, vamos acompanhar a Luce desde o final do primeiro livro até sua festa de quinze anos.

Leituras de julho


  Olá, pessoal, espero que estejam bem. No post de hoje, venho trazer um resuminho  das minhas leituras de julho. Vocês podem apertar o play para conferir no vídeo ou continuar lendo:

 "O mistério da estrela: Stardust" do Neil Gaiman, Editora Rocco, foi a primeira leitura que finalizei no Kindle Unlimited. A história é sobre um jovem que vai em busca de uma estrela cadente para sua amada, e vai acontecer muita coisa nessa sua jornada. A história é mega criativa, mas não foi uma leitura que me prendesse tanto (expliquei melhor no vídeo), gostei mais do filme. 

 "Coisas que ninguém sabe" do Alessandro D'Avenia, Editora Bertrand, também disponível no Kindle Unlimited, era o livro do autor que faltava eu ler para concluir suas obras lançadas no Brasil. É sobre uma garota que precisa enfrentar a escola nova e a saída do pai de casa. Queria muito ter gostado dele como gostei de "O que o inferno não é" do mesmo autor, mas achei que tem muitas reflexões do autor no meio do enredo e acabei não me prendendo tanto.
 

 "A segunda morte de Suellen Rocha" da Cláudia Lemes, Editora Avec, também lido pelo Kindle Unlimited, fez ressurgir o meu prazer de ler. Uma mulher é brutalmente assassinada e o crime pode ter ligação com algo que ela e três amigas viveram vinte anos atrás. A história me prendeu da primeira à última página! Achei incrível como a autora mostrou a amizade das personagens. Confesso que acertei quem era o assassino, mas tinha muito mais envolvido do que eu esperava. 

 "Ligeiramente perigosos" da Mary Balogh, Editora Arqueiro, foi o único livro físico que li. Peguei esse romance de época por estar querendo ler algo mais leve, e fiquei apaixonada pela forma como a autora faz uma espécie de releitura de Orgulho e Preconceito. Ele é o último de uma série, então só vou resenha-lo quando ler e resenhar os anteriores.
 

 "Perfeito pra mim" da Kel Costa foi um e-book que peguei no último dia do mês e gostei muito. A Kel sempre acerta (acho que é o quinto livro dela que leio) e não foi diferente nesse romance hot protagonizado por um cadeirante apaixonante. Está disponível no Kindle Unlimited e tem o físico pela Ler Editorial. 

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Até o próximo post!
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Resenha: livro "Perfeita Mulher", Dani Nascimento

 Olá, pessoal! Espero que estejam bem. Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Perfeita Mulher", escrito pela Dani Nascimento e publicado em 2019.

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Conheça "Arrufos: Desavenças de Amor", romance de época da Caroline Salignac

 Olá, pessoal! Espero que estejam bem! No post de hoje, venho apresentar um lançamento muito especial para vocês: "Arrufos: Desavenças de Amor", escrito pela Caroline Salignac e publicado pelo Selo Reino.

 Quem acompanha o blog deve saber o quanto eu amo romances de época, e "Arrufos" é um romance de época que tem um diferencial: é ambientado no Rio de Janeiro em 1870, no Brasil Imperial.

 Confiram a sinopse:

 Rio de Janeiro, 1870
 Os jovens aristocratas, Cecília Caldas e Jorge Candido, tinha o hábito de fazer apostas, sem se importarem em manipular a vida alheia. Uma nova aposta se formou quando as habilidades de casamenteira de Cecília são questionadas. Ela acreditava ser capaz de fazer Maurício Santiago, o mais carrancudo do grupo de amigos, se casar antes do final do ano, enquanto Jorge acreditava ser impossível.
 Ao concordarem com a aposta, Jorge organizou um baile às avessas e fora de temporada, convidando as famílias mais desfavorecidas e indelicadas da Corte, a fim de fazer com que o amigo evitasse os convites futuros de Cecília. No meio das convidadas, solteironas e feias, apareceu a irreverente Amélia Monteiro, uma jovem de convicções fortes e absurdas para a época, que não está interessada em se casar.
 Após o baile, Cecília tem a convicção de que achou na solteirona a pretendente ideal para desposar o amigo. Ela só não poderia prever uma coisa: Amélia e Maurício simplesmente não conseguem se entender e viviam em pé de guerra.

 Sobre a autora: Caroline Salignac nasceu em 1993, na cidade de Manaus. Desde pequena escrevia ficções cobertas de fantasia, mas só durante a graduação em Letras que descobriu sua paixão por coisas antigas e narrativas ambientadas no século XIX. Atualmente, faz mestrado em Letras e Artes, continua apaixonada por antiguidades, e escreve contos e romances ambientados no Brasil Imperial. Esse é o seu romance de estreia.


 Pela sinopse e pelas citações que já li, podemos esperar uma ambientação interessante e uma mocinha bem determinada, Amélida deve virar de cabeça para baixo a vida toda certinha do Maurício! No meio disso, ainda temos a Cecília e o Jorge querendo vencer a aposta sobre a vida amorosa do amigo... Já estou curiosíssima para ver no que vai dar essa história, e vocês?

 O e-book do livro está disponível para compra na Amazon e incluso no Kindle Unlimited, clique para baixar:


 Clique aqui e adicione o livro no Skoob. Acompanhe a autora nas redes sociais: Facebook, Instagram (ela tem postado curiosidades sobre a época em que o livro se passa por lá, vale a pena conferir).

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post, me contem o que acharam do lançamento.

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Até o próximo post!
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Leituras de maio: 8 livros para ler no Kindle Unlimited

 Olá, pessoal! Espero que estejam bem. Não tenho postado muito no blog, mas consegui ler vários livros no último mês, bem mais do que nos meses anteriores. E, hoje, venho falar um pouquinho sobre as minhas leituras de maio para vocês. Detalhe: todos os títulos citados estão disponíveis no Kindle Unlimited. Aperte o play para conferir no vídeo ou continue lendo:



 "O peso do pássaro morto" da Aline Bei, Editora Nós, pode ser lido em poucas horas e traz a história de uma mulher dos 8 aos 52 anos. É uma trama forte, sobre a qual eu já tinha ouvido falar muito e tinha altas expectativas. Acabei dando 3 de 5 estrelas à obra, pois não me emocionou tanto quanto eu esperava, mas nada impede que seja um livro devastador para outros leitores, resenha aqui.


 "O Canto das Sereias" da Val McDermid, Bertrand Brasil, foi meu favorito do mês. Um romance policial onde temos um psicólogo usando um método que desenvolveu para ajudar a polícia a achar um serial killer que está torturando e matando rapazes numa cidade inglesa. Super recomendo, resenha aqui.


 "Você é a Ordem" do Hugo Dalmon, é um conto que mostra um futuro onde criminosos são julgados e condenados com base em um reality show, ao invés de um tribunal. O autor consegue mostrar bem essa nova realidade, que não está de todo longe da atual, onde as redes sociais também promovem uma espécie de julgamento. Vale a pena ler, resenha aqui.


 Do D'aumon, eu também li "O Gato Do Futuro", que é um livro infantil ilustrado sobre viagem no tempo, contos de fadas e gatos, com uma mensagem que pode agradar adultos e crianças. Gostei, resenha em breve.


 "Quase Quinze - Quando tudo pode mudar" da Lilian Reis, Mundo Uno, é a continuação de "A garota de treze". Esse segundo livro mostrará como ficou a vida da protagonista Luce, uma garota de 13 anos que causou a maior confusão ao mentir e fingir que tinha mais idade. É uma história que mostra o cotidiano da adolescente e que pode cativar leitores da mesma faixa etária da protagonista, mas eu acho que já passei da idade de me prender em histórias assim, e fiquei bem frustrada ao chegar na última página e descobrir que vai ter continuação, 3 estrelas e resenha em breve.


 "Prazeres Sombrios" da Kresley Cole, Valentina, é um romance sobrenatural entre um vampiro e uma valkíria (uma guerreira que se alimenta de eletricidade). É o 2° da série Os Imortais, o primeiro foi "Desejo Insaciável". Além de uma mocinha forte e de um protagonista que se achava desajeitado, temos uma competição promovida por uma deusa. Romance e aventura na medida certa, gostei e recomendo para quem curte livros do gênero. Resenha em breve.


 "Branca Como o Leite, Vermelha Como o Sangue", Alessandro D'Avenia, Bertrand Brasil. Acompanharemos como Leo, um garoto italiano de 16 anos, mudará entre o primeiro e o último dia do ano letivo. Do autor, eu já havia lido "O que o inferno não é", um dos meus livros favoritos da vida; em comparação com "O que o inferno não é", "Branca Como o Leite, Vermelha Como o Sangue" ganhou 3 estrelas, mas é mais um daqueles casos onde pode ser um 5 estrelas para outro leitor. Resenha em breve.


 "Doce Tentação" da K. Bromberg, AllBook Editora, foi minha última leitura finalizada em abril. Pode parecer um romance clichê, mas eu gostei bastante da forma como a autora conduziu a história da confeiteira Saylor e do ator Hayes, que, por acaso, foi o primeiro amor da protagonista e foi embora sem dar explicações. Vale a pena ler, 4 estrelas, resenha em breve.


 E essas foram as minhas leituras do mês, com gêneros diversificados, do jeito que eu gosto. Dei prioridade aos e-books por causa do Kindle Unlimited e também pela praticidade de poder ler no Kindle em ambientes escuros graças à iluminação embutida que ele tem.

 Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros?



Até o próximo post!

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Resenha: livro "O peso do pássaro morto", Aline Bei

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O peso do pássaro morto", escrito pela Aline Bei e publicado em 2017 pela Editora Nós.


"isso é tudo
menos coisa de criança.
isso
é o lugar onde nasce
a dor.
isso é
tudo o que destrói a possibilidade de um mundo um pouco menos cruel
com os mais fortes abusando dos
mais fracos"

 Na obra, acompanharemos a vida da narradora aos 8, 17, 18, 28, 37, 48, 49, 50 e 52 anos. E será uma vida de muitas tristezas e perdas.

 Muito cedo, a personagem conhecerá a morte de alguém querido. No final da adolescência, será vítima de uma violência terrível que deixará consequências. Na fase adulta, colocará os sonhos de lado para estar num trabalho necessário financeiramente, mas que lhe mantém longe da família; e assim, a vida passará.

"perguntei pra minha mãe:
– o que é morrer?
ela estava fritando bife pro almoço.
– o bife
é morrer, porque morrer é não poder mais escolher o que farão com a sua carne.
quando estamos vivos, muitas vezes também não escolhemos.
mas tentamos."

 Por ter lido e amado outro livro da editora, decidi pegar o e-book de "O peso do pássaro morto" no Kindle Unlimited, já que o número de páginas era pequeno e poderia ser uma leitura rápida, além de ser um título que já vi outros leitores recomendando e comentando ser uma leitura emocionante.

 Realmente, foi uma leitura rápida, feita em questão de poucas horas. Na ficha catalográfica, a obra é classificada como romance, mas já vi "O peso do pássaro morto" sendo chamado de poema narrativo, visto que é escrito em formato semelhante a versos. Esse formato me causou certa estranheza num primeiro momento, acho que a experiência poderia ter sido melhor se eu tivesse lido o livro físico, pelo fato de o Kindle ter uma diagramação variável, onde o leitor pode mudar o tamanho das letras e, consequentemente, o número de palavras por linha.

 Uma cena do Chefe da protagonista me marcou especialmente, me mostrando como não sabemos quem realmente sentirá a nossa falta quando não estivermos mais aqui.

 Não cheguei a me emocionar tanto quanto outros leitores, mas é uma leitura que recomendo. Acho que a autora conseguiu mostrar bem as diferenças em cada idade da personagem, desde a ingenuidade infantil até o declínio dos últimos dias. As dores da protagonista são conhecidas de grande parte da população, sendo provável que o leitor se identifique em algum momento.

"o trabalho é
por tantas vezes
a maior tristeza da vida de uma pessoa e é só nisso
que certos pais pensam, no filho
crescendo e sendo alguém sendo que esse ser alguém envolve tudo menos Ser."

 Ressalto que é a história de uma vida marcada por perdas e violências, inclusive violência sexual, o que pode ser um gatilho para alguns leitores, mas é, infelizmente, um retrato da realidade que alguns preferem ignorar.

 Mais algumas citações:

"quando eu
ainda era amiga do seu
luís,
benzendo da gripe ele me contou que Carta era um ótimo jeito de dizer que se amava alguém porque às vezes falando a pessoa não entende nada ou escuta pouco pensando em
outras coisas."

"vou conversar com seu pai pra gente casar. eu não tenho dinheiro como ele gostaria mas tenho um peito que dentro só cabe
teu nome
e medo nenhum quando penso em você."

"tenho amigos que não morreram
mas é como se eles
tivessem morrido, ninguém se fala
apesar de ser possível."

"estava odiando não conseguir parar de chorar como tudo,
também não quero lembrar e de repente
já estou lembrando"

"– não me importo – eu disse pra ele – que seja breve o nosso encontro.
porque no tempo da minha
memória
somos pra sempre. não existe morrer dentro, é como uma canção.
as canções não morrem nunca porque elas moram dentro das pessoas que gostam delas."

"e desde que estamos juntos, parece que alguém acelerou os relógios do mundo, penso que isso é Amor."

 Detalhes: 153 páginas (e-book), ISBN-13: 9788569020233, Skoob, clique e compre na Amazon:


 Me contem: já conheciam ou já leram esse livro?

Até o próximo post!

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Resenha: "Você é a ordem", D'Aumon

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com "Você é a ordem", conto escrito pelo Hugo Dalmon e publicado em 2020.


 "Desde a segunda década dos anos 2000, um movimento peculiar tomou a internet, redes sociais de opinião se tornaram lugares para um julgamento sem ciência"

 A história se passa na década de 2030. Para diminuir a pilha de casos parados na justiça, ao invés de um longo processo e do julgamento, pessoas que cometeram crimes participariam de um reality show chamado "Você é a ordem". Nesse reality, através da votação na rede social Noise, o público decidiria quem poderia ficar em liberdade e quem iria direto para a prisão, sem direito a advogado nem nada.

 "A grande sacada da tríplice aliança foi transformar a Justiça em Entretenimento!"

 Aos 30 anos, Carmen era uma ilustradora e influenciadora digital, que sempre comentava o "Você é a ordem" e tinha muitos seguidores no Noise. Mas Carmen cometeu um crime: embriagada, ela roubou uma garrafa de bebida, e teria que participar do programa.

 Carmen acreditava que, ao fim dos 7 dias de confinamento com os outros 2 participantes no quarto do "Você é a ordem", ela seria libertada pelo público e retomaria sua vida, afinal, seu delito foi pequeno comparado com o dos concorrentes. Mas, nesse reality show, o que importava era como o público via cada participante.

 Ao final da semana, Carmen teria sua liberdade de volta?

 "No sétimo dia, o público decidia quem iria para a cadeia e quem merecia a liberdade. Bem assim, sem liberdade condicional, sem serviço comunitário, sem advogados criminalistas, sem juízes, sem sabedoria, sem humanidade..."

 Essa é a quinta história que leio do autor e, mais uma vez, ele me surpreendeu positivamente. Em poucas páginas, somos apresentados a essa nova realidade, onde a pessoa não é punida de acordo com o tamanho do seu erro, mas sim pela impressão que os telespectadores tem dela dentro do confinamento, impressão que pode ser influenciada pelos demais usuários do Noise.

 A última edição do Big Brother Brasil acabou recentemente, e mesmo quem não assistiu, certamente viu comentários sobre ele nas redes sociais, então sabemos do alcance de um programa do tipo. Mas, se no BBB, os participantes eliminados (mesmo os com altos índices de rejeição), podem continuar suas vidas com certa normalidade após o confinamento, no "VEO", vocês não tem a dimensão do que significa perder!

 Só adianto que eu terminei a leitura muito chocada com essa realidade onde a justiça virou entretenimento, onde seu destino pode ser definido pelas redes sociais. Se bem que, em certo nível, quantas vidas já são julgadas e determinadas pelas redes sociais atualmente?

 Gostei muito e recomendo. Venham conhecer a história da Carmen, o conto está disponível em e-book no Kindle Unlimited na Amazon.



 Me contem: o que acharam da premissa? Já conheciam o autor?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Se deus me chamar não vou", Mariana Salomão Carrara

 Olá, pessoal? Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Se deus me chamar não vou", da Mariana Salomão Carrara, publicado pela Editora Nos em 2019.

 "Sabe, Homem-aranha, eu preferia fazer a carta para o Super-homem, porque ele é imortal e eu queria perguntar pra ele como é isso de saber que nunca vai morrer, eu preferia esse poder, de nunca morrer, além de voar, mas a professora me sorteou você, e tudo bem, as teias são ótimas."

 Tudo começa quando Maria Carmem, uma garota de 11 anos, precisa escrever uma redação para um super-herói na escola. Ela queria escrever para o Super-Homem, mas o sorteio da professora acaba determinando que ela escreva para o Homem Aranha. E Maria Carmem faz um trabalho excelente, tanto que a professora lhe diz que ela pode ser escritora quando crescer, mas que precisa praticar, e a garota começa a escrever um livro sobre sua vida.

 "Ficamos dizendo o tempo todo palavras que não são as melhores, as melhores vêm só depois. Por isso que vai ser legal quando eu for escritora, dá tempo de selecionar as palavras."

 Acho que foi no Instagram que vi uma resenha de "Se deus me chamar não vou", e o título chamou minha atenção o suficiente para que eu pegasse o e-book no Kindle Unlimited. Ao ler as primeiras páginas, pensei que seria a leitura ideal para me distrair nesse momento difícil que enfrentamos por causa da pandemia, pois os comentários de Maria Carmem são divertidíssimos. A garota acredita que "tudo na vida é produzido pela prefeitura", uma espécie de lugar mágico que pode resolver todos os problemas. Maria Carmem é criativa e tenta ajudar os pais a melhorar a "loja de velhos" da família, uma loja que vende produtos para facilitar a vida de idosos ou doentes. Maria Carmem também é curiosa e cheia de dúvidas sobre o mundo adulto.

 "Quem paga esse homem? Se eu pudesse chutar diria que é a prefeitura, mas eu chutaria prefeitura para tudo. Ou, ainda, quando meus pais chamam em casa um homem pra consertar alguma coisa, e dão muito pouco dinheiro, é evidente que aquele homem não estudou, e então quem ensina um adulto que não estudou a fazer algo que é tão difícil que dois adultos que estudaram não conseguem fazer? A prefeitura também?"

 "os adultos são cheios de arrependimentos e ficam achando que a gente vai ser também."

 Mas, com o passar das páginas, vemos um outro lado de Maria Carmem, além dos comentários bem humorados e criativos. Todos dizem que ela "tem muito tamanho", por ser gorda e mais alta que as demais crianças da sua idade, sua aparência se torna um problema. Maria Carmem não tem amigos na escola e acaba sendo vítima de bullying. Seu relacionamento familiar também tem seus percalços. Tudo isso torna ainda mais difícil ter 11 anos, essa idade entre a infância e a adolescência, abrindo caminho para a tristeza e o sentimento de não ser amada nem valorizada.

 "Adultos se divertem. Crianças se divertem. Eu não sei se estou exatamente na idade em que ninguém faz nada de bom, ou se isso de diversão simplesmente acabou pra mim."

 "A porta do meu quarto não tem chave, o que deve fazer parte dessa maravilha que é ter 11 anos."

 "Onze anos é a pior idade do universo, dura pelo menos cinco anos."

 "e diziam outras coisas que eu não entendia, coisas que certamente só podiam ter sido ditas pelo pai deles porque eles não iam saber dizer sozinhos" (sobre os colegas de escola)

 A Maria Carmem me lembrou um pouco o Charlie de "As vantagens de ser invisível", meu livro favorito, mas a Maria Clara infelizmente não encontrou amigos como a Sam e o Patrick, que lhe mostrassem como a vida pode ser boa quando se tem companhia, além do fato de a Maria Carmem não conseguir passar tão despercebida quanto o Charlie, por causa da aparência dela.

 "Se deus me chamar não vou" é um livro divertido e triste ao mesmo tempo, que nos faz rir e, no parágrafo seguinte, querer chorar pela solidão e o sofrimento da personagem. A autora conseguiu encontrar o tom certo para escrever como uma menina de onze anos, com a ingenuidade de uma criança, mas também com a dor que só quem tem pensamentos suicidas pode entender.

 "Acho que existem crianças mais solitárias que os velhos."

 "porque as coisas boas continuam existindo, elas sempre existem."

 Certamente não esquecerei tão cedo a garota tão especial que encontrei nesse livro, nem o Leo com seus questionários (vocês vão conhecê-lo se lerem a história). "Se deus me chamar não vou" é meu primeiro livro favorito do ano, terei que devolver o e-book mas quero comprá-lo ou comprar o livro físico, para poder reler e grifar as muitas citações de que gostei.

 Com apenas 114 páginas, pode ser uma leitura rápida, mas muito marcante. Fica a minha recomendação de leitura, mas preparem-se, pois a história pode tocá-los muito.

 Sobre a edição, a capa é simples, não encontrei erros de revisão ou problemas na diagramação do e-book.





 Mais algumas citações:

 "Acho que meus pais começaram esse ano muito frustrados, minha mãe me explicou que é culpa dos Planos. Disse que os Planos são uns moços muito bonitos que ficam caminhando em volta da cabeça dos jovens e vão sumindo bem devagar, ninguém percebe, e a pessoa acorda um dia que nem minha mãe com muita saudade deles, mas não tem mais nada, os Planos todos desapareceram e ninguém sabe dizer exatamente quando."
 "Daí fico um tempo pensando que só tenho isso mesmo, tamanho. Muito tamanho. Era meu aniversário, no dia mais triste do ano, a loja quente, eu só tinha tamanho, não tínhamos garfo flexível com engrossador pro pai do cliente parado ali, e eu procurava uma posição na banqueta em que meus pés não alcançassem o chão, porque é assim que as coisas deviam ser na minha idade."
 "Eu fazia 11 anos e entendi que dali em diante só precisaria de mais e mais coisas, e que um dia alguém mais novo que eu teria de estudar e investigar e até inventar objetos que me ajudassem a continuar fazendo as coisinhas de sempre. E que a nossa loja era isso, era um cuidado, não era uma maldição que um dia causaria nossa ruína, nem um abuso nem uma extorsão do dinheiro de velhinhos. Eu precisava salvar a loja, ainda que fosse no dia mais triste do ano."
 "Talvez seja assim com os velhinhos também, como os capítulos. Ninguém precisa decidir que certa parte da vida acabou. O corpo sente sozinho que não dá mais pra andar sem ajuda de alguma coisa que vendem na loja de velhos, e então, naturalmente, alguém vai lá e compra, e começamos um novo capítulo da vida. Vai ver é assim, e nem assusta tanto."
 "Às vezes o cliente entra, e a gente fica toda atenta, achando que ele vai comprar um assento ortopédico e vai salvar o dia, e ele pergunta se tem CD de música para relaxamento, e logo sai. Ou olha a primeira estante e já desiste, deixa a gente angustiado com a porcaria da estante, o que deveria estar lá e não está. As pessoas tinham que aprender a não entrar desse jeito na vida dos outros."
 "eu não sei por que as pessoas não informam tudo de uma vez, deixam a gente ficar aprendendo de pouquinho e fazendo confusão."
 "Eu nunca tinha escutado alguém falar dessa forma, daí eu entendi que é por isso que a morte normalmente faz tanto barulho e escândalo, é deus gritando bem alto o nome da pessoa até ela obedecer. No caso do meu vizinho que ficou muito tempo morto sozinho é porque bastou um sussurro de deus e ele já foi."
 "Acho que vem daí a palavra solidão, pessoas tão sólidas que ninguém vem checar se estão ruindo."

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam esse livro? Já favoritaram alguma leitura esse ano?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Doutor Gyn", Carlie Ferrer

 Olá, pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Doutor Gyn", comédia romântica escrita pela Carlie Ferrer e publicada em 2019.

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Leituras e recebidos de fevereiro

 Olá, pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho deixar registrado um resuminho das minhas leituras do último mês e também mostrar os livros que recebi em fevereiro. Apertem o play para conferir no vídeo ou continuem lendo:



Unboxing da caixa de fevereiro do Clube Vem Pra Nárnia

Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho mostrar o que veio na caixa de fevereiro do clube de assinaturas literário Vem Pra Nárnia, nosso parceiro. Apertem o play para conferir o unboxing no vídeo ou continuem lendo:



Resenha: livro "O preço de uma vida", Cristiane Krumenauer

 Olá, pessoal! Tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O preço de uma vida", escrito pela Cristiane Krumenauer e publicado em 2018 pela Editora Novo Século.

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 "A justiça deve ser feita. De um jeito, ou de outro.
 Faça sua parte, querida Naiona. Confio em você" (página 337)

 Getúlio Tavares era dono de uma empreiteira em São Paulo. Seu filho, Danúbio, morreu de forma misteriosa em uma viagem à África do Sul, onde morava Josiano, o irmão de Getúlio e tio de Danúbio.

Resenha: livro "Doce Domínio", Valentina K. Michael

 Olá, pessoal! Tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha difícil experiência de leitura com "Doce Domínio", livro da Valentina K. Michael publicado em 2019.

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 "— Há inúmeros tipos de cativeiros. A prisão psicológica é a pior."

RESENHA: Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado, de Thalita Rebouças


Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a resenha do livro Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado, da autora Thalita Rebouças publicado pela Editora Arqueiro. Iniciei essa leitura sem qualquer expectativa e foi uma surpresa incrível ao me ver totalmente envolvida com essa história. Por isso, os convido a conferir minha opinião completa sobre esta obra. 

Foto: Skoob
Título: Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (Ligeiramente) Apaixonado
Autora: Thalita Rebouças
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304
Gênero: Literatura Brasileira / Infantil / Infanto Juvenil / Ficção / Romance 

SINOPSE
Davi está no segundo ano do ensino médio e finalmente tomou coragem para iniciar o curso de astrologia que sempre quis fazer mas nunca teve coragem de admitir, por medo de sofrer preconceitos.Entre signos e mapas astrais, conhece Milena, uma menina incrível, que o deixa encantado com seu jeito apaixonante. Tetê, melhor amiga de Davi, o incentiva a investir no relacionamento, mas vencer a timidez é um desafio para ele. Ajudar Zeca, seu amigo que passa por problemas amorosos, também é uma dificuldade, pois Davi é inexperiente no assunto.No final do primeiro semestre, entretanto, uma novidade causa um rebuliço na turma: Samantha, colega de classe do trio, apresenta Gonçalo, que mora em Portugal e veio passar as férias de verão europeu na casa dela, no Rio de Janeiro.A chegada do estrangeiro tem efeitos inesperados, e Davi e seus amigos passam a lidar com questões que nunca imaginaram ter que enfrentar.

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