Mostrando postagens com marcador adolescentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adolescentes. Mostrar todas as postagens

Resenha: livro "Garota em pedaços", Kathleen Glasgow

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Garota em pedaços", escrito pela Kathleen Glasgow e publicado no Brasil em 2017 pelo selo Outro Planeta.



 "'É contraintuitivo, não é? O fato de machucar a si mesmo fazer você se sentir melhor. O fato de você, de alguma forma, conseguir se livrar de dor ao provocar dor a si mesma'.

 O problema é: depois."

 Charlotte Davis, a narradora, é uma garota de 17 anos da gelada Minneapolis. A relação com a mãe se deteriorou depois que o pai morreu. Charlie perdeu sua melhor amiga e passou por coisas terríveis depois disso. Quando a história começa, ela está numa clínica psiquiátrica onde há outras garotas como ela: que se cortam. Seu diagnóstico: automutilação sem intenção de suicídio e transtorno de controle de impulso (TEPT).

 Mas, Charlie terá que sair dessa clínica, e acabará indo para o ensolarado Arizona, onde precisará encontrar um caminho para seguir em frente e lutar para não se render aos velhos hábitos.

Resenha: livro "Branca como o leite, vermelha como o sangue", Alessandro D'Avenia

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Branca como o leite, vermelha como o sangue", escrito pelo italiano Alessandro D'Avenia e publicado no Brasil pela Editora Bertrand em 2012.

Resenha: livro "Branca como o leite, vermelha como o sangue", Alessandro D'Avenia

 "E assim o ano escolar se apaga como um fogo de artifício. Este ano durou uma vida. Nasci no primeiro dia de aula, cresci e envelheci em apenas duzentos dias."

 O narrador é Leo, um garoto italiano de dezesseis anos, a quem acompanharemos durante todo um ano escolar.

Resenha: livro "Quase Quinze: Quando tudo pode mudar", Lilian Reis

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Quase Quinze: Quando tudo pode mudar", escrito pela Lilian Reis e publicado em 2019 pela Mundo Uno Editora.


 "Deus! Será que existia um ser humano mais atrasado e lento do que eu? Depois de tudo que tinha acontecido, não aprendi que mentir só mete a gente em enrascada e roubada e problemas? Afff, lá estava eu entrando numa fria maior ainda!"
 "Quase Quinze" é a continuação de "A Garota de Treze". No primeiro livro, fomos apresentados à Luce, que tinha treze anos e causou a maior confusão ao fingir ter dezesseis e namorar um garoto mais velho. Nesse segundo volume, vamos acompanhar a Luce desde o final do primeiro livro até sua festa de quinze anos.

MINHA TBR PARA A MARATONA LITERÁRIA DE INVERNO 2020 #MLI2020 #BKTBTN

 Olá, pessoal, como estão? No post de hoje, venho mostrar a minha TBR para a Maratona Literária de Inverno 2020, que é organizada pelo Victor Almeida do canal Geek Freak e acontecerá entre os dias 20/06 e 04/07. Apertem o play para conferir no vídeo ou continuem lendo:



 O formulário de inscrição, a lista de desafios e todas as informações sobre a maratona estão no vídeo do Victor nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=FCX3GC2xN64. Nessa edição, temos desafios de vários booktubers para montarmos nossa TBR.

 Um dos desafios é "Um livro recomendado por um booktuber", aproveito para indicar meus contos para vocês na Amazon, todos disponíveis no Kindle Unlimited (e "Eu nunca vou te abandonar" inclusive se passa no Natal/Inverno, outro desafio da maratona); fica a dica para quem quiser incluir uma leitura rápida na TBR:



 Cumprirei o desafio de ler um livro digital, pois escolhi vários e-books e todos estão no Kindle Unlimited.

 Um livro de um gênero que você não lê com frequência: escolhi "O mistério da estrela: Stardust" do Neil Gaiman, Rocco, pois fantasia não é um gênero que leio muito e por ter gostado do filme.

 Sinopse: Tristran ama a jovem mais bela do vilarejo de Muralha. Para ser correspondido, ele atende aos caprichos da moça e lhe faz uma promessa quase impossível de cumprir. Uma estrela cadente que ambos veem cair do céu valerá a mão de Vitória em casamento.
 A determinação de trazer a estrela para o vilarejo fará com que o rapaz burle todas as regras e siga para a Terra Encantada, onde supostamente a estrela está. Então, Tristran se vê cercado por piratas voadores, gnomos guerreiros, bruxas esquisitas e sedentas por beleza e princesas do mal. Um mundo de magia está diante dele e tem início um conto de fadas surpreendente e nada convencional.
 Neste lugar, os caminhos podem ser belos e sombrios, tristes e alegres, suspeitos e óbvios, mas sempre cheios de segredos. E todos, não só Tristran, estão em busca daquela que parece guardar a solução para todos os problemas do reino mágico. Acontece que a estrela está triste e sem esperança. O maior desafio do jovem apaixonado, então, será fazer a estrela brilhar novamente.
 Eis a trama do conto de fadas moderno O mistério da estrela - Stardust, do cultuado escritor e quadrinista inglês Neil Gaiman, autor do premiado juvenil Coraline e do infantil Os lobos dentro das paredes. A publicação recupera o texto em prosa que deu origem à famosa história em quadrinhos, que chegou às telas do cinema em 2007, com estrelas como Claire Danes, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro e Sienna Miller no elenco.

 Um livro que lide com algum transtorno ou problema mental: "Garota em Pedaços" da Kathleen Glasgow, Outro Planeta foi minha escolha.

 Sinopse: Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso – um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem.
 "Viver não é fácil."
 Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica – para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida –, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores.
 Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlotte usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo.
 Romance de estreia de Katlheen Glasgow, que figurou na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e dos melhores livros do ano de 2016 da Amazon (EUA) e da revista TeenVogue. Nele, os leitores vão se emocionar e se inspirar na história da adolescente de 17 anos que, por conta de sofrer de Transtorno do Controle do Impulso, pratica o "cutting" – um distúrbio que afeta um grande número de jovens brasileiros e também personalidades do universo teen, como Demi Lovato e Britney Spears, entre outras.

 Um livro que você suspeita que será favoritado: "Coisas que ninguém sabe" do Alessandro D'Avenia, Bertrand Brasil, pois amei "O que o inferno não é" do mesmo autor.

 Sinopse: Duas histórias que se entrelaçam filtradas pelos dois olhos de um adolescente. Após conquistar jovens de todo o mundo com Branca como o leite, vermelha como o sangue, Alessandro D’Avenia apresenta Coisas que ninguém sabe, um livro sensível, erudito e repleto de citações literárias. Uma história que retrata o ensino médio, a adolescência e os valores do amadurecimento. Margherita tem 14 anos e está prestes a transpor um limiar mágico e assustador: o início do liceu. Os corredores da nova escola são cheios de fascínio, mas também de ameaças. Sozinha em seu quarto, com o sol de verão ainda sobre a pele, Margherita se sente como qualquer adolescente: uma equilibrista na corda bamba. Somente o amor dos pais, da extraordinária avó, Teresa, e do irmãozinho lhe permite tentar crescer com suas próprias forças. No entanto, um dia, Margherita ouve uma mensagem na secretária eletrônica. É de seu pai, anunciando que não voltará mais para casa. O vazio se abre sob seus pés. Por ser professor e estar sempre em contato com os jovens, umas das principais características de D’Avenia é saber explorar ao máximo as dificuldades enfrentadas pelos jovens em uma fase tão difícil de suas vidas. Assim, com a habilidade de escrita que caracteriza o autor, o romance toca o leitor no fundo do coração. Na contramão do que faz em seu primeiro livro, no qual aborda quase que exclusivamente a realidade juvenil, agora D’Avenia não só traz à mente do público a idade mágica da adolescência, em que tudo parece possível, apesar das dificuldades, como também pinta o mundo dos adultos que lutam com seus erros e mal-entendidos. Segundo ele, “como os protagonistas, todos nós estamos procurando alguém ou alguma coisa”. Coisas que ninguém sabe tem o passo longo de uma grande história: a de todos que sabem encarar os próprios fantasmas e realizar a viagem aventurosa que os levará de volta para casa. “Um livro que narra, com força e simplicidade, a história de todos os jovens que têm dificuldades, mas também coragem para encontrar seu caminho.” (Recensione Libro) “Uma história simples, que consegue captar um pouco de cada um de nós, com a escrita clara e ágil típica de D’Avenia.” (Solo Libri)

Um livro escrito por uma autora mulher: "A geografia de nós dois" da Jennifer E. Smith, Galera.

 Sinopse: Depois do sucesso de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, que em breve ganhará as telas do cinema, Jennifer E. Smith retorna com uma história sobre amor e desencontros. Lucy mora no vigésimo quarto andar; Owen, no subsolo. E é no meio do caminho que os dois se encontram — presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A geografia de nós dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade. 

 Um livro encalhado na estante: "Claros Sinais De Loucura" da Karen Harrington, Intrínseca, será o único livro físico que pretendo ler, na verdade, terminar, pois já havia começado ele há algum tempo.

 Sinopse: Amor pode ser uma palavra-problema para algumas pessoas. Loucura também. Eu sei bem.
Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca.
 Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas.
 Com a chegada do verão em que completa doze anos, ela está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa pelo primeiro beijo de língua que ainda não aconteceu. Mas a vida não pode ser só de preocupações, e, entre uma descoberta e outra, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.
 Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nessa incrível história sobre a aventura que é crescer. O discurso inteligente, precoce, mas ainda de uma criança, faz de Sarah uma garotinha que poderia muito bem morar na casa ao lado. E por quem é impossível não se encantar.
 Com uma protagonista cujas voz e atitudes lembram o August Pullman de Extraordinário, e com uma temática igualmente tocante, Claros sinais de loucura tem tudo para cativar até o leitor mais resistente.
 Leitura recomendada pela School Library Journal e vencedora do Parent’s Choice Award de 2013 na categoria ficção.


 Quem aí também vai participar? Já leram ou querem ler algum desses?

Compre seu Kindle em até 12x sem juros

Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

Resenha: livro "Beleza Perdida", Amy Harmon

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Beleza Perdida", escrito pela Amy Harmon e publicado no Brasil pela Verus Editora em 2015.

 "Talvez os milagres que vemos sejam apenas a ponta do iceberg."

 Fern Taylor era prima de Bailey, o filho do treinador Sheen. Ela não acompanhava o primo aos treinos de luta livre apenas para ajudá-lo com sua cadeira de rodas. Fern ia para ver Ambrose Young, o mais talentoso da equipe e o garoto de quem ela gostava. Mas Ambrose era lindo, o garoto popular da escola, enquanto Fern chegava a ser considerada feia em comparação com as outras garotas, ela achava que ele nunca olharia para ela.

 Depois da escola, todos pensavam que Ambrose iria para a faculdade e se tornaria um atleta famoso, porém, depois dos atentados terroristas às Torres Gêmeas em 2001, Ambrose tinha outros planos, planos que marcariam para sempre a pequena cidade de Hannah Lake na Pensilvânia.

 "A morte se tornou muito real e, na classe do último ano na Escola de Hannah Lake, havia ressentimento misturado com o medo. Era o último ano! Era para ser a melhor fase da vida. Eles não queriam ter medo."

 "Senti como se a cidade inteira dependesse de mim e, se eu pisasse na bola ou não me desse bem na Universidade da Pensilvânia, eu deixaria todo mundo decepcionado. Gostei da ideia de ser um tipo diferente de herói."

 Cerca de três anos depois, Ambrose estava de volta à cidade, mas as situações estavam mudadas: ele não poderia mais ser considerado bonito, já Fern havia ficado linda com o passar dos anos. Mas "Beleza Perdida" é muito mais que um romance onde o patinho feio se revela um belo cisne. O livro fala sobre temas que vão bem além da aparência.

 "Beleza Perdida" estava nos meus desejados fazia tempo, por ser um romance que eu sempre via sendo elogiado, além do fato de eu gostar de histórias que tenham um toque de "A Bela e a Fera", então, aproveitei que o e-book estava disponível no Kindle Unlimited para ler.

 Assim que comecei a leitura, já percebi o quanto a escrita da Amy Harmon era agradável, ela consegue escrever de uma maneira fluida e envolvente, enquanto vai nos mostrando a vida dos personagens desde a infância até a idade adulta.

 "Bailey e Fern estavam se divertindo para valer, rindo e ouvindo atentamente. Ambrose ficava maravilhado com a inocência deles e como apreciavam as menores coisas."

 Falando dos personagens, não são apenas Fern e Ambrose que tem destaque, vários outros tem tramas paralelas que se interligam à principal. Bailey foi um dos meus personagens favoritos; ele precisava da cadeira de rodas por causa da distrofia muscular de Duchenne; seu senso de humor, a forma como lidava com sua doença e com suas limitações, e sua relação de amizade com Fern foram algumas das coisas que mais gostei na história, e confesso que desejei muito que o desfecho dele fosse diferente. Temos ainda os dilemas de Rita, melhor amiga de Fern, embora elas fossem totalmente diferentes na aparência, e Elliott Young, pai adotivo de Ambrose, outro personagem interessante.

 "- (...) É uma ironia, não é? A Fern não achava que era boa o suficiente pra você naquela época, e você não acha que é bom o suficiente pra ela agora. E os dois estão errados... e é tão idiota! Idioootaaa! - Bailey arrastou a palavra com desgosto."

 "Você age como se beleza fosse a única coisa que faz as pessoas serem dignas de amor"

 Confesso também que me irritei um pouquinho com o fato de Fern e Ambrose, em diferentes momentos, não se sentirem bonitos o suficiente um para o outro, mas foi só um pouquinho mesmo e não tirou a graça da história (apesar de ter contribuído para eu dar 4 ao invés de 5 estrelas em minha avaliação). Por ser um romance com personagens mais jovens, é compreensível essa preocupação com a aparência.

 A Fern é filha de um pastor, e há algumas reflexões religiosas na história, mas creio que não incomodaria os leitores que não são cristãos. Ah, a Fern também é apaixonada por romances ao estilo romances de banca, e inclusive escreve seus próprios livros, é bem legal acompanhar uma personagem apaixonada pela leitura.

 "- (...)Você lê romances de sacanagem e cita a Bíblia. Não tenho certeza se consigo entender qual é a sua.
 - A Bíblia me conforta, e os romances me dão esperança.
 - Ah, é? Esperança de quê?
 - Esperança de fazer mais do que citar a Bíblia com Ambrose Young num futuro muito próximo. - Fern corou furiosamente e olhou para as mãos."

 "Beleza Perdida" foi uma história de que gostei muito. Acho que a autora acertou em tudo: sua escrita é envolvente; o enredo nos mantém presos para descobrir tudo sobre os personagens, que são bem construídos e têm dramas reais e marcantes; é possível sentir o clima de cidade pequena e se apaixonar pela luta livre. É um livro que recomendo, especialmente para quem procura um romance intenso (sem hot), que fala sobre superação e amizade, nos diverte e também emociona.

 Eu gosto da capa, da imagem, das fontes e cores. O e-book tem boa revisão e diagramação com detalhes nos títulos dos capítulos.

 "- Ele tem idade suficiente para saber o que é certo. Idade não é desculpa. Garotos de dezoito anos já são considerados com idade suficiente para lutar pelo país. Lutar e morrer pelo país. Um merdinha de vinte e cinco anos como o Becker não pode se esconder atrás dessa desculpa."

 "- (...) Por que coisas terríveis acontecem com pessoas tão boas? - perguntou Ambrose.
 - Porque coisas terríveis acontecem com todo mundo, Brosey. Ficamos tão voltados para os nossos próprios problemas que não vemos toda a merda em que as pessoas estão chafurdando."

 Detalhes: 485 páginas (no e-book, o físico tem 336), ISBN-13: 9788576863748, Skoob, tradução: Monique D'Orazio. Se você gostou de livros como "Dias de Despedida", "Em Pedaços" e "Querido John", pode gostar de "Beleza Perdida" também. Clique para comprar ou pegar no Kindle Unlimited na Amazon:


 Me contem: já leram ou querem ler esse livro?

Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

Resenha: livro "Se deus me chamar não vou", Mariana Salomão Carrara

 Olá, pessoal? Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Se deus me chamar não vou", da Mariana Salomão Carrara, publicado pela Editora Nos em 2019.

 "Sabe, Homem-aranha, eu preferia fazer a carta para o Super-homem, porque ele é imortal e eu queria perguntar pra ele como é isso de saber que nunca vai morrer, eu preferia esse poder, de nunca morrer, além de voar, mas a professora me sorteou você, e tudo bem, as teias são ótimas."

 Tudo começa quando Maria Carmem, uma garota de 11 anos, precisa escrever uma redação para um super-herói na escola. Ela queria escrever para o Super-Homem, mas o sorteio da professora acaba determinando que ela escreva para o Homem Aranha. E Maria Carmem faz um trabalho excelente, tanto que a professora lhe diz que ela pode ser escritora quando crescer, mas que precisa praticar, e a garota começa a escrever um livro sobre sua vida.

 "Ficamos dizendo o tempo todo palavras que não são as melhores, as melhores vêm só depois. Por isso que vai ser legal quando eu for escritora, dá tempo de selecionar as palavras."

 Acho que foi no Instagram que vi uma resenha de "Se deus me chamar não vou", e o título chamou minha atenção o suficiente para que eu pegasse o e-book no Kindle Unlimited. Ao ler as primeiras páginas, pensei que seria a leitura ideal para me distrair nesse momento difícil que enfrentamos por causa da pandemia, pois os comentários de Maria Carmem são divertidíssimos. A garota acredita que "tudo na vida é produzido pela prefeitura", uma espécie de lugar mágico que pode resolver todos os problemas. Maria Carmem é criativa e tenta ajudar os pais a melhorar a "loja de velhos" da família, uma loja que vende produtos para facilitar a vida de idosos ou doentes. Maria Carmem também é curiosa e cheia de dúvidas sobre o mundo adulto.

 "Quem paga esse homem? Se eu pudesse chutar diria que é a prefeitura, mas eu chutaria prefeitura para tudo. Ou, ainda, quando meus pais chamam em casa um homem pra consertar alguma coisa, e dão muito pouco dinheiro, é evidente que aquele homem não estudou, e então quem ensina um adulto que não estudou a fazer algo que é tão difícil que dois adultos que estudaram não conseguem fazer? A prefeitura também?"

 "os adultos são cheios de arrependimentos e ficam achando que a gente vai ser também."

 Mas, com o passar das páginas, vemos um outro lado de Maria Carmem, além dos comentários bem humorados e criativos. Todos dizem que ela "tem muito tamanho", por ser gorda e mais alta que as demais crianças da sua idade, sua aparência se torna um problema. Maria Carmem não tem amigos na escola e acaba sendo vítima de bullying. Seu relacionamento familiar também tem seus percalços. Tudo isso torna ainda mais difícil ter 11 anos, essa idade entre a infância e a adolescência, abrindo caminho para a tristeza e o sentimento de não ser amada nem valorizada.

 "Adultos se divertem. Crianças se divertem. Eu não sei se estou exatamente na idade em que ninguém faz nada de bom, ou se isso de diversão simplesmente acabou pra mim."

 "A porta do meu quarto não tem chave, o que deve fazer parte dessa maravilha que é ter 11 anos."

 "Onze anos é a pior idade do universo, dura pelo menos cinco anos."

 "e diziam outras coisas que eu não entendia, coisas que certamente só podiam ter sido ditas pelo pai deles porque eles não iam saber dizer sozinhos" (sobre os colegas de escola)

 A Maria Carmem me lembrou um pouco o Charlie de "As vantagens de ser invisível", meu livro favorito, mas a Maria Clara infelizmente não encontrou amigos como a Sam e o Patrick, que lhe mostrassem como a vida pode ser boa quando se tem companhia, além do fato de a Maria Carmem não conseguir passar tão despercebida quanto o Charlie, por causa da aparência dela.

 "Se deus me chamar não vou" é um livro divertido e triste ao mesmo tempo, que nos faz rir e, no parágrafo seguinte, querer chorar pela solidão e o sofrimento da personagem. A autora conseguiu encontrar o tom certo para escrever como uma menina de onze anos, com a ingenuidade de uma criança, mas também com a dor que só quem tem pensamentos suicidas pode entender.

 "Acho que existem crianças mais solitárias que os velhos."

 "porque as coisas boas continuam existindo, elas sempre existem."

 Certamente não esquecerei tão cedo a garota tão especial que encontrei nesse livro, nem o Leo com seus questionários (vocês vão conhecê-lo se lerem a história). "Se deus me chamar não vou" é meu primeiro livro favorito do ano, terei que devolver o e-book mas quero comprá-lo ou comprar o livro físico, para poder reler e grifar as muitas citações de que gostei.

 Com apenas 114 páginas, pode ser uma leitura rápida, mas muito marcante. Fica a minha recomendação de leitura, mas preparem-se, pois a história pode tocá-los muito.

 Sobre a edição, a capa é simples, não encontrei erros de revisão ou problemas na diagramação do e-book.





 Mais algumas citações:

 "Acho que meus pais começaram esse ano muito frustrados, minha mãe me explicou que é culpa dos Planos. Disse que os Planos são uns moços muito bonitos que ficam caminhando em volta da cabeça dos jovens e vão sumindo bem devagar, ninguém percebe, e a pessoa acorda um dia que nem minha mãe com muita saudade deles, mas não tem mais nada, os Planos todos desapareceram e ninguém sabe dizer exatamente quando."
 "Daí fico um tempo pensando que só tenho isso mesmo, tamanho. Muito tamanho. Era meu aniversário, no dia mais triste do ano, a loja quente, eu só tinha tamanho, não tínhamos garfo flexível com engrossador pro pai do cliente parado ali, e eu procurava uma posição na banqueta em que meus pés não alcançassem o chão, porque é assim que as coisas deviam ser na minha idade."
 "Eu fazia 11 anos e entendi que dali em diante só precisaria de mais e mais coisas, e que um dia alguém mais novo que eu teria de estudar e investigar e até inventar objetos que me ajudassem a continuar fazendo as coisinhas de sempre. E que a nossa loja era isso, era um cuidado, não era uma maldição que um dia causaria nossa ruína, nem um abuso nem uma extorsão do dinheiro de velhinhos. Eu precisava salvar a loja, ainda que fosse no dia mais triste do ano."
 "Talvez seja assim com os velhinhos também, como os capítulos. Ninguém precisa decidir que certa parte da vida acabou. O corpo sente sozinho que não dá mais pra andar sem ajuda de alguma coisa que vendem na loja de velhos, e então, naturalmente, alguém vai lá e compra, e começamos um novo capítulo da vida. Vai ver é assim, e nem assusta tanto."
 "Às vezes o cliente entra, e a gente fica toda atenta, achando que ele vai comprar um assento ortopédico e vai salvar o dia, e ele pergunta se tem CD de música para relaxamento, e logo sai. Ou olha a primeira estante e já desiste, deixa a gente angustiado com a porcaria da estante, o que deveria estar lá e não está. As pessoas tinham que aprender a não entrar desse jeito na vida dos outros."
 "eu não sei por que as pessoas não informam tudo de uma vez, deixam a gente ficar aprendendo de pouquinho e fazendo confusão."
 "Eu nunca tinha escutado alguém falar dessa forma, daí eu entendi que é por isso que a morte normalmente faz tanto barulho e escândalo, é deus gritando bem alto o nome da pessoa até ela obedecer. No caso do meu vizinho que ficou muito tempo morto sozinho é porque bastou um sussurro de deus e ele já foi."
 "Acho que vem daí a palavra solidão, pessoas tão sólidas que ninguém vem checar se estão ruindo."

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam esse livro? Já favoritaram alguma leitura esse ano?

Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

Resenha: livro "Os últimos jovens da Terra: 4 contra o apocalipse", Max Brallier e Douglas Holgate

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência com o livro "Os últimos jovens da Terra: 4 contra o apocalipse", escrito por Max Brallier e ilustrado por Douglas Holgate, publicado em 2019 no Brasil pelo selo MilkShakespeare da Faro Editorial.

Resenha, livro, Os-ultimos-jovens-da-terra, Max-Brallier, Douglas-Holgate, Faro-Editorial, capa, foto, zumbi, netflix, blog-literario, blog-literario-petalas-de-liberdade, opiniao, criticia, trecho,

 "Esta é a coisa mais idiota que eu já fiz. De longe. E fiz muitas coisas idiotas. Quero dizer, eu sou o cara que uma vez lambeu desodorante porque pensou que era mais elegante do que escovar os dentes." (página 198)

 A história é narrada por Jack Sulivan, um garoto de treze anos. Há quarenta e dois dias, sua cidade foi invadida por zumbis e por monstros gigantes, sua família adotiva fugiu deixando-o para trás.

Resenha: livro "A Devolvida", Donatella Di Pietrantonio

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A Devolvida", escrito pela italiana Donatella Di Pietrantonio e publicado no Brasil em 2019 pela Faro Editorial. Vocês podem apertar o play para conferir um vídeo sobre o livro ou continuar lendo para conferir a resenha escrita e com citações:



Resenha, livro, A-Devolvida, Donatella-Di-Pietrantonio, Faro-Editorial, tag-ineditos, a-retornada, literatura-italiana, youtube, blog-literario, blog-petalas-de-liberdade, capa, foto, opiniao, critica, quote, citacao

 "- Não sou um pacote, vocês têm de parar de me mudar de um lugar para o outro." (página 99)

 A história se passa na Itália, em 1975, e é narrada por uma garota de treze anos (cujo nome não é mencionado). Certo dia, seus pais lhe dizem que ela é adotada e que será devolvida para a família biológica que a quer de volta.

Resenha: livro "#Acredite", Eliane Quintella

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "#Acredite", escrito pela Eliane Quintella e publicado em 2019.

Resenha, livro, Acredite, Eliane-Quintella, capa, foto, opiniao, critica, trecho, quote, blog-literario-petalas-de-liberdade, blog-petalas-de-liberdade

 "Tinha que poder sofrer em paz. Tristeza para nós não era bem-vinda e não queria ser relembrada disso. Lá de longe dava para ver a terra dos Lalulis, ela circundava nosso gueto. Havia muito mais Lalulis que Braites no mundo. Era tudo cinza, bege, e marrom no mundo dos Lalulis como se cores e outras pequenas alegrias fossem futilidades exclusivas dos Braites. Papai falava que eles desdenhavam nosso modo de viver, pois, na verdade, queriam ser como nós, mas não podiam. Eu não sabia de nada, mas não achava que fazia muito sentido." (página 16)

 A história se passa num mundo mágico habitado por Braites e Lalulis. Braites conseguem fazer magias incríveis, construir coisas inimagináveis, como casas flutuantes; mas, para isso, devem evitar qualquer sentimento ruim, qualquer tristeza ou sofrimento que possa diminuir seus níveis de energia. Já os Lalulis só conseguem fazer magias bem simples, tendo vidas mais difíceis, conhecendo o sofrimento e a tristeza, e não precisam manter sempre o bom humor.

Resenha: livro "O fundo é apenas o começo", Neal Shusterman

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O fundo é apenas o começo", escrito pelo Neal Shusterman e publicado no Brasil em 2018 pela Editora Valentina.

 "Se a única medida da realidade que se tem é a própria mente... o que acontece quando ela se torna uma mentirosa patológica?"

Resenha, livro, O-fundo-e-apenas-o-comeco, Neal-Shusterman, Editora-Valentina, kindle-unlimited, opiniao, critica, blog-literario-petalas-de-liberdade, citacao

Resenha e sorteio: livro "Em algum lugar nas estrelas", Clare Vanderpool, Darkside

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Em algum lugar nas estrelas", escrito pela Clare Vanderpool e publicado no Brasil em 2016 pela Editora Darkside Books. Essa é uma resenha premiada, vou sortear o meu exemplar para vocês, é só ler no final do post como participar. Vocês podem apertar o play e conferir a resenha em vídeo ou continuar lendo:



 "A primeira vez que a gente vê o mar deve ser muito emocionante ou aterrorizante. Queria poder dizer que foi uma dessas coisas para mim. Eu só vomitei na praia cheia de rochas." (página 19)

Resenha, sorteio, resenha-premiada, livro, Em-algum-lugar-nas-estrelas, Clare-Vanderpool, Darkside, blog-literario, youtube, blog-petalas-de-liberdade, opiniao, critica, trecho, capa, sinopse, aventura, infantojuvenil, darklove

 A história se passa em 1845, no final da Segunda Guerra Mundial. O narrador é Jack Baker, um garoto de 13 anos que perdeu a mãe há pouco tempo. Seu pai, um capitão da marinha, decidiu levá-lo do Kansas pra um colégio interno no Maine.

Resenha: livro "O azarão", Markus Zusak

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com "O azarão", livro escrito pelo australiano Markus Zusak e publicado no Brasil em 2012 pela Bertrand Brasil.

Resenha, livro, O-azarao, Markus-Zusak, Bertrand, blog-literario, blog-literario-petalas-de-liberdade, trilogia-irmaos-wolfe, quote, trecho, opiniao, foto, capa, romance-de-formação

 "Meu nome é Cameron Wolfe.
 Moro na cidade.
 Frequento a escola.
 Não sou popular com as garotas.
 Tenho um pouco de juízo.
 Não tenho muito juízo." (página 8)

Resenha: livro "Sob a luz da escuridão", Ana Beatriz Brandão

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Sob a luz da escuridão", escrito pela Ana Beatriz Brandão e publicado pela Verus Editora em 2018.

Resenha: livro "Sob a luz da escuridão", Ana Beatriz Brandão, Verus Editora, blog literário pétalas de liberdade, trechos, capa, foto, imagem

 "Algum dia você já imaginou como é ser despedaçado? Rasgado em mil pedaços e depois reconstruído? E tudo isso em apenas alguns segundos? Com certeza não é nada agradável. É doloroso e complicado. Inexplicável.
 Para onde eu fui não existia isso. Não existia dor, raiva, tristeza ou felicidade. Não existia céu nem terra. Luz ou escuridão. Era o nada, ou talvez nem mesmo o nada existisse, só o vácuo da inexistência elementar. O início e o fim de todos os começos e términos." (página 252)

 A história é narrada em primeira pessoa por 4 personagens: Lollipop, Jéssica (Jazz), Samuel (Sam) e Evan, e se passa num futuro distópico, alguns séculos a frente, após mais duas guerras mundiais que dizimaram boa parte da população humana (a primeira causada por um ditador que buscava criar uma raça pura e a segunda pela revolta da população que já não tinha mais nada a perder). Líderes de países não existiam mais, e as poucas fábricas em funcionamento pertenciam ao Instituto, criado  pelos "Eles", os seguidores do antigo ditador.

 "Milhares de pessoas foram executadas, principalmente os mais pobres, que não tinham condições financeiras de se adequar às imposições do governo de Goyle. Era... monstruoso. Tão monstruoso que, em certo momento, a humanidade perdeu o medo de morrer. E deu sua resposta.
 Assim se iniciou a Quarta Gerra Mundial.
(...) A partir de então, ninguém mais queria ter líderes. Os partidos políticos haviam sido destruídos, os grupos religiosos tinham perdido seus patriarcas e não havia nem um presidente, monarca, chanceler, duque, deputado ou senador sequer. As leis já não valiam e a 'justiça' se tornou uma palavra quase arcaica.
 A partir daquele momento, seria cada um por si.
 Assim foi criado o mundo em que vivíamos: as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tínhamos a perder? Ninguém poderia nos castigar, e sentir medo da morte era para os fracos. Aliás... o medo era um sentimento quase inaceitável. Quem tivesse não sobreviveria uma semana sequer naquele lugar." (página 21)

 As pessoas se reuniam em “áreas”, pequenas cidades, onde a sobrevivência era um pouco mais fácil que no exterior, e sempre que o Instituto liberava alguns produtos, havia briga para conquistá-los. Por causa da radiação de bombas e armas químicas, pessoas passaram a nascer com características diferentes, Jazz, por exemplo, podia produzir fogo. Quem nascia assim era chamado de singular ou metacromo e era perseguido pelo Instituto para ser usado como cobaia em pesquisas.

 Uma jovem acorda num prédio e sai correndo de lá, pois explosões estão ocorrendo próximas ao local, e acaba entrando num carro onde já está Jéssica, outra garota de 16 anos que viveu a vida toda naquele prédio que pertence ao Instituto. Depois de algum tempo, Lollipop (como passou a se chamar, já que não se lembrava de nada do seu passado) e Jéssica, vão acabar parando na Área 4, liderada por Evan, um vampiro (em comum com os vampiros dos livros sobrenaturais, ele tem apenas a necessidade de se alimentar de sangue e a longevidade).

 "Eu ri, surpresa por saber de algo assim. Evan, o cara que podia ter qualquer garota, apaixonado duas vezes pela mesma, só que em épocas diferentes. Como podia ser possível? Só havia um problema...
 - Mas eles não eram inimigos?
 - Eram sim. Eu nunca disse que não. É que eles não eram o tipo de inimigo mais convencional." (página 147)

 Evan e Samuel parecem ter pouca diferença de idade, aparentando estar na casa dos dezoito anos, mas a verdade é que ele criou Samuel desde que o garoto era um bebê. Além disso, Evan e Lollipop já se desentenderam no passado, mas como isso seria possível, se ela parece ter no máximo vinte anos? Enquanto as duas jovens tentam se inserir na rotina da Área 4, Lollipop também precisará aprender a lidar com Evan e com tudo o que rolou entre eles num passado do qual ela não se lembra, em meio ao risco de o Instituto atacá-los a qualquer momento.

 "O que tínhamos representava a paz. Nosso clã era intocável, inalcançável, um dos maiores e mais fortes, que ajudava a abastecer os outros. Todas essas eram características vindas de Evan. Ele representava nossa força, coragem e determinação. Se por algum motivo o perdêssemos, eu sabia que seria questão de tempo até que já não restasse nem mesmo uma lembrança do que fomos um dia." (página 175)

 Fui uma dos selecionados para participar da leitura coletiva de “Sob a luz da escuridão” e abracei a oportunidade com entusiasmo, já que era super curiosa para ler algo da Ana, uma escritora de apenas 19 anos, mas que já tem 5 livros publicados e é muito elogiada pelos leitores. Na leitura coletiva, em cada semana leríamos até determinada página e depois tínhamos um debate, o que foi bem legal para ir trocando teorias com outros leitores. Essas teorias eram bem importantes, pois “Sob a luz da escuridão” é um livro cheio de mistérios (foi até difícil fazer um resumo da trama aí em cima, pois nem tudo é o que parece, mas não posso dar grandes spoilers para vocês), tanto sobre os personagens quanto sobre os acontecimentos que levaram a humanidade ao ponto que estava.

 "Fechei os olhos tentando imaginar a cena. Se fossem mesmo como ele estava contando, então os fogos deviam ser uma coisa majestosa. Estrelas cadentes que partem da Terra. Eu não conseguia visualizar com clareza, mas só as palavras já causavam impacto.
 - E existe alguma chance de eu conseguir ver um dia?
 - São quase tão raros quanto encontrar um diamante, Lollipop - respondeu, e não pude deixar de sorrir ao ouvi-lo me chamar daquele jeito. - Mas acho que você tem sim uma chance, se tiver esperança.
 - Esperança? - Levantei uma sobrancelha. - Eu nem sabia que essa palavra estava no seu vocabulário, vampiro.
 - Está. - Finalizou o curativo em minhas costas por cima dos pontos e se colocou à minha frente. - Muito mais do que você imagina, garotinha. - Tocou a ponta do meu nariz por apenas um momento.
 Algo em seu tom e em seu olhar me dizia que aquilo tinha um significado um pouco mais profundo do que parecia, e que tinha, sim, a ver comigo." (página 121)

 Falando nesse ponto, é preciso ter em mente que a vida não é como conhecemos hoje, Lollipop e Jazz se veem inseridas numa sociedade onde as regras são diferentes, mas ainda são apenas jovens com sentimentos e desejos de jovens. A autora não se demora muito na descrição dos acontecimentos que levaram ao futuro distópico, o foco fica, na maior parte, na adaptação das garotas na área 4, na descoberta do passado de Lollipop e sua ligação com Evan, já adianto que os dois vivem se estranhando.

 A escrita da autora é bem fluida, e a leitura rende. A narração por 4 pontos de vista nos permite ver a história de uma forma mais ampla. Eu demorei um pouco para me apegar aos personagens, mas acho que leitores da mesma faixa etária deles podem se identificar mais com seus jeitos de ser e de agir. Há bastante romance no livro, mas também tem momentos de tensão, ação e humor. É interessante como muito da sociedade distópica da trama pode servir de reflexão para a nossa realidade, onde mesmo tendo mais organização e tecnologia, continuamos não pensando no coletivo.

 "(...) As pessoas se aproveitam do fato de não termos leis ou punições e matam pela primeira vez só para ver como é, e algumas infelizmente gostam da sensação. Não matam pensando em proteção. Elas matam pra conseguir o que os outros têm e se apossar daquilo sem nem pensar na possibilidade de uma união. E são essas pessoas que estão se tornando cada vez mais comuns (...)
 - Nós não vivemos num mundo pós-apocalíptico - murmurei, com certo tom de compreensão. Estamos presenciando o apocalipse.
 - É mais do que isso - Yone prosseguiu. - Somos nós que o estamos causando." (página 81)

Resenha, livro, Sob-a-luz-da-escuridao, Ana-Beatriz-Brandao, Verus-Editora, blog-literario, petalas-de-liberdade, capa, foto, imagem, sinopse
livro, Sob-a-luz-da-escuridao, Ana-Beatriz-Brandao, Verus-Editora, trechos,

 A edição tem uma capa condizente com o cenário e as personagens, páginas amareladas, boa revisão, diagramação com bom tamanho de letras, espaçamento e margens, além de detalhes indicando quem está narrando.

 "- Eu tenho uma coisa para você.
 - Para mim? - questionei, abrindo apenas um dos olhos. O azul, porque era o de que ela mais gostava." (página 309)

 "(...) pensava que ele fosse louco quando contava aquela história maluca de uma garota que ia e vinha do nada, e batia nele, e era superdemais, e tinha superpoderes superlegais... Aí, quando a Lollipop apareceu, eu finalmente vi que ele não era maluco." (página 290)

 "Um vampiro e uma singular, separados várias vezes pelo tempo, mas sempre voltando um para o outro, independente do que se colocasse entre eles." (página 285)

 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Fica a minha recomendação para quem procura  uma distopia nacional ou um romance adolescente pós-apocalíptico. Me contem: já leram ou querem ler "Sob a luz da escuridão" ou outro livro da Ana Beatriz Brandão?

 Detalhes: 336 páginas, ISBN-13: 9788576866909, Skoob. Clique e compre na Amazon:

Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

Resenha: livro "Otolina e a Gata Amarela", Chris Riddell

 Olá pessoal, tudo bem? Depois de dois livros com tramas bem tensas, na resenha de hoje venho comentar minha experiência de leitura com um livro mais leve: "Otolina e a Gata Amarela", escrito pelo premiado autor Chris Riddell e publicado pela Galera Record no Brasil. Li na terceira edição, lançada em 2012.


 "Otolina e a Gata Amarela" foi esquecido por uma garota na casa da minha mãe, e como eu já havia ficado curiosa pela capa chamativa dele quando o vi na biblioteca da escola onde fiz estágio, aproveitei a oportunidade para realizar a leitura antes que a dona do livro viesse buscá-lo.
Sr. Munroe (Pinterest)

 Otolina é uma garotinha que mora com o Sr. Munroe, um serzinho que é baixinho e cabeludo, e que veio de um pântano na Noruega. Os pais da menina são uma espécie de cientistas ou historiadores, que viajam o mundo em busca de objetos curiosos, alguns desses objetos vão para o apartamento de Otolina, para as coleções das quais ela cuida, pois ainda é muito pequena para acompanhar os pais nas viagens. Além dos dois, também mora no apartamento o ratinho Roberto.

 Alguns cachorrinhos dos vizinhos estão desaparecendo misteriosamente, e após o roubo dos cães, as casas de seus donos são assaltadas. Otolina e o Sr. Munroe, como bons curiosos e mestres em disfarces que são, decidem elaborar um plano para descobrir quem está roubando os cachorrinhos e seus donos. Já adianto que é aí que entra a tal da Gata Amarela do título, além de a cabeleira do Sr. Munroe ser de grande utilidade!

 "Otolina e a Gata Amarela" é um livro infanto-juvenil, indicado especialmente para os leitores mais novinhos, mas que também foi uma leitura bem legal para mim, que já sou adulta. A obra pode trazer novos fãs para o mundo da fantasia e do romance policial, pois enquanto vemos a vida de Otolina em seu apartamento cheio de itens diferentes, também acompanhamos sua inquietação com o desaparecimento dos cães e os roubos na vizinhança, e sua discreta investigação se desenvolvendo. Além disso temos animais falantes e alguns recursos característicos do gênero fantástico!


 O livro pode ser lido rapidamente, pois, além de ter menos de 200 páginas, há muitas ilustrações (lindas), as letras, as margens e o espaçamento são grandes. Nas fotos vocês podem perceber que o livro apresenta sinais de já ter sido bem manuseado por mãozinhas infantis, mas mesmo assim é possível ver como a capa é linda e sugere algo mágico, com essa combinação de preto, amarelo, dourado e vermelho.

 Detalhes: 175 páginas, ISBN-13: 9788501083623, Skoob. Curiosidade: o autor nasceu na Cidade do Cabo, na África do Sul, mas atualmente mora na Inglaterra. Ele também ilustrou A Bela e a Adormecida do Neil Gaiman. Clique aqui para comprar na Amazon.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da indicação de leitura para todas as idades. Me contem: já conheciam o autor ou o livro? Alguém tem alguma teoria sobre quem está por trás do desaparecimento dos cachorrinhos? Além desse, há outros dois livros sobre a Otolina, e para saber mais sobre eles é só conferir no site da editora.

 Tem vários sorteios de livros legais rolando, clique aqui para conferir os do blog e aqui para conferir os do Instagram.

Até o próximo post!
Me acompanhe nas redes sociais:

Resenha: livro "Dias de despedida", Jeff Zentner

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Dias de despedida", escrito pelo Jeff Zentner e publicado no Brasil pela Editora Seguinte em 2017.

 " Ninguém sabe como as pessoas superam as coisas. Elas apenas superam." (página 213)

Resenha: livro "Dias de despedida", Jeff Zentner, Seguinte

 "Aceno com a cabeça, grato, voltando a mim, como se estivesse acordando de um daqueles pesadelos em que você chora até encharcar o travesseiro. É uma tristeza brutal, disforme, enlouquecida no absurdo dos sonhos. Você acorda e não lembra a razão de estar chorando. Ou lembra e estava chorando porque recebeu uma chance de se redimir. Então, quando percebe que era apenas um pesadelo, continua chorando porque sua chance de redenção é mais uma coisa que você perdeu. E você está cansado de perder coisas.
 Ajudo a carregar o caixão de Blake até o carro funerário. Pesa uns mil quilos. Um professor de ciências uma vez perguntou para a gente: 'O que pesa mais, um quilo de penas ou um quilo de chumbo?'. Todo mundo respondeu chumbo. Mas algumas dezenas de quilos de melhor amigo em um caixão não pesam o mesmo que algumas dezenas de quilos de chumbo ou de penas. Pesam muito mais." (página 19)

 Nosso narrador é Carver Briggs, que tem dezessete anos e mora em Nashville. Ele tinha três melhores amigos: Blake, Eli e Mars. Certo dia, enquanto esperava que eles lhe buscassem no trabalho para aproveitarem a tarde, Carver enviou uma mensagem de texto para Mars perguntando onde eles estavam. Mars estava dirigindo e bateu o carro num caminhão, ele, Eli e Blake morreram na hora.

 "Observo a ponta da minha gravata balançar para a frente e para trás, e me pergunto como os humanos chegaram a um ponto em que dizemos: 'Opa. Espere aí. Para eu levar você a sério, você tem de usar em volta do pescoço uma faixa de tecido colorido com uma ponta estreita'. (...) Reflito sobre isso porque a certeza do absurdo do mundo é uma das poucas coisas que conseguem me distrair, e preciso muito de distrações agora." (página 13) 

 Carver nunca recebeu a resposta de sua mensagem de texto, e agora precisa lidar com a possibilidade de Mars ter se distraído ao tentar respondê-lo e isso ter causado o acidente. Se não bastasse a dor pela perda dos amigos, ainda há o juiz Edwards, pai de Mars, que pode abrir um processo para que Carver seja responsabilizado pelo acidente e preso. Também tem a Adair, irmã de Eli, que vai complicar a vida do Carver na escola.

 "- Nossa mente busca causa e efeito porque isso sugere uma ordem no universo que talvez não exista, mesmo se você acreditar em algum poder superior. Muita gente prefere aceitar uma parcela indevida da culpa por alguma tragédia do que aceitar que não existe ordem nas coisas. O caos é assustador. É assustadora uma existência inconstante em que coisas ruins acontecem a pessoas boas sem nenhum motivo lógico." (página 229)

 Mas Carver não está sozinho. Ele tem seus pais e Georgia, sua irmã mais velha, lhe dando apoio incondicional. E se aproximará de Jesmyn, que namorava Eli e passa a ser sua única amiga na escola. Carver também é convencido por Georgia a fazer terapia com o Dr. Mendez. E ainda tem a vovó Betsy, com quem Blake morava, que sugere que ela e Carver façam um dia de despedida, onde fariam pela última vez todas as coisas que mais gostavam de fazer com Blake. Carver conseguirá lidar com seu luto? O juiz Edwards provará a culpa do garoto no acidente? O dia de despedida será uma boa ideia? É o que descobriremos ao ler a história que Jeff Zentner tem para nos contar.

 "O universo e o destino são cruéis e aleatórios. As coisas acontecem por inúmeros motivos. Acontecem sem motivo nenhum. Carregar nas costas o fardo dos caprichos do universo é demais pra qualquer pessoa. E não é justo com você." (página 372)

 Peguei "Dias de despedida" para ler em um daqueles dias de desânimo, onde olhava para minha estante e nenhum título chamava minha atenção. E como sei que sick lit (livros que abordam temas como luto, depressão, doenças) young adults são leituras que costumam me trazer algum alento para esperar que os dias difíceis passem, decidi começar a ler "Dias de despedida", obra que foi pros meus desejados logo após o lançamento, pela premissa e opiniões de outros leitores.

 "- Quero ser feliz de novo antes de morrer. É tudo o que eu quero." (página 313)

 O fato é que chorei pela primeira vez lendo um livro! Eu, que já li mais de quinhentos livros e não entendia como algumas pessoas iam às lágrimas com leituras que para mim foram super tranquilas (disseram que pode ser coisa de capricorniana; que fique claro que já me emocionei inúmeras vezes lendo, mas nada que me causasse choro), finalmente me vi tento que parar a leitura por alguns segundos por causa das lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Foi mais ou menos na metade do livro, e aconteceu novamente em outros capítulos, sempre em cenas sobre coisas que os personagens queriam ter dito para os falecidos e não tiveram tempo ou lembranças singelas que guardavam da infância deles.

 "- Se importa de se sujar um pouco?
 - Não.
 - Ótimo, porque pensei em começar com uma das coisas que eu e o Blake mais gostávamos de fazer numa manhã de sábado: pesca depressiva. Depois vamos para o Waffle House, nosso lugar favorito para tomar café da manhã.
 - Espera, você quis dizer pesca esportiva?
 - Pesca depressiva. No carro eu explico." (página 182)

 Mas também ri muito com esse livro. Vovó Betsy escolheu homenagear seu neto (que tinha um canal de humor no YouTube) de forma bem inusitada. As conversas da trupe do Molho, como o grupo de quatro amigos se nomeava, eram bem divertidas (ainda que eu não entenda a graça que garotos enxergam em excrementos). Georgia volta e meia atacava o irmão de um jeito nada adulto. Aliás, a maneira como Georgia defende o irmão com unhas e dentes é admirável. Assim como é admirável a diversidade presente na obra: Jesmyn é de origem filipina, Mars é negro, há personagens homossexuais... Além do luto, temas importantes como ataques de pânico também são abordados.

 "- E agora estou com medo de morrer antes de fazer tudo o que queria. Dezessete anos não é o bastante. Tem tantas peças que quero aprender a tocar. Quero gravar álbuns e me apresentar. Nunca fui obcecada com a morte.
 - Eu também não. Agora, às vezes, olho pra minha prateleira e penso que um dia vou morrer sem ter lido vários daqueles livros. E um pode ser bom a ponto de mudar a minha vida e nunca vou ter como saber." (página 90)

 Os adolescentes estudam numa academia de artes, então música, ilustração e literatura (Carver sonhava em ser escritor) são bem presentes na obra. Algo que achei curioso foi o fato de todos os três amigos de Carver não terem "famílias modelo". Blake morava só com a avó, os pais de Eli viviam brigando, os de Mars eram separados. Só Carver tinha pai e mãe que viviam em harmonia, e mesmo assim ele tinha dificuldade em se abrir com eles.

 "- Eu acredito no céu - ela murmura. - Acredito na ressurreição da carne quando os mortos vão ascender aos céus. Acredito em tudo isso. E você pode achar que isso torna as coisas mais fáceis. Acreditar que vou abraçar o Blake de novo algum dia. Deveria ser tão fácil quanto se eu estivesse mandando Blake para passar o verão em um acampamento. Mas não é." (página 193, vovó Betsy)

 Os sentimentos dos personagens de Jeff Zentner são muito compreensíveis, e nos permitem refletir sobre como agiríamos se estivéssemos no lugar de Carver, de Jesmyn, de Adair ou do juiz. Acho que dificilmente imaginamos que enviar uma mensagem de texto pode causar um acidente, talvez a obra nos conscientize um pouco sobre isso. A gente também nunca espera que um jovem morra repentinamente, mas pensando rapidamente, consigo listar pelo menos cinco jovens da minha cidade que tiveram mortes prematuras na última década, três casos em acidentes de carro. Se fica alguma mensagem disso tudo, talvez seja a de como somos finitos, mas continuamos existindo através das memórias que deixamos nos que conviveram conosco.

 "- Existe um ciclo da água. A água nunca via embora. Nunca morre ou é destruída. Ela só muda de uma forma à outra num ciclo contínuo, como energia. Num dia quente de verão, você bebe a água que um dinossauro já bebeu. Pode ter chorado lágrimas que Alexandre, o Grande, chorou. Então devolvo a energia de Eli, o espírito, e tudo o que ele continha. Sua vida. Sua música. Suas lembranças. Seus amores. Todas as coisas bonitas nele. Dou isso à água para que ele possa viver assim agora. De uma forma pra outra. De uma energia pra outra. Talvez eu volte a encontrar meu filho na chuva ou no oceano. Talvez ele não tenha tocado meu rosto pela última vez." (página 276, teoria semelhante à do som presente no maravilhoso O mal de Lázaro)

Resenha, livro, Dias-de-despedida, Jeff-Zentner, Seguinte, opiniao, trecho, quote, blog-literario, petalas-de-liberdade, capa, sinopse, sick-lit, young-adult
Resenha, livro, Dias-de-despedida, Jeff-Zentner, Seguinte, trecho, sick-lit, young-adult
Uma das capas estrangeiras (prefiro a nacional)

 A edição da Seguinte tem uma capa com textura macia (soft touch) mas parece que meu livro está sujo como se tivesse arrastado ele na lama, tomara que não dê pra perceber na foto. Amei essa fonte em que o título está escrito, mas fiquei morrendo de medo em determinada cena por causa desse copo quebrado, felizmente um personagem não voou no pescoço do outro como temi. Vem um marcador de páginas para cortar da orelha, mas falta-me coragem. As páginas são amareladas. Não encontrei erros de revisão. As margens são grandes, a letra e espaçamento tem um bom tamanho.

 "Tristeza é um negócio esquisito. Parece que vem em ondas, do nada. Num minuto estou tranquila no mar. No outro, estou me afogando." (página 132)

 Enfim, "Dias de despedida" é realmente merecedor de todos os elogios que já recebeu. Apesar de não ter roubado o lugar de "A montanha", "As vantagens de ser invisível" ou "O céu está em todo lugar" no topo da minha lista de livros favoritos (talvez pela minha dúvida sobre o capítulo final ser ou não uma lembrança, pela curiosidade sobre o que estava na mensagem não finalizada ou pela minha vontade de tampar a boca do Carver numa cena dele com a Jesmyn [compreensível, mas quis interferir]); me encontro tentada a marcá-lo como favorito, afinal, me fez chorar. Fica a minha recomendação para que também leiam "Dias de despedida". Divertido, reflexivo e emocionante! Uma obra com personagens cativantes (especialmente a vovó Betsy♥), escrita fluida (já quero ler ouros livros do autor) e temas importantes.

 "Na maioria das vezes, a gente não guarda as pessoas que ama no coração porque elas nos salvaram de um afogamento ou nos tiraram de uma casa em chamas. Quase sempre, nós as guardamos no coração porque, em um milhão de formas serenas e perfeitas, elas nos salvaram da solidão." (página 272)

 Detalhes: 392 páginas, ISBN-13: 9788555340635, Skoob, leia um trecho. Curiosidade: o autor morou por dois anos no Brasil e fala português, no canal da Seguinte no YouTube tem uma entrevista com ele, clique para conferir. Clique para comprar na Amazon:


 Por hoje é só, espero que tenham curtido essa resenha cheia de citações (não consegui deixá-las de fora). Me contem: já conheciam o livro ou o autor?

 "Você venceu a infecção na ferida, então agora ela pode se curar." (página 372)

 Tem vários sorteios de livros legais rolando, clique aqui para conferir os do blog e aqui para conferir os do Instagram.

Até o próximo post!
Me acompanhe nas redes sociais:

Topo