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Cinco perguntas para Krishna Monteiro (autor de "O mal de Lázaro" e "O que não existe mais")

Entrevista, Krishna-Monteiro

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Faz tempo que não trago uma entrevista para o blog, né?! Pois bem, o post de hoje é para mudar isso. Lembram da minha resenha super empolgada sobre "O mal de Lázaro"? O autor do livro, Krishna Monteiro, super simpático e atencioso, aceitou responder algumas perguntas sobre o livro e sobre sua trajetória como escritor em uma pequena entrevista para ser publicada aqui no Pétalas de Liberdade! Eu não ia sossegar enquanto não descobrisse como ele teve a ideia para esse livro sensacional! Mas, antes das perguntas, confiram a sinopse do livro e se quiserem reler a resenha para entender o meu fascínio pela história, é só clicar aqui.

O-mal-de-Lázaro, Krishna-Monteiro
Numa trilha de terra, cruzando montanhas que conduzirão ao mar, a narradora vê a figura de um homem, a quem batiza de Lázaro. Doente e ferido, ele avança a passos lentos e é perseguido por uma multidão. 
A partir daí, o livro revela o drama de um homem que procurou se fechar ao mundo, mas que se viu forçado a confrontar vozes íntimas e dramas humanos. A história é contada pelos olhos de uma narradora cuja identidade é envolta em sombras que se clareiam em breves pistas ao longo da história.
Inspirado pelo poema “A máquina do mundo”, de Drummond, O mal de Lázaro é uma fábula sobre dor, sofrimento e redenção que conta, na prosa elegante e poética de Krishna Monteiro, a história de um homem que se abre para o mundo apenas para vê-lo desmoronar.

"Desenhas como quem segura firme uma recém-descoberta aldrava, sabendo estar agora em seu poder bater à porta - ou calar o som" (página 88)

CINCO PERGUNTAS PARA KRISHNA MONTEIRO

 1 - Quem é Krishna Monteiro? Apresente-se para os leitores do blog, nos conte um pouco sobre você.

 Nasci em 1973, no Paraná. Desde criança, sempre fui fascinado por histórias. A partir de um momento (creio que foi na adolescência), o gosto por ler histórias passou a ser acompanhado pela vontade de escrevê-las. Mas só comecei a escrever de fato a partir de 2008, trabalhando como diplomata e vivendo fora do Brasil. O distanciamento trouxe muitas memórias, permitiu olhar tudo de uma perspectiva mais ampla, o que gerou o livro de contos O que não existe mais, publicado em 2015, e o romance O mal de Lázaro, lançado em 2018. 


 2 - Como surgiu a ideia para escrever "O mal de Lázaro"?

 Sempre quis escrever uma história sobre a redenção de um homem confrontado pela doença e a morte, mas não sabia exatamente como tratar o tema. Até que um amigo me contou sobre a antiga crença de que os tuberculosos possuem uma audição muito mais apurada. E me veio assim a ideia: escrever sobre um homem totalmente fechado ao mundo, mas que, confrontado por uma doença que aguça sua audição, seus sentidos, é forçado a abrir-se, a ouvir. No processo de escrita do livro, troquei a tuberculose pela lepra, pois esta última possui uma simbologia mais densa em nossa cultura.


 3 - Como foi passar dos contos, narrativas mais curtas e, no caso de "O que não existe mais", baseados em suas memórias, para uma narrativa mais longa, como o romance "O mal de Lázaro"? Você considera que um foi mais difícil de escrever do que o outro?

 Foi um grande desafio. Escrever ficção pode ser comparado a criar um mundo com sua lógica e coerência próprias. Quanto mais longa a obra, mais desafiador será sustentar sua coerência interna, pois também haverá um número maior de variáveis para se manter sob controle. Escrever um romance é equivalente a planejar e realizar uma longa viagem. Qual percurso seguiremos? Que lugares vamos visitar? Quem iremos levar conosco? Quem encontraremos no caminho? Quais obstáculos? Como mudaremos ao longo do percurso? São todas essas perguntas que deveremos responder.   


4 - Quais seus autores ou livros preferidos e que você recomenda?

 Gosto muito de Guimarães Rosa, García Márquez, Virginia Woolf, Tolstói, Raduan Nassar, Isaac Bábel, Hemingway. Mas, se fosse citar/recomendar alguns livros para os leitores do blog, talvez preferisse não mencionar clássicos consagrados e sim algumas grandes obras pouco conhecidas, que me tocaram muito: Pai Patrão, do italiano Gavino Ledda, a história real de um camponês analfabeto da Sardenha que sonha ser escritor e que, lutando contra todas as dificuldades, escreve uma obra-prima; Bomarzo, do argentino Manuel Mujica Láinez, um romance sobre a vida de um duque do Renascimento italiano que descobre o segredo da imortalidade (um livro tão fascinante quanto Cem Anos de Solidão, de García Márquez); e A paixão, do português Almeida Faria, que inspirou Raduan Nassar a escrever seu Lavoura Arcaica.


5 - Qual dica você daria para quem sonha em ser escritor?

Ler muito. O processo de escrita é uma consequência natural da leitura, pois, lendo, absorvemos a técnica de outros escritores. E recomendaria também realizar cursos sérios de criação literária. Sei que é um tema polêmico, pois muitas pessoas julgam que a escrita de ficção não pode ser ensinada. Não creio que exista uma “fórmula” para se escrever, mas a compreensão de certos conceitos como diálogo, ação, cenário, arco dramático, ritmo narrativo, simbologia, entre outros, pode ajudar, e muito, a criar histórias originais e cativantes.



 E por hoje é só, agradeço ao Krishna pela atenção e espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho mais sobre o autor. Quem aí também já vai correndo procurar os livros que ele indicou?

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Até o próximo post!

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Entrevista com Hugo Dalmon, autor de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" (E SORTEIO)

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago para vocês uma entrevista com o escritor Hugo Dalmon, autor de "Babilônia Encantada", "Quero me lembrar de você, Amy Winehouse", "A Abnegada" e de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", seu livro mais recente e que já foi resenhado no blog (assim como os anteriores). Leia até o final, tem presente para os leitores do blog.
livro, Fábula-de-Viagem-no-Tempo-Por-Amélia-a-Gata, Hugo-Dalmon

 Para quem ainda não conhece "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", no livro, o Oz trabalha na floricultura da família, a Abelha Rainha. Certo dia, ele recebe uma mensagem de uma tal de Glória que diz que ele precisa ir encontrá-la no passado, usando um pingente enterrado no jardim para viajar no tempo. Ele resolve tentar, mas a gatinha dele, a Amélia, acaba tocando nele no momento da viagem no tempo e também vai para o passado. Só que é apenas a consciência do Oz e da Amélia que viaja, e quando eles voltam no tempo, Amélia foi para o corpo de uma garota, e Oz foi para o corpo da avó dessa garota, a Florinda! E esse é só o começo das loucuras que acontecerão enquanto uma gata experimenta corpos humanos com seu dono, em busca de Glória!

 Para saber mais, é só conferir a resenha clicando aqui, mas vamos logo à entrevista. O que está em azul são as respostas do Hugo Dalmon, e o que está em vermelho são alguns comentários que eu tive que fazer sobre as respostas dele! Confiram:

escritor, Hugo-Dalmon
Fonte: Fan page
1 Primeiramente, apresente-se para os leitores que ainda não te conhecem, fale um pouco sobre quem é o Hugo.

Gosta de cultura nerd. É viciado em café. Lê muito e vê série demais. Gateiro. Formado em letras. Fã de cultura pop juvenil. Professor de língua portuguesa. Um cara de vida normal, com vícios e virtudes: com limitações e preconceitos a serem vencidos.


2 Como surgiu a ideia para escrever "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata"?

Surgiu em 2013, antes ainda d'eu pensar em Quero me lembrar de você, Amy Winehouse. 
Tive um avô que sofreu de Alzheimer. E então, um dia, comecei a pensar sobre a consciência e a relatividade do ser. 
Conclui que poderia fazer uma viagem no tempo em que uma senhora seria a hospedeira de uma consciência a frente do seu tempo, o que traria a sua família a impressão de demência senil. 
Ou seja, criei a Florinda em 2013. Depois, fui evoluindo e esboçando a história. Percebi com os 3-4 anos de criação que poderia trabalhar muita coisa ao poder manipular as consciências através do tempo, tal como a percepção de outro ser ( uma gata, no caso) sobre os aspectos humanos.


3 Como foi a escolha dos nomes dos personagens (isso é algo que sempre me deixa curiosa)?

Nesse livro, escolhi os nomes com base no arquétipo da abelha: Amélia, porque faz referência ao Mel.
A consciência de Amélia passando de pessoa por pessoa, no passado e no futuro, expandia. Assim como a Mel da abelha que é construído de flor em flor.
Oz foi um nome escolhido em referência ao O Mágico de Oz, história que amo e sou fã. Oz é um personagem confuso e perdido. E, em O Mágico de Oz, é no mundo de Oz que Dorothy se encontra confusa e perdida e busca o seu equilíbrio.
Glória é a personagem que se torna o objetivo de Amélia e seu humano Oz. Assim, a busca deles é pela glória, ou seja, pelo ápice, a plenitude...
As outras personagens: Florinda, Jasmim, Petúnia, Magnólia, Lupino, Nardo, Lírio, Begônia, Centaurea etc. TODAS tem nomes de flores, pois é de novo a referência às abelhas de flor em flor, nesse caso, elas são as flores em que a abelha (Amélia) busca para seu mel.
4 Por que colocar uma gata para narrar a história?

Eu queria muito que uma das consciências não fosse humana, para que eu pudesse criticar ou refletir certos comportamentos humanos. Então, na época, por acaso, encontrei numa livraria um livro infanto-juvenil da escritora Índigo, em que um pinguim era o narrador. Percebi que a coisa não humana que eu buscava não precisava ser um alienígena (como eu a concebia inicialmente), poderia ser um animal. E qual animal que eu mais amo? Brincadeira! Não é só porque sou apaixonado por gatos. Escolhi por ser um animal curioso, explorador e destemido. E por ter uma forte presença na vida humana.
Gente, é muito interessante ver a Amelia descobrindo os "poderes" humanos!


5 Quanto tempo você levou para escrever o livro?

A criação, como eu disse, uns 3-4 anos. Mas pra escrever de fato, juntando tudo, cerca de um ano e meio ou mais. Porém, sempre com intervalos grandes de meses ou um ano, quando parei pra escrever Quero me lembrar de você Amy Winehouse. 
Foi muita coisa excluída, reformulada etc. Engrenei mesmo na história da metade do ano passado pra cá.


6 O Oz e a Amélia sempre estão assistindo ao canal de televisão TV Orbe, como você escolheu esse nome para o canal?

Amo Maurício de Sousa, sou fã mesmo. Coleciono a Turma da Mônica Jovem. Tenho vários objetos e camisa do universo Maurício de Sousa. E é muito comum ele usar em suas histórias uma substituição em paródia das coisas que circulam a cultura pop.
Eu precisava do nome de uma TV, porque essa TV acaba sendo importante na história. Então, influenciado pelo universo do Maurício, eu parodiei: Orbe é um dos sinônimos para Globo.
Sabia que conhecia o nome desse canal de algum lugar!


7 Por que uma abelha para representar partes tão importantes da trama (o nome da floricultura do Oz, o pingente das viagens no tempo)? A epígrafe do Victor-Marie Hugo foi escolhida antes ou depois de concluir a história?

No esclarecimento dos nomes expliquei basicamente o porquê. 
Em suma: é porque o arquétipo da abelha é a ordem, a evolução e o equilíbrio. Como já mencionado: de flor em flor a abelha forma um mesmo mel. Daí, as escolhas lexicais dentro do universo das abelhas: jardins, flores, colmeias etc.
A epígrafe veio por ultimo. Muitos escritores mencionam essa importância das abelhas. Depois de tudo pronto, na verdade, fiquei em dúvida de qual escritor escolheria para a epígrafe. Acabei optando por uma frase que fosse mais objetiva e clara possível a esse respeito.


8 Você tem uma rotina para escrever? Uma mania ou um ritual na hora de se concentrar para escrever seus livros?

No dia que vou escrever só posso escrever. Ando pela casa enquanto as ideias surgem, passo café quando elas precisam ser amadurecidas... mas ritual em si, não tenho, não...


9 Você acha que "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" tem alguma coisa em comum com seu primeiro e segundo livros, respectivamente, "Babilônia Encantada" e "Quero me lembrar de você, Amy Winehouse"?

Acho que o humor é algo que sempre mantenho. E por consequência minhas histórias são sempre muito absurdas, sempre acontecem coisas inesperadas e que não aconteceriam na realidade. A “Babilônia Encantada” e “Fábula de viagem no tempo” se enquadram claramente nas características do realismo mágico. Mas mesmo “Quero me lembrar de você, Amy Winehouse”, que supostamente é mais realista, por se passar na minha cidade e ter como trama principal uma história de amor, acredito que aconteça coisas inesperadas e absurdas, também. 
Acho que é isso, o humor e os acontecimentos absurdos.
Eu acho que para colocar essas coisas absurdas em livros, o autor tem que fazer isso muito bem feito, ou perde a graça para mim, e o Hugo consegue colocar o inesperado e o irreal muito bem nas suas histórias.
10 Além de escritor, você também é um leitor? Quais são seus livros ou escritores favoritos?

Livro de cabeceira: “A mulher que escreveu a Bíblia”, do Moacyr Scliar. Gosto muito do “Manual da paixão solitária”, do mesmo autor. Ou seja, meu autor preferido é ele e tenho bastante influencia dele na escrita.
Amo demais, também, um livro chamado “Condenada”, do Chuck Palahniuk.
Ah! E sou fascinado em infanto-juvenis... em especial amo duas histórias que tiveram animais como narradores: Um pinguim tupiniquim, da magnífica escritora Índigo, claro, já até comentei dele e sobre a sua influência. E Holy Cow, do David Duchovny,.
 E sou fã da série Guia do mochileiro das galáxias.
Eu também já li Holy Cow, sempre que vejo um rímel só consigo pensar nos cílios da Elsie, a vaca que é a narradora da história!


11 Muito obrigada pela atenção, aproveite para deixar um recado aos leitores do blog.

Eu que agradeço por tudo!
E que, assim como a Amélia, possamos identificar nossa consciência no corpo que habitamos e perceber que temos capacidades além do que imaginamos.
Abraços!
Fim

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 Agora, vamos à surpresa! O Hugo disponibilizou um exemplar de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" para ser sorteado para os leitores do blog, e está bem simples participar, basta ter um endereço de entrega no Brasil e:
1° - Curtir a página do blog Pétalas de Liberdade: https://www.facebook.com/petalasdeliberdade e a página do Hugo Dalmon: facebook.com/hugodalmon.
2° - Compartilhar publicamente a imagem do sorteio no Facebook, link da imagem: https://goo.gl/4SW7wx.
3° - Preencher o formulário abaixo ou no link: https://goo.gl/forms/psjVgBv98HvjTVSD2

Chances extras: Se você for seguidor do blog e deixar um comentário na entrevista, tem uma chance extra e pode preencher o formulário mais uma vez.
Se você marcar 3 amigos no post do sorteio no Facebook, pode preencher o formulário mais uma vez.




 Inscrições até 26/08/2017. Resultado em até uma semana (o vencedor será avisado por e-mail pelo blog). O livro será enviado pelo Hugo em até 30 dias após o recebimento do endereço do sorteado. Não nos responsabilizamos por danos ou extravios dos Correios.

 E é isso! Espero que tenham gostado da entrevista. Agradeço ao Hugo pela atenção. E quem quiser saber mais sobre ele ou sobre os livros dele (que eu super recomendo), é só acessar a página do autor no Facebook. Me contem: já conheciam o Hugo ou seus livros? O que acharam do post? Vão participar do sorteio, né?!

Atualizado em 29/08/2017, resultado: a sorteada foi Érika Rufo, obrigada pela participação de todos.

Até o próximo post!

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Resenha: conto "Morte?", e duas perguntas para Calebe Mendes

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho fazer alguns comentários sobre "Morte?", um conto escrito pelo Calebe Mendes e publicado no Wattpad. é um conto curtinho, mas com uma história bem interessante.

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 Kaique é um adolescente que vive numa cidade onde a população é assombrada por um balão. Não é um balão comum, mas um balão que toda vez que sobrevoa a cidade, causa pânico. O criador desse balão é uma espécie de cientista, que consegue prever quando alguém da cidade vai morrer, e quando ele sabe que a morte chegará, manda o balão sobrevoar a cidade e os moradores ficam desesperados, pois sabem que um deles morrerá nas próximas horas.

 Após a leitura, fiquei pensando, será que esse cientista podia mesmo prever quando a morte chegaria? Pois se a aparição do balão causava tanto pânico, poderia muito bem fazer com que moradores mais frágeis e com alguma doença potencializada pela tensão e pelo estresse viesse a falecer.

 Além de me fazer lembrar de O Mágico de Oz, o conto também tem um ar de fábula, pois seu desfecho traz uma espécie de "moral". Tememos tanto a morte, mas será que alguém consegue realmente prever quando ela chegará?

 Duas perguntas para Calebe Mendes:

 Depois da leitura do conto, me bateu uma curiosidade, e aproveite que sou amiga do Calebe no Facebook e fiz algumas perguntinhas para ele para saber mais sobre a história por trás da história do conto. Confiram o que o Calebe contou:

 Maria - "Morte?" é a primeira história que você escreve e publica ou já tem outras obras escritas e/ou publicadas?
 Calebe - Sim, eu participei de uma antologia distópica a um tempo. E foi ai que ingressei no mercado literário. Já escrevi outros contos mas nenhum foi publicado, infelizmente, Foi aí que descobri as antologias que as editoras promoviam para autores iniciantes. E resolvi arriscar.

 Maria - Como surgiu a ideia para o conto? 
 Calebe - Do nada eu vejo uma postagem de um amigo meu no Facebook, com a capa do livro, falando assim: "Quem quiser participar da antologia, se inscreva em tal link." Me interessei e procurei saber mais. Como eu disse antes, era uma antologia de distopia, e eu não tinha nenhuma historia pronta com esse tema. A partir daí comecei colocar a mente pra funcionar. E com toda essa correria não tive tempo de pensar direito. Me inspirei em Jogos Vorazes, Maze Runner, entre outros. Mas a ideia em si surgiu na minha mente quase que involuntariamente... Eu estava dormindo, E nessa hora toda a história se completou na minha mente.

 Agora que vocês já sabem um pouco sobre o conto, convido vocês para lerem ele no Wattpad, é só clicar aqui. E quem quiser acompanhar o blog literário do Calebe, é só acessar: infinitoparticulardoslivros.blogspot.com.

 Me contem: o que acharam da proposta do conto? Temeriam também a aparição do balão? Lembrando que: comentando na resenha você concorre ao livro "Ninfeias Negras", mas é necessário deixar nome e e-mail no formulário desse post.

Até o próximo post!

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Entrevista com Paulo de Castro, autor do livro "O androide"

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje trago uma entrevista com o escritor mineiro Paulo de Castro, autor do livro "O androide" que foi resenhado recentemente. "O androide" se passa em uma época onde os robôs exterminaram os humanos, mas um androide (JPC-7938) resolve tentar recriar a raça humana, com a ajuda de OPR-4503 e NCL-6062. Porém, alguns outros robôs tentaram atrapalhar a jornada de JPC-7938. O resultado disso tudo é uma leitura daquelas que a gente não quer largar! Para conferir a resenha, acesse: "O androide", Paulo de Castro.

256 páginas, ISBN-13: 9788542808124, Skoob, Curta a página no Facebook, Onde comprar online: SubmarinoSaraivaAmazonSinopse: "Percebeu que se, de fato, um Deus que zela pelos humanos existisse, não designaria uma máquina para ser o profeta. Esse Deus, ora cruel, ora misericordioso, nem ao menos permitiria a própria extinção dos seres humanos. Poderia a máquina ser esse Deus, dando vida de novo aos homens?". Esse e outros sinais elétricos varriam o pro­cessador de JPC-7938 com velocidade sobre-humana. Processava uma infinidade de outras informações ao mesmo tempo, o que diminuía ainda mais a energia da sua bateria. Talvez era isso mesmo que ele quisesse, para consumar de uma vez o que já estava fadado ao fracasso. Sua bateria durou quatro horas até o desligamento completo. Nessas intermináveis horas, em que não via nada além da densa neblina, que ofuscava o céu azul, cercado de nuvens brancas, percebeu que tudo não passava de coincidência. Que o planeta fora criado, de fato, ao acaso, e que não havia um destino ou uma missão a ser cumprida; apenas a existência, até o inevitável dia do fim.

 Confira meu bate-papo com o autor:


 1. Nos fale um pouco sobre você.

 Eu sou uma pessoa tranquila, que gosta muito de ler, assistir filmes e comer chocolate. Sou bibliotecário há mais de dez anos e, há um ano me tornei escritor.

 2. Como surgiu a ideia para "O androide"?

 Eu sempre gostei muito de ficção científica, tanto na literatura, quanto no cinema. Apesar do livro “Eu, robô” apresentar uma visão muito otimista da relação entre homens e robôs, juntos, em prol do progresso da humanidade, isso não se reproduz no cinema. E eu assistia a esses filmes e sempre me perguntava o que aconteceria se houvesse mesmo uma revolução das máquinas. E o pior, como seria o nosso planeta sem humanos para habitá-lo. Os robôs continuariam nosso legado? Foi aí que eu resolvi começar a escrever.

Foto cedida pelo autor.
 3. Comentei na minha resenha que as sentinelas (máquinas que, na história, perseguem os que representam algum risco ao sistema) me lembram o Sabujo, o cão mecânico do clássico Fahrenheit 451, do Ray Bradbury, que tinha uma função semelhante. Clássicos distópicos ou de ficção científica são uma fonte de inspiração para você? Quais os seus livros preferidos ou que você acha que todo mundo deveria ler?

 Sim. Livros de ficção científica são uma tremenda fonte de inspiração. Sempre! Apesar de não ter lido Fahrenheit 451 – mas já está anotado aqui – fiz referência ao “1984” de George Orwell. O H1N1 é uma homenagem ao Big Brother (Grande Irmão). Posso dizer que o “Eu, robô”, do Isaac Asimov também me influenciou. Para dizer a verdade, não havia lido o livro quando comecei a escrever, mas conhecia as três leis da robótica. Durante o trabalho de pesquisa para “O androide” eu cogitei lê-lo, mas desisti. Como o tema era muito parecido, achei que poderia me influenciar. Li depois que entreguei o manuscrito para a editora. O legal é que eu achei que havia muita coisa parecida.

 Bom, com relação às indicações de livros, dos meus preferidos, além dos já citados, acho que todo mundo deveria ler o: “Admirável mundo novo” do Aldous Huxley. Também vou recomendar todos os livros do Saramago, principalmente: “Ensaio sobre a cegueira”, “O homem duplicado” e “As Intermitências da Morte”, cuja classificação como ficção científica não seria muito forçosa.

 4. Uma coisa que eu fiquei curiosa para saber, foi como você escolheu os nomes para os personagens, especialmente para os androides?

 Os personagens foram inspirados nos carros que tive e batizados com suas placas. Como JPC foi a placa do meu primeiro carro, sua inscrição deu nome ao personagem principal da trama.

 5. Algo que me agradou bastante, foi o fato de a história se passar em boa parte no Brasil, algo que muitos autores nacionais não fazem, achei super bacana ver como estaria nosso país sem humanos. Me conte um pouco sobre como foi fazer essa ambientação em terras brasileiras.

 Eu também já notei isso. Não só os lugares, como também os nomes dos personagens. Acho que deve ser mais chique uma ficção científica que se passa em New York, com um herói chamado John. No entanto, eu me sentia mais à vontade em escrever uma estória que se passasse no Brasil. E acho que bom assim.


 6. Demorou muito tempo desde a ideia da história surgir, até "O androide" terminar de ser escrito?

 O meu processo de criação é longo, muito longo. A ideia deve ter me surgido em 2000, eu acho, com o primeiro Matrix. Diante do filme, pensei: e se não houvesse mais humanos. Fiz um resumo na época, com a ideia principal e arquivei. Em 2014, quando decidi escrever um livro, minha ideia era começar com outra estória, sobre viagem no tempo. Mas sentia que “O androide” queria sair e não recusei o chamado. Completei o resumo e depois parti para o livro. Quando tinha terminado a primeira versão, sentia que o tempo estava passando diferente para cada personagem – e realmente estava. Por exemplo, se havia dois acontecimentos: um assassinato e uma revolta, para uma personagem passavam-se dois anos de um evento para outro, enquanto para outra personagem passavam-se duas semanas (risos). Resolvi então fazer uma planilha – com o nome das personagens e os acontecimentos – para calcular todos esses intervalos, datas e idades. Não vivo mais sem essa planilha (risos).

 7. Você encontrou dificuldades para publicar seu livro?

 Sim. No começo é bem complicado. Você recebe muitos “não” de várias editoras. Pensa em desistir e tal. E todo o processo é bastante moroso, demora de três a seis meses para a editora dar o retorno sobre o manuscrito. E depois do lançamento, começa outro desafio que é dar publicidade para o livro. O importante é não desistir.

 8. Quais são os seus próximos projetos como escritor? Podemos esperar uma continuação de "O androide"?

 Não. Para mim a estória está fechada, sem possibilidade de uma continuação. Mas acho que essa é uma sensação só minha, pois todo mundo que leu me pergunta isso. Estou escrevendo um atualmente e pretendo lançá-lo em 2018, se tudo der certo; e esse “tudo der certo” possui muitas condicionantes. Vou continuar na ficção científica e a história será sobre alienígenas.

 9. Se quiser, pode deixar um recado para os leitores do blog.

 Espero que todos se interessem pela leitura de “O androide”; e depois de lê-lo, claro, que gostem. O livro foi escrito com muito cuidado e dedicação.

Entrevista com Paulo de Castro, autor do livro "O androide"

 E é isso! Muito obrigada, Paulo, pela entrevista, por matar minha curiosidade (e pelas indicações de leitura!). Com essa sua simpatia com os leitores (além do seu talento para a escrita), com certeza você vai longe!

 Reforço minha recomendação para que leiam "O androide", e fiquem de olho pois volta e meia a Novo Século coloca o livro em ótimas promoções. Por hoje é só, me contem: quem aí já leu "O androide" ou conhecia o autor? Gostaram do nosso bate-papo?

Até o próximo post!

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Entrevista com Lucas de Sousa, o autor de "O encantador de livros"

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Quem aí viu a resenha de "O encantador de livros", que postei na semana passada? Se ainda não viu, clique aqui para conferir! "O encantador de livros", lançado pela Ler Editorial, é um livro tão lindinho, tão criativo, que tive que entrar em contato com o autor para conhecer melhor como o livro surgiu. O Lucas foi super atencioso e topou dar uma entrevista para o blog. Confiram:

Entrevista com o autor de "O encantador de livros", Lucas de Sousa


1. Nos fale um pouco sobre você.

Lucas: Moro no Rio de Janeiro, sou coordenador pedagógico de um projeto social que fica na Cidade de Deus, o qual se chama ECO REDE. Trabalhamos educação socioambiental baseados na metodologia de Paulo Freire. E também sou estudante de Psicologia, apaixonado pela literatura infanto-juvenil, e pela contação de histórias, desde a minha infância. 


2. Como surgiu a ideia para "O encantador de livros"?

Lucas: Comecei a escrever desde os meus catorze anos de idade. Era mais uma brincadeira para mim e o que mais me inspirava eram os livros de fantasia os quais eu lia sem parar. Sempre levei um ano para escrever um livro e por isso criava capas (brasileiras e internacionais, rs), marcador de páginas personalizado, mas nunca postei em nenhuma rede social. Com meus 21 anos, minha mãe sonhou que eu ganhava um prêmio em literatura, e esse era num formado de livro, e dourado. Fiquei admirado e pensando ser algo profético. Porém, para chegar a ganhar um prêmio desses, precisava escrever livros memoráveis. Então, desde o sonho, sabia que eu tinha que escrever uma história que incentivasse a leitura para as crianças e isso significa uma tarefa muito especial para mim.


3. Como foi o processo de escrita, demorou muito para colocar toda a ideia no papel?

Lucas: Esse livro foi o meu último escrito. Ele foi um episódio bastante atípico, se comparado aos outros. Sempre levei um ano para terminar uma história, e ele durou dois. Foi o meu menor, mas o único que eu tinha a plena certeza de que iria ser publicado primeiro. Escrevia pela tarde e pela noite, e sempre tirava dias para fazer minhas anotações.


4. Você encontrou dificuldades para a publicação da obra?

Lucas: Assim que terminei o livro, dei início a minha vida fora da escola. Por isso, me apareceu oportunidades para trabalhar, estudar e o sonho de publicar e me tornar um escritor foi ficando para trás... e até hoje não entendo o porquê de deixar esse desejo para trás. Sempre contei para os amigos sobre meus livros, para os meus familiares, mas chegou um momento em que a cobrança deles ficou mais intensa e o desejo recomeçando a arder no coração. Foi como esfregar uma lâmpada empoeirada. Então, lembro que voltando da Universidade, sentei de frente para o computador, determinado, e mandei para duas editoras. Ambas me enviaram, semanas depois, seus pareceres positivos. Contei para uma querida amiga e escritora também, a Tammy Luciano, o que estava acontecendo. Então, ela me recomendou a Ler Editorial da Cátia Mourão e foi amor a primeira vista. O trabalho da Ler é fantástico e a Cátia tem um carinho enorme pelos livros. Mandei meu original para ela, e depois de três semanas, mais um parecer positivo. Fiquei tão feliz que nem mesmo parecia verdade. Acabei fechando com a Ler Editorial com muita satisfação.

"O encantador de livros", Lucas de Sousa, Ler Editorial

5. E essa capa linda? Você participou do processo de criação da capa? (Minha sobrinha, que tem 6 anos, achou a capa tão bonita que até quis tentar desenhá-la num caderno dela!)

Lucas: Quando a Cátia me mandou, quase caí da cadeira! A única mudança foi na fonte da letra, só isso. Mas, não pense que foi uma tarefa tão fácil. Chamei todos da minha família para participarem da escolha. Alguns amigos contribuíram também e a fonte que conhecemos hoje foi a mais escolhida. Disse que queria o dedinho de todos aqueles que amo no livro, e tem! Recebo retornos maravilhosos da capa e do título do livro. Fico muito feliz.


6. O autor Monteiro Lobato é citado na história, ele é uma inspiração para você? Quais autores te inspiraram ou escreveram livros que você gosta e que recomenda para todo mundo?

Lucas: Eu sou suspeito para falar. Sou apaixonado pelo Monteiro Lobato, pelo Ziraldo, Ruth Rocha, Roald Dahl, J.K. Rowling, Katherine Peterson. Sempre fui rodeado por seus livros, apaixonado pelas ilustrações. Quando tinha a oportunidade, minha mãe me levava para ouvir contações de histórias dos livros do Lobato, do Ziraldo. Eram muito mágicos para mim, e ainda são. Citá-lo foi algo muito especial. A Cidade dos Livros seria um lugar muito inspirador para ele, assim acredito.


7. Como foi a escolha dos nomes dos personagens? Clarice seria uma homenagem à Clarice Lispector?

Lucas: Os nomes são sempre um grande desafio para mim. Acredito que podem falar muito sobre o personagem. Quando soube quais seriam, me senti um tanto desafiado por conta da quantidade de personagens que deveria colocar em ‘cena’. Entretanto, me diverti bastante com todos eles e cada um é especial para mim. Quanto a Clarice... você foi a primeira que notou essa homenagem. Clarice Lispector foi e é uma grande formadora para mim. Depois da leitura dos seus livros, nunca fui o mesmo escritor. Não podia deixa-la de fora, jamais.


8. Já tem algum novo projeto literário em andamento?

Lucas: Muitos! Antes do Encantador de Livros, há oito escritos e registrados. Dois já estão na fila, pois os primeiros considero como que um exercício, tentativas. Tenho um caderno de ideias, onde coloco título, sinopse e anotações importantes sobre os personagens... ele já está até mesmo terminando. Há muitas ideias para próximos lançamentos.


9. Se quiser, pode deixar um recado para os leitores do blog.

Lucas: Ainda que o mundo pareça um tanto de cabeça para baixo, e muitos fatos o deixa entristecido, não esqueça que a leitura edifica o ser humano e pode lhe trazer o sopro de esperança que lhe falta. A resposta para muitas perguntas pode ser respondida por esses amigos tão gratificantes que não nos exige grandes coisas, só um cantinho gostoso e seu manuseio cuidadoso e amigo. Continuem lendo para si, leiam para os outros, troquem livros, contem histórias, escreva e verão o tanto de mágica que a literatura pode nos proporcionar. Gostaria de deixar registrado e revelar que essa mensagem nem foi minha, mas sim do Encantador de Livros para todos vocês. Forte abraço!
Fim!
 Lucas, agradeço imensamente por bater esse papo com o blog. Gostei de saber que o nome da personagem Clarice foi mesmo inspirado na escritora. Desejo todo o sucesso para você e seus livros! Novamente, obrigada!

 Leitores do blog: me contem se gostaram da entrevista? Quem quiser saber mais sobre o livro, é só acessar a resenha, ou a fan page da obra ou o site da editora.

Até o próximo post!

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Entrevista com Rô Mierling, primeira autora nacional de ficção da DarkSide #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 Olá pessoal, tudo bem? Essa é mais uma postagem da campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE, onde estou fazendo posts sobre a editora DarkSide Books. Hoje trago uma entrevista com a escritora Rô Mierling, a primeira autora nacional de ficção contratada pela DarkSide, ela terá seu livro, "Diário de uma escrava", publicado em novembro.

 Talvez vocês já tenham visto algum post sobre a Rô aqui no blog, pois já resenhei um de seus livros ("Contos e Crônicas do Absurdo"), é uma autora que acompanho a carreira, e fiquei super contente ao ver que seu livro, inicialmente publicado no Wattpad (onde eu já o li, e que teve mais de um milhão e meio de leituras, ficou mais de um ano em primeiro lugar no gênero suspense, o único livro de suspense e terror a alcançar essa marca de leituras na plataforma) iria ser lançado pela DarkSide.

 A Rô, sempre muito solícita, topou bater um papinho com a gente, então confiram:

Entrevista, Rô Mierling, primeira autora nacional de ficção da DarkSide, #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 Pétalas de Liberdade: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como escritora, sobre seus trabalhos já publicados.

 Rô: Escreve desde o ano 2000, comecei como ghost whiter e hoje escreve mais para mim do que para os outros. Tenho 4 livros publicados e mais três finalizados.

 Pétalas de Liberdade: Você tem um número considerável de contos e crônicas já publicados, para você, como é essa alternância entre escrever contos e escrever uma obra maior em número de páginas, como o caso de "Diário de uma Escrava"?

 Rô: É muito estimulante. Adoro os contos, grandes autores como Stephen King são contistas e os contos me encantam, mas escrever uma "longa metragem literária" também é muito legal. Sou múltipla nesse sentido.

 Pétalas de Liberdade: "Diário de uma Escrava" traz como protagonista uma mulher que foi sequestrada e mantida em cárcere privado como escrava sexual; sabemos que na vida real é uma situação que infelizmente acontece, mas que considero ainda pouco explorada na ficção. Qual foi a sua motivação para escrever sobre esse tema?

 Rô: Exatamente o cenário da ausência de literatura REAL sobre o fato. Muitas mulheres conseguem superar e dar a volta por cima depois que passam por situações similares mas outras não conseguem e ninguém quer falar sobre aquelas que não conseguem voltar para casa ou pior, que se transformam em monstros devido ao aprisionamento. Essas também merecem ser citadas, pois são as maiores vitimas.

 Pétalas de Liberdade: "Diário de uma Escrava" alcançou mais de um milhão e meio de leituras no Wattpad, uma plataforma onde os leitores podem deixar as mais diversas opiniões sobre a obra, capítulo por capítulo; a experiência de publicação no Wattpad trouxe algum acréscimo ou mudança para o livro que será publicado pela DarkSide?

 Rô: Chegamos a dois milhões um pouco antes de retirar do Wattpad e aprendi muito com os leitores e com essa interação.

 Pétalas de Liberdade: Você já pode nos adiantar alguma coisa sobre o lançamento de "Diário de uma Escrava" pela DarkSide? E sobre seus projetos futuros como escritora?

 Rô: O livro deverá estar nas livraria em novembro, já terminei o livro 2, Cicatrizes da Escravidão, e estou escrevendo O Mal que Habita em Mim, e pesquisando para um livro sobre torturas humanas.

 Pétalas de Liberdade: muito obrigada pela atenção, Rô! Se quiser, deixe um recado para os leitores do blog.

 Rô: Vamos conhecer Diário de uma Escrava, acreditem, você vão gostar. Grande beijo!


 Espero que vocês tenham gostado da pequena entrevista; me contem se já conheciam a autora ou algum de seus livros. Alguém aí também está super curioso para saber como será a capa do livro lançado pela DarkSide?

 Gostaram do post, então compartilhem ele com a tag #ESCOLHEOPDLDARKSIDE nas redes sociais.


Até o próximo post!

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Entrevista com Sara Gruen, autora de "Água para elefantes" e "À margem do lago"


 Olá pessoal, tudo bem? Mês passado, eu resenhei aqui no blog o livro "À margem do lago", da norte-americana Sara Gruen (a mesma autora de "Água para elefantes", livro que inspirou o filme com Reese Witherspoon e Robert Pattinson no elenco).

 "À margem do lago" foi lançado recentemente pela editora Bertrand Brasil, e eu gostei tanto dele, que precisava saber mais sobre como a história foi escrita, sobre as intenções da autora ao criar os personagens e sobre a pesquisa feita por ela, afinal, a obra tem como cenário os Estados Unidos e a Escócia na Segunda Gerra Mundial. Então, fui pesquisando entrevistas com a autora, como não achei nenhuma em português, fui em busca delas em sites estrangeiros. Com a ajuda do Google Tradutor, li várias e resolvi traduzir uma que mais me agradou aqui para o blog, ressalto que é uma tradução livre, e que não encontrei uma boa tradução para algumas expressões, mas creio que vocês poderão compreender bem e saber um pouco mais sobre "À margem do lago" e espero que possam se sentir motivados a lê-lo, pois é um livro que certamente vai marcá-los.


 Sinopse de "À margem do lago": Após uma festa de ano-novo da alta sociedade na Filadélfia em 1944, Madeline Hyde e seu marido Ellis são expulsos de casa pelo pai dele, um rico ex-Coronel das forças armadas, já bastante envergonhado pela incapacidade do filho em ir para a guerra. Com a ajuda do melhor amigo, Hank, Ellis chega à conclusão que a única maneira de reconquistar os favores do pai é ser bem-sucedido em algo que o Coronel falhou no passado: caçar o famoso monstro do Lago Ness. Maddie, relutantemente, cruza o oceano Atlântico com eles, deixando para trás seu aconchegante e protegido mundo. O trio chega a um vilarejo distante nas Terras Altas da Escócia, onde são desprezados pelos moradores locais. Maddie fica sozinha numa isolada hospedaria, onde a comida é racionada, o combustível é escasso e o carteiro bater à porta pode significar notícias trágicas. Apesar disso, ela começa a se apaixonar pela beleza deslumbrante e a magia sutil do interior escocês, e a amizade com duas jovens mulheres abre seus olhos para um mundo maior do que ela imaginava existir. Maddie começa a perceber que nada é o que parece: os valores que ela mais prezava se mostram insustentáveis, e monstros surgem onde menos se espera.

* A entrevista original foi feita por Claire Kirch e publicada em 11 de fevereiro de 2015 no site Publishers Weekly e pode ser conferida clicando aqui.


Entrevista


Sara Gruen(Créditos da Foto: Tasha Thomas)

Pergunta 1: Você disse que uma fotografia antiga no The Chicago Tribune te inspirou para escrever "Água para elefantes". Será que um evento semelhante inspirou "À margem do lago"?

Resposta: Embora as sementes tenham sido semeadas décadas antes (na primeira vez que visitei o Castelo de Urquhart, quando eu tinha doze anos), o catalisador que a transformou de uma boa recordação ao livro foi um artigo on-line em que tropecei em cima há quatro anos. Era sobre sigilo governamental, mas o que realmente me chamou a atenção foi uma carta desclassificados 70-year-old da Scotland Yard afirmando inequivocamente que o governo acreditava que o monstro existia. Antes que eu percebesse, eu tinha caído em um buraco de coelho Nessie. Em algum ponto ao longo da tarde, me dei conta de que eu estava montando minha próxima história.

Pergunta 2: "À margem do lago" tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Que tipo de pesquisa você fez antes de escrever?

Resposta: Passei cinco semanas nas Highlands (Terras Altas da Escócia), vasculhando os arquivos no Inverness Courier, entrevistando pessoas que viviam na área durante a guerra, pesquisando a 1ª Brigada de Serviço Especial, mesmo tentando persuadir o equivalente da Guarda Costeira dos Estados Unidos para me jogar na Loch. Eu rondava em torno do castelo, me perdi na tampa, e encontrei-me no lado errado da lei, enquanto explorava ruínas da Segunda Guerra Mundial, que eu descobri mais tarde, estavam em um campo RAF que ainda continham bombas não-detonados.

Pergunta 3: Há muito aqui na obra sobre diferenças de classe, tanto em os EUA e, especialmente, no Reino Unido houve alguma coisa sobre classe durante essa época em que os EUA ou no Reino Unido que te surpreendeu?

Resposta: Eu queria justapor como a guerra afetou pessoas comuns, para quem era inevitável, com a forma como isso afetou os privilegiados, que poderia optar por assistir a uma certa distância. Enquanto as divisões de classe superior e inferior nos EUA e Escócia parecem aparentemente similar, contextualmente eles são muito diferentes: nos EUA, status social pode ser herdado, ganho ou comprado. Para a maioria dos escoceses, o sistema de classes é profundamente pessoal e um lembrete de insulto da derrota final dos jacobitas na Batalha de Culloden e o fim forçado do sistema de clãs que se seguiu. Fiquei surpreendido com o nível de dor que permanece até hoje por um evento que ocorreu cerca de 269 anos atrás.
Distinções de classe também são importantes para compreender as motivações dos personagens. A abertura da mente de Maddie leva a reavaliações fundamentais de princípios que ela tinha anteriormente aceito. Sua amizade com Anna e Meg permiti que ela reconheça distinções de classe pelo o que elas são: barreiras artificiais para que uma parte da sociedade tenha justificativa para se sentir superior.

Pergunta 4: "À margem do lago" e "Água para Elefantes" tem triângulos amorosos. O que há sobre esta dinâmica que te fascina?

Resposta: Triângulos amorosos são um pilar de contar histórias em todas as suas formas: novelas, filmes, contos de fadas, lendas, folclore, até mesmo textos religiosos, porque paixões conflitantes são onipresentes à natureza humana. Saber se há desculpas agindo sobre tais impulsos é uma velha questão e frequentemente revisitado, como é se existem circunstâncias em que é aceitável para quebrar com o que é um princípio básico da maioria das sociedades humanas. Esta é certamente uma das razões de explorá-lo tantas vezes na ficção, juntamente com as consequências e se elas são merecidas.

Pergunta 5: Maddie tem muito mais afinidade com as mulheres escocesas que ela conhece do que com seu próprio marido. Você sente que o gênero supera tudo quando se trata de verdadeira amizade?

Resposta: Em uma palavra, não. Maddie nunca teve amigos antes, ela nunca teve realmente qualquer pessoa, sua amizade com Anna e Meg é um ponto de virada na sua vida. Maddie passou a infância sob o controle de seus pais: uma mãe narcisista, cuja missão na vida era para provocar a atenção e simpatia dos outros, e um pai desinteressado. Quando Maddie vai para a escola, os rumores a seguem, arruinando qualquer chance que ela tem de fazer amigos. Ellis e Hank fazem amizade com ela porque ela é uma novidade; a associação deles com ela é um ato de rebeldia.
Só quando ela é arrancada de tudo o que ela conhece, é que ela começa a ver as coisas claramente. Até este ponto, ela tinha visto a si mesma através do prisma das percepções de outras pessoas. Quando ela percebe que sua vida anterior "não passava de uma fraude muito, muito", ela começa a examinar quem e o que ela realmente é. Na Escócia, pela primeira vez, Maddie encontra pessoas que vão julgá-la por seus próprios méritos e não por aquilo que ela pode fazer por eles.

Pergunta 6: Você acha que o Monstro do Lago Ness realmente existe? Por que ou por que não?

Resposta: Eu defendo o quinto. (Refere-se à quinta emenda da Constituição dos EUA, que afirma que nenhum cidadão "deve ser obrigado em qualquer processo criminal a ser testemunha contra si mesmo ...")




 "Era uma vida cheia de armadilhas luxuosas e bolhas cintilantes que me cegara para o fato de que nada daquilo era real" (página 170). Para saber mais sobre o livro, acesse: Resenha: livro "À margem do lago".


 Gostaria de abrir um parênteses aqui sobre a pergunta 4, quem não gosta de triângulos amorosos pode ler sem receio, pois vai perceber que em momento algum o coração da Maddie fica dividido, amando verdadeiramente duas pessoas. Não é um romance romântico, é a história de uma mulher que atravessa o oceano no meio de uma guerra para poder viver de verdade.

 Me contem: gostaram da entrevista? Vocês gostam de ler entrevistas com autores?

Até o próximo post!

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