Olá pessoal, tudo bem? O Natal já passou tem algum tempo, mas só alguns dias atrás é que finalmente assisti um filme natalino super recomendado no último ano: a animação "Klaus", disponível na Netflix e que está concorrendo ao Oscar de Melhor Filme de Animação.
Ano: 2019, duração: 1h 38min, escrito e dirigido por Sergio Pablos
Olá pessoal, tudo bem? Estou tentando indicar mais séries e filmes aqui no blog (semana passada falei sobre "Amnésia"), então, o post de hoje é sobre "Dilema", série da Netflix lançada em 2019 e que conta com 10 episódios.
Olá, pessoal! Tudo bem? No post de hoje, venho conversar com vocês sobre o filme "Amnésia", suspense estadunidense lançado em 2015 e que está disponível na Netflix.
Fiquei interessada em ver esse filme por ele ter uma premissa parecida com a de "Obsessão Secreta", sobre o qual já falei aqui no blog, mas com o diferencial de, além do trailer bem menos revelador, ser o homem desmemoriado que desconfia da esposa, enquanto em "Obsessão Secreta" era a mulher que sentia que havia algo de errado com o marido.
Olá pessoal, tudo bem? Provavelmente vocês tenham visto algum post ou alguma ação sobre o Setembro Amarelo nessas últimas semanas. Para quem não sabe, é "uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção".
Olá pessoal, tudo bem? Para começarmos a semana, venho falar sobre um filme que estreou dia 18 de julho na Netflix: o suspense psicológico "Obsessão Secreta".
Na história, Jennifer (Brenda Song) perde a memória após ser atropelada enquanto fugia de alguém numa noite chuvosa. O detetive Frank Page (Dennis Haysbert) quer saber o que a moça estava fazendo num local distante de sua casa e como ela foi parar lá. Mas Jennifer não se lembra de nada, e o marido dela, Russell Williams (Mike Vogel), não se mostra muito empolgado em colaborar com a polícia.
Após ter alta do hospital, Jennifer é levada para casa por Russell. Ele lhe mostra fotos do casamento dos dois e conta sobre o relacionamento deles. Porém, pouco a pouco, Jennifer vai desconfiando de que possa haver alguma coisa estranha com Russell. Será que ele é mesmo quem diz ser?
Olá pessoal, tudo bem? Assisti Vingadores: Ultimato (Avengers: End Game) e no post de hoje venho comentar minha opinião sobre o filme. Preciso ressaltar que não sou especialista no assunto e ainda não vi todos os filmes anteriores do Universo Cinematográfico Marvel (embora seja curiosa e, com todo mundo comentando cada lançamento, tenha lido muito sobre eles), mas fiquei bem impressionada com a produção e por isso estou escrevendo sobre aqui no blog. O post está dividido em duas partes, a primeira sem spoilers, e a segunda com alguns spoilers ou prováveis spoilers, já que, como disse, não vi todos os filmes e talvez alguma coisa que eu dissesse poderia ser um spoiler sem que eu percebesse. Vamos lá!
Imagem meramente ilustrativa, não assisti o filme no Kindle
Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho falar sobre uma série que assisti recentemente e sobre a qual talvez vocês já tenham ouvido falar muito (ou não), mas eu precisava deixar registrado aqui o quanto gostei dela. Sex Education estreou em janeiro na Netflix com oito episódios com cerca de quarenta minutos cada.
Um dos cenários principais da série britânica é a Moordale Secondary School, onde estudam os amigos Otis Milburn (Asa Butterfield) e Eric Effiong(Ncuti Gatwa), garotos de dezesseis anos. Depois das férias de verão, Eric (que é gay) está super empolgado para se tornar popular nos anos finais de escola. Mas essa popularidade talvez venha de uma forma inusitada.
Olá pessoal, tudo bem? No mês de agosto, nós da Sociedade Secreta Literária decidimos trazer na nossa blogagem coletiva o tema "Autores nacionais x Blogueiros literários".
A delicada relação entre autores nacionais e blogueiros literários
Se você participa de grupos de leitores, talvez já tenha visto pessoas que dizem não ler livros de escritores brasileiros. Alguns já leram e não gostaram ou não os acharam "tão bons" quanto os livros de estrangeiros. Fora o gosto pessoal, há a questão de como aquele livro foi editado. Uma editora dificilmente trará para o Brasil um livro que foi um fracasso no seu país de origem. Além de terem passado por essa peneira que teoricamente seleciona só as melhores publicações, o texto de autores estrangeiros que chega até nós, na maioria das vezes, foi muito mais trabalhado do que os nacionais, que não raramente são publicados sem uma boa revisão ortográfica e de conteúdo.
E temos leitores que simplesmente não conhecem os nacionais contemporâneos. Muitos livros nacionais não chegam ao conhecimento do público, parte disso por causa das editoras que apostam mais em escritores estrangeiros que já trazem consigo um marketing maior. Para que haja interesse por um produto, é necessário que ele seja recomendado, livros não fogem dessa regra. E como fazer com que os leitores conheçam um livro? Conseguindo que ele seja visto e comentado. Um anúncio em TV, revista ou jornal nem sempre atinge o público interessado em leitura. Já uma resenha num blog literário com certeza vai ser vista por quem se interessa por livros. Sendo assim, os blogs (canais, Instagrams...) literários podem ajudar muito na divulgação de escritores nacionais.
Recentemente houve um bafafá onde um autor queria que seu livro fosse divulgado num canal literário grande. Ele não concordou com os preços cobrados e expôs esses valores, dizendo não estar de acordo com alguém cobrar para falar sobre o livro dos outros. Com certeza o autor sabia da visibilidade que o seu livro ganharia se fosse divulgado nesse canal, ou nem teria entrado em contato, o que ele parece não entender é que ser blogueiro/booktuber/instagrammers também é um trabalho que exige investimento e precisa de retorno.
Algumas das minhas resenhas chegam a ter o mesmo número de caracteres pedidos nos editais de antologias de contos, além de levarem até dias para serem escritas. E tem as fotos que precisam ser feitas em horários específicos por causa da iluminação e editadas, e todas as informações que são pesquisadas para o conteúdo de cada postagem. Dá muito trabalho, um trabalho feito por quem acredita que os livros são um bom entretenimento e podem mudar vidas, o que não torna tudo menos trabalhoso.
São poucos os escritores no Brasil que conseguem viver da venda dos seus livros, e é menor ainda o número de blogueiros literários que conseguem se sustentar com seu trabalho no blog. Nenhum autor é obrigado a dar exemplares do seu livro de graça para blogs, assim como nenhum blogueiro é obrigado a ler e/ou postar sobre determinado livro de graça. Ainda que o meio literário não seja tão extenso se comparado a outros, há desde os autores que não fazem nenhum tipo de parceria, passando pelos que dão descontos ou frete grátis para blogueiros, enviam exemplares de cortesia ou o livro digital para resenha. Também há os blogs que cobram pelas divulgações, com valores que variam muito, os que pedem apenas o exemplar do livro, os que aceitam o e-book e os que não recebem nada dos autores. É tudo uma questão de procurar o que mais se encaixa nas suas possibilidades.
Nesses anos como blogueira, encontrei muitos autores nacionais com livros excelentes e que sempre tento apoiar. Aprendi a avaliar quais parcerias valem ou não a pena para mim, se há muitas exigências do autor sem nada em troca, já nem perco meu tempo. E já vi vários casos de autores desvalorizando blogueiros, chamando os amigos para criticar uma resenha que apontasse os pontos negativos do seu livro, que não dão sequer uma curtida ou compartilhamento para ajudar na divulgação de uma resenha, pior ainda eram os que prometiam enviar isso e aquilo depois da publicação de um post e sumiam sem cumprir sua parte do acordo. Também há os blogueiros que não cumprem com o combinado, nesse caso cabe ao autor analisar bem com quem fecha as suas parcerias.
Enfim, como para tudo na vida, nessa relação entre autores nacionais e blogueiros literários, fica a necessidade de se ter bom senso, de lembrar que o outro é tão humano quanto você e de ter humildade suficiente para saber aceitar críticas que sejam feitas de forma educada. Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Leitores, me contem: leem nacionais? Blogueiros e autores: fazem parcerias? Têm alguma história para contar sobre o assunto?
Olá pessoal, tudo bem? Eu e as outras blogueiras da Sociedade Secreta Literária resolvemos falar na nossa blogagem coletiva de julho sobre o preço dos livros no Brasil. Era para esse post ter saído ontem, mas passei o dia todo escrevendo e não ficava satisfeita, resultado de tentar enxergar a questão por mais de um lado.
Se me perguntarem se eu acho que os livros no Brasil são caros, minha resposta será: Depende! Depende do livro, depende do leitor.Há uns dez anos, até pensava que livro era algo que não caberia no meu orçamento de classe média baixa. Aí comecei a visitar sites de livrarias como Submarino, Americanas, Saraiva, mais recentemente a Amazon e surpresa! Eu conseguiria sim comprar um ou dois títulos por mês, e poderia comprar ainda mais em promoções como a Black Friday.
Na minha cidade não há livrarias físicas e quase caio para trás quando vejo fotos de livrarias com livros custando R$50,00 ou R$60,00, quando na internet dá para encontrá-los até pela metade do preço. Uma loja física tem mais gastos que uma loja online, como aluguel ou pagamento de mais funcionários, podendo ser inviável concorrer com os preços da loja virtual, mas na livraria física normalmente não precisamos esperar dias entre a compra e o recebimento do livro.
Nesses anos como leitora, blogueira e escritora (com alguns contos publicados e livros iniciados), sempre pesquiso sobre o mercado literário. Entre outras etapas, para que um livro chegue ao leitor,temos o autor que leva um bom tempo para escrever a história, que precisa ser revisada, diagramada, ter uma capa, no caso dos livros estrangeiros tem a tradução, há os custos de impressão, distribuição para os pontos de venda, o transporte... É um longo caminho que envolve muitos profissionais que precisam ser pagos, custos levados em conta na definição do preço de capa do livro.
Só para ilustrar: numa pesquisa rápida no Google, encontra-se um custo de R$7,00 por página numa revisão. Para uma capa feita por um capista conhecido (sem citar nomes), é preciso desembolsar no mínimo R$400,00. Há editoras que cobram dos autores entre R$17.000,00 e R$2.000,00 para publicar um livro. Esses são valores que eu já vi. Claro que é possível encontrar preços muito diferentes, da mesma forma que há batons de R$7,00 e de R$200,00, calças de R$40,00 e de R$400,00, ingressos para shows por R$10,00 e por R$400,00...
Todo mundo já deve ter ouvido que uma das justificativas para o custo do livro é o preço do papel. Mas se nos e-books não é usado papel, era de se esperar que eles fossem muito mais baratos que os livros físicos, o que nem sempre acontece, pois muitas vezes um e-book custa quase o mesmo que o livro impresso. Ou seja, o preço do papel não deve ser o que mais pesa nessa conta! Não vou nem comentar sobre impostos, pois é uma área que não domino, além de saber que há algumas isenções para livros.
Sei que na nossa realidade, há quem não tenha dinheiro para o básico, como alimentação e teto, que dirá para pagar por entretenimento. Mesmo para essas pessoas, há alternativas gratuitas, como bibliotecas públicas, Wattpad, sites com obras de domínio público, e-books gratuitos da Amazon, etc. Mas sei também que vivemos numa sociedade onde a leitura não é incentivada e ainda é vista por muitos como algo elitizado. Ainda temos uma cultura de desvalorização da literatura. Muitas pessoas se esforçam para pagar por um perfume, por um show ou por uma roupa da moda, mas não querem pagar por um livro, até mesmo optando pela pirataria, sem levar em conta que baixando um e-book pirata, o autor não vai estar sendo pago pelo seu trabalho.
Enfim, o preço dos livros no Brasil é um assunto que rende pano pra mangaou mais uns 500 posts. Como em qualquer comércio, há sim autores, editoras e livrarias que extrapolam nos preços, alguns por "acharem que o cliente/leitor é bobo e vai pagar o que for pedido", outros por realmente não conseguirem um valor mais atrativo para os leitores. Como também acontece em qualquer comércio, existem sim aqueles clientes/leitores que desvalorizam o trabalho por trás da produção do livro e que acham que se era R$10,00 na promoção tem que estar por esse preço sempre. Nós, como clientes, temos todo o direito de procurar as opções que cabem no nosso bolso e de nos manifestarmos contra os preços que considerarmos abusivos, desde que conscientes de que não somos os únicos que precisamos pagar as contas.
E por hoje é só! Escrevi, escrevi e continuo com a sensação de que não falei tudo o que tinha vontade de falar. Por isso convido vocês para me contarem aí nos comentários o que acham do preço dos livros no Brasil, se no geral os livros são caros ou se nós é que não temos o suficiente para adquiri-los.
Olá pessoal, tudo bem? O post hoje é sobre um filme que eu queria muito assistir, e finalmente vi na semana passada: "Eu Não Sou Um Homem Fácil" (Je ne suis pas un homme facile), lançado em 2018 na Netflix.
Essa gatinha de pelúcia é uma homenagem ao gato do Damien
O filme francês conta a história de Damien (Vincent Elbaz), que vai num evento de Christophe, amigo escritor, e fica dando em cima de todas as mulheres presentes, inclusive de uma moça que trabalha com Christophe. Damien é um babaca machista.
Acontece que, enquanto está caminhando com Christophe, ele bate a cabeça numa placa e fica desacordado. Quando recobra os sentidos, se vê numa realidade totalmente diferente. Nessa nova realidade, é Christophe que trabalha como assistente de uma escritora famosa, e como ele vai sair de licença paternidade já que a esposa vai ter um bebê (e são os homens que ficam em casa cuidando das crianças, pois as mulheres historicamente são o sexo forte capaz de dar à luz e garantir o sustento enquanto os homens são mais frágeis) e Damien acaba de ser demitido pela chefe, Damien vai trabalhar para essa escritora.
Ela está acostumada a iludir os homens, e Damien compreende bem o jeito de sua nova chefe agir, já que ele era igualzinho e talvez por isso não vá se submeter tanto. Enquanto acompanhamos o embate entre esses dois num possível relacionamento, também vemos Damien nesse mundo onde tudo é tão diferente.
"Eu Não Sou Um Homem Fácil" é classificado como uma comédia, e tem sim bastante humor, mas também é um filme que faz a gente rir de nervoso! Nervoso por ver tantas situações de desrespeito baseado na desigualdade de gêneros. O diferencial é que a gente vê os homens sendo as vítimas dessas situações que tantas mulheres vivenciam a vida toda.
Damien se depara com uma sociedade onde as mulheres podem vestir roupas sóbrias (ou até mesmo ficar sem camisa, afinal, se os seios fossem vistos como o peitoral masculino é, precisaríamos mesmo cobri-los?), enquanto os homens precisavam usar roupas coloridas, justas, com estampas sexualizadas, mostrando partes do corpo para a apreciação feminina. Uma sociedade onde os homens precisam se depilar, usar cosméticos, se preocupar com o cabelo, coisas que as mulheres não precisam fazer. Por todo lado, há publicidade oferecendo algo para tornar os homens mais atraentes para as mulheres, para que eles pareçam mais jovens. E a gente sabe que na sociedade onde vivemos, todas essas pressões são colocadas sobre as mulheres.
Ao contrário do que alguns possam imaginar, não é prazeroso ver um mundo onde as mulheres é que são consideradas superiores e os homens são o sexo frágil, assim como a realidade em que vivemos também não é agradável. O filme mostra que o melhor caminho é o do meio, onde homens e mulheres são tratados igualmente como seres humanos, com desejos e sonhos, sem estarem aprisionados em expectativas e esteriótipos.
Esse filme também mostra que o errado sempre será errado, que a falta de caráter é problema de quem a tem, independente do gênero. Da mesma forma que uma mulher não merece ser abusada num bar por estar bêbada, nessa outra realidade onde elas é que são mais fortes, Damien não merecia ser assediado e abusado estando alcoolizado. A desculpa de que traiu por causa dos hormônios é uma desculpa esfarrapada. Pressionar alguém para se casar por causa da sua idade é ser chato. Fazer sexo só para agradar o outro é uma agressão contra si próprio. A criação dos filhos é responsabilidade de ambos os genitores. Cantadas na rua não são legais. Considerar um ser humano menos capaz pelo seu gênero não é legal.
Enfim, "Eu Não Sou Um Homem Fácil" foi um filme que eu gostei muito, e que eu adoraria que todo mundo assistisse para refletir sobre situações que a gente vê e vivencia o tempo todo e sobre assuntos como feminismo e machismo (lembrando que um não é o contrário do outro). Podemos pensar sobre se fazemos algo por realmente queremos e gostarmos ou por ser o que a sociedade diz que devemos fazer, especialmente com nossos corpos. Acho que cada pessoa vai ser tocado pela história de uma maneira, vai se identificar com alguma parte em especial. Além de tudo, ainda temos uma trilha sonora maravilhosa, ótimas atuações e cenários.
Para quem ainda não é assinante da Netflix, é possível testar gratuitamente por um mês, a assinatura mais barata custa R$19,90 e dá pra assistir os filmes e as séries no computador, Smart TV, celular ou tablet, é só acessar: https://www.netflix.com/br/.
Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Já viram ou querem ver esse filme?
Ah... as editoras! Empresas lindas que nos trazem grande parte dos livrinhos que nos encantam. No trabalho de garimpar no exterior (ou no nosso próprio país) para encontrar as melhores histórias, traduzir (quando necessário) e colocar para venda(o caminho é bem mais longo que isso, mas vamos resumir), elas vão nos cativando, nos tornando fãs dos livros que publicam e nos ajudando a ficar cada vez mais viciados na leitura. Mas nem tudo são flores! Algumas vezes, as editoras também partem o nosso coração leitor, e citarei algumas dessas situações no post de hoje, que faz parte da blogagem coletiva da Sociedade Secreta Literária.
Primeira situação - você, ansiosamente, aguarda por um lançamento, e quando o livro entra em pré-venda, você quase cai para trás ao ver o preço!
Recentemente, isso aconteceu com o novo livro da Sarah J. Maas, "Torre do Alvorecer", lançado por mais de sessenta reais. Tudo bem que ele tem umas seiscentas páginas, mas o preço está salgado. O que o leitor pode fazer numa hora dessas? Uma das saídas é esperar :(. Muitas vezes, os livros vão baixando de preço após o lançamento, e se você conseguir controlar sua vontade de ler determinado título #missãoquaseimpossível, pode encontrá-lo numa promoção por um precinho bem melhor alguns meses depois.
Segunda situação - a editora lança um livro com uma premissa incrível mas com uma capa que parece não ter nada a ver!
Nós, leitores, nos importamos principalmente com o conteúdo, mas levamos a capa em conta também, afinal, é ela que nos passa a primeira impressão sobre a obra e ninguém merece ficar olhando pra um troço horrendo na estante. Para exemplificar, temos o caso de "Senhorita Aurora", livro da Babi A. Sette que já era um sucesso no formato digital e que a Verus resolveu lançar no formato impresso com uma nova capa que não agradou os leitores. O pessoal reclamou bastante nas redes sociais da editora e a Verus ouviu o pedido dos consumidores mudando a capa.
Ainda nesse tema, muitos leitores não gostam quando um livro ganha adaptação para o cinema e tem uma nova edição lançada com uma capa que traz a imagem dos atores do filme. Nesse caso, reclamar nem sempre adianta muito, o jeito é procurar a edição antiga em sebos ou em trocas.
Terceira situação - depois do preço e da capa, hora de falar sobre o que mais abala a relação entre leitores e editoras: séries que demoram muito para ter o próximo volume lançado, séries lançadas fora de ordem ou que não são completamente publicadas!
O leitor compra o primeiro livro, gosta, e aí precisa esperar anos para ter a continuação da história. E nesse meio tempo, outras séries vão surgindo e o interesse do leitor naquela série pode diminuir, o que é ruim pra editora. Não estou pedindo para lançar um volume por mês, ritmo que nem sempre nosso bolso aguenta, mas também não podemos deixar uma série cair no esquecimento. Pior é quando a editora decide que não vai mas lançar os livros daquela série. Os motivos dessa desistência são muitos e variáveis: os primeiros volumes não vendem como o esperado, a editora não consegue renovar o contrato com o autor ou editora estrangeira... Muitas vezes o leitor não sabe exatamente o porquê de a série não ter sido continuada, mas o que ele sabe e entende é a frustração de aguardar ansiosamente por uma história que não chega!
Uma dica para saber se determinado livro faz parte de uma série e quantos dela já foram lançados no exterior é o Goodreads, espécie de Skoob estrangeiro. Quem tem um bom domínio do idioma inglês pode procurar os e-books de séries internacionais ainda não traduzidos para o português na Amazon. Além de algumas livrarias online portuguesas que entregam em nosso país. Ideias que podem amenizar um pouquinho a tristeza de não ter todos os volumes de uma saga na estante. No caso de obras de autores nacionais, as redes sociais nos dão meios de encher a paciência deles pedindo os próximos volumes que, na ausência de uma editora, têm vários caminhos para chegar até nós (Amazon, Wattpad...).
Antes que eu me esqueça, queridas editoras (especialmente as que publicam romances de época), também não gostamos nem um pouquinho de descobrir que o livro que estamos lendo foi lançado na ordem errada, mesmo que o anterior dele na série não seja uma continuação direta. Nosso radar detecta buracos na história, que poderiam ser sanados se estivéssemos lendo na ordem certa. E vamos reclamar sim, pois se as editoras são empresas que precisam de lucro para se manter, nós leitores somos clientes na tênue linha entre a razão e a emoção!
Enfim, espero que tenham gostado do post de hoje e me contem: já ficaram chocados com o preço de um livro? E horrorizados com uma capa (não vale capa de autor independente, hein?!)? Alguma série que você amava não foi publicada até o final?
Olá pessoal, tudo bem? A escritora Kel Costa vai lançar um livro novo, um romance chamado "Sedutora Amizade". Eu já pude ler os primeiros dez capítulos e nesse post venho comentar sobre as minhas primeiras impressões sobre o que li. Primeiro, confiram a sinopse:
Só depois que postei essa foto no Instagram é que lembrei que tinha a capa do livro nas redes sociais da autora :( (o que renderia uma foto bem mais bonita),vontade de me bater!
“Sarah trabalha como garçonete na lanchonete dos pais, é uma jovem que gosta de viver a vida intensamente e não costuma se amarrar a homem nenhum. Michael é escritor, nerd, tímido e tem sua vida virada de ponta cabeça quando seus livros se tornam best-sellers mundiais com contratos cinematográficos.Sarah e Michael são melhores amigos, muito íntimos, que dividem o mesmo apartamento. A relação dos dois começa a mudar gradativamente enquanto Michael trabalha em seu novo livro, um romance policial com alto teor erótico, cuja personagem principal, Melanie, foi fisicamente inspirada em Sarah.Onde acaba a realidade e começa a ficção, nem mesmo Michael parece conseguir controlar, pois ele descobre não ser fácil manter a tensão sexual apenas dentro das páginas de seu livro, quando a tentação dorme no quarto ao lado.Sedutora Amizade é narrado por três pontos de vistas: o de Sarah, Michael e, claro, a prostituta Melanie.”*possui cenas com conteúdo erótico
Então, vamos às minhas impressões iniciais:
1 ° - começando pela escrita da autora, ela continua tão boa e tão fluida como na trilogia de fantasia "Fortaleza Negra", que eu já tive o prazer de ler. É agradável ler cada frase, cada parágrafo;
2 ° - acredito que seja um romance new adult, já que a Sarah tem cerca de 26 anos e o Michael tem 31;
3 ° - a história é ambientada em Nova York;
4° - a Sarah trabalha na lanchonete dos pais, um emprego que não curte muito, mas não consegue deixar a família na mão;
5° - foi na lanchonete que ela conheceu o Michael há mais de dez anos, e eles se tornaram tão amigos que quando ele quis morar num apartamento melhor, ela, que queria ter mais independência, decidiu dividir o aluguel com ele;
6° - até agora a amizade deles passa a impressão de ser uma amizade sólida e verdadeira, cultivada por anos, onde um ajuda o outro quando precisa. Os dois tem MUITA intimidade, num nível de um entrar no banheiro quando o outro já está lá! Gente, a Sarah coloca ele em cada situação, tem cada ideia!
7° - o Michael tem um jeito meio nerd, não é "sarado", usa óculos e gosta de roupas bem velhas. A Sarah acha que ele é um velho num corpo de 31 anos;
8° - o Michael não se acostumou ainda com o fato de ter ficado famoso após o sucesso de um de seus livros de romance policial. Com uma de suas obras podendo ser adaptada para o cinema, ele é reconhecido e tem fãs, algo com o qual o seu jeito tímido não sabe lidar muito bem;
9° - ele decidiu tentar algo diferente em seu novo romance policial, colocando como protagonista uma prostituta, Melanie, que presencia um crime no seu local de trabalho. Inclusive, podemos ler o prólogo de seu livro, e eu confesso que se realmente o livro da Melanie existisse, com certeza eu continuaria lendo após o início super instigante;
10° - pela sinopse, parece que a situação dos dois pode mudar pelo fato de o Michael ter criado a Melanie com a aparência da Sarah, e se ele continuar escrevendo cenas sensuais para a personagem imaginando-a como a Sarah, isso pode interferir na amizade deles... Quero só ver como isso vai acontecer!
Um trechinho:
"— Indomável! — ele provocou. — E sim, talvez eu tenha me inspirado um pouco em você. Mas só porque você é muito importante e eu quis eternizá-la num livro. — Como uma prostituta — frisei. — Melanie é uma protagonista forte e que amadurece muito na história. Ela não é apenas uma prostituta. — O que meus pais vão pensar quando notarem que a prostituta no livro é a filha deles?"
Enfim, se eu tinha alguma dúvida de que a Kel poderia escrever uma história tão boa quanto "Fortaleza Negra", agora já tenho certeza de que "Sedutora Amizade" pode ser igualmente apaixonante. Eu amei esses primeiros dez capítulos, dei muitas risadas com as situações em que os personagens se meteram, vi que assuntos um pouquinho mais sérios (como algo que a Sarah viveu no passado) também vão ser abordados, e cheguei ao final desses capítulos com uma vontade enorme de ler os próximos e descobrir o que mais vai acontecer. Felizmente, a previsão de lançamento do livro é dia 20, roerei as unhas de ansiedade até lá!
E vocês? Ficaram curiosos para ler "Sedutora Amizade" também? Já leram ou querem ler algum outro livro da Kel? Fiquem de olho lá na página da Kel pra saber quando sair o livro: facebook.com/pg/escritorakelcosta/.
Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é sobre algo que divide a opiniões entre os leitores, e que eu fiz pela primeira vez na vida! Usei canetas para grifar, para marcar um livro! Apertem o play para saber como foi essa experiência, entender os motivos de eu ter resolvido sublinhar partes de "O maravilhoso bistrô francês" e conferir também algumas dicas de com o quê marcar ou não marcar trechos importantes de um livro:
Alguns leitores acham que sublinhar trechos em um livro é quase um crime. E eu concordo que, se o livro não for seu e se o dono não pediu que você faça marcações, grifos, escreva ou rabisque no livro, é sim algo muito errado.
Já se o livro for seu, e se você pretender se desfazer dele depois da leitura (trocando, vendendo em um sebo, sorteando... afinal, não há como garantir totalmente que você vai amar aquele livro a ponto de não querer se desapegar dele, pode ser do seu autor preferido e mesmo assim você odiá-lo, você pode querer uma edição nova ou até mesmo precisar se mudar pra um lugar menor e ter que abrir mão de alguns títulos), as marcações podem atrapalhar, como comento no vídeo.
Normalmente uso marcadores de papel para marcar partes importantes ou que mais gostei. Depois, copio essas citações para colocar na resenha do blog e tiro os marcadores. Mas e quando são tantas citações que não dá pra colocar todas na resenha??? Foi o que aconteceu com "O maravilhoso bistrô francês", e olha que a resenha conta com DOZE citações! Raramente colo post-its nas beiradas das páginas, não tenho muitos por ir pouco em papelarias para comprar.
- Toda mulher é uma sacerdotisa - disse ela em seguida - Toda. - Ela se virou para Marianne, seu olhos violeta claros a água. - As grandes religiões e seus pastores atribuíram um lugar à mulher ao qual ela não pertence. Pessoas de segunda classe. A Deusa se transformou em Deus; as sacerdotisas, putas; e as mulheres que não quiseram se curvar, bruxas. E as capacidades especias de cada mulher, a adivinhação, a esperteza, a cura, a sensibilidade, foram e são diminuídas. - Ela limpou a terra na calca do macacão com as mãos. - Toda mulher é uma sacerdotisa quando ama a vida. Quando ela encanta a si própria e aqueles que são sagrados para ela. Já está na hora de as mulheres lembrarem que poderes se escondem dentro delas... A deusa odeia desperdício, e as mulheres se desperdiçam demais." (página 115, mais um trecho do livro "O maravilhoso bistrô francês" que não entrou na resenha)
Como comento no vídeo, grifar minha prova de "O maravilhoso bistrô francês" da Nina George, Editora Record(clique no título para conferir a resenha, no vídeo falo um pouco sobre a história) me ajudou a extravasar a vontade de entrar no livro e sacudir os personagens quando eles faziam bobagens, além de eu ter usado as marcações para poder pesquisar depois no Google sobre músicas e lugares reais citados na trama (recomendo que ouçam "Hijo de la luna", o link pra música está nos cards do vídeo, exatamente aos três minutos e trinta e dois segundos).
Enfim, eu acho que marcar trechos de um livro é algo que todo mundo deveria fazer pelo menos uma vez na vida, pode ser uma sensação libertadora (como foi para mim), e cada vez que você abrir o livro e ver os trechos marcados, memórias podem ressurgir. Acho que também não é algo para se fazer com qualquer livro (as razões pra eu ter marcado "O maravilhoso bistrô francês" foram bem específicas), mas só com aqueles especiais. Na dúvida se o livro é ou não merecedor de marcações? No finalzinho do vídeo, dei algumas sugestões (não marquem com aqueles marca-textos, e não é só pelo risco de a tinta transferir para o outro lado da página!).
Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre o que achei da primeira temporada de "Stranger Things", série que tem dado o que falar desde o seu lançamento na Netflix no ano passado.
De cima para baixo: Will, Joyce, policial Jim, Nancy, Jonathan, Onze, Lucas, Mike e Dustin. fonte
Quem acompanha o blog há mais tempo, deve saber que eu não assistia séries (minha TV só tinha canais abertos e minha paciência para esperar minha internet lenta baixar séries ou me permitir assisti-las online é zero). Até que, esse mês, meu marido teve uma pequena lesão e precisou ficar afastado do trabalho, e como ele vive reclamando de só passar filme repetido na TV, sugeri que experimentássemos a Netflix, já que o primeiro mês é grátis e depois o plano básico custa só R$19,90. Ele gostou da ideia e, uma noite, insisti para que ele visse pelo menos o primeiro episódio de "Stranger Things" comigo (nossos gostos são bem diferentes) e ele aceitou. Resultado: nos dias seguintes, eu tinha que pedir para ele me esperar pra assistirmos os próximos episódios juntos, tamanha era a curiosidade dele em saber o que aconteceria no próximo capítulo.
Para quem não sabe do que a história se trata, a trama é ambienta nos anos oitenta, o que fica bem visível nos penteados de alguns personagens e nos aparelhos eletrônicos de algumas casas. Em uma pequena cidade chamada Hawkins, conheceremos quatro garotos que são amigos: Mike(Finn Wolfhard), Dustin(Gaten Matarazzo, o ator tem uma síndrome que afeta o crescimento dos seus dentes), Lucas (Caleb McLaughlin) e Will(Noah Schnapp). Certa noite, quando voltava da casa de Mike, Will desaparece!
O desaparecimento do garoto mobiliza toda a cidade. Inclusive, Mike, Dustin e Lucas decidem entrar na busca pelo amigo, mas o que acabam encontrado é Onze (ou Eleven em inglês, interpretada pela atriz Millie Bobby Brown), uma garota que tem poderes(como mover cosias com a mente)! Eles não sabem, mas o público já tem a informação de que Onze era mantida num laboratório, sendo usada em experiências. Só que algo deu errado nesse laboratório, muito errado!
Lucas, Mike, Onze e Dustin. O final desse episódio foi de ficar de boca aberta! (fonte)
E ao longo dos oito episódios da primeira temporada, vamos montando o quebra-cabeças que inclui o laboratório, o que escapou de lá, Onze com seus segredos e dons, e a dúvida sobre Will estar ou não vivo. Joyce(Winona Ryder), mãe do Will, nunca duvidou que reencontraria o filho, tanto que usava lâmpadas para se comunicar com ele, o que era visto como um indício de loucura por algumas pessoas. Jim Hopper (David Harbour), o chefe de polícia, sabe bem o que é perder um filho, e pouco a pouco vai percebendo que o desaparecimento de Will esconde mais do que parece.
A maioria dos personagens me surpreendeu, mas a minha maior surpresa foi com o Steve(Joe Keery), ele era uma espécie de bad boy/mauricinho, namorado da Nancy(Natalia Dyer), a irmã mais velha do Mike, e fez umas coisas legais e inesperadas nos últimos episódios. A Nancy foi outra que me surpreendeu, inicialmente me parecia só uma adolescente tímida e estudiosa, mas foi se mostrando mais forte a cada episódio. A mãe da Nancy e do Mike, Karen(Cara Buono) também é uma personagem interessante, na busca entre ser a autoridade da casa e manter um diálogo com os filhos. O relacionamento de Jonathan (Charlie Heaton) com o Will, seu irmão mais novo, mostrado em flashbacks, foi outro ponto alto, Will era visto como um "menino sensível", mas para Jonathan a futura orientação sexual do irmão não tinha importância nenhuma, o que valia era a amizade dos dois. "Stranger Things" tem várias subtramas, além de trazer uma certa diversidade (temos personagens negros, gordos...).
O Dustin roubou meu coração com a sua fofura; apesar de ser o responsável por algumas cenas engraçadas, ele também se mostra muito inteligente e a "voz da razão" em determinados momentos. Agora, vamos falar da Onze/Eleven: ela é uma personagem que não fala muito, mas seu olhar é tão expressivo! A atriz que a interpreta arrasou!
Na Netflix, "Stranger Things" é classificada como "ficção científica e fantasia", mas já vi alguns lugares que a classificam como terror. E a série tem sim umas cenas assustadoras! Especialmente quando apare um monstro que as crianças apelidam de Demogorgon e quando adentramos ao mundo invertido. Dei alguns pulos no sofá, me encolhi o máximo para o pé não ficar pra fora, me escondi atrás do meu marido para não ver algumas coisas, haha. "Stranger Things" faz jus ao nome (traduzido significa "coisas estranhas").
Enfim, "Stranger Things" é uma série muito boa e que eu recomendo. Tenho que comentar sobre o ótimo visual (cenários, figurinos...) e a trilha sonora, especialmente a abertura, que é de arrepiar! A primeira temporada termina de forma satisfatória, deixando alguns ganchos para a próxima (lançada esse ano e que estou bem curiosa para ver logo!).