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Resenha: livro "Alice no país das Maravilhas", Lewis Carroll

  Olá! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de (re)leitura com o livro "Alice no país das Maravilhas", clássico escrito pelo inglês Lewis Carroll, lido na edição publicada em 2020 pela Faro Editorial, que conta com ilustrações originais de John Tenniel.


 "Deve existir um livro sobre mim, ah, deve existir, sim! E, quando eu crescer, escreverei um, mas já sou grande agora." (página 40)

 É bem provável que vocês já tenham ouvido falar na história de Alice, uma garotinha que resolveu seguir um coelho e acabou indo parar num lugar fantástico, onde conheceu um gato sorridente, um chapeleiro maluco e uma rainha que ordenava "Cortem-lhe a cabeça!" por qualquer motivo.

Resenha: livro "O mistério da estrela - Stardust", Neil Gaiman

 Olá, pessoal! Espero que estejam bem. Na resenha de hoje, venho conversar sobre minha experiência de leitura com o livro "O mistério da estrela - Stardust", escrito pelo Neil Gaiman e publicado em 2017 (no formato e-book) no Brasil pela Editora Rocco.

Resenha: livro "O mistério da estrela - Stardust", Neil Gaiman

 "– (...) Eu imaginava – admitiu ele – que uma estrela caída fosse provavelmente semelhante a um diamante ou a uma pedra. Sem dúvida, não estava esperando que fosse uma dama."

Resenha: livro "Prazeres sombrios", Kresley Cole

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Prazeres sombrios", segundo volume da série "Imortais" (cada volume é sobre um casal), escrito pela Kresley Cole e publicado no Brasil pela Editora Valentina em 2018.


 "Kaderin era a assassina mais prolífica de seu coven; tinha dedicado toda a vida a livrar o planeta de vampiros."
 A história é narrada em terceira pessoa e nos apresenta Kaderin, uma Valquíria milenar (valquírias são guerreiras que se alimentam de eletricidade). Apelidada de Coração Gelado, Kaderin não tem sentimentos desde que passou por algo trágico, e seu objetivo nos últimos séculos tem sido exterminar vampiros.

Leituras de julho


  Olá, pessoal, espero que estejam bem. No post de hoje, venho trazer um resuminho  das minhas leituras de julho. Vocês podem apertar o play para conferir no vídeo ou continuar lendo:

 "O mistério da estrela: Stardust" do Neil Gaiman, Editora Rocco, foi a primeira leitura que finalizei no Kindle Unlimited. A história é sobre um jovem que vai em busca de uma estrela cadente para sua amada, e vai acontecer muita coisa nessa sua jornada. A história é mega criativa, mas não foi uma leitura que me prendesse tanto (expliquei melhor no vídeo), gostei mais do filme. 

 "Coisas que ninguém sabe" do Alessandro D'Avenia, Editora Bertrand, também disponível no Kindle Unlimited, era o livro do autor que faltava eu ler para concluir suas obras lançadas no Brasil. É sobre uma garota que precisa enfrentar a escola nova e a saída do pai de casa. Queria muito ter gostado dele como gostei de "O que o inferno não é" do mesmo autor, mas achei que tem muitas reflexões do autor no meio do enredo e acabei não me prendendo tanto.
 

 "A segunda morte de Suellen Rocha" da Cláudia Lemes, Editora Avec, também lido pelo Kindle Unlimited, fez ressurgir o meu prazer de ler. Uma mulher é brutalmente assassinada e o crime pode ter ligação com algo que ela e três amigas viveram vinte anos atrás. A história me prendeu da primeira à última página! Achei incrível como a autora mostrou a amizade das personagens. Confesso que acertei quem era o assassino, mas tinha muito mais envolvido do que eu esperava. 

 "Ligeiramente perigosos" da Mary Balogh, Editora Arqueiro, foi o único livro físico que li. Peguei esse romance de época por estar querendo ler algo mais leve, e fiquei apaixonada pela forma como a autora faz uma espécie de releitura de Orgulho e Preconceito. Ele é o último de uma série, então só vou resenha-lo quando ler e resenhar os anteriores.
 

 "Perfeito pra mim" da Kel Costa foi um e-book que peguei no último dia do mês e gostei muito. A Kel sempre acerta (acho que é o quinto livro dela que leio) e não foi diferente nesse romance hot protagonizado por um cadeirante apaixonante. Está disponível no Kindle Unlimited e tem o físico pela Ler Editorial. 

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Até o próximo post!
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5 livros de fantasia infantojuvenis favoritos de 2019

 Olá, pessoal! Tudo bem? Final de ano chegando, é hora de começar a falar sobre as melhores leituras de 2019. E vou começar listando os 5 livros de fantasia infantojuvenis que mais gostei de ler esse anos. Vocês podem apertar o play e conferir no vídeo ou continuar lendo:



Resenha: livro "Missão Carbúnculo", Gustavo Rosseb

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Missão Carbúnculo", escrito pelo Gustavo Rosseb e publicado em 2019 pela Jangada, selo do Grupo Editorial Pensamento.

  "Há três mundos que coexistem - explicou Cosmo. - O mundo terra, que é onde você e todos os provincianos vivem; o mundo água, que é onde eu e todo o meu povo habita; e o Além, que é para onde vão as coisas que morrem, tanto na água quanto na terra". (página 251)

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 Pedro Malasartes estava num bote furado no meio do oceano. Para não pensar em quão desesperadora sua situação era, Pedro ia tirando água do bote, praticamente na mesma velocidade em que mais água entrava. Até que apareceu um rapaz lhe perguntado se ele tinha visto um chapéu boiando.

Resenha: livro "#Acredite", Eliane Quintella

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "#Acredite", escrito pela Eliane Quintella e publicado em 2019.

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 "Tinha que poder sofrer em paz. Tristeza para nós não era bem-vinda e não queria ser relembrada disso. Lá de longe dava para ver a terra dos Lalulis, ela circundava nosso gueto. Havia muito mais Lalulis que Braites no mundo. Era tudo cinza, bege, e marrom no mundo dos Lalulis como se cores e outras pequenas alegrias fossem futilidades exclusivas dos Braites. Papai falava que eles desdenhavam nosso modo de viver, pois, na verdade, queriam ser como nós, mas não podiam. Eu não sabia de nada, mas não achava que fazia muito sentido." (página 16)

 A história se passa num mundo mágico habitado por Braites e Lalulis. Braites conseguem fazer magias incríveis, construir coisas inimagináveis, como casas flutuantes; mas, para isso, devem evitar qualquer sentimento ruim, qualquer tristeza ou sofrimento que possa diminuir seus níveis de energia. Já os Lalulis só conseguem fazer magias bem simples, tendo vidas mais difíceis, conhecendo o sofrimento e a tristeza, e não precisam manter sempre o bom humor.

Resenha: livro "Gaian - o reinício", Cláudio Almeida

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Gaian - o reinício", escrito pelo Cláudio Almeida e publicado em 2015 pelo selo Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século.

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 "- Significa que um grande perigo se aproxima, e esse é um dos motivos pelos quais estou aqui - disse Arffek.
 - Um grande perigo? Você quer dizer uma guerra? - quis saber Mornv.
 - Não. É algo que está além da guerra. Inimigos que desejam subjugar a todos e dominar este mundo - explicou Arffek.
 O medo e o receio se apoderaram de todos.
 - Essa é uma péssima notícia - disse o pensativo Ehlen.
 - Por isso você surgiu - concluiu Amat.
 - Sim, está na profecia - explanou Arffek." 

Conheça a série "Extinção" de Jayme da Costa Rosa Neto

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho apresentar para vocês a série "Extinção" do escritor carioca Jayme da Costa Rosa Neto.

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 Imaginem o Rio de Janeiro tomado por seres sobrenaturais que querem destruir tudo! Essa é a premissa de "Extinção", série que mistura fantasia, ação e aventura em episódios, histórias curtas lançadas semanalmente, ambientadas num dos cenários mais famosos do país.

Resenha: livro "A Garota que Lia as Estrelas", Kiran Millwood Hargrave

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A Garota que Lia as Estrelas", escrito pela Kiran Millwood Hargrave e publicado no Brasil em 2019 pela Editora Jangada, que faz parte do Grupo Editorial Pensamento, nosso parceiro. Vocês podem apertar o play e conferir no vídeo e/ou continuar lendo:



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 "Papai sonhava em preencher as lacunas em seus mapas de Amrica, enquanto o que eu queria, mais do que qualquer outra coisa, era atravessar a fronteira da floresta e mapear os Territórios Esquecidos que estavam além, embora eu nunca tivesse dito isso a ele.
 Havia apenas um mapa que mostrava toda a nossa ilha, e ele ficava no estúdio de papai. Eu o chamava de mapa de mamãe porque tinha sido passado de geração a geração em sua família, talvez desde a época de Arinta, mil anos antes. Sempre me pareceu um sinal de que mamãe e papai eram feitos um para o outro o fato de ele ser cartógrafo e a única herança dela ser um mapa.
 Cada um de nós carrega o mapa de nossa vida impresso na pele, na maneira como caminhamos, até mesmo na manira como crescemos, dizia papai. Está vendo aqui como o meu sangue não corre azul no meu pulso, mas preto? Sua mãe sempre disse que era tinha. Eu sou um cartógrafo até os ossos." (página 15)

Resenha: livro "O Mundo de Quatuorian: Cheiro de Tempestade", Cristina Pezel

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com "O Mundo de Quatuorian: Cheiro de Tempestade", livro escrito pela Cristina Pezel e publicado pela Mundo Uno Editora em 2017.

 "- Quando o pânico é criado, isso estimula os povos a aceitarem regras e imposições em troca de tranquilidade - raciocinou Phelih." (página 159)

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 "Espadachins? Há quanto tempo isso era apenas história? Quatuorian não via lutadores, guerreiros ou disputas com sangue desde que haviam sido banidos após a Guerra Última, centenas de sóis-azuis atrás." (página 177)

Resenha: livro "As regras do amor e da magia", Alice Hoffman

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com "As regras do amor e da magia", livros escrito pela Alice Hoffman e publicado no Brasil em 2019 pela Editora Jangada. Vocês podem apertar o play e conferir a resenha em vídeo ou continuar lendo:



 "Escrever por si só já era um ato mágico em que a imaginação alterava a realidade. Para isso, o livro era o elemento mais poderoso de todos." (página 61)

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 Narrada em terceira pessoa, a história começa na década de cinquenta em Nova York. Conheceremos os irmãos: Franny (Frances, que parece ter coração de gelo, mas só parece), Jet (Bridget, um pouco mais tímida e doce) e Vincent (no início do livro, ele tem apenas quatorze anos, mas já é um garoto rebelde e sedutor), adolescentes inconformados com as muitas regras impostas pela mãe, Susanna. No aniversário de dezessete anos de Franny, são convidados para passar o verão na casa de uma tia chamada Isabelle, e veem nesse convite uma oportunidade para escapar da super proteção dos pais, mas a estadia na casa da tia, na Rua Magnólia, trará muitas revelações e mudará a vida dos três para sempre.

Resumo de 2018 (melhores e piores leituras, projetos, SoSeLit...)

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho trazer um resumo do que rolou em 2018 e falar sobre minhas metas para 2019. Apertem o play para saber como foi o último ano no canal e conferir quais  foram meus livros favoritos e quais decepcionaram ou continue lendo:



Resenha: livro "A caçadora de dragões", Kristen Ciccarelli

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com "A caçadora de dragões", escrito pela Kristen Ciccarelli e publicado em 2018 pela Editora Seguinte, o penúltimo livro que li no ano passado (já tem resenha do último, clique aqui para conferir).

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 "Fora no santuário que Asha vira a imagem do rosto de Elorma pela primeira vez. Na época, ela não se importava que o Antigo a punisse por sua desobediência. Na verdade, até queria ser punida. Asha estava com raiva naquele dia. Tinha ficado furiosa, gritado e quebrado coisas. Queria lançar seu ódio contra o coração do lugar sagrado do Antigo.
 Sua mãe tinha sido assassinada pelas histórias antigas, assim como os trovadores antes dela.
 O luto tornava Asha uma presa fácil. Deixava uma rachadura nela. No momento em que colocara os pés no coração do santuário, o Antigo encontrara aquela brecha. Ele tinha aberto e enterrado uma fome maldita e insaciável ali, que colocaria Asha contra seu pai, seu povo, seu reino.
 A partir dali, as histórias antigas passaram a viver dentro de Asha, logo abaixo da superfície. Kozu tinha encontrado a garota através delas, atraído pelas histórias antigas enterradas em seu coração. Histórias que pediam para ser libertadas. E Asha quase destruíra a cidade." (página 111)

 A história é narrada em terceira pessoa e se passa no fictício reino de Firgaard, habitado pelo povo draksors e pelos escravos chamados de skrals. Asha tem 17 anos e é a filha do rei, além de caçadora de dragões, temida e odiada por muitos, apelidada de Iskari (aquela que leva destruição e morte) por algo que fez no passado.

 Quando tinha 10 anos, Asha atraiu um dragão para a cidade ao contar antigas histórias proibidas. Nenhum dragão resistia às histórias. Kozu, o dragão que ouviu Asha, destruiu boa parte da cidade com seu fogo, causando muitas mortes e deixando marcas no rosto e no corpo da garota.

 "Quando o fogo de Kozu destruíra o lar, os entes queridos e a vida do povo de Firgaard, a cabeça da garota amaldiçoada fora pedida. Incapaz de condenar a própria filha à morte, o rei oferecera a ela uma chance de redenção. Ele prometera sua mão ao garoto que a salvara. Jarek, que havia perdido o pai e a mãe no fogo pelo qual ela era responsável.
 A união seria o último ato da redenção de Asha. O casamento seria realizado assim que os dois chegassem à idade devida, e seria a prova de que Jarek a havia perdoado. Ele, que havia perdido tanto por causa da iskari, mostraria para todos os cidadãos de Firgaard como perdoá-la." (página 35)

 Ao invés de ser punida com a morte pela destruição da cidade, como forma de redenção, Asha passou a caçar e matar os temidos dragões, e foi prometida em casamento à Jarek, o rapaz que a salvou de ser morta pelo dragão e que perdeu os pais no incêndio. Jarek foi treinado pelo rei e era comandante dos soldats, o exército do reino, mas era um jovem perigoso e cruel.

 "Jarek se aproximou ainda mais.
 - É meu dever manter você fora de perigo, iskari.
 Os olhos de Asha se encheram de um fogo que tomou conta de sua visão, deixando tudo de um vermelho flamejante.
 Era possível que ele não entendesse?
 - Eu sou o perigo! - Asha disse." (página 142)

 Asha não estava contente com aquele pretendente, e foi lhe proposto que se matasse Kozu, o mais antigo dragão (cuja morte enfraqueceria todos os demais cuspidores de fogo), ela poderia se livrar do casamento, já que a população não teria mais que temer os seres que ameaçavam o reino.

 "A verdade era que o número de dragões vinha diminuindo ao longo dos anos, e estava ficando cada vez mais difícil levar cabeças para seu pai. Por isso Asha andava contando as antigas histórias em segredo, com o intuito de atraí-los. Nenhum dragão resistia a uma história sendo contada; eram como as joias para os homens.
 Mas atrair os dragões não era o único efeito que as histórias causavam: elas também os deixavam mais fortes.
 Por isso o fogo." (página 11)

 Mas além da difícil missão de matar Kozu, Dax, o irmão mais velho de Asha, lhe pediria para que ela salvasse Torwin, o escravo de Jarek. Ela não sabia o motivo de ele ser tão importante para o irmão, mas conhecia a crueldade com que o noivo tratava seus escravos, então decidiu tentar fazer algo para ajudar. Na caçada a Kozu e na tentativa de salvar Torwin, Asha começaria a perceber que, talvez, nem tudo no que ela acreditava fosse verdade.

 "De repente se sentiu como um dragão escravizado por causa de uma história antiga, incapaz de escapar da armadilha mesmo sabendo do que se tratava.
 Precisamos sofrer grandes dores para nos fortalecer contra a maldade.
 Sempre houvera algo de errado com Asha. Algo facilmente corrompível. Seu vício de infância por histórias antigas fora o primeiro sinal. O terrível incidente com Kozu fora o segundo. E agora…
 Sua incapacidade de dizer não ao skral que, por algum motivo, era importante para seu irmão." (página 131)

 Falar sobre a história de "A caçadora de dragões" é complicado, pois há muitos detalhes no cenário que a autora criou, com sua cultura própria e bem elaborada, além das inúmeras surpresas e reviravoltas da trama, e acredito que seja melhor que vocês descubram todos os segredos de Firgaard conforme forem lendo o livro. O que posso dizer é que a história é sensacional, surpreendente e cativante, nos deixando mais curiosos a cada capítulo.

 "Asha o encarou. Seria possível que tudo o que achava que sabia era mentira? (..) Ela mal conseguia acreditar. Era tão perverso. Tão cruel." (página 256)

 Apesar de ter gostado da história desde as primeiras páginas, num primeiro momento, a questão da escravidão me incomodou demais, era chocante a violência com que os skrals eram tratados e todas as regras que tinham que cumprir (como não tocar um draksor sem autorização do "dono"), a própria prima de Asha, sua melhor e única amiga, Safire, era uma skral, imaginem não poder falar abertamente com sua melhor amiga! Mas, no decorrer dos capítulos, a gente vai entendendo o quanto essa questão é vital para a trama, e a própria Asha vai repensando a forma como via esse povo que tinha uma origem diferente da sua.

 "Aprendeu que o fim do trabalho escravo por si só não impedia que as pessoas tivessem dificuldades para sobreviver." (página 358)

 Além da escrita maravilhosa da autora, os personagens são pontos positivos, por serem bem construídos e terem certa dualidade. Dax parece um jovem frágil e inconsequente no início. Roa, uma nativa (povo que vive do outro lado do deserto e não concorda com a matança de dragões e a posse de escravos), é uma incógnita, assim como o rei. Jarek é odiável. Torwin é bem ousado. Safire foi uma das minhas personagens favoritas e ansiei por saber mais dela, uma garota forte e determinada. E temos Asha, que evolui enormemente no decorrer da história, descobrindo muito sobre si mesma, o seu passado e o do reino. Em alguns momentos, ela me irritou um pouco, por não tentar investigar mais o que estava acontecendo, mas é algo compreensível se pensarmos que viveu os últimos anos cercada por pessoas que temiam se aproximar, que era muito jovem ainda e estava numa corrida contra o tempo para matar Kozu e se livrar de Jarek.

 "Seu pai não gostava de demonstrar aquilo, porque a amava. Porque não queria magoá-la. Mas às vezes não conseguia esconder. O rei-dragão temia sua própria filha." (página 37)

 Eu confesso que temi o final, pois havia leis bem severas e perigosas que foram infringidas por Asha e outros personagens queridos, e Firgaard me parecia um vulcão prestes a entrar em erupção, é como se o reino e o povo desse um passo em direção à paz e outro em direção à guerra, tudo poderia mudar em um estante, temos ainda o fato de "A caçadora de dragões" ser o primeiro livro da série Iskari (o próximo será sobre Roa), mas felizmente a autora conseguiu finalizar bem o arco da história de Asha.

 "- Assassina!
 - Mensageira da morte!
 - Iskari!
 Os olhares faziam Asha querer voltar para sua cela e trancar a porta atrás dela. Havia salvado o povo de um monstro, e ainda assim era temida. Nunca houve qualquer esperança de se redimir. Aos olhos dos outros, sempre seria a iskari." (página 358)

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 * Vem um marcador para recortar.
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The-Last-Namsara
 Gostei mais da capa brasileira do que da original. Há símbolos no início de cada capítulo que tem a ver com a história. As páginas são amareladas, a revisão é boa e a diagramação tem letras, margens e espaçamentos de bom tamanho.

 "- Greta costumava dizer que cada um de nós nasce com uma música enterrada no fundo do coração - ele disse, sem parar de tocar. - Uma música que é toda nossa. Nossa missão na vida é descobrir qual é." (pá 377)

 "A caçadora de dragões" é um daqueles livros em que, por mais que se fale, ainda há sempre algo para se comentar, e eu não quero falar muito para não dar spoilers e por acreditar que a leitura possa ser melhor se formos tão surpreendidos com as revelações quanto a protagonista. É uma história bem construída, marcante e forte, tão poderosa quanto as antigas histórias de Firgaard. Aliás, o livro nos faz refletir sobre o poder de uma história, de uma mentira bem contada. É uma leitura que recomendo muito, tanto para quem gosta de boas fantasias, quanto para quem não é tão fã, pois a narrativa nos cativa logo de cara. Há um pouquinho de romance, muita ação, tensão e personagens femininas fortes, guerreiras, heroínas que salvam a si mesmas e aos outros, sem se tornarem "irrealistas" ao não sentirem dor ou terem dúvidas. Com toda certeza vale a pena ler "A caçadora de dragões"!

 "A fogueira apagou, mergulhando Asha na escuridão.
 Ela ficou parada por um longo tempo, perdida na tempestade rodopiante de seus pensamentos.
 Namsara.
 A rara flor do deserto que podia curar qualquer doença." (página 376)

 Detalhes: 398 páginas, Skoob, ISBN-13: 9788555340529, tradução: Eric Novello, leia um trecho, clique para comprar na Amazon:


 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post, mesmo que eu sinta que talvez não tenha conseguido passar o quanto o livro é fantástico. Me contem: já leram ou querem ler "A caçadora de dragões"?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "As brumas de ébano", Denise Flaibam

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "As brumas de ébano", escrito pela Denise Flaibam e publicado em 2018 pela Mundo Uno Editora. Ele é o terceiro da série de fantasia "Os mistérios de Warthia", mas podem ficar tranquilos que não darei spoilers que prejudiquem a leitura dos volumes anteriores.

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 "As Trevas estavam drenando a esperança das pessoas. E um mundo sem esperança era o lar da escuridão." (página 64)

 Fazendo um breve resumo, no primeiro livro, a vila onde Serafine morava com os pais adotivos foi atacada por lobisomens e ela precisou fugir com a ondina Ývela e o guerreiro Jarek, que depois ela descobriu serem seus guardiões. A jovem descobriu também que as marcas que tinha no corpo tinham sim um significado e que ela era a Escolhida, aquela que, segundo uma profecia, seria decisiva para impedir que as forças do mal tomassem conta do continente Warthia. Para isso, Serafine precisava desenvolver seus poderes, mas os seres das Trevas não esperariam até que ela estivesse pronta. No segundo livro, vemos como ela sai do Norte e vai até o desértico Reino do Oeste, governado pelo jovem Rei Jon, em busca de seu segundo mestre, e como o exército da escuridão da feiticeira Sharowfox causa destruição perseguindo a jovem.

 "Guarnecer Warthia seria a última cartada do exército da Luz. Enquanto o continente resistisse, haveria esperança para a Escolhida. Os Reinos lutariam por seu território, impedindo o avanço da escuridão. Serafine teria uma chance. Onde quer que estivesse, Ývela rezava para que se apressasse, que estivesse preparada para o golpe que Sharowfox lançaria sobre o mundo." (página 183)

 "As brumas de ébano" começa de onde o volume anterior parou. Jon Tytos e seus aliados rumam para o Norte em busca do rei desaparecido e de respostas para o caos que se instaurou no continente. Serafine e seus guardiões vão para o Sul, onde pretendem encontrar o terceiro mestre para que ela continue desenvolvendo seus poderes, mas a viagem para o Reino das Brumas será cheia de obstáculos inesperados, e Serafine acabará ficando cara a cara com as forças do mal.

 "O Sul era de fato coberto por brumas. Serafine espreitou a paisagem; a névoa perolada estava por toda parte. Rareada ou intensa, ao ponto de impossibilitar o vislumbre de um palmo à frente, ela rastejava por encostas e colinas, por estradas e pelo gigantesco bosque de árvores brancas. (...) O inverno nunca acabava ali no Sul, e a neblina jamais cessava." (página 70)

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 O início de "As brumas de ébano" é cheio de tensão para Serafine e seus guardiões, é bem visível como a escuridão começa a fazer efeito sobre a jovem, a afetá-la e deixá-la confusa; e ela e seu grupo passam por muitas situações complicadas até conseguirem alguns aliados. Eu já sabia que a ida para o Reino do Sul seria difícil, pois desde o primeiro livro é mostrado que o reino está sob o comando das forças das Trevas, mas eu não esperava que o grupo enfrentasse tantas dificuldades.

 "Cornélio a estava levando para uma armadilha, mas a avisara com seus olhares e menções às Trevas. Serafine era a única capaz de desbravar a escuridão sob as ondas, a esperança do amaldiçoado. Fazia aquilo pelas respostas, sim, mas lutar para salvar alguém dava um quê de satisfação. Cornélio era um aproveitador, mas também uma vítima das Trevas. Todos eram." (página 171)

 Nesse volume, muitas respostas são dadas, especialmente sobre os pais biológicos da protagonista, e é impressionante como algumas coisas ditas lá no primeiro livro passam a fazer sentido agora. Mas também temos revelações surpreendentes, que nos colocam em dúvida sobre o que já sabíamos até então sobre o destino de Serafine e de Warthia. A história mostra a dualidade que pode haver nos personagens, onde bem e mal se misturam. Como eu já vi que profecias podem ser interpretadas de diferentes maneiras, não fiquei tão desesperada com o que aconteceu com a protagonista no último capítulo, mas estou sim muito curiosa para saber o que acontecerá no volume final: "O império de fogo".

 "A escuridão vai tentá-la, querida. Não pode cair perante ela." (página 26)

 Como quem acompanhou as resenhas dos livros anteriores da série deve saber, eu gostei do primeiro e amei o segundo, li esse terceiro com o coração na mão, com medo do que poderia acontecer no capítulo seguinte, mas também foi um livro que gostei muito, embora o segundo ainda seja o meu preferido. Fiquei encantada com a devoção de Jarek e confiante na força dos sentimentos dele, mais apaixonada ainda por Jon Tytos, fascinada pela Ývela, surpresa e curiosa para saber mais sobre Luke, o príncipe do Sul, e sua irmã. Luke só não me surpreendeu tanto quanto Sharowfox, mas vocês precisa ler para entender o motivo.

 "Nem tudo que vem das sombras pertence ao mal, assim como nem tudo que serve à Luz estende bondade. (...) Você foi traído vezes demais para um coração tão jovem, majestade." (página 196)

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 O padrão da capa desse terceiro livro é um pouco diferente dos anteriores, mas eu gostei e reflete bem as diferenças entre os volumes. Há detalhes nos cantos de todas as páginas, que são amareladas, as margens, o espaçamento entre uma linha e outra e as letras tem um bom tamanho. Há um mapa de Warthia e do Reino do Sul. Encontrei alguns erros de revisão.

 "- Ainda há esperança, não é? Mesmo com a escuridão cobrindo Warthia, com o medo em nossos corações, a esperança... Ela ainda existe." (página 90)

 Enfim, "Os mistérios de Warthia" é uma forte concorrente a se tornar minha série de fantasia favorita. Recomendo que leiam "As brumas de ébano" (após ler "A profecia de Mídria" e "A Fortaleza do Dragão"), mesmo que não sejam muito fãs de fantasia, pois os livros são curtos, numa média de 300 páginas, podendo ser leituras rápidas mas muito envolventes. A escrita da Denise é fluida, ela tem um vocabulário ótimo, traz seres sobrenaturais (alguns mais conhecidos como lobisomens e feiticeiras, outros novos como os Atyubros) de forma original. Em "As brumas de ébano" vocês encontrarão um pouquinho de romance (que não é o foco da trama), magia, aventura e muitas surpresas! Que tal mergulhar nessa série também?

 "Há Luz e Trevas dentro de cada um de nós, Cornélio havia dito. Serafine não podia deixar de concordar." (página 122)


Resumo das leituras de julho

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar um pouquinho sobre os livros que li em julho. Vocês podem apertar o play ou continuar lendo:



CORREÇÃO: No vídeo, errei o sobrenome da autora de Fazendas Ásperas, é Geny Vilas-Novas e não Geny Vilas-Boas.

 No Kindle Unlimited, aluguei dois e-books ótimos (clique nos títulos para conferir as resenhas):

Sedutora Amizade, romance da Kel Costa protagonizado por um casal de melhores amigos.
Meu Mecânico Indecente escrito pelas autoras Mari Monni e Luisa Aranha, romance entre um mecânico e a tecladista de uma banda de garotas.

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Fonte: Instagram @marijleite

 De livros físicos, li três nacionais:

Cores de Outono da Keila Gon, romance com um toque de fantasia MUITO BOM, realmente merecia fazer parte do catálogo da Mundo Uno. E tem sorteio de um exemplar aqui no blog até dia 13, clique aqui para participar. 

"Fazendas Ásperas", Geny Vilas-Novas, Editora 7 Letras. Um livro sobre as memórias de uma família, o jeito de contar a história é diferente do que costumo ler e me causou certa estranheza, logo sai a resenha.

"Bruto e Apaixonado" da Janice Diniz, Harlequin Brasil. Um romance entre uma mulher que vive para o trabalho em uma empresa de São Paulo e um fazendeiro ex-peão de rodeio de uma cidadezinha do interior, gostei bastante da escrita da autora. Logo publico a resenha.

 De autores internacionais, li:

As Filhas da Noiva da Susan Mallery, Harlequin Brasil. Acompanhamos três irmãs nas vésperas do casamento da mãe, traz temas bem reais.

Dias de Despedida, young adult escrito pelo Jeff Zentner e publicado pela Seguinte foi o meu favorito do mês, o primeiro livro que me fez chorar na vida.

 Me contem: já leram ou querem ler algum deles?

 Clique e participe dos sorteios do blog:

Até o próximo post!
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Sorteio: livro "Lavínia e a Árvore dos Tempos", com marcadores, caneta de pena e outros brindes

 Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é um SORTEIO especial para quem me acompanha no canal no Youtube e também no Instagram, em parceria com o autor Lucinei Campos. Aperte o play ou continue lendo:



 Se você gosta de fantasia, folclore, fadas, diversão, amizade e aventura, precisa ler esse livro!
livro, Lavínia-e-a-Árvore-dos-Tempos
Sinopse do livro Lavínia e a Árvore dos Tempos: Lavínia é uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade. Sem amigos na escola, sem um contato maior com seus pais, leva uma vida muito solitária para alguém tão pequeno. Seu único amigo, Leo, é quem divide com ela os anseios e questionamentos de sua infância, suas arquitetadas fugas dos Valentões e Marrentinhas que a perseguem na escola. Tudo muda quando recebe de presente uma fada, chamado Lorivaldo e que odeia seres humanos. Juntos, vão descobrir a magia escondida no mundo e os segredos da Árvore dos Tempos. Skoob.



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PRÊMIOS: uma caixa com 1 exemplar do livro "Lavínia e a Árvore dos Tempos", 3 marcadores de página dos livros do autor, 1 caneta de pena e 1 item de papelaria (pode ser um bloquinho de post its ou flags, vou ver o que encontro na papelaria).

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EXTRAS: se o vídeo do sorteio no Youtube chegar em 100 visualizações, incluirei um button da Thalita Rebouças no prêmio; se chegar em 200 visualizações, incluirei 7 marcadores de página de livros infanto-juvenis. Se o perfil do Lucinei alcançar 2000 seguidores, incluirei um marcador  de páginas especial e 1 folheto com o conto "Ruiva?" da Eleonor Hertzog.

COMO PARTICIPAR:
- se inscreva no canal do blog,
- siga no Instagram o meu perfil https://www.instagram.com/marijleite/ e o perfil do autor https://www.instagram.com/lucineimcampos/ ,
- curta e comente na foto oficial no Instagram (essa → https://www.instagram.com/p/BmMQY8-nEtH/?taken-by=marijleite ) marcando 2 amigos e colocando o seu nome de inscrito no canal (o seu nome no Youtube).

IMPORTANTE:
- Pode deixar quantos comentários quiser, desde que marcando amigos diferentes (quanto mais comentar, mais chances de ganhar; não vale marcar fakes, perfis inativos, famosos, lojas ou os organizadores do sorteio).
- Inscrições até 07/09/2018.
- O resultado sairá até dia 14/09/2018, nos comentários da foto oficial no Instagram e do vídeo no canal.
- O sorteado terá um prazo de até 1 semana para enviar o endereço ou o sorteio será refeito.
- Envio em até 30 dias após o recebimento dos dados do ganhador. Necessário ter endereço de entrega no Brasil. Não nos responsabilizamos por danos ou extravios dos Correios.

 Alguma dúvida? Boa sorte!

 ATUALIZADO EM 17/09/2018 - RESULTADO
A sorteada foi a @adridridrika - Adriana Silva. Obrigada pela participação de todos.



Até o próximo post!
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Resenha e sorteio: livro "Cores de Outono", Keila Gon

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha (premiada) de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Cores de Outono: descobrindo a magia" escrito pela Keila Gon e que teve sua segunda edição lançada em 2017 pela Mundo Uno Editora.


 A história é narrada por Melissa, uma jovem de vinte e um anos que perdeu a mãe Angelina e o padrasto Oliver há poucos meses. Eles moravam em São Paulo, mas ao se ver sozinha com a pequena Alice, sua irmã caçula, Melissa decidiu se mudar para a casa de George, seu avô. Melissa havia morado parte de sua infância com ele, a mãe e a avó em Campo Alto, uma cidadezinha turística aos pés de uma montanha, até que Angelina resolveu levar a filha para longe de todos os boatos que cercavam as duas pelo fato dela ser mãe solteira.

 Agora, com Melissa de volta, os boatos talvez recomeçassem, mas não seriam tão fortes, já que havia outra família excêntrica em Campo Alto: os Von Berg, donos das terras da montanha que tinha fama de ser assombrada. Alexander e Viviana, que trabalhavam na Casa Botânica, até eram simpáticos, apesar de não se misturarem muito, mas o primo deles, Vincent, morador da cidade há cerca de um ano, um rapaz muito alto, sempre vestido de preto, mal-humorado, antipático e com jeito de vilão de filme antigo, causava medo nos demais moradores.

 Tudo o que Melissa e George queriam era reconstruir a família marcada pela perda recente da esposa, da única filha e do genro dele, para que Alice pudesse ter uma infância saudável. Se para Melissa a saudade da mãe era dolorosa, ela imaginava que também era difícil para Alice, e temia que a irmã estivesse encontrando nas fantasias infantis uma fuga para sua dor. Melissa estava disposta a se dedicar totalmente à irmã, mas precisava lidar com o medo do avô de que ela estivesse deixando sua vida de lado. Por isso, Melissa se via tendo que conviver com Arthur, irmão da melhor amiga de infância dela e filho do casal de melhores amigos de George. Na infância, Arthur era muito implicante e Melissa, desastrada por natureza, era um alvo fácil para ele. Mas agora, adulto, Arthur talvez pudesse se mostrar um bom amigo, ou algo mais...

 "-Melissa... Você precisa evitar esse tipo de coisa. Por nós.
 - Coisa? - questionei, em dúvida à qual coisa George se referia.
 - A morte.
 O silêncio tomou a cozinha por um bom tempo. Foi o sermão mais curto que ouvi em toda minha vida. Sabia que George não esperava uma resposta, aquilo era mais um apelo. E eu era a única que podia entender seus motivos." (página 87)

 Falando em ser desastrada, nossa protagonista é mesmo atrapalhada, e sempre que esbarrava em Vincent pela cidade pequena, tinha confusão. Melissa perceberia que ele merecia sim a fama de grosseiro. Mas Melissa também se sentiria atraída por aqueles olhos turquesa escondidos no homem sombrio. O que ela descobriria depois, é que a família da montanha estava mais ligada à ela do que imaginava, não só pelo fato de, anos atrás, Melissa ter se perdido nas terras dos Von Berg e ser encontrada com uma cicatriz e sem se lembrar de nada daquelas horas em que esteve desaparecida. Caso se aproximasse de Vincent, poderia ser perigoso? Valeria o risco?

 "- Melissa, você disse que confia em mim e gostaria muito de acreditar nisso, mas sei que sua opinião pode mudar durante nossa conversa. - Ele estava sério. - A verdade é que você não me conhece, e o pouco que conhece a deixa confusa. Mas preciso... - Vincent parou, me avaliando. Não tenho ideia do que ele viu, mas, pela sua expressão, não deveria ser bom. - Preciso que me ouça até o fim. - A tensão do seu discurso desceu por meu rosto, imobilizando-me na cadeira. - Para começar, gostaria que compreendesse que coisas e pessoas podem ter uma máscara de normalidade, e, ao mesmo tempo, esconder algo mais complexo, mais difícil de entender." (página 233)


 "- Sua casa é intimidadora, Vincent. Como você. E isso não me assusta. - Levantei o queixo, e ele espremeu os olhos para me olhar com atenção. - Pode desistir, não tenho medo de você. - Tentei parecer confiante, mas seu olhar torto acabou com minha confiança. Cedi, com ironia. - Tudo bem, às vezes você me assusta, mas, quando acontece, tem mais a ver com seu temperamento. Admita, encarei suas oscilações de humor melhor que o resto da cidade.
 Ele diminuiu o passo, seu rosto tinha a tristeza estampada em cada traço.
 - Realmente, você nunca correu como os outros. Mas sempre pode escolher ir, se quiser.
 - Não vou correr, Vincent - falei, quase revoltada. - Aceitei ser sua amiga mesmo sabendo que você é difícil. Não é? - Tentei provocá-lo, mas aquela tristeza ainda estava lá. E a dor recíproca voltou. - Desculpe, não quero julgá-lo. Não sei quais são seus motivos para agir dessa maneira.
 - Mas você está certa. Você aceitou um amigo mal-humorado e de temperamento instável. Minha dúvida é... Por que aceitou?
 Vincent parou os olhos violeta em mim. Por essa eu não esperava." (página 213)

 Eu já havia visto muitos comentários positivos sobre "Cores de Outono", e já nas primeiras páginas percebi que ele realmente merecia entrar para o seleto catálogo da Mundo Uno. A Keila tem uma escrita muito fluida e envolvente (apesar de eu achar que algumas vezes a palavra SUV poderia ter sido trocada por carro ou outro sinônimo). Ela descreve as cenas de uma forma que é muito fácil visualizar os cenários e compreender a dor e o medo que a protagonista experimenta ao perder as pessoas que mais amava e receber a responsabilidade de cuidar da irmã.

 "A linha tênue que nos separava dos perigos desse Mundo Mágico era inexistente e agora eu podia ter uma dimensão do perigo que nos envolvia." (página 337)

 A história tem todo um ar sombrio, marcado pelo luto de Melissa e George, complementado pelo clima de Campo Alto, nublado e chuvoso, além de todos os mistérios que rondam a montanha e a família Von Berg. Destaco que há sim cenas divertidas e leves, como a esperteza e fofurice da Alice e a bonita interação entre a família de George e Arthur.

 Eu sabia que esse era um livro que misturava romance com fantasia, e tinha algumas teorias sobre o que havia de sobrenatural na família dos Von Berg, mas a autora conseguiu brilhantemente me deixar em dúvida sobre se o que eu via era algo comum, aumentado pelo medo do novo em Campo Alto, ou realmente algo mágico. Fiquei tão surpresa quanto a Alice quando as primeiras respostas foram dadas. O que posso adiantar para vocês é que nessa história a gente tem um universo mágico maravilhoso, com muitos seres sobrenaturais (elfos, magos, demônios...).

 "Cores de Outono" é o primeiro volume da trilogia das Cores (os outros dois livros "Sombras da Primavera" e "Luz de Inverno" já foram publicados), tem um final que conclui uma parte da trama, mas acho impossível alguém não sentir vontade de ler os outros dois pra descobrir o que mais nos aguarda nessa trilogia. Acredito que a personalidade dos protagonistas deve evoluir (com Vincent se tornando menos fechado e Melissa menos insegura e mais aberta ao sobrenatural) e vamos compreendê-los melhor nos próximos volumes.


 A edição da Mundo Uno tem uma capa que passa bem a ideia de outono, páginas amareladas e diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 "- As pessoas escolhem ser boas ou más, e essa é uma escolha que continuamos a fazer por toda a vida, todos os dias. Desde as pequenas até as grandes decisões." (página 276)

 Eu poderia ficar falando de "Cores de Outono" por horas, pois é uma trama muito rica e interessante tanto na questão da volta de Melissa para a cidade e sua tentativa de reconstruir sua família, quanto no romance e na parte sobrenatural. Enfim, recomendo muito que também leiam esse livro, que não é uma leitura rápida por ser longo, mas é uma trama muito cativante. É fantástico se sentir em Campo Alto através da narrativa da Keila e descobrir um mundo mágico e novo juntamente com Melissa e Vincent.


 E por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Algum palpite sobre os segredos que a família Von Berg esconde?
 Como o que é bom precisa ser compartilhado, a Editora Mundo Uno disponibilizou um exemplar de "Cores de Outono" para ser sorteado para vocês.

 Para participar você precisa curtir a página do blog facebook.com/petalasdeliberdade e a página da editora no Facebook facebook.com/mundounoeditora, compartilhar o post da promoção https://www.facebook.com/160935083972330/posts/1974125529319934/ e preencher o formulário abaixou ou no link http://www.rafflecopter.com/rafl/display/818a3f1146/? (se não sabe como usar o formulário, clique aqui e confira no final da página um tutorial). Há várias chances extras no formulário para você aumentar as suas chances de ser sorteado (por exemplo, comentando na resenha, já tem direito a uma entrada extra), aproveite-as!
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
- Inscrições até 13/08/2018. Sorteio em até uma semana após o término das inscrições. ATUALIZADO EM 11/08/2018: Inscrições prorrogadas até 20/08/2018.  O sorteado será avisado por e-mail. O nome do vencedor aparecerá no formulário.
- O prêmio será enviado pela Mundo Uno Editora em até 30 dias após recebimento do endereço do ganhador. É necessário ter endereço de entrega no Brasil. Não nos responsabilizamos por danos ou extravios do Correios.
 Alguma dúvida? Boa sorte!

Até o próximo post!

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