Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Amor em Manhattan", escrito pela Sarah Morgan e publicado em 2018 pela
Editora Harlequin .
A história é narrada em terceira pessoa e começa com Paige achando que será promovida na empresa de eventos onde trabalha. Porém, mesmo tendo se dedicado tanto ao trabalho, ela é demitida, assim como suas duas melhores amigas: Frankie (que trabalhava com decoração e paisagismo) e Eva (cozinheira).
Na adolescência, Paige passou muito tempo no hospital por causa de um problema no coração. Desde então, era superprotegida pelos pais, que só concordaram que ela fosse morar em Manhattan (segundo a Wikipédia: "Manhattan é o mais antigo e mais densamente povoado dos cinco boroughs que formam a cidade de Nova Iorque, localizado primariamente na Ilha de Manhattan") com a condição de que seu irmão mais velho, Matt, pudesse "ajudá-la" (leia-se tomar conta dela). Matt, Paige, Frankie e Eva moravam no mesmo prédio.
"E Frankie é perfeita. Ela é o exato oposto de Eva, que confia em todo mundo. Frankie não confia em ninguém. Eva acha que o mundo é um mar de rosas. Frankie vê o mal em toda parte. O melhor é que ela é tão pequena que ninguém imagina que é desse jeito. Frankie não dá pistas de que pode te deixar inconsciente só com um chute, então pega todo mundo desprevenido." (página 132)
Paige não queria preocupar os pais com seu desemprego, ao mesmo tempo em que estava muito triste por não trabalhar mais com Frankie e Eva, que talvez nem conseguissem pagar o aluguel e tivessem que se mudar. Seria o fim da vida pela qual Paige tanto lutou, e ela precisava impedir isso.
Mesmo detestando pedir ajuda, Paige acabaria recorrendo à Jake Romano, empresário de sucesso na área da tecnologia e melhor amigo de Matt. Paige o conheceu quando estava no hospital e se apaixonou por ele, sentimento que não foi retribuído. Desde então, Paige e Jake viviam trocando farpas, mas ao contrário de Matt, Jake não era tão protetor com Paige, dizia verdades quando necessário. E ajudaria Paige em seu mais novo desafio: abrir uma empresa de eventos com Frankie e Eva, ainda melhor do que aquela da qual foram despedidas. Com isso, ficaria cada vez mais difícil para Paige e Jake se manterem longe, sentimentos há muito escondidos apareceriam, sentimentos com os quais Jake Romano nunca quis lidar. Como chegaremos a um final feliz nesse romance?
"- Talvez seja a hora de Paige viver a própria vida e cometer os próprios erros. Em vez de ficar tentando segurá-la antes que caia, você poderia deixá-la cair e então ajudá-la a se levantar.
- Não quero que ela se machuque. Não quero que fracasse.
- Você está com medo demais do fracasso. Acho que isso tem a ver com o fato de seus pais terem sido muito bem-sucedidos no que fizeram. Fracassar faz parte da vida, Matt. O sucesso não ensina nada; o fracasso ensina resiliência. Você aprende a se recompor e tentar de novo.
Matt passou a mão pelo cabelo.
- Você era tão protetor quanto eu. Porra, uma vez você passou a noite inteira no hospital, sentado ao lado da cama dela quando eu não pude ficar. Talvez você tenha esquecido.
Mas Jake se lembrava de cada segundo.
- Percebi que proteger a Paige não ajuda em nada. Ela não quer ser protegida.
Mas Jake a tinha protegido, não tinha?
Ele a protegera dele mesmo.
Jake sabia que tinha a capacidade de magoá-la." (página 106)
"Amor em Manhattan" foi o meu primeiro contato com a escrita da Sarah Morgan, e que escrita deliciosa! Amei o fato de cada capítulo começar com uma frase de uma das três amigas, mostrando um pouquinho da personalidade delas. Amei a forma como o amor pela cidade onde escolheram viver está presente na obra. Amei a interação entre o grupo de cinco amigos, com suas idas ao restaurante da mãe adotiva de Jake e as noites assistindo filmes no terraço do prédio. Amei a forma como o mundo dos negócios é abordado, pois sabemos que é comum na vida real um empregado se dedicar à empresa e mesmo assim ser dispensado como se fosse nada, além das dificuldades de se abrir um negócio próprio.
Conhecemos um pouco dos cinco amigos, mas o romance principal é o de Paige e Jake. Ele é aquele típico mocinho que não acredita em amor, e é interessante vê-lo se negando a assumir esse sentimento por medo, entendo que algumas situações da infância podem nos marcar, mas dá vontade de entrar no livro e dar uma sacudida nele. A personalidade da Paige também é interessante, a forma como ela tenta não demonstrar fraqueza por já estar cansada de pessoas tentando impedi-la de sofrer, entre elas, Matt, que será o protagonista do próximo volume da série (cada volume trará o romance de um casal). Matt é realmente um irmão superprotetor, chega a ser meio machista algumas vezes, não vejo a hora de pegar o próximo volume e ver ele se rendendo ao amor. Temos um paralelo bem interessante entre a extremamente romântica Eva e a super racional e prática Frankie, também quero muito ler os livros delas.
"Quando a vida lhe der limões, peça o endereço para devolvê-los." -Eva, página 211
"Não existe almoço de graça, a não ser que sua melhor amiga seja uma cozinheira. - Frankie, página 79
A edição da Harlequin tem uma capa ainda mais linda do que a estrangeira, amo capas azuis e acho que a cor combinou muito bem com o branco e o amarelo e vermelho do título e do nome da autora. As páginas são amareladas. A diagramação traz letras, espaçamento e margens de bom tamanho.
Enfim, fica a minha recomendação para quem procura uma leitura fluida e cativante, um romance contemporâneo divertido, um livro com personagens bem construídos que fale sobre amor e amizade.
Detalhes: 384 páginas, ISBN-13: 9788539825394, Skoob. Curiosidades: pesquisando, vi que há um conto antes desse livro, com uma personagem que é citada em alguns capítulos, e adoraria que a editora o publicasse ao menos em e-book. O que Jake Romano aprendeu com esse livro? Que se quiser chamar a atenção é só tirar a camisa! Compre na Amazon:
Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram o livro ou conheciam a autora?