Top 5 romances de época desejados #NovembroDeÉpoca

 Olá pessoal, tudo bem? O #NovembroDeÉpoca é um projeto de um mês dedicado aos romances de época, organizado pelos blogs Leituras da Mary, Histórias literárias, Crônicas de Eloise e Fascinada por histórias, contando com sorteios, blogagens coletivas, tags e muito mais. Além do super sorteio cheiinho de livros e brindes de romances de época, já postei aqui no blog um TOP 5 com os Romances de época mais bonitos da minha estante. Hoje venho mostrar meu Top 5 romances de época mais desejados, ou o que era para ser um Top 5, pois olhem só:

romances-de-epoca

O primeiro lugar é ocupado por três livros que eu já estou decidida a comprar, "Pecados no inverno", "Escândalos na Primavera" e "Uma noite inesquecível", os volumes finais da série "As Quatro Estações do Amor", escrita pela Lisa Kleypas (eu já tenho os dois primeiros livros, mas ainda não li). A série fala sobre quatro amigas que não eram vistas como bons partidos pela sociedade da época e resolveram se juntar para virar esse jogo e conseguir bons casamentos. A Editora Arqueiro lançou também "Uma noite inesquecível" (com uma capa linda!) que é um livro extra e conta a história do irmão de duas das protagonistas dos livros anteriores. Como a maioria dos romances de época, cada livro conta a história de um casal, mas ler todos e na ordem é bem mais legal. Além de serem livros da Lisa, uma autora que me ganhou na série Os Hathaways, algo que acho interessante é que temos protagonistas que não são inglesas, mas vindas dos Estados Unidos, o que dá um contexto histórico a mais para a série.
  

O segundo lugar é ocupado pela duologia "Agentes da Coroa" da Julia Quinn. Além das capas lindas, a duologia traz o diferencial de ter como protagonistas, mocinhos que trabalham em missões para a realeza. Da autora, já li e amei toda a série Os Bridgertons. Eu vou comprar "Como agarrar uma herdeira" e "Como se casar com um marquês", mas talvez ainda não seja nessa Black Friday.


O terceiro lugar fica com "Volúpia de Veludo" e "Romance Entre Rendas", terceiro e quarto volumes da série "As Modistas" da Loretta Chase. O interessante dessa série e termos mocinhas que não são nobres (pelo menos, as três primeiras), são donas do seu próprio negócio em pleno século dezenove. Já tenho os dois primeiros livros (com capas lindas) e preciso dos demais para completar a série!



Em quarto lugar, como nem só de Editora Arqueiro vivem os romances de época, está a Trilogia dos Príncipes da Elizabeth Hoyt, publicação da Editora Record. Além das capas, as sinopses dessa trilogia são bem interessantes (clique nas capas para conferir), parecem um pouco mais afastadas dos salões de baile.
  

No quinto lugar, dois livros da Eloisa James que eu já li bem antes de saber que a Arqueiro publicaria os livros no Brasil, amei a escrita da autora e a história e preciso comprar para reler. "Quando a Bela domou a Fera" é uma espécie de releitura de A Bela e a Fera, com um médico sisudo e uma mocinha que não tem medo dele, é o romance de época mais lindo que já li! "Um beijo a Meia-Noite" é uma releitura de Cinderela, e traz um príncipe que é muito mais do que parece, mas será que uma jovem que não é uma princesa poderá conquistá-lo? Como é lançamento, acho que vou esperar ele baixar um pouco de preço.


Acabou? Não! Não poderia faltar um bônus nesse Top 5 fajuto, haha. "Ligeiramente Perigosos" é o sexto livro da série "Os Bedwyns" da Mary Balogh. A série conta a história dos irmãos Bedwyns, e tem uma pegada mais histórica do que de época (fatos históricos, como a guerra, influenciam na trama). Esse livro conta a história do Wulfric, o mais velho, fechado e frio dos irmãos. Eu já li um trecho dele no site da editora e preciso ler o restante por motivos de: a mocinha derruba limonada no olho dele!!! Mas como eu me curei da mania de ler séries fora de ordem, será que estou me enganando? precisaria dos cinco livros anteriores (se bem que eu já li o primeiro e o terceiro).

 E esse são os meus cinco treze romances de época mais, mais, mais desejados! Confesso que falou que é romance de época, eu quero. Minha lista de desejados na Amazon e no Skoob podem provar isso. Não sei quando ou se vou poder comprar todos, mas as trocas no Skoob, a Black Friday, as feiras e os sebos estão aí para nos ajudar a economizar. Tem gente que não gosta do gênero, mas acho que o que mais me fascina nos livros do tipo é ver como as pessoas viviam em outro século, e como as mocinhas, mesmo numa sociedade onde não tinham muita liberdade, sempre davam um jeito de fazer valer sua vontade. E vocês, me contem: já leram ou querem ler algum dos livros citados? Qual seu romance de época (ou livro de outro gênero) mais desejado?

Até o próximo post!

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Vídeo: unboxing da Tag Experiências Literárias de novembro + BLACK FRIDAY

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago para vocês um vídeo que gravei abrindo a caixinha recebida em novembro do clube de assinatura Tag Experiências Literárias (ou simplesmente Tag Livros). Através das dicas do kit do mês passado, os assinantes já sabiam que o livro seria de autoria feminina nacional, mas eu fiquei tão contente ao descobrir quem era a autora! Apertem o play para conferir:


 Sinopse do livro: Em seu quarto romance, "As Três Marias", a escritora cearense Rachel de Queiroz foi ainda mais fundo em um tema que já estava presente em todas as suas obras anteriores: o papel da mulher na sociedade. A história tem início nos pátios e salas de aula de um colégio interno dirigido por freiras: Maria Augusta, Maria da Glória e Maria José são amigas inseparáveis que ganham de seus colegas e professores o apelido de "as três Marias". À noite, deitadas na grama e olhando para o céu, as meninas se reconhecem na constelação com a qual dividem o nome. A estrela de cima é Maria da Glória, resplandecente e próxima. Maria José se identifica com a da outra ponta, pequenina e trêmula. A do meio, serena e de luz azulada, é Maria Augusta - ou simplesmente Guta, como sempre preferiu ser chamada. Com o passar do tempo, Maria da Glória se transforma em uma dedicada mãe de família e Maria José se entrega por completo à religião. Guta, por outro lado, não se sente capaz de seguir os passos de nenhuma de suas velhas companheiras. Apesar de sua formação conservadora e rígida, ela sempre desejou ir muito além dos portões e muros daquele internato. Seus instintos a instigavam a procurar e explorar novos mundos. Assim, Guta termina a colégio e corre em busca de sua independência. Seu ideal é viver sozinha, seguir seu próprio caminho, livrar-se da família, romper todas as raízes, ser completamente livre. A realidade, no entanto, se mostra muito diferente daquilo que estava descrito nos romances açucarados e livros de poesia que passavam de mão em mão entre as adolescentes sonhadoras. Guta descobre o amor, mas através dele é também apresentada à desilusão e à morte. "As Três Marias", publicado originalmente em 1939, conquistou o cobiçado prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira e, décadas depois, foi adaptado como uma novela para a televisão. De leitura ágil, o romance é um importante marco na literatura brasileira e um dos mais populares em toda a obra de Rachel de Queiroz.

Tudo o que veio no kit:

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Black Friday da TAG

Vídeo: unboxing da Tag Experiências Literárias de novembro + BLACK FRIDAY

 Também vai ter Black Friday na TAG!

 Quem assinar entre os dias 20 e 26 de novembro de 2017, vai ganhar uma lanterna de leitura.

 Aproveitem para usar o meu link de indicação: www.taglivros.com/associe-se/dados-pessoais?codigo_indicacao=MARRESUA (ou simplesmente usar o código MARRESUA no campo código de indicação), para ganhar também um vale de R$35,00 para usar na loja da TAG.

 Como comento no vídeo, nos dias 24, 25 e 26, teremos muitas promoções na loja. Lá é possível comprar kits passados, como esse que mostrei no vídeo, além de outros itens literários, como camisetas, pôster, ecobag, caderninhos, etc.

 Dicas sobre a obra que virá no próximo kit, em dezembro (lembrando que não há tempo de assinatura mínima, você pode assinar só um mês): "A vida pacata da narradora-personagem ganha contornos dramáticos com a chegada de um conflito devastador na Espanha de 1930. Uma jovem ingênua descreve suas experiências em diferentes etapas da vida, conhecendo o amor, o casamento, a guerra, o desespero, a fome. Sua autora, admirada por Gabriel García Márquez, teve nessa obra um de seus maiores êxitos, intercalando descrições históricas, misticismo e poesia, em uma narrativa ao mesmo tempo potente e delicada."

 E por hoje é só! Me contem o que acharam do post.

 Veja também: kit de outubro, kit de setembro, kit de agosto, kit de julho.

Até o próximo post!
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Resenha: livro "Carmim", Catarina Muniz

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Carmim", escrito pela Catarina Muniz e publicado pela Ler Editorial em 2017.

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 "Levei um tempo para entender que 'sem coração' é toda pessoa que vai embora levando o nosso consigo." (página 17)

 O livro é protagonizado por Louis e Carmen, ambos na casa dos trinta anos. Ele era publicitário, morava em Miami. Ela era dentista, mudou-se da Espanha para Atlanta após a morte da mãe, veio em busca de uma vida nova e, quem sabe, de encontrar algum membro da família que estivesse no país. Seus caminhos se cruzariam quando Louis foi buscar um terno para o corpo do avô que havia falecido, e encontrou, no bolso do terno, uma carta onde descobriu que seu avô, sempre tão rígido e honrado, havia tido outra mulher, havia traído a sua avó.

 "Ou eu estava tendo alucinações, causadas pela exposição prolongada ao éter, ou meu avô, o velho Vittorio, tão exigente e moralmente impecável, tinha outra FAMÍLIA! (página 9)

 Louis ficou preocupado que, quando soubessem da morte de seu avô Vittorio (um italiano que fez fortuna através de uma rede de confeitarias nos Estados Unidos), os herdeiros dele na Espanha aparecessem em busca de parte da herança, o que seria um baque para toda a família que nem imaginava que Vittorio pudesse ter tido um caso, além do escândalo. Louis foi investigando e chegou até Carmen, que seria a herdeira desconhecida de Vittorio, e o rapaz queria conhecê-la, saber se ela poderia causar um escândalo por causa da herança. Para isso, foi até Atlanta e se passou por um simples paciente. Mas o que ele não esperava era ficar tão encantado pela dentista espanhola de cabelos vermelhos.

 "Eu não tinha chance contra Carmem. Enquanto estava distante, eu estava a salvo. Pensava nela, lembrava-me de seu belo rosto sardento, mas consegui deixar a razão me guiar. Porém, foi só ela me telefonar no meio de uma ponte, numa manhã ensolarada e caótica, que eu baixei a guarda. Todas elas." (página 86)

 Surgiu uma atração muito forte entre os dois, mas e quando Carmen descobrisse que Louis não era só um paciente que foi parar em seu consultório por acaso? E quando ela descobrisse que ele fazia parte da família que ela foi procurar? Ela, que já havia se decepcionado tanto com outros relacionamentos, que havia sofrido muito com a perda da mãe e que nunca tinha encontrada a parte da família que sempre quis conhecer? Será que haveria um final feliz para Carmen e Louis?

 "Meu Deus! Aquele homem me amava? Será? Será que eu estava sendo recompensada por todas as dificuldades afetivas de uma só vez? Ou seria uma armadilha do destino? Ou Louis era apenas o homem mais sedutor e traiçoeiro que eu havia conhecido?" (página 141)

 Da autora, eu já havia lido e amado "A manina da ninfa", um dos contos de Love is in the air, então, minhas expectativas estavam elevadíssimas para "Carmim", e expectativas altas demais sempre trazem riscos. O conto "A mania da ninfa" continua sendo meu favorito da autora, a escrita dela em "Carmim" é fluida, mas não tão fluida quanto no conto. A narração é feita em primeira pessoa pelos dois protagonistas. Temos algumas passagens de tempo no início do livro que me deixaram um pouco confusa, pois enquanto Louis perde o avô, anos antes vemos como Carmen perdeu a mãe e como decidiu se mudar, e eu demorei um pouco para entender a linha de tempo da história.

"- Hein?
 - Já foi preso?
 - Não! - respondi, sorrindo.
 - Trafica drogas?
 - Não, né?
 - Já estuprou, matou, roubou...?
 - Do que você está falando? - eu continuava sorrindo de puro estranhamento.
 - Sim ou não?
 - Claro que não!
 - Ok! Só preciso saber de mais  uma coisa.
 - Fala!
 - Tem alergia  à pelo de gato?
 - Não.
 - Ótimo! Então, já tenho um lugar para você ficar." (página 89, critérios que a Carmen usou pra saber se convidava ou não o Louis para ficar na casa dela quando ele não encontrou vaga no hotel.)

 A trama é bem focado no Louis e na Carmen, os personagens secundários servem apenas como apoio. Eu gostei da Carmen, uma mulher decidida e independente, mas não concordo com a atitude dela de adiar tanto a busca pela família, numa era em que vivemos cercados de tecnologia e em que as respostas que ela procurava poderiam ter sido encontradas muito antes. Mas esse é o meu jeito de pensar, meu jeito de não querer deixar para depois. O Louis tem um perfil bem típico do esteriótipo de italiano, é emotivo, intenso, ele mostra as suas emoções, ele chora, ele se joga de cabeça.

  A autora traz uma questão polêmica que nos faz refletir sobre ligações de parentesco e se é o sangue ou a convivência que determina o que é ou não uma família. Eu confesso que esperava um final um pouco diferente, com alguma revelação que mudasse tudo, mas a autora não optou pelo caminho mais fácil, que poderia ser clichê mas evitaria polêmica, e fez com que seus personagens fossem corajosos e assumissem as consequências de seus atos.

 "Se eu contasse a verdade, ela me deixaria. Se eu deixasse o barco correr até que ela descobrisse por si mesma, ela me deixaria. A terceira opção seria eu terminar tudo e deixá-la. Não conseguia decidir qual dessas seria a melhor, pois todas me deixavam nauseado. Eu a amava demais! Com tanta força que, às vezes, imaginava todo esse amor rompendo meu peito e me matando da mais pura felicidade. Precisava encontrar uma solução. E precisava encontrar rápido!
[...] Era como se eu tivesse engolido uma bomba e fosse obrigado a me movimentar como extremo cuidado. Qualquer passo em falso e "Buuumm!" Louis já era!" (página 162)

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 A edição da Ler tem uma capa bonita, páginas amareladas, uma diagramação com letras, espaçamento e margens de bom tamanho, além de detalhes no início de cada capítulo. Encontrei alguns erros de revisão. Enfim, "Carmim" é um romance adulto, que traz um tema polêmico e cenas bem quentes. Não é um livro longo, e pode ser lido rapidamente. Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Ah, se você gostou de "Carmim", talvez possa gostar também de "Meu maior presente" da Mila Wander, ou vice-versa.
 Detalhes: 240 páginas, ISBN-13: 9788568925485, Skoob. Onde comprar online: loja da editora.

Até o próximo post!
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RESENHA: Se eu Morrer Antes de Você, de Allison Brennan

Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês mais uma resenha. Desta vez do livro Se eu Morrer Antes de Você, da autora Allison Brennan, da qual não esperava gostar e me envolver tanto com esta estória, que inclusive mexeu com meu psicológico. Venham conferir  minha opinião completa sobre esta obra.

Foto: Skoob
Título: Se eu Morrer Antes de Você
Autora: Allison Brennan
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2011
Páginas: 480
Gênero: Romance Policial / Literatura Estrangeira

SINOPSE
Seis anos atrás, Lucy Kincaid foi atacada e quase morta por um predador que conheceu online. Ela sobreviveu. Seu agressor não. Agora o objetivo de Lucy é juntar-se ao FBI e lutar contra o cyber-crime, mas nesse meio tempo, ela é voluntária em um grupo de direitos das vítimas, navegando na internet disfarçada para enganar e atrair agressores sexuais para as mãos da lei. Mas quando os predadores que ela caça começam a aparecer como vítimas de assassinatos, o FBI tem todo um novo interesse por Lucy. Com seu futuro e possivelmente até sua liberdade em perigo, Lucy descobre que ela é um peão na história de alguém para obter justiça. Ela junta suas forças com o especialista em segurança Sean Rogan e, juntos, eles traçam seu caminho desde salas de chat online até as ruas de Washington, DC. Mas outra pessoa está seguindo-os: um perseguidor tem os olhos em Lucy. O úncio jeito de ela escapar de sua brutalidade pode ser outra luta até a morte. (Skoob)


Deparei-me com este livro no ano passado, quando estava procurando obras que abordassem um tema forte e dramático. Ao ler o título, já me peguei bastante entusiasmada, e apesar de não ter visto muitos leitores dialogarem sobre esta estória, lendo as opiniões de algumas pessoas e blogueiros no Skoob, percebi que eram bastante positivas, e resolvi dar uma chance. E posso afirmar com toda certeza que me arrependo é de não ter lido antes.   

_Você a admira.

_Pode apostar que sim_ Abigail piscou._ Depois de tudo pela que ela passou, ela tocou a vida. Só porque uma mulher foi estuprada não significa que tenha que carregar esse estigma pelo resto da vida, que isto tenha de limitar as suas opções. (pag.42)


Este livro narra a estória de Lucy Kincaida, que aos 19 anos foi sequestrada, abusada sexualmente, psicologicamente, e fisicamente, por um psicopata maníaco, que sentia prazer em cometer este tipo de atos horrendos.  No entanto, após passar por este momento infeliz, isto não a fez abater pela situação, muito pelo contrário, a tornou uma mulher forte, decidida, que almeja por justiça. Não só para si, mas por todas as mulheres vítimas desse abuso e violência. Porém a obra vai, além disto e mostra como este tipo de crime é desenvolvido em rede, e como estes homens agem, ou pensam, e como marcam a vida das suas vítimas, as fazendo cometer atos impensáveis. O livro é narrado em terceira pessoa, e mostra vários ângulos de duas tramas cheias de suspense que estão correlacionadas, intercalando entre o passado, para que possamos compreender o presente, e nos proporcionar entrar nos pensamentos do criminoso, que mexe de forma profunda com nossos pensamentos e sentimentos, a cerca do que é descrito. E desta forma vamos nos envolvendo diretamente com esta investigação, tentando compreender, e descobrir o porque, ou quem esta por trás dos desses eventos.


Era fácil dizer eu te perdoo, mas era muito mais difícil sentir isso. Rezou para que o tempo ajudasse. (pag.122)


Quando comecei esta leitura, me deparei com uma enxurrada de informações, desde a forma como a personagem Lucy estava levando sua vida pessoal, considerando seu passado, intercalando com as investigações que estavam sendo ocorridas pelo FBI, e como ela estava relacionada indiretamente, pelo menos a principio, por ela trabalhar como voluntária na PMC. Esta é uma instituição que através da internet, especificamente pelas redes sociais, tende a encontrar criminosos agressores sexuais. Admito que neste começo fiquei um pouco perdida, pois tinham palavras das quais eles se referiam que dentro do meu contexto eu não consegui compreender, até mesmo referente as siglas policiais. Porém no decorrer da estória quando as peças do quebra cabeça começaram a se encaixar, e tomei consciência da proporção da situação, a leitura ficou totalmente eletrizante, eu só queria saber qual séria o desfecho, e me surpreendi completamente com a conclusão.

_Certo, mas eu não estava me referindo ao PMC. Eu estava falando sobre nós. Sobre mim. Você. Isto_ ele a beijou.
            Ela lambeu o lábio, depois o beijou com firmeza, mostrando que ela estava muito bem em relação aquilo.

_As ações dizem mais do que as palavras. (pag.228)


Como deu para perceber, a obra trata de assuntos bastante delicados como sequestro, tortura, abuso sexual, psicológico, físico (como citado acima), estupro, violência, pornografia, psicopatia, e investigação policial. Claro, que tudo isto englobado em um contexto americano, mas de maneira nua e crua, e isto foi o que mais gostei. Outro ponto que me chamou muito a atenção foi a relação com a psicologia, e como esta ciência tem ajudado a compreender melhor a personalidade, e o perfil dos criminosos, e a existência de uma psicopatia, ou doença mental, e é abordada claramente a forma como o contexto em que a pessoa está inserida, pode ser propicia a desencadear este tipo de comportamento, e pensamento distorcido, que não condiz com a nossa realidade. Como estudante de psicologia foi possível tirar um ótimo proveito da estória para poder aprender um pouco mais sobre esta atuação.

Tudo o que nos acontece faz parte da gente. As coisas boas e as ruins. Tudo molda nosso futuro, nosso destino. (pag.244)




Contudo, não fique pensamento que a trama foca apenas nestes pontos dramáticos, muito pelo contrário, teve um romance de fazer inveja na mulherada, pois admito que este personagem masculino tem bastante carisma, já que é companheiro, atencioso, compreensivo, romântico, e sabe conquistar uma mulher. Acredito que este relacionamento deu uma equilibrada em toda a estória, fugindo dos momentos tensos, para ocasiões leves, e cativantes, que me arrancou leves suspiros. Os familiares de Lucy, principalmente seus irmãos, a amam, e isto é demonstrado o tempo todo na estória, a forma como fizeram tudo e fazem do possível ao impossível para protege-la, no entanto sempre a apoiando, e dando força para que ela consiga conquistar o que deseja. 

(...) Mas sabe o que nos coloca em perigo?
_ O que?

_As mentiras. A falta de informação. As boas intenções. (...) (pag. 248) 



Queria morrer, ali, naquele instante, por que alguns destinos eram piores que a morte. Algumas coisas jamais deveriam ser vivenciadas duas vezes. Algumas coisas não deveriam ser vivenciadas nem uma vez sequer. (pag.400)

Lendo esse livro, percebi o quanto gosto deste gênero literário, e por isto pretendo ler com mais frequência, acredito que desta forma irei me familiarizar com este contexto e linguajar. Recomendo a obra para todos que gostam deste tipo de estória, ou que tem interesse de ler, mas não sabe por onde começar, acredito que o livro Se eu Morrer Antes de Você, é uma ótima dica. Fiquei muito chateada com um ponto, que foi a revisão muito mal feita da editora, mesmo o livro tento sua publicação no ano de 2011, ainda sim não justifica, pois eram muitas as palavras sem espaço, ou com erro ortográfico visível. E acreditem que não sou de reparar nessas coisas. E fiquem ligados, que logo irei trazer a resenha do livro Beije-me Antes de Morrer, que é a continuação desta obra maravilhosa. Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por esta leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post


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Resenha: livro "Entre quatro paredes", B. A. Paris

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Entre quatro paredes", escrito pela B. A. Paris e publicado no Brasil em 2017 pela Editora Record.

Resenha: livro "Entre quatro paredes", B. A. Paris

 "Esther não sorri, por isso acho que ela está com um pé atrás. Mas não a culpo. Desde que se juntou ao nosso círculo de amizades um mês atrás, tenho certeza de que já disseram a ela inúmeras vezes que Grace Angel, esposa do brilhante advogado Jack Angel, é o exemplo perfeito de uma mulher que tem tudo: a casa perfeita, o marido perfeito, a vida perfeita. Se eu fosse Esther, também desconfiaria de mim." (página 08)

 A história é narrada por Grace, com capítulos intercalados entre o passado e o presente. Ela é uma mulher de trinta e dois anos, casada com Jack, um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência. Nos jantares com os amigos, Grace e Jack parecem ser um casal perfeito, ela é a dona de casa impecável, cozinha esplendidamente bem, a casa dos dois é perfeita. Nem o fato de Grace ter uma irmã mais nova com Síndrome de Down abala a perfeição do casal, pois, antes do casamento, já ficou acordado que Millie iria morar com os dois assim que completasse dezoito anos e saísse do colégio interno onde estudava.

 "Não estou agitada por Jack ter saído, como costumo ficar, porque hoje estou alimentada. Certa vez, ele só voltou depois de três dias, quando eu estava prestes a comer o sabonete do banheiro." (página 84)

 Mas, entre quatro paredes, a vida de Grace é muito diferente do que parece, e tudo o que ela mais quer é que alguém desconfie do excesso de perfeição que é a sua vida, que alguém questione as grades na janela da casa ou o fato de Grace não ter celular nem um e-mail próprio e o motivo de ela não atender quando o telefone e a campainha de casa tocam, além das diversas desculpas que inventa para não comparecer em eventos.

 "Jack insistiu em escolher a casa sozinho, dizendo que era o meu presente de casamento, por isso a vi pela primeira vez quando voltamos da nossa lua de mel. Apesar de ele sempre dizer que era perfeita para nós, não entendi o que isso queria dizer até finalmente conhecê-la. " (página 08, eu não gostaria que a casa onde vou morar pelo resto da vida fosse escolhida por outra pessoa.)

 "Entre quatro paredes" foi um livro que me chocou muito. Eu esperava uma história sobre um relacionamento abusivo, mas o que encontrei foi muito além disso. É desesperador imaginar que podemos estar convivendo com uma pessoa que passa pelas mesmas situações que Grace e nem desconfiamos, não notamos que essa pessoa precisa de ajuda.

 "Onde estava o perfeito cavalheiro que eu tinha conhecido? Tudo não passava de uma fachada? Ele havia escondido sua verdadeira personalidade com um manto de genialidade e bom humor para me impressionar?" (página 78)

 Grace achava que estava vivendo um sonho, que tinha encontrado seu príncipe encantado quando conheceu Jack, um homem lindo, e que se interessou por ela mesmo ela sendo "comum" e tendo uma irmã com Síndrome de Down de quem cuidar. O casamento com Jack aconteceu com pouquíssimos meses de namoro, e aí o inferno começou, e poderia se tornar ainda pior se Grace não conseguisse escapar, mas ela já tinha feito tantas tentativas... Durante a leitura, eu não sabia se ela conseguiria. Jack conseguiu fazer com que ninguém acreditasse em Grace, para isolá-la, algo típico de um relacionamento abusivo, e quantas vezes nós acabamos nos comportando como aquelas pessoas que não acreditavam em Grace? Quantas vezes, mesmo sem sermos médicos ou convivermos com uma pessoa, acreditamos que ela é louca, desequilibrada, especialmente se for mulher?


 "Ele afastou as únicas pessoas que poderiam tentar me ajudar.
 [...] Eu mal comecei a entender o que Jack sabe desde o início: o medo é o melhor freio de todos." (página 90)

 Assim como algumas pessoas acreditavam que Millie era muito mais limitada por causa da Síndrome de Down do que ela realmente era. E a Millie foi uma das personagens que mais gostei nesse livro.

 "Percebo, outra vez, o quanto a minha situação é irremediável. Estou ficando desesperada porque ninguém questiona a perfeição absoluta das nossas vidas." (página 111)

 "Entre quatro paredes" é um livro eletrizante e perturbador que eu recomendo muito. É impossível lê-lo sem se compadecer com o sofrimento extremo por qual Grace passa. Só dei quatro estrelas e meia ao invés de cinco em minha avaliação pelo desejo de mais algumas páginas depois de tanto sofrimento. Imaginar o desfecho de um determinado personagem pode ser assustador, mas não mais assustador do que os atos e as intenções desse personagem. Têm algumas coisas que não conseguimos prever nem evitar, mas se essa leitura traz alguma lição, acredito que é o aviso para desconfiarmo de tudo o que parecer muito perfeito, tudo o que parecer bom demais, para analisarmos sim as entrelinhas e as ações das pessoas e, quem sabe, percebermos suas más intenções ou pedidos ocultos de socorro. Um conselho meu, seria o de observar por, pelo menos, um ano o comportamento da pessoa com quem você pretende se casar, observar como ele é em cada uma das quatro estações, em cada feriado.

 "Para meu horror, começo a chorar.
 Diante do silêncio causado pela surpresa, choro ainda mais com a certeza de que Jack vai me punir pela falta de autocontrole. Desesperada, tento conter as lágrimas, mas é impossível. Muito constrangida, tento contar as lágrimas, mas é impossível. Muito constrangida, me levanto da mesa, ciente de que Diane está perto de mim, tentando me consolar. Mas é Jack quem me puxa para seus braços - é claro que ele agiria assim - e me abraça forte, aninhando minha cabeça em seu ombro, murmurando palavras tranquilas de conforto, e choro ainda mais, pensando em como minha vida poderia ter sido, em como achei que seria. Pela primeira vez tenho vontade de desistir, de morrer, pois tudo parece demais para suportar e não há saída." (página 159)

Resenha: livro "Entre quatro paredes", B. A. Paris
Resenha: livro "Entre quatro paredes", B. A. Paris
Resenha: livro "Entre quatro paredes", B. A. Paris

 A edição da Record traz uma capa que eu achei bonita, com um detalhe vermelho em alto-relevo na maçaneta e na contracapa. As páginas são amareladas, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

 Detalhes: 266 páginas, ISBN-13: 9788501109606, Skoobleia um trecho. Onde comprar online: SubmarinoAmericanas.

 Por hoje é só, me contem: gostaram da resenha? Já conheciam o livro ou a autora?

Até o próximo post!
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Resenha: livro "Norma", Sofi Oksanen

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Norma", escrito pela finlandesa Sofi Oksanen e publicado no Brasil em 2017 pela Editora Record.

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 "As pessoas sempre reagiam a mortes violentas da mesma forma, com hipocrisia e curiosidade." (página 18)

 Norma Ross era uma mulher de trinta anos que vivia com a mãe, Anita, em Helsinque, na Finlândia. As duas escondiam um segredo: o cabelo de Norma crescia de forma absurda, quase um metro por dia, e para evitar que Norma fosse observada como uma aberração, elas não contavam isso para ninguém. Até que Anita supostamente se suicidou, se jogando nos trilhos do metrô.

 "Norma acendeu um cigarro e pensou. Apenas algumas horas antes de pegar o voo para a Tailândia, sua mãe estava marcando clientes na agenda. Por que ela faria isso se estava planejando acabar com a vida? (página 55)

 Anita trabalhava há pouco tempo no salão de Marion, onde o cabelo ucraniano, fornecido por Anita, era a sensação do momento. Havia filas para conseguir apliques de cabelo ucraniano, pois os fios eram maravilhosos. Com a morte de Anita, Marion estava sendo pressionada por seu irmão, Alvar, por seu pai, Lambert, e pela madrasta, Alla, que também eram donos do salão, para descobrir quem fornecia o cabelo ucraniano para Anita e continuar oferecendo os apliques aos clientes. Além disso, família de Marion tinha clínicas de fertilidade, que ofereciam barrigas de aluguel para pessoas que não poderiam gerar e gestar os próprios filhos. Esses negócios tinham suas partes ilegais.

 Como vocês já devem supor, o tal do cabelo ucraniano não tinha nada a ver com a Ucrânia, e vinha da cabeça da própria Norma. Agora, ela estava sozinha com o seu segredo, tentando descobrir o que teria levado a mãe a querer se matar sendo que Anita sabia o quanto a filha precisava dela. Talvez Norma encontrasse respostas no salão de Marion, mas isso a colocaria ainda mais sob a pressão de Lambert. Será que o segredo de Norma seria descoberto?

 Sofi Oksanen faz uso de muito suspense e de realismo mágico nessa obra. A narração é feita em terceira pessoa, focando em vários personagens, e temos algumas partes em primeira pessoa com relatos de Anita. É um daqueles livros que temos que ler com muita atenção, pois num piscar de olhos podemos perder alguma peça do complicadíssimo quebra-cabeças que é a história da família de Anita, com sua amizade com Helena, a mãe louca de Marion e Alvar.

 É uma história que vai crescendo, nos envolvendo pouco a pouco. Junto com Norma, tentamos desvendar as motivações de Anita e a complicada relação da família de Marion. É chocante ver como não há amor nenhum entre Marion, Alvar, Lambert e Alla. Tudo se resume à sucesso, poder, dinheiro, e se alguém atravessar o caminho, pode ser eliminado sem dó, inclusive os membros da própria família. E mesmo assim, Anita se aproximou novamente deles. Por quê motivo ela fez isso? Talvez na tentativa de poder ajudar a filha de alguma forma, talvez por culpa, mas essa busca acabou cobrando um preço muito alto de Anita.

 "Os homens ficaram com os lucros dos cachos das irmãs Sutherland, assim como dos de Elizabeth, e é por isso que estou chocada com tudo o que Marion me contou sobre a indústria de cabelo. As mulheres não evoluíram nem um pouco durante todo esse tempo. As irmãs Sutherland viviam numa época em que o campo de ação da mulher era limitado à casa, e, para ter sucesso, elas precisavam de homens trabalhando no ramo do entretenimento. Agora, as mulheres têm os mesmos direitos, as mesmas oportunidades, e, ainda assim, não ficamos com os lucros. Nós apenas oferecemos todo o material para muitos setores de cosméticos. Oferecemos mão de obra. Século após século, oferecemos nossos rostos, cabelos, úteros, seios, e ainda são os homens que embolsam o dinheiro que é ganho com tudo isso. Eles gerenciam, possuem ou comprar na mesma hora todos os negócios que fazem qualquer tipo de sucesso." (página 133)

 É revoltante perceber como a vaidade feminina escraviza as mulheres. O livro me fez pensar muito sobre essa indústria da beleza e espero que sirva como um alerta para outros leitores. Quem se preocupa com a origem dos cabelos naturais usados em apliques? São cabelos doados de boa vontade ou cabelos roubados de mulheres nas ruas, ou vendidos por preços irrisórios por famílias miseráveis? É esse o preço que nós, mulheres, queremos pagar pelo padrão de beleza absurdo imposto pela mídia? Queremos carregar na cabeça algo que foi fruto da miséria de alguém?

 A questão da barriga de aluguel também é chocante. Quando famosos têm filhos graças às barrigas de aluguéis, o interesse por essa forma de gestação sobe, o que dá espaço para FAZENDAS DE BEBÊS! Imaginem mulheres em países subdesenvolvidos que não encontram condições dignas de sobreviver, e recebem a oferta de gestar um bebê por nove meses em troca de uma oportunidade melhor. E, quantas vezes, no livro, essas mulheres são obrigadas a ser barriga de aluguel, tudo em nome do lucro para uma família como a de Lambert! E os pais que contratam os serviços de uma barriga de aluguel não se interessam por averiguar se aquela mulher africana, maquiada e arrumada que eles veem num vídeo, está mesmo ali por vontade própria; esses pais só querem saber da criança pela qual pagaram ao fim dos nove meses, enquanto há tantas crianças órfãs, abandonas, precisando de um lar e de amor. Que fique claro que eu não sou contra uma mulher oferecer o seu útero para gerar o filho de outra, o que revolta é ver até isso ser um comércio em condições desumanas.

 A autora traz alguns casos de mulheres que tinham cabelos que poderiam ser considerados tão únicos quanto os de Norma, como os das irmãs Sutherland e Elizabeth Siddal no século dezenove (vale pesquisar sobre suas histórias no Google). Mulheres que também tiveram sua "excentricidade" usada, o que Anita temia acontecer com a filha. E em meio a tantos segredos, numa linha tênue entre a realidade e a loucura, entre a liberdade ou o fim para Norma, a história vai crescendo de forma desesperadora. Aí vem o epílogo, que, apesar de ser crível, acabou me decepcionando um pouco depois de toda a tensão dos capítulos anteriores.

 "Depois que você nasceu, refleti sobre todos os remédios que tomei e sobre minha dieta durante a gravidez. Pensei que eu talvez tivesse ido parar em algum local onde mulheres grávidas não devem ir, quem sabe um local infectado por toxinas ambientais, ou comido cogumelos radioativos acidentalmente ou visitado fazendas que usavam DDT. Era completamente absurdo ter uma filha cujo cabelo cresce quase um metro por dia. Também não fazia o menos sentido pensar que se tratasse de um aspecto hereditário oculto ou de uma predisposição para crescimento de cabelo excepcional, mas a foto de Eva Naaka sugeria algo assim. Se o excesso de cabelo na foto era real, ela apresentava a mesma anomalia que você, e, nesse caso, pelo menos eu não teria feito nada que tivesse causado o seu problema." (página 64)

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Norma, Sofi Oksanen

 Achei a capa do livro bem bonita, obscura como a história (mas a da edição em inglês, aí ao lado, é linda também). As páginas são amareladas, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho e não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

 Detalhes: 322 páginas, ISBN-13: 9788501109613, Skoob, leia um trecho. Onde comprar online: compare preços, Submarino, Americanas. Recomendo a leitura da seguinte notícia, para entender um pouco mais sobre esse comércio de barrigas de aluguel: Mulher faz barriga de aluguel de gêmeos, mas descobre que um dos bebês é seu filho.

 Fica a sugestão de leitura para quem gosta de histórias com "suspense, realismo mágico, feminismo e crítica social", como é dito na contracapa. Tem muito disso em "Norma". Por hoje é só, me contem se já conheciam a autora, o livro e o que acharam da resenha.

Até o próximo post!

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Resenha: livro "O fantástico universo do ser humano", Carlos Holthausen

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar minha experiência de leitura com o livro "O fantástico universo do ser humano", escrito pelo Carlos Holthausen e publicado em 2017 pela Editora Autografia.

Resenha: livro "O fantástico universo do ser humano", Carlos Holthausen

 Carlos Holthausen é psicanalista e ensaísta, e nesse livro de não-ficção, fala sobre o ser humano em seis capítulos e um epílogo. O autor discorre sobre alguns temas interessantes, por exemplo, como o ser humano precisa do outro para validar sua existência. Exemplificando: meu nome é Maria, mas para que esse nome tenha alguma utilidade, é necessário que alguém reconheça que esse é o meu nome, que alguém me chame por esse nome. Holthausen fala também sobre como são as primeiras emoções, aquelas que temos logo ao nascer, como o primeiro contato com o seio materno, que começam a moldar o nosso conhecimento de mundo.

 "Eis o diagnóstico de quem é o recém-nascido! Carne viva, que, para transformar-se em ser humano, terá que ser constituída, como tal, pelo outro." (página 35)

 O autor nos convida a refletir sobre como o ambiente em que vivemos pode interferir nas nossas escolhas até mais do que a nossa vontade. Por exemplo, para quem seria mais fácil se tornar surfista: uma pessoa que mora perto de uma praia onde o esporte é praticado, ou uma pessoa que mora numa região onde ninguém pensa em surf?

 "Mas não custa afirmar que, quando olhamos para o lugar geográfico onde nascemos sempre ficamos com a nítida impressão de que, se tivéssemos nascido noutro sítio, a nossa vida possivelmente teria sido diferente. Não necessariamente melhor ou pior, mas diferente." (página 91)

livro O fantástico universo do ser humano, Carlos Holthausen (2)
livro O fantástico universo do ser humano, Carlos Holthausen (3)

 A edição da Autografia traz uma capa interessante, boa revisão, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho. É um livro curto, com cerca de 170 páginas, que pode ser uma leitura rápida. Apesar do uso de algumas situações ilustrativas e de uma linguagem não muito complexa, acredito que o conteúdo do livro possa ser mais facilmente compreendido por quem já tem algum conhecimento ou interesse por assuntos ligados à psicologia e goste de ler não-ficção, especialmente, ensaios.

 "Assim, nossos desejos dependem muito mais das oportunidades, oferecidas pelo habitat geopolítico, econômico e cultural em que nascemos e vivemos do que da nossa capacidade de tomar decisões, pautadas no suposto livre-arbítrio da razão." (página 114)

 Detalhes: 172 páginas, ISBN: 978-85-518-0195-6. Onde comprar online: loja da editora, Saraiva.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou o autor?

Até o próximo post!

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