Caixa de Correio: livros recebidos em outubro

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho mostrar para vocês os livros que recebi no último mês. Vocês podem apertar o play e conferir no vídeo, ou continuar lendo (no vídeo, mostro a sinopse de cada livro, mas vocês podem clicar no título dos livros para conferir a sinopse na Amazon, não coloquei todas no post para não ficar muito grande):



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"Tim, O Menino do Mundo de Lata" e "Papatiparapapá" são 2 livros infantis enviados por JackMichel, nome usado por duas irmãs escritoras. Elas enviaram 5 exemplares de cada um, e em breve vai ter sorteio deles para vocês, fiquem ligados no blog e nas redes sociais.

"Pôr do Sol No Central Park" é um romance da Sarah Morgan, enviado pela editora parceira Harlequin. O mocinho desse é irmão da protagonista de "Amor em Manhattan" e a mocinha é amiga dela. A Frankie tem uma personalidade bem peculiar...

 "Gaian" é o primeiro volume da série de fantasia "A Saga do Infinito" que recebi do autor Cláudio Manoel de Almeida, publicado pela Editora Novo Século.

 Chegaram alguns títulos do Grupo Companhia das Letras:

 "Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço" da Adriana Negreiros, Editora Objetiva, é sobre a mulher que dá título à obra, Maria Bonita, que formava um grupo de cangaceiros junto com Lampião.

 "Muito Além do Amor" é um romance (+18, eu acho) da Camila Moreira, Editora Paralela.

 "Uma Coisa Absolutamente Fantástica" é o livro de estreia do Hank Green (irmão do John Green),  lançado pela Editora Seguinte. Na história, estrangos robôs gigantes aparecem em várias partes do mundo.

 "A Missão Traiçoeira" é a continuação de "O Beijo traiçoeiro", uma fantasia da Erin Beaty também da Seguinte.

 "Graça e Fúria", é outra fantasia da Seguinte, a história da Tracy Banghart se passa num reino onde não há rainhas, mas "graças" que devem ser submissas, até que duas irmãs comecem a mudar isso.

 "O Homem de Areia" é um thriler de Lars Kepler da Editora Alfaguara, onde um rapaz que se acreditava ter sido morto por um serial killer aparece vivo.

 Vocês já leram ou querem ler algum deles?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "A Fênix de Fabergé", Sue Hecker e Casandra Gia

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A Fênix de Fabergé", escrito pelas autoras Sue Hecker e Casandra Gia, publicado em 2018 pela Editora Harlequin.

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 Na adolescência, Aleksei veio com o pai da Rússia para trabalhar num circo no Brasil, mas o dono do circo, Adrik, era um carrasco que só pensava no dinheiro e em humilhar seus funcionários. A estrutura do circo era precária e certo dia ocorreu um incêndio, que poderia ter sido minimizado se ao menos os extintores não estivessem vencidos. O dono do circo fugiu com a filha e o dinheiro, já Aleksei fez o que pôde para salvar o máximo de pessoas possível, porém, ficou preso nas chamas e teve queimaduras graves.

 Quase dez anos depois, Aleksei ainda passava por cirurgias reparadoras por causa das queimaduras. Ele recuperou sua saúde, cobriu parte das marcas com tatuagens e montou seu próprio circo, onde os artistas eram tratados com dignidade e segurança, e por anos planejou sua vingança, procurando por Adrik para que pudesse pagar pelas mortes e pelo que fez com os empregados que dependiam dele.

 Finalmente Aleksei encontrou-o em Manaus, onde a filha de Adrik, Kenya, de 20 anos, sustentava os dois com suas apresentações de contorcionismo. O plano de Aleksei era contratar Kenya para o circo, assim poderia ficar de olho em Adrik e encontrar uma forma de puni-lo. O que ele não esperava era se sentir atraído por Kenya, nem imaginava que ela era mais uma vítima da maldade do pai. Kenya não pôde frequentar a escola nem tinha amigos por estar sempre se mudando, mas acreditava que devia ser grata ao pai por ter cuidado dela sozinho. Trabalhar no circo de Aleksei faria com que Kenya percebesse que o pai não era tão digno de gratidão assim, que descobrisse coisas do passado e sentisse a mesma atração que Aleksei sentia por ela, mas e quando Kenya descobrisse que Aleksei só se aproximou por vingança?
 "— Quem fez isso com você?
 — Acho que me machuquei quando caí.
 Ouvi-la querer omitir a responsabilidade do seu pai me causa náuseas.
 — Essas marcas não são pancadas. São apertões.
 Ela não pode mentir, não para si mesma. Precisa falar em voz alta quem fez isso para começar a entender que está sofrendo abuso físico.
 — Seja lá quem foi o crápula que fez isso com você, serão tomadas providências pela direção do circo.
 — Não! – Segura minha mão e a tira de cima dos seus hematomas. — Meu pai deve ter marcado sem querer quando foi me ajudar a levantar. — Sua pele translúcida mostra as marcas vermelhas recentes, porém outras marcas menos aparentes provam que vêm sendo feitas com regularidade e há tempos.
 — Jeito gentil que ele tem de ajudar, não é mesmo? — Meus olhos vão para as outras marcas.
 — Não tem sido fácil para ele. É desgastante ele ter que vir para me treinar todos os dias e eu não render no ritmo que ele sabe que sou capaz. — Se você acha que a responsabilidade por isso é sua, você ainda não percebeu que está numa situação de abuso — dou de ombros — Não está mais aqui quem a questionou. Mas fica sabendo que, se precisar, não hesite em me chamar. Minha peruca vermelha com seu cabelo de fogo juntos são incandescentes, podendo causar um senhor estrago." (página 135)
 "A Fênix de Fabergé" foi menos sombrio do que eu esperava e, mesmo com pouco mais de 300 páginas, considero um livro curto e de leitura rápida.  Da Sue Hecker eu já tinha lido "Pertinácia", e dá pra notar sim uma pequena diferença na escrita de "A Fênix de Fabergé", que pode ou não ser por causa da Casandra Gia (confesso que fico curiosa imaginando o que foi ideia de cada uma, especificamente a quem devo agradecer pelo Bim Bom?). As duas autoras trabalharam bem em conjunto, conseguiram passar muitas informações sobre a cultura russa e sobre a vida no circo sem quebrar o tom do romance e da ficção.

 É repugnante a maldade de Adrik, especialmente como tratava a filha. Kenya foi isolada, manipulada psicologicamente para se submeter a ele. Num primeiro momento, estranhei o fato de ela não reconhecer as pessoas com quem conviveu no antigo circo, mas eu não sei se reconheceria pessoas que vi dez anos atrás ou quando criança, nem se conseguiria perceber que o homem com bandagens no rosto, o motoqueiro de capacete e o palhaço eram a mesma pessoa, no caso, Aleksei.
 "— Meu Deus, Aleksei! Nunca imaginei que era...
 — Eu? — Olho-a com a expressão do homem que me tornei. Abrindo meus braços, mostro para ela todas as marcas que esse dia deixou em mim.
 — Você parece outra pessoa!
 — Talvez porque aquele dia eu tenha me tornado quem eu sou hoje." (página 241)
 Das três formas que o protagonista se apresentava, a minha favorita foi o Bim Bom, gostei muito de vê-lo como um palhaço, levando alegria às pessoas. Não curti seu lado ciumento e possessivo, a Kenya também tem esse lado, mas essas características do casal não chegam a ser insuportáveis. Ao contrário de outros livros com a temática da vingança, em "A Fênix de Fabergé" os personagens não ficam enrolando para se render à paixão, eles se envolvem e a vingança de Aleksei fica em segundo plano, como algo que vai se concretizar no momento certo, como se ele soubesse que uma hora ou outra a verdadeira natureza de Adrik iria aparecer, bastava esperar.

 Me agradou o fato de a protagonista ser uma leitora voraz, que encontrou nos livros uma maneira de conhecer o que não podia viver na vida real, assim como a questão das cicatrizes de Aleksei serem apenas parte de quem ele se tornou e não algo que Kenya temesse. A primeira vez dos dois foi até realista, o que nem sempre acontece nos romances. Falando nisso, já fica o aviso de que as cenas de sexo são bem detalhadas. Outros pontos positivos foram a ambientação em cidades brasileiras, os personagens secundários interessantes (inclusive estou empolgada para ler "O Despertar da Baba Yaga", que contará a história de dois outros rapazes do circo e de Lara, que tem o dom de fazer profecias sobre o futuro) e o retrato vívido da vida dos artistas de circo, a rotina, os treinamentos, o que os motiva...
 "Essa mulher me leva à beira do precipício e, o pior, me deixa louco para querer voar sem asas.
 Fazer Kenya confiar em mim é tudo que preciso. Sei que já não conseguirei mais seguir em frente sem tê-la ao meu lado. Toda a raiva que senti ao longo destes anos se transformou numa preocupação extrema no sentido de protegê-la. Não que tenha desistido de meus planos, mas meu instinto superprotetor com relação a ela é intenso e muito maior que qualquer desejo de vingança." (página 197)

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  Eu gostei muita da capa, cheia de elementos importantes para a história. As páginas são amareladas, há pouquíssimos erros de revisão, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho, além de detalhes no início de cada capítulo. Fica minha recomendação de um romance nacional que pode mostrar ao leitor um pouco da cultura da Rússia e do encanto do circo. Me contem: já leram alguma história com personagens circenses?

 Detalhes: 320 páginas, ISBN-13: 9788595083530, Skoob. Clique e compre online na Amazon:

Até o próximo post!

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O que a TAG Curadoria enviou em outubro

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho mostrar o que o clube de assinaturas TAG Experiências Literárias enviou no kit de outubro. Vocês podem apertar o play e conferir o vídeo de unboxing (são só 5 minutinhos) ou continuar lendo:



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 O livro do mês foi "O deserto dos tártaros", do autor italiano Dino Buzzati, indicado pelo curador Alejandro Zambra. A edição, exclusiva para os assinantes da TAG (você não encontra ela em livrarias) tem capa dura e veio com o marcador de páginas. Como brinde, os assinantes receberam 2 capas de almofadas com estampa literária.

 Sobre a história: Em "O deserto dos tártaros", o jovem tenente Giovanni Drogo recebe com alegria uma missão no forte Bastiani — para ele, a primeira etapa de uma carreira gloriosa. Embora não pretendesse ficar por muito tempo, o oficial de repente se dá conta de que os anos se passaram enquanto, quase sem perceber, ele e seus companheiros alimentam a expectativa de uma invasão estrangeira. A espera pelo inimigo transforma-se na espera por uma razão de viver, na renúncia da juventude e na mistura de fantasia e realidade. Publicado originalmente em 1940, "O deserto dos tártaros" marcou a consagração de Dino Buzzati entre os grandes escritores italianos e foi eleito pela crítica especializada um dos melhores livros do século XX.

 E esse foi o último kit que recebi como assinante da TAG, pois cancelei minha assinatura. Não cancelei por não gostar dos livros enviados, muito pelo contrário, eu acho sensacional o trabalho que a TAG faz na escolha de obras que estão esgotadas nas livrarias ou que são de autores (principalmente mulheres) de países que não são tão traduzidos para o Brasil pelas grandes editoras, como o Sudão, Irã ou Nigéria. Decidi não são ser mais assinante por não estar conseguindo encaixar os livros enviados na minha lista de leituras; dos mais de 12 livros que já recebi, li apenas 1, e não via sentido em continuar aumentando a minha pilha de não lidos a cada mês.

 Mas quem sabe futuramente eu volte a assinar?! E continuo recomendando a TAG, pois entre todos os clubes de assinaturas literários que conheço, é a que tem um valor mais em conta (o Turista Literário é lindo, mas o preço é muito maior; o Skoob é legal, mas envia livros que podemos comprar por valores bem menores nas lojas, o visual das obras do Clube de livros Intrínsecos não me agrada...).

 E por hoje é só, espero que tenham gostado de conhecer um pouco sobre o livro "O deserto dos tártaros" de Dino Buzzati.

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Aquela moça", Francine S. C. Camargo

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Aquela moça", escrito pela Francine S. C. Camargo e publicado em 2018 pela Editora Penalux.

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 A obra é composta por trinta e seis contos mais a apresentação. Os contos são bem curtinhos, com menos de cinco páginas, e alguns tem até uma carinha de crônica. Comentarei sobre alguns dos que mais gostei.

 "A primeira" traz uma garota que fica menstruada pela primeira vez, num dia de sábado, onde só queria brincar e não ter que pensar sobre o que aquela mudança significaria. Encontrei poucas vezes nas minhas leituras uma história que abordasse a temática da menstruação.

 "Como se conta algo assim? É que estava confusa e queria discorrer sobre a fugacidade da infância? É que a vida passava apressada e ela não queria se ocupar de crescer? É que as bonecas eram seu delírio de menina e não estava vestida para sair do faz-de-conta? (página 34)

 "Depressão, terapia e alguns lenços" retrata muito bem o que sente um depressivo e o longo caminho até aceitar/acertar  o tratamento.

 "Tristeza assim, meio sem causa, sem meio, sem fim. Ausência de aspirações. Satisfação zero. Sono, sono, sono ou um querer ficar ali deitada, sem uso. Um não querer ir. Sair de casa? O mínimo necessário para as notas não despencarem. Apetite? Não. Estudo? Várias tentativas, mas a cabeça vai para além e não volta mais." (página 39)

 "Quem fecha os olhos, consegue acobertar incêndios por algum tempo. Mas alguns lenços jamais enxugarão grandes inundações." (página 42)

 "Eu em mim" é sobre um momento de reflexão em frente ao espelho, onde perguntas desvendam qual o rumo e a motivação do personagem para a vida.

 "- Minhas mãos estão estendidas para ajudar alguém. Não sei se a mim mesma ou ao peregrino que julgue indispensável passar por mim.
 E assim planejo colher sorrisos, meus e de quem quiser ser amparado; a intenção é conhecer quem eu já conhecia e quem jamais pude interpretar, transformar a mim e a esse, por meio das canções... dos livros... das minhas mãos." (página 66)

 "Crônica para um certo Hamlet" mostra uma paixão adolescente, aquela fascinação por outra pessoa, a citação abaixo explica melhor:

 "E essa é só mais uma história de menina que se apaixona pelo professor ou amor platônico da juventude, ou tão somente um desses sentimentos necessários de via única, que gotejam em corações despreparados, nutrem e dilaceram na mesma medida, mas que não têm final feliz, nem infeliz, porque simplesmente não começam. Desses sentimentos que colorem, apesar do drama, e tornam a idade dos 15 anos uma fase catastrófica, visto existirem tantas tonalidades querendo aflorar, sem conseguirem." (página 68)

 "Ele e ela" é a realidade da rotina de alguns casamentos, com cada um ocupado com as suas próprias coisas; nem sempre se consegue a atenção do parceiro, mas volta e meia o companheirismo na relação aparece.

 "Assim avançava o diálogo das duas almas diariamente. Ele à esquerda, ela à direita. Ele, ao banho, ela com a pasta de dente. À mesa, ela café, ele leite. No carro, ele notícia, ela música. Ele dia, ela noite." (página 86)

 "Cobertoooooor" é protagonizado por duas amigas que estão no segundo ano da faculdade de medicina. Cansadas de teoria, resolvem ir para a prática e passam a fazer estágio num pronto-socorro, cheias de vontade de ajudar. E aprenderão que muitas vezes o trabalho não está ligado a cortar e costurar alguém, mas a providenciar coisas simples que os pacientes necessitam.

 "Uma amiga quase médica" continua nessa área que a Francine conhece bem (a autora é pediatra). A narradora vai à casa da amiga que está cursando medicina e fica curiosa para ver o que ela anda aprendendo. O trabalho da amiga, fotos de pedaços do corpo, não causa grande impressão num primeiro momento, mas na volta para casa é que essa impressão vem, e forte! Em "Pesadelo", o personagem tem sonhos onde é perseguido por uma figura horrenda. A tensão é presente nesses dois contos, especialmente "Pesadelo" até me lembrou da escrita do Edgar Allan Poe em alguns contos dele que li, e eu confesso que adoraria ler mais histórias sombrias da Francine, acho que ela leva jeito para isso.

 "Claro que  é um sonho. Se não fosse, escutaria o telefone tocar, pois os amigos mais próximos com certeza me procurariam para saber a quantas anda minha consciência da realidade, talvez com alguma indicação de psiquiatra para seguir ou sugestão de final de semana em spa para espairecer (e depois, quem sabe, repensar os livros que ando lendo)." (página 70)

 E temos contos sobre animais. "Quem dera ser um peixe" retrata as espécies que convivem em um aquário, com suas vidas breves. Em "Velha Amiga", o narrador volta para casa e sente falta se sua companheira estimada, uma cachorra.

 "Aquela moça" foi o segundo livro que li da autora, o primeiro foi "Mãos Livres", também de contos (e que continua sendo o meu favorito da Francine). E assim como no outro livro, "Aquela moça" me encantou com o potencial que a Francine tem de escrever histórias curtas, mas com as quais o leitor se identifica muito. É incrível ler cada texto e se ver ali, naquelas palavras. Outros contos têm o poder de nos transportar, seja para dentro de um aquário, seja para um hospital com jovens estudantes cheios de vontade de ajudar.

 Achei muito bacana isso de a Francine escrever algumas histórias sobre a área médica, mas também temos contos sobre conviver com crianças e as pérolas que elas dizem e contos sobre os sentimentos, sobre se encontrar no mundo, sobre a vida.

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 Acho que esse foi o primeiro livro da Penalux que tive em mãos e achei a capa bem bonita, não encontrei erros de revisão, as páginas são amareladas, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 Fica a recomendação para quem procura um livro de contos curtos e rápidos de se ler, mas que, com certeza, trará ao leitor aquela sensação de se ver naquelas palavras.

 Detalhes: 126 páginas, Skoob. Acompanhe a autora: blog, Twitter, Facebook. Clique para comprar na Amazon:


Até o próximo post!

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Resenha: livro "Provocante", Madeline Hunter

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Provocante", escrito pela Madeline Hunter e publicado em 2014 pela Editora Leya. Quando vi o e-book disponível no Kindle Unlimited (por R$19,90 por mês, você pode ler quantos e-books do catálogo conseguir), corri para baixar e ler, pois amo romances de época.

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 A história nos apresenta Verity Thompson, filha de um homem rico e dono de uma fábrica. Após a morte do pai, o primo de Verity lhe chantageou para que se casasse com um conde, na intenção de se aproximar da sociedade aristocrática e de afastar Verity e o futuro marido do negócio, assim o primo poderia tomar conta de tudo, já que um aristocrata provavelmente só se interessaria pelo dinheiro e não interferiria nos negócios.

 O nobre em questão era Grayson, o conde de Hawkeswell, dono de um gênio forte e com dívidas o suficiente para o dote da noiva superasse a falta de uma origem nobre.

 Vendo que o primo não parecia estar respeitando as mínimas exigências que fez para se casar (não prejudicar uma senhora e o filho, que eram muito queridos para Verity), ela decidiu fugir no dia do casamento, dando a entender que teria morrido no rio. Seu plano era voltar quando atingisse a maioridade, quando o primo não poderia mais mandar nela, conseguir a anulação do casamento e administrar a fábrica, como era o desejo do pai.

 Verity encontrou refúgio na casa de uma viúva, onde passou a trabalhar com outras mulheres num negócio chamado As Flores Mais Raras, que fornecia flores para a decoração de festas, e lá ficou escondida por dois anos.

 Mas, certo dia, Lorde Hawkeswell foi com um amigo à propriedade As Flores Mais Raras, já que o amigo havia se casado com uma das sócias do negócio, e encontrou Verity. Ao contrário do que a jovem imaginava, ela não foi considerada morta, apenas desaparecida, e com isso o conde não recebeu o dote e continuava numa situação financeira complicada, não estando interessado em anular o casamento, além de furioso por ter sido enganado.

 A história se desenrolará com Verity descobrindo tudo o que aconteceu enquanto esteve escondida e tentando convencer Lorde Hawkeswell a anular o casamento em troca de uma compensação financeira, mas vendo seus planos irem por água abaixo quando o conde se mostra interessado em consumar o casamento.
 "Ela não tinha se dado conta que o amor, assim que ganhava raízes, podia crescer e se propagar, mesmo depois de a pessoa achar que ele já a preenchia. Mas era isso que estava acontecendo, enquanto estavam sentados à frente da lareira. Sentia o seu amor se aprofundar e ramificar-se e isso a comoveu profundamente." (trecho do último capitulo)
 O que mais gosto em romances de época é ver o amor florescendo e sendo demonstrado em palavras e gestos, numa época em que havia uma série de regras para se aproximar do sexo oposto. Porém, "Provocante" não me agradou totalmente. O principal motivo foi o fato de os personagens terem demorado tanto para se acertarem, o amor entre eles só apareceu, só floresceu no último capítulo, e o livro tem 400 páginas!

 A história ficou cansativa, com Verity usando o corpo como moeda de troca para que Grayson lhe ajudasse a descobrir o que tinha acontecido com as pessoas que ela amava e lhe permitisse voltar à fábrica e à casa em que viveu boa parte da vida. O casal é de classes sociais diferentes, e demora para Grayson entender que ser uma condessa não importa nem um pouco para Verity. Ele, pelo seu modo de agir, não é um mocinho pelo qual torcemos ou amamos.
 "– Presumo que vá fazer uma visita ao administrador dos meus bens, Sr. Thornapple.
 – Sim. Existem papéis para assinar.
 – Devo acompanhá-lo?
 – Não será necessário.
 É claro que não. Ela já não tinha qualquer voto no uso que seria dado a sua herança. Aos olhos da lei, ela deixara de existir. A carta do Sr. Thornapple praticamente dissera o mesmo de modo inequívoco.  A partir de agora, seu marido receberia o rendimento proveniente do negócio, juntamente ao que tivesse acumulado no fundo fiduciário onde esse dinheiro havia sido colocado desde a morte do pai. Aquele fundo fiduciário se extinguira com o casamento e iria tudo diretamente para o marido, sem qualquer desvio."
 Há alguns mistérios na história relacionados ao desaparecimento de funcionários das fábricas da região, conflitos entre nobreza e burguesia, e apesar de eu não ter gostado da condução do romance por achar que os personagens poderiam ter lidado de outra forma com seus problemas, decidi resenhar o livro por ele retratar bem esse período histórico, onde o casamento tornava uma mulher submissa ao marido perante a lei.

 Esse foi o meu 2° contato com a escrita da autora (o outro foi em "Jogos de prazer") e reforçou a minha impressão de que os romances de época da Madeline Hunter não são muito românticos, fica a dica para quem prefere romances assim. Esse é o 2° volume da série "As Flores Mais Raras", sendo que cada livro conta a história de uma das amigas que a Verity fez na casa onde se refugiou, os 2 primeiros livros estão disponíveis no Kindle Unlimited, a Leya não publicou os demais, mas acredito ser possível encontrá-los em edições de Portugal. Sobre a edição: o título original, "Provocative in Pearls", em tradução, seria algo como "Provocante em pérolas", que tem a ver com a história. Não me lembro de ter encontrado erros de revisão no e-book, e achei a capa bonita. Me contem: já conheciam "Provocante" ou já leram algo da Madeline Hunter?

 Detalhes: 400 páginas, ISBN-13: 9788544100400, Skoob. Clique para assinar o Kindle Unlimited. Clique para comprar na Amazon:


Até o próximo post!

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O que eu li em outubro

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho trazer um resuminho das minhas leituras de outubro, vocês podem apertar o play ou continuar lendo.




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 No Kindle Unlimited li 4 e-books (no vídeo mostro a capa de cada um, clique nos títulos para conferir a sinopse).

 Terminei a duologia A virgem e o devasso da autora Carlie Ferrer, composta pelos livros "Minha melhor amiga, virgem" e "Meu melhor amigo, devasso". Não se espantem com os títulos, por favor! Os 2 fazem parte do mesmo universo dos livros "Um grande problema" e "Test Drive" (esse é maravilhoso!), que já resenhei no blog. A história é sobre melhores amigos que moram juntos, o título já dá uma ideia boa sobre a trama, a escrita da Carlie continua ótima, mas o mocinho tem um comportamento possessivo para o qual eu não tenho mais paciência, então, por isso, não teremos resenha da duologia no blog.

 "Provocante" é um romance de época da Madeline Hunter publicado pela Leya. A mocinha foi obrigada pela família a se casar, fugiu, e dois anos depois o marido encontrou ela. O casal demora muito para se apaixonar um pelo outro, e um dos pontos que mais gosto em livros do gênero é justamente o florescer dos sentimentos, que nessa história não me agradou. O livro mostra bem como era difícil ser mulher na época, com leis pouco favoráveis, e por mostrar essa realidade eu pretendo resenhá-lo no blog, mas não gostei do livro o suficiente para ler os demais da série As Flores Mais Raras (Provocante é o 2° da série, cada um é sobre uma das amigas da protagonista).

 "Sem Amor", escrito pela Katy Regnery e publicado pela Editora Charme fala sobre um rapaz que é filho de um assassino e teme seguir os passos do pai. O protagonista vivia isolado numa casa na montanha, até encontrar e salvar a mocinha de uma situação complicada. Eles acabariam convivendo e essa poderia ser a única chance dele não viver sem amor. Gostei muito! Um romance bem intenso. Clique e confira: Resenha: livro "Sem Amor", Katy Regnery.

 De livros físicos, li apenas 2.

 "Mais que amigos" da Lauren Layne, Editora Paralela, traz 2 amigos que se conheceram na faculdade e moravam juntos. Depois de a protagonista terminar um relacionamento, eles se tornariam mais que amigos. A premissa é semelhante aos livros da Carlie Ferrer comentados acima, mas o bacana do livro da Lauren é que ela conseguiu me fazer não sentir em momento algum que estivesse lendo mais do mesmo. Clique e confira: Resenha: livro "Mais que amigos", Lauren Layne.

 "Fortitude" do Gustavo Carvalho, publicado pela Pandorga, é protagonizado por um garoto pobre e uma garota rica, o encontro dos dois mudará a vida de muitas pessoas, e é justamente essa mudança causada pelo protagonista na vida de tanta gente que é o maior encanto do livro. Clique e confira: Resenha: livro "Fortitude", Gustavo Carvalho.

 E essas foram as minhas 6 leituras de outubro, até comecei outros e-books e livros físicos, mas ainda não terminei. Li menos do que gostaria, talvez por estar fazendo aulas na autoescola, o que mudou bastante a minha rotina (quem acompanha o blog desde o início talvez lembre que era uma das minhas meta e finalmente estou realizando-a ♥). Espero conseguir ler mais livros físicos em novembro. Mas, me contem: já leram ou querem ler algum desses livros?

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Conheça a nova edição especial de "O livro da selva", clássico de Rudyard Kipling

 Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é para divulgar uma iniciativa muito bacana. Talvez vocês saibam que, passando algumas décadas da morte de um autor (no Brasil, são 70 anos), seus livros entram em domínio público, o que resumidamente significa que qualquer editora pode publicá-los sem precisar assinar um contrato com aos descendentes do autor ou ter exclusividade sobre a obra.

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 Atualmente, muitos clássicos estão em domínio público, como os livros de Jane Austen, Julio Verne e Franz Kafka, mas por serem obras escritas em outros idiomas, há a necessidade de traduzi-los para torná-los acessíveis aos leitores brasileiros. Porém, as traduções também tem direitos autorais. É aí que entra o Instituto Mojo, com o projeto Domínio ao Público, "um esforço para derrubar a barreira linguística e liberar definitivamente as obras em Domínio Público para os falantes da língua portuguesa".

 No site do projeto Domínio ao Público: www.dominioaopublico.org.br qualquer pessoa pode acessar, baixar e copiar Livros Digitais Extraordinários absolutamente de graça. E o primeiro lançamento do projeto é "O livro da selva", de Rudyard Kipling (os próximos serão "Peter Pan & Wendy", de J. M. Barrie; "O magnífico Mágico de Oz e a maravilhosa Terra de Oz", de L. Frank Baum; e As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e através do espelho, de Lewis Carroll).

 O livro da selva é a fonte de onde toda a lenda de Mowgli, o menino adotado por uma alcateia de lobos, se originou. Publicado em 1894, foi o modo com que o autor presenteou sua filha Josephine que acabara de nascer. Passado em sua maioria na Índia, o livro de contos é considerado uma obra essencial da literatura e é adaptado até hoje para o teatro, cinema (lembram da animação da Disney ?), TV e outras mídias.

 Joseph Rudyard Kipling nasceu em Bombaim (Mumbai), em 30 de dezembro de 1865, e morreu em Londres, em 18 de janeiro de 1936. Autor de poemas, contos, ensaios e romances, recebeu o Nobel de Literatura em 1907. Admirado por T. S. Elliot e Jorge Luis Borges, Kipling foi porta-voz do ideal imperial britânico. Era repórter da presença de cidadãos e soldados do Reino Unido na Índia e outros países ao final do século 19.
 Sua obra é polêmica, pois ao mesmo tempo em que exalta a beleza e os detalhes da Índia, endossa a dominação britânica. Entre seus críticos estavam George Orwell, autor de 1984. Kipling perdeu sua filha Josephine para a pneumonia em 1899 — para quem escreveu as histórias de O Livro da Selva e um filho, John, na Primeira Guerra Mundial.


 Mas além do e-book gratuito do projeto Domínio ao Público, temos o Clube do Livro para Leitores Extraordinários, que publica as obras em formato impresso como forma de autofinanciar o projeto de traduções livres. E as edições impressas são encantadoras, com capa dura, cores especiais e ilustrações!



 Na loja vocês podem conferir mais detalhes das edições: https://dominioaopublico.org.br/loja/, que podem ser adquiridas por cartão ou boleto pelo PagSeguro.

 Eu já garanti o meu e-book de "O livro da selva" e assim que realizar a leitura, posto resenha no blog. Mas confesso que estou de olho na edição impressa também. E vocês, já conheciam o projeto Domínio ao Público e o Clube do Livro para Leitores Extraordinários? E a história de Mogli/Mowgli, o garoto criado por lobos?

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