sexta-feira, 30 de junho de 2017

Resenha: livro "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", Hugo Dalmon

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho falar sobre o novo livro do escritor Hugo Dalmon: "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", que está sendo lançado em 2017 pela Editora Multifoco. Eu tive a honra de ler o livro num arquivo digital cedido pelo autor antes do lançamento, e hoje venho trazer para vocês minhas considerações sobre a leitura.

Resenha: livro "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", Hugo Dalmon

 Amélia era uma gata, e é ela que nos conta a história das viagens no tempo que acontecerão na trama. Mas Amélia já começa derrubando tudo o que acreditamos saber sobre a origem dos felinos. Segundo ela, os gatos vieram de outro planeta, mas são seres tão evoluídos que nós, simples humanos, nunca percebemos isso. Fomos escravizados e hipnotizados por esses seres de quatro patas.

 O humano que pertence à Amélia se chama Oz (não é ela que pertence a ele, que fique bem claro). Ele é um rapaz que trabalha na floricultura da família, a Abelha Rainha, um trabalho bem calmo pra dizer a verdade. Até que um dia surge uma tal de Glória, de um jeito muito louco, que eu não vou contar qual é, e diz pro Oz que ele precisa viajar até o ano de 1998 para ajudá-la. Essa viagem seria feita através de um artefato mágico: um colar enterrado no jardim, com um pingente de abelha.

 Mesmo estranhando muito a situação, o Oz decide ver se aquilo tudo era real mesmo. Só que a Amélia, curiosa como todos os gatos são, acaba tocando no Oz no momento em que ele coloca o colar para viajar no tempo. E aí a confusão começa! Os dois voltam ao passado, mas não exatamente na data para a qual deveriam ir para encontrar a Glória. Amélia fica no corpo de uma garota, e Oz, no corpo de uma senhora chamada Florinda!

"Enquanto subíamos as escadas, Oz (doravante denominado Florinda) colocou as mãos trêmulas na têmpora e dizia baixinho:
- Isso não é real... Isso não é real... Não é real! - enquanto uma lágrima escorria por seus olhos.(...)
- Me diz, garotinha, de onde você está tirando essas coisas? – a voz de Florinda era trêmula e no fundo devia incomodar a sua consciência, naquele momento Oz. – Por um acaso você é um ET? Sou cobaia de alguma experiência? – A velha pausou com ar de quem estava especulando algo em sua mente, olhou com olhar de quem me julgava e prosseguiu – VOCÊ É A GLÓRIA! Me tira disso agora!!! O que está fazendo comigo? Eu sabia que tinha uma parada errada, eu vi A Hospedeira, tenho certeza que isso é uma experiência alienígena!!!"

 Mas a confusão não para por aí. Tentando voltar ao presente, eles acabam viajando para outra época e um deles vai parar no corpo de uma cantora super famosa! Adivinhem quem ficou pensando que queria ser a Madonna na hora errada? Será que o Oz e a Amélia conseguirão voltar aos seus corpos e suas vidas no ano de 2017? As confusões que esses dois aprontarão nas épocas pelas quais vão passar afetariam o resto do universo? E o que o Oz precisa fazer pela Glória? Isso vocês só vão descobrir lendo o livro, mas uma coisa eu já adianto: o final é surpreendente.

 Quem acompanha o blog há muito tempo, talvez se lembre que em 2013 eu fiz a resenha do divertido "Babilônia Encantada", o primeiro livro do autor, e que na época já me tornei fã dele. Em 2016, resenhei o segundo livro dele, "Quero me lembrar de você, Amy Winehouse", uma homenagem à cantora falecida em 2011. E também no ano passado eu resenhei o conto que ele escreveu: "A Abnegada", onde ele já brincava com essas realidades paralelas.

 "De qualquer forma, eu fui. Acho que de alguma forma eu gostava daquele idiota. (...) Era um humano medíocre que não explorava suas capacidades? Era um humano preguiçoso, com inteligência mediana e um pouco solitário? Era um humano que não se importava em contribuir pra sociedade em que vivia? Era! Era, talvez, o humano mais idiota que já convivi, mas era o meu humano! 
E eu queria que respeitassem meu humano. Por isso, fui! Botei a cara no vento de 1975 e senti o cheiro do saneamento básico mal feito..."

 Em "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", o Hugo continua mantendo o excelente nível de suas outras obras, com histórias interessantes e uma escrita ótima. A forma como a floricultura e a abelha apareciam na trama ao longo de muitas décadas ficou super interessante. Amélia e Oz dividiram muito bem o protagonismo. É incrível ver uma gata descobrindo tudo o que um corpo humano pode fazer e experimentando sentimentos novos que ela não conhecia em sua vida como animal de estimação. Amélia faz com que a gente repense como nós, humanos, vivemos e aproveitamos a nossa vida e as nossas capacidades. Eu já li algumas histórias protagonizadas por gatos, mas nunca encontrei uma gata tão cheia de personalidade como a Amélia. Sobre o Oz, não vou falar muito para não estragar a surpresa. Só quero acrescentar que o autor costuma abordar a temática LGBT em suas histórias.

 "Só de andar pelas ruas eu percebia mais estupidez que o normal. Os humanos passavam uns pelos outros sem se olharem, não me olharam também, é claro! Fingiam estar sozinhos, ou se estivessem em grupo, aí, fingiam estar só com aquele grupo, como se nada mais em volta existisse. Alguns, olhavam para outros humanos, mas desviavam o olhar antes que fossem descobertos. Era muito estranho essa coisa de ignorar, completamente, um igual. Reconheço que nós gatos costumamos não nos simpatizar, mas ao menos demonstramos, claramente, através de rosnados, caretas, saliva e umas mordidas, que não gostamos do pelo áspero do outro. (...) Assim como julgamos importante experimentar a presença de todos os outros gatos, simpatizando ou não com eles. Afinal, existimos graças aos outros gatos, porque com nosso filtro de realidade, os humanos podiam nunca nos descobrir, mas como eles são escravos... digo, seres maravilhosos para nos tratar, optamos por deixá-los nos descobrir."

 Eu sempre tive um pé atrás com essa coisa de realidades paralelas, mas não tenho do que reclamar na história criada pelo Hugo. Eu gostei muito de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" e super recomendo que vocês leiam. Não é um livro extenso, é uma leitura com umas partes bem divertidas, e outras até emocionantes, imperdível para os apaixonados por gatos.

 Sobre como vai ficar a edição eu não posso comentar, visto que li o arquivo que ainda nem tinha sido totalmente trabalhado pela editora, mas no post vocês já podem conferir a capa lindinha. Para ficar sabendo onde adquirir o livro e outras novidades sobre o trabalho do Hugo, é só curtir a página do autor: facebook.com/hugodalmon. Para quem é da cidade de Volta Redonda (RJ) ou região, já fica o convite para o evento de lançamento no dia 04 de julho.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha? Me contem: já conheciam o livro ou o autor? O que acharam da história? Algum escravo, digo, dono de gatos por aí?Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Considerações sobre um fim de semana ensolarado (#ESM junho)

sol, montanha

 Eu, que sempre tive medo de altura, estava ali, no alto, sentindo o sol no rosto e o vento bagunçando  os meus cabelos.

 Era uma bela forma de aproveitar um fim de semana ensolarado, não?

 Com a rotina, o dia-a-dia, sempre o mesmo caminho, sempre as mesmas pessoas, a cidade, o asfalto,  o ar-condicionado, o barulho das máquinas... algumas vezes a gente até esquece como é conviver com a natureza, como é sentir o calor do sol aquecendo todo o nosso corpo, como é ouvir o barulho do vento, observar o céu e a grandiosidade da natureza.

 Mas não deveríamos nos esquecer dessas coisas, e se estamos esquecendo, fica o convite para lembrar, mesmo que seja apenas por um final de semana ensolarado. Somos seres vivos, fazemos parte da natureza, e estar em contato com ela nos recarrega, nos liberta, nos faz viver de verdade.

*

 O tema do projeto Escrevendo Sem Medo de junho era fazer um texto baseado na imagem que ilustra o post. Escrevi algumas poucas linhas e espero que vocês tenham gostado. Quem aí topa o exercício de escrever nos comentários algumas palavras sobre a imagem acima? Mais alguém sente que, de vez em quando, precisa relembrar que a natureza está aí pertinho?

 Leia também:


Me acompanhe nas redes sociais:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Resenha: conto "Três domingos em uma semana" e poema "The City By The Sea" (A Cidade do Mar), Edgar Allan Poe #12mesesdepoe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o conto e o poema do mês no desafio literário 12 meses de Poe.


 "Três domingos em uma semana" tornou-se o meu conto favorito do Edgar Allan Poe! Nele, conheceremos Bobby, um rapaz que ficou órfão ainda na infância, e foi criado pelo seu tio Rumgudgeon, não com muito amor, diga-se de passagem.

 Eis que os anos correram e Bobby já era adulto, e seu tio, cada vez mais ranzinza. Acontece que Bobby e a filha de seu tio, Catarina, se apaixonaram e queriam se casar, preferencialmente, com a aprovação do pai da moça. Porém, o senhor Rumgudgeon não parecia fazer muito gosto nesse casamento. Quando pressionado para escolher o dia para o casamento, ele disse que Bobby e Catarina se casariam quando fizesse três domingos em uma mesma semana!

 Três domingos em uma única semana? Meio impossível, não? Estaria condenado o amor de Bobby e Catarina? Não, pois eles, graças à inteligência de Catarina, conseguiriam que houvesse três domingos em uma única semana! Como? Só lendo o conto para descobrir!

 Esse é um conto bem curtinho e de leitura rápida, mas que conseguiu em poucas páginas me fazer sentir certa simpatia pelo dilema vivido pelo pobre órfão Bobby com seu tio mal humorado. Quantas histórias já ouvi de pessoas que foram criadas por outros familiares sem afeto real! Quando o veredito da necessidade dos três domingos em uma semana apareceu, pensei que não haveria saída para o casal, mas existia sim, e me deliciei ao ver como Catarina encontrou essa saída. Super recomendo a leitura do conto que, ainda que não seja tão sombrio quanto se espera de uma obra do Edgar Allan Poe, tem a mesma inteligência presente em muitas das suas obras!

 Sobre o poema "The City By The Sea" (A Cidade do Mar), ele fala sobre uma cidade solitária à beira mar onde a Morte fez morada, "edificou seu trono". É um poema interessante, mas não tenho muito a acrescentar sobre ele.

 Aproveito o post para trazer, para quem ainda não viu, o vídeo onde mostro como é a edição que reúne contos e poemas do Edgar Allan Poe lançada pela Editora Darkside, Apertem o play para conferir:



 Por hoje é só, espero que tenham curtido o post. Me contem: já conheciam o poema ou o conto? Arriscam um palpite sobre a saída que Catarina e Bobby encontraram?

domingo, 25 de junho de 2017

Resenha: livro "Wabi-Sabi", Francesc Miralles

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Wabi-Sabi", escrito pelo espanhol Francesc Miralles e publicado em 2017 pela Editora Record. Quando vi essa capa super lindinha, não resisti e solicitei o livro na parceria com a editora.

Resenha, livro, Wabi-Sabi, Francesc-Miralles, capa, editora-record, foto, imagem, blog-literario, resenha-literaria, trecho, citação, japao, critica, opiniao,

 O narrador e protagonista é o Samuel, um professor já na casa dos quarenta anos que mora com seu gato de estimação, tem uma namorada e, como melhor amigo, um escritor idoso de livros de autoajuda chamado Titus que mora num apartamento vizinho. Uma vida pacata, a do Samuel.

 "A única coisa boa de ser um homem que se comporta com moderação é que as catástrofes nunca são imensas." (página 146)

 Até que ele recebe um cartão postal sem remetente, vindo do Japão, apenas com a imagem do gatinho com a pata erguida e os dizeres "Wabi-Sabi". Dias depois, outra correspondência misteriosa chega em sua casa. Devido a um acontecimento que deixa o Samuel muito triste e abalado, ele acaba sendo convencido pelo Titus a ir pro Japão (já que ele estaria de férias da faculdade onde trabalha) tentar descobrir a origem dos cartões postais e o que significa a expressão "Wabi-Sabi".

 "- Parece que você tem um amigo fiel em Quioto. O outro foi enviado da mesma cidade.
 - Amigo fiel? Não conheço ninguém em Quioto nem em nenhum lugar do Japão. Deve ser um engano.
 - Nenhum equívoco acontece duas vezes da mesma maneira. Além do mais, seu nome e endereço estão escritos no espaço reservado ao destinatário. Não há erro.
 Peguei um banco para me sentar ao seu lado, como um menino que procura o conselho e a proteção do pai. Eu precisava das duas coisas, porque estava ferido e perdido como um cão na estrada." (página 50)

 "Wabi-Sabi" é um livro simples, e de certa forma, real. Não espere muito da história, não se iluda imaginando algo mágico ou grandioso. Samuel é um homem comum, solitário, que vai viajar para um país que tem uma cultura diferente e vai nos contar sobre essa viagem e sobre esses lugares que ele viu. Aliás, me pareceu que muito do Samuel foi inspirado na própria vida do autor. É um livro bem curtinho, com uma escrita fluida, que pode ser lido rapidamente. Um dos pontos fortes da obra é a forma como o autor faz com que nos importemos com os personagens e seus dilemas, com suas dores; falando em dores, para quem já leu: que tensa a situação da Mizuki, hein?! É um daqueles livros que terminamos de ler, mas continuamos pensando nos personagens que conhecemos, como se eles fossem amigos novos que ganhamos.

 "Em geral não há coisas bonitas ou feias, mas olhares bonitos ou feios." (página 147)

 Sobre a expressão que dá título ao livro: 

 "Wabi-Sabi se refere à beleza do que é imperfeito, temporal e incompleto. Essa concepção, como tantas outras da cultura japonesa, é inspirada na observação da natureza. Nada é perfeito na natureza, ou pelo menos não no sentido geométrico euclidiano como concebemos a perfeição no Ocidente, dado que é cheia de assimetrias. Nada é permanente na natureza, já que tudo na vida nasce e morre e está em constante mudança, pois a ideia de completude é apenas uma abstração criada pela mente do homem." (página 54)

Resenha, livro, Wabi-Sabi, Francesc-Miralles, amor-em-minuscula, editora-record, foto, imagem, blog-literario, japao, critica, capa
Resenha, livro, Wabi-Sabi, Francesc-Miralles, amor-em-minuscula, editora-record, foto, imagem, blog-literario, resenha-literaria, trecho, citação, japao, critica, opiniao,
Resenha, livro, Wabi-Sabi, Francesc-Miralles, amor-em-minuscula, editora-record, foto, imagem, blog-literario, resenha-literaria, trecho, citação, japao, critica, opiniao,


 A editora fez uma capa linda para o livro, mais bonita que todas as estrangeira que eu vi (veja uma aí ao lado) e que tem vários elementos que condizem com a história. As páginas são amareladas, a revisão está boa, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

  "Como se eu já não estivesse confuso, justo antes de atravessar a porta do ryokan, um gato preto cruzou meu caminho a toda velocidade. Repeti a frase de Groucho Marx para não achar que o azar havia desabado em cima de mim.
 - Se um gato preto atravessa seu caminho, isso significa que ele está indo a algum lugar - repeti como se fosse um mantra." (página 114)

 Enfim, "Wabi-Sabi" foi um livro diferente do que eu esperava, mas que eu gostei e recomendo. Foi bom aprender sobre a beleza do que é efêmero e imperfeito. Foi bom conhecer um pouquinho do Japão através dos olhos do Samuel (e do autor, visto que o Francesc fez algumas viagens ao país), e dos personagens que o autor criou, como o querido Titus, a Mizuki e o avô, a Meritxell e todos os outros personagens que cruzaram o caminho do protagonista em algum momento. Só senti falta do reencontro do Titus e do Samuel no final, queria ser uma mosquinha pra ver o que aconteceria por causa de uma certa coisa que um deles aprontou!

 Em resumo o que eu posso dizer é que "Wabi-Sabi" foi uma leitura para pensar sobre o que já conheço, o imperfeito e o efêmero, mas também para conhecer novas coisas, novos pedacinhos do mundo, e algo que eu conheci e que deixo aqui para vocês ouvirem é a música Lost Song do Olafur Arnalds, clique para ouvir.

 Detalhes: 224 páginas, ISBN-13: 9788501109576, Skoob, onde comprar online: Amazon, Saraiva.

 "Wabi é a sensação provocada pelo céu de um entardecer de outono, a melancolia da cor, quando cessou qualquer som. Esses momentos em que, por alguma razão que a mente não pode explicar, as lágrimas começam a correr de forma incontrolável." (página 101, eu já senti isso, e vocês?)

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou o autor (que também escreveu "Amor em minúscula" e "Queria que você estivesse aqui")? Já tinham ouvido falar em "Wabi-Sabi"?


Me acompanhe nas redes sociais:

sábado, 24 de junho de 2017

Sorteio de aniversário do blog Uma mãe leitora - 23 livros para 6 ganhadores

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Os sorteios aqui no Pétalas de Liberdade não param! Hoje, sua chance de aumentar a estante é com o blog amigo "Uma mãe leitora", olha só:


Olá! Um ano atrás surgia o blog Uma Mãe Leitora; na época com o nome Confissões de uma mãe leitora. Ao longo desse ano, o blog passou por  várias mudanças, a mais importante no nome mais curtinho e agradável. 

E claro que não poderíamos deixar de nos juntar ao blog nessa festa. Pra comemorar, vamos sortear 23 livros para 6 leitores sortudos. 

Confere as regrinhas e participe!


  • A promoção começa hoje, dia 24/06/2017 e vai até o dia 31/07/2017;
  • Será um vencedor por Kit. Cada kit é composto por 4 prêmios;
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • Seguir as regras obrigatórias de cada formulário. Lembrando que a regra do Facebook é pra CURTIR A PÁGINA;
  • O ganhador será contatado por e-mail e tem até 48h para responder, do contrário outro vencedor será sorteado;
  • Cada blog é responsável pelo envio do seu prêmio e tem até 90 dias para enviá-lo a partir do momento de anúncio dos vencedores;
  • Os blogs participantes não se responsabilizam por um segundo envio caso o pacote retorne ou por avarias causadas pelos correios.


a Rafflecopter giveaway 
 

a Rafflecopter giveaway 
 

a Rafflecopter giveaway
 
a Rafflecopter giveaway 
 

a Rafflecopter giveaway
 
a Rafflecopter giveaway
 
  Vocês não vão ficar de fora, né? Boa sorte!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vídeo: Caixa de Correio - recebidos em maio

maio, livros, blog-literário, vídeo, caixa-de-correio

 Olá pessoal, no post de hoje trago o vídeo onde mostro os livros que chegaram em maio (foto acima) e falo um pouquinho sobre cada um. Quem acompanha minha saga em busca dos livros da minha escritora favorita, a Marian Keyes, vai ver que eu consegui mais dois. Temos algo raro nesse vídeo: eu mostrando um livro que ganhei num sorteio, é tão difícil eu ser sorteada! E teve outra troca no Skoob, onde consegui um livro que queria muito. Além disso, chegaram alguns livros de parceria. Apertem o play:


 Para conferir as resenhas que já saíram, é só clicar aqui. Me contem nos comentários se já leram ou querem ler algum dos livros citados. Até o próximo post!


Me acompanhe nas redes sociais:

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sorteio de Aniversário do Milkshake de Palavras

Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago mais um sorteio, dessa vem em comemoração ao Aniversário do blog Milkshake de Palavras. Tem muitos livros para vocês, é só cumprir as regras direitinho e torcer:


Regras:
- Residir em território nacional.
- Cumprir as regras obrigatórias.
- Onde se diz "Visitar esta página", é necessário curtir a mesma.
- o sorteio começa dia 21/6 e se encerra no dia 30/7.
- o Resultado será divulgado em até 7 dias após o fim do sorteio.
- Serão sorteadas sete pessoas, uma para cada kit.
- Cada pessoa só pode ganhar um kit, ou seja, se for sorteadx em dois kits, ganhará no primeiro.
- Os blogs e a editora terão até 45 dias após o recebimento dos endereços para enviar os prêmios.
-Não nos responsabilizamos por extravios ou atrasos da parte dos correios.
- Para participar do kit 8, só é necessário  curtir a página da editora Seguinte no Facebook, e deixar o link da sua conta (perfil) nos comentários.  Um único ganhador levará os dois livros disponibilizados pela editora.



Kit 1
a Rafflecopter giveaway


Kit 2
a Rafflecopter giveaway


Kit 3
a Rafflecopter giveaway


Kit 4
a Rafflecopter giveaway


Kit 5
a Rafflecopter giveaway


Kit 6
a Rafflecopter giveaway


Kit 7
a Rafflecopter giveaway

Em caso de dúvidas, entre em contato com o blog organizador do sorteio, o MilkShake de Palavras.
Boa sorte!

* Participe também dos outros sorteios que estão rolando no blog, clique aqui.

Me acompanhe nas redes sociais:

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Resenha: livro "Paris para um e outros contos", Jojo Moyes

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Paris para um e outros contos", escrito pela inglesa Jojo Moyes e publicado no Brasil em 2017 pela Editora Intrínseca. Lá no Instagram, postei uma foto e um comentário sobre cada conto, à medida em que ia lendo-os. Com essa resenha, pretendo trazer uma visão mais ampla sobre a obra.

Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, citação

 "Paris para um" nomeia a coletânea. É protagonizado por Nell, uma londrina de vinte e seis anos que sempre planeja tudo, sempre se protege, evita se arriscar, tem um emprego seguro, tem medo até de andar de táxi. E as pessoas ao seu redor, sua mãe e amigas, não fazem muito para ajudá-la a mudar. Até que Nell decide viver uma aventura: um final de semana em Paris com o namorado, e programa tudo para essa viagem. Porém, o namorado simplesmente não aparece na estação, e só quando ela já está na França é que ele avisa que não vai mais na viagem. Imagine estar sozinha num país diferente, não sabendo direito falar o idioma! E com mais coisas começando a dar errado! Mas quer saber, ir sozinha para Paris foi o melhor que poderia ter acontecido na vida de Nell! Essa viagem fará com que ela se arrisque, que encontre um lado seu que até então não conhecia, que viva!

"Aos vinte e seis anos, Nell Simmons nunca passara um fim de semana fora com um namorado (...).  A mãe de Nell, Lilian, adorava dizer para quem quisesse ouvir que a filha 'não era do tipo aventureira'. Ela também 'não era do tipo que gostava de viajar', 'não era do tipo de garota que pode contar com a aparência', e agora, às vezes, quando sua mãe achava que Nell não estava ouvindo, 'não era mais tão jovenzinha'.
 Crescem em uma cidade pequena era assim: todos achavam que sabiam exatamente quem você era." (página 13)

 Temos também um outro personagem, o Fabien, como não amá-lo? Ele trabalha num restaurante e sonha em ser escritor. Sua ex-namorada, Sandrine, sempre o colocava para baixo, e mesmo assim ele sofria com o término do relacionamento. Quando Nell e Fabien se cruzam, suas vidas são mudadas, e eles podem evoluir.

"- Acho que você é exatamente essa mulher, Nell da Inglaterra. você é quem quiser ser." (página 81)

 E aí, quando eu achava que estava tudo certo para os personagens, o tempo passa e uma certa personagem parece voltar à estaca zero. Que vontade de entrar no livro e dar uma chacoalhada nessa pessoa! Mas é bom para que nos lembremos que velhos hábitos não são fáceis de abandonar.

 Eu conheci "Paris para um" num post da Melina Souza. No exterior ele foi lançado individualmente, e poderia ser publicado sozinho aqui também, já que tem quase cem páginas. É uma história completa e divertida, uma leitura deliciosa, com personagens muito cativantes (tantos os principais quanto os secundários) e que faz com que nos sintamos em Londres e em Paris. Só por ele já valeu a pena o que paguei no livro.

 "Eles se sentam no telhado do próprio apartamento para ouvir música e fumar, longe do olhar dos pais.
 O centro de Paris está cheio de lugares assim. Quem não tem um jardim ou uma pequena sacada, encontra espaço externo onde pode." (página 21)

 O segundo conto, "Entre os tuítes" traz uma protagonista diferente das demais, uma mistura de hacker com analista de mídias digitais. Bella trabalha em um escritório de advocacia que está lidando com o caso de um apresentador de TV, acusado no Twitter por um perfil anônimo de estar tendo um caso, algo péssimo para sua reputação. O desenrolar da história é inusitado! A Alice, de "Assalto", é ainda mais excêntrica, e seu conto fala sobre um assalto na joalheria onde ela trabalhava, e que rendeu uma conversa bem inesperada entre ladrão e vítima.

 "- Percebi logo que não poderia me casar com um homem que não tinha uma estante de livros.
 - Nem uma única estante de livros?
 - Na casa toda. Nem mesmo uma prateleira pequena no banheiro para a Reader's Digest." (O Assalto, página 145, já imaginou se o número de livros que uma pessoa tem fosse um critério para se casar?)

Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, citação
Imagem: @marijleite
 "Tarde de amor" traz um casal com filhos, que está num relacionamento desgastado. Doug, o marido prepara uma viagem surpresa para a esposa, Sara, mas ela é pega tão de surpresa com essa viagem que não consegue aproveitá-la. Será que esse casamento desanda de vez?

 "Você não pode simplesmente me catapultar para fora da nossa vida e esperar que eu finja que não há coisas que precisam ser feitas! (..)
 - Por quê? - pergunta. - Por que não consegue desligar?
 - Porque alguém precisa se lembrar dessas coisas, Doug, e essa pessoa não costuma ser você." (página 114)

 Recentemente tem circulado pelas redes sociais uma história em quadrinhos chamada "Era só pedir", que fala sobre a carga mental que as mulheres tem que carregar quando seus maridos acham que tem apenas que ajudar nas tarefas de casa (ou sequer ajudam), ao invés de entender que são tão responsáveis pela casa e filhos quanto a mulher. E como relaxar pensando no que precisa ser comprado por almoço do dia seguinte?

Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, citação

 "Sapatos de couro de crocodilo" nos apresenta Sam, que por causa de uma confusão na academia, acaba tendo que passar o dia no trabalho com sapatos que ela nunca usaria (principalmente, pelo preço), mas que mudam o seu dia. A Evie de "O casaco do ano passado" tem algumas semelhanças com a Sam: também é casada e tem filhos, e no seu orçamento não cabe um casaco novo. Ela sente um pouco de inveja das colegas de trabalho que vivem gastando. Pode parecer algo fútil, mas se considerarmos que onde a história dela se passa faz mais frio que no Brasil, um bom casaco é algo importante. Um questionamento da Evie me fez pensar: ela já tinha chegado aos quarenta, trabalhava duro, e não tinha condições financeiras de ter conforto, não tinha a estabilidade financeira que sempre buscou. Isso parece justo? Pelo menos ela tinha pessoas que a amavam, e isso vale mais do que qualquer coisa.

 A Miranda de "Treze dias com John C" é mais uma protagonista com a autoestima desgastada pela rotina e pelo passar dos anos. Quando encontra um celular e começa a se comunicar com um tal de John C, ela se sente viva novamente. Eu não sei se o desfecho dessa história foi realmente o melhor para ela, mas com certeza foi uma sacudida em sua vida.

Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, natal
Imagem: @marijleite
 "Um pássaro na mão" foi o conto que menos compreendi. Já "A lista de Natal" foi o meu favorito, se bem que não sei se gosto mais dele ou de "Paris para um". Protagonizado por Chrissie, casada com um homem que não a valoriza, em busca de presentes natalinos de última hora, difíceis de achar. Ela tem a sorte de pegar um táxi com um taxista maravilhoso, que leva uma vida difícil financeiramente, mas é feliz com a família. E é esse taxista que ajudará a Chrissie muito mais do que ela poderia imaginar. Se, em alguns contos, a Jojo fala sobre resgatar um relacionamento, nesse ela mostra que relacionamento nenhum vale realmente a sua felicidade, que por mais dificuldades que se enfrente, vale a pena persistir se há amor, se não tem amor, então é melhor viver com o amor próprio.

 "- Eu sou casada!
 - Até onde sei, é um compromisso, não uma prisão. (...) A vida é curta. Curta demais para ficar tão angustiada." (página 178)

 "Lua de mel em Paris" é o último conto do livro. As protagonistas dele são as mesmas de outro livro da autora: "A garota que você deixou para trás", que eu ainda não li, mas que não comprometeu meu entendimento da história. Ele fala sobre o que acontece depois do felizes para sempre. Sophie, em 1912, casada com o pintor Édouard. Os dois vinham de meios sociais muito diferentes, e uma pessoa maldosa colocaria dúvidas na cabeça de Sophie sobre a capacidade de seu marido Édouard, que sempre foi tão namorador, de conseguir se manter fiel à ela, será que o amor dos dois duraria? Já Liv, em 2002, se casou com David após um relacionamento rápido, ela que parecia não sonhar em se casar. Eles foram passar a lua de mel em Paris, mas seu marido, ao invés de ficar com ela, só pensava em trabalhar! Será que eles haviam se precipitado?

 "Algumas paixões são muito grandes para serem deixadas de lado." (página 185)

 Meu primeiro contato com a escrita da autora foi em "Como eu era antes de você", e de uma forma geral, eu gostei bastante de "Paris para um e outros contos", ainda que algumas histórias sejam bem curtas. Muitas das protagonistas são parecidas, mais velhas, com pouco dinheiro e relacionamentos que caíram na rotina. Essa semelhança pode ser um ponto negativo. Para mim, que ainda não cheguei aos trinta e me casei recentemente, pode ser um pouco desanimador pensar que meu futuro vai ser assim, mas acho que essas protagonistas da Jojo servem para não nos deixar esquecer do que é realmente importante.

 Uma das coias que gostei bastante, foi como a autora faz com que visualizemos com facilidade os cenários, nos permitindo conhecer um pouco de Paris e da Inglaterra através de seus olhos. Além disso, temos sempre uma ou outra dose de humor.

Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, citação, lista-de-contos
Resenha, livro, Paris-para-um-e-outros-contos, Jojo-Moyes, intrinseca, opiniao, critica, blog-literario, capa, fotos, trechos, citação

 Sobre o trabalho realizado pela Intrínseca: achei lindo o projeto gráfico. A capa e as ilustrações que abrem cada capítulo foram feitas pela Aline Ribeiro, que também trabalhou nos outros livros da autora publicados pela editora, fazendo com que todos sigam um padrão semelhante. As páginas são amareladas. O tamanho das margens é bom, do espaçamento entre uma linha e outra também, mas acho que as letras poderiam ser um pouquinho maiores. Faz algum tempinho que li o livro, então não me lembro se encontrei erros de revisão.

 Detalhes: 240 páginas, ISBN-13: 9788580579727, Skoobleia um trecho. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Fica minha recomendação para quem já é fã e também para quem ainda não conhece a escrita da autora. Tenho certeza que pelo menos um dos vai encantar o leitor. Quem aí já leu o livro ou algum outro da autora? Qual conto parece ter a premissa mais interessante? Até o próximo post!


Me acompanhe nas redes sociais:

sábado, 17 de junho de 2017

Resenha: livro "Rastros de Sangue", Val McDermid

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Rastros de Sangue", escrito pela Val McDermid e publicado pela Bertrand Brasil em 2017. Quando o livro chegou em minha casa, fiquei tentando lembrar qual o motivo de eu ter solicitado-o da parceria com o Grupo Editorial Record, já que a capa e o título não chamam muito a atenção, mas foi só começar a ler para eu perceber que não podia ter feito solicitação melhor!

Resenha, livro, Rastros-de-Sangue, Val-McDermid, bertrand-brasil, opiniao, critica, romance-policial, serial-killer, Wire-In-The-Blood, trecho

 A história se passa na Inglaterra. Tony Hill é um psicólogo especialista em traçar perfis de serial killers, e com esses perfis, fica mais fácil relacionar crimes à suspeitos e solucioná-los. Depois de muito esforço, ele conseguiu que a polícia aceitasse montar uma equipe de policiais para aprenderem a também traçar esses perfis psicológicos de criminosos.

 Sua equipe é composta pela Shaz, a Kay, o Leon e o Simon. Antes de entrarem num caso pra valer, o Tony passou um exercício para eles, para que eles pudessem treinar e traçar um perfil baseado em casos de garotas desaparecidas. Só que o que era para ser uma simulação, tomou proporções inimagináveis. Um dos membros da equipe achou conexões entre os casos de desaparecimento, e encontrou como suspeito uma pessoa famosa. Como sua hipótese não foi totalmente bem recebida, essa pessoa decidiu continuar investigando por conta própria, já que vidas podiam depender disso, e acabou sendo assassinada e teve o rosto desfigurado.

 Agora, Tony e o resto de sua equipe tinham que correr contra o tempo para descobrir quem matou aquela pessoa, pois isso poderia custar a liberdade de um deles, além do fato de esse criminoso poder ser um serial killer e estar fazendo novas vítimas.

 Tony teria a ajuda da detetive inspetora-chefe Carol Jordan. Eles já haviam trabalhado juntos em outro caso. Agora, ela estava numa cidade nova, lutando para se firmar em seu cargo e para conseguir o respeito de seus subordinados, resolver o caso de incêndios suspeitos que estavam acontecendo poderia seria sua primeira grande missão.

 "- Você não tem dúvida de que há um corpo lá dentro? - Carol estava enrolando, e sabia disso.
 - Só existe uma coisa que tem cheiro de humano assado e é humano assado." (página 95)

 O interessante em "Rastros de Sangue" é que o criminoso é revelado logo nos primeiros capítulos. Não precisamos descobrir quem ele é, mas como, quando e se ele será pego. O serial killer é uma pessoa famosa, e é impressionante como alguns policiais sequer cogitam a hipótese de ele ser o suspeito. Na vida real, acusaríamos aquele astro da TV que parece um santo?

 "- (...) Aquele lá precisa de alguém pra falar que ele é maravilhoso. Direto me pergunto se aqueles milhões de espectadores são suficientes, se ainda é desesperado pra ser adorado como era naquela época. Ele nunca conseguiu enxergar um valor nele mesmo se não fosse refletido nos olhos de outras pessoas." (página 283)

 Eu gostei muito da leitura, foi um daqueles livros que eu não queria parar de ler, tamanha a curiosidade para saber o que aconteceria no capítulo seguinte. O desenrolar do caso é algo que dá para ser acompanhado. Há muitos personagens, mas em nenhum momento me senti confusa, pois cada um tem seu perfil bem definido. Tem cenas pesadas sim, afinal, serial killers normalmente são cruéis, mas nada foi mais apavorante do que, na página 427, um personagem ter tampado os olhos, depois a boca, e por fim os ouvidos, eu teria perdido a compostura nesse momento se fosse o Tony, quem leu sabe o que esses gestos significam na trama.

 No exterior, o livro foi publicado em 1997, mas em nenhum momento ele me pareceu antigo, no que diz respeito ao uso da tecnologia, por exemplo. Antes desse livro, há um outro onde a dupla Tony e Carol aparece: "O Canto das Sereias", e há mais volumes onde eles continuam trabalhando em outros casos. Como são casos diferentes, e como é comum em séries do gênero, podem ser lidos individualmente. Mas confesso que fiquei tão apaixonada pela escrita da autora e pelos personagens, que quero muito ler o anterior e os demais, se a editora decidir publicá-los. Além disso, com aquele final e aquele desgraçado ainda tentando se safar, preciso ler os demais para ter certeza que ele não ressurgirá das cinzas, só para garantir.

 "- Está me falando que eu perdi um dos meus policiais por causa de um machismo chauvinista tradicional de Yorkshire? - perguntou, incrédula. (...)
 - Ninguém achava que um negócio assim ia acontecer." (página 391)

 Um ponto levantado na trama, é sobre como as mulheres precisam lutar duas vezes mais que os homens para conseguir ser valorizada como profissional. No caso dos incêndios que a Carol estava investigando, primeiramente não acreditaram na hipótese dela, e depois uma policial foi tratada de forma diferente de como um policial homem seria tratado, com menos consideração, e isso foi trágico. O livro também serve como um alerta para os adolescentes, visto que as vítimas do serial killer da obra eram garotas de quatorze anos, colocá-los a par dos perigos é importante.

Resenha, livro, Rastros-de-Sangue, Val-McDermid, bertrand-brasil, opiniao, critica, romance-policial, serial-killer, Wire-In-The-Blood, trecho, foto, capa
Resenha, livro, Rastros-de-Sangue, Val-McDermid, bertrand-brasil, opiniao, critica, romance-policial, serial-killer, Wire-In-The-Blood, trecho
Resenha, livro, Rastros-de-Sangue, Val-McDermid, bertrand-brasil, opiniao, critica, romance-policial, serial-killer, Wire-In-The-Blood, trecho

The Wire in the blood, livro

 A capa, como já comentei, não chama muito a atenção, apesar de ter um elemento que condiz com a história: um torno. Mas pelas capas de edições estrangeiras que vi (uma está aí ao lado), nenhuma me agradou. A diagramação é simples, com margens, letras e espaçamento de bom tamanho. As páginas são amareladas e há poucos erros de revisão.

 Por hoje é só, fica minha super recomendação de leitura para quem curte romances policiais, e até para quem ainda não é fã do gênero. Acredito que quem gostou de livros como "Os homens que não amavam as mulheres" e "Diário de uma escrava" também vai gostar de "Rastros de sangue".

 Detalhes: 488 páginas, ISBN-13: 9788528621648, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Saraiva. Curiosidade: o livro inspirou a série Wire In The Blood.

 Me contem: já conheciam o livro ou a autora?


Me acompanhe nas redes sociais:

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Como foi a FLIR 2017 e quais livros comprei

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Eu fico babando quando vejo leitores comentando sobre os eventos literário que participam, pois aqui onde moro é super difícil ter algum evento sobre livros, nem livraria tem! Mas no último dia 10, foi a minha vez de me esbaldar numa feira do livro! A terceira edição da Feira do Livro da cidade de Resende (RJ) aconteceu entre os dias 08 e 11 de junho, eu fui no sábado, dia 10. Nesse post, além de um vídeo onde vou mostrar os livros que comprei, trago as fotos que tirei e conto um pouco sobre o evento.

 Foi a segunda vez que eu fui na FLIR, eu já havia ido no ano passado (na época, até fiz post no blog e super me programei para ir no evento). Nesse ano, eu não estava muito animada por alguns motivos: minha estante está cheia de livros ainda não lidos, não terminei de ler os que ganhei e comprei na edição passada, da minha cidade (Liberdade - MG) até Resende são mais de duas horas de carro numa estrada, em sua maioria, de terra e cheia de buracos e poeira, além de eu já ter ido em Resende naquela semana por causa da faculdade e ainda estar cansada da viagem.

 Por outro lado, comecei a pensar: se eu não fosse na FLIR, quando teria outra oportunidade de ver tantos livros de perto? Com a proximidade do Dia dos Namorados, eu merecia esse presente, merecia ter algumas horas divertidas sem pensar em final de semestre e trabalhos. Então, decidi ir no sábado de tarde com o meu marido.

feira-do-livro, flir
Uma feira do livro cheia
 No ano anterior, eu havia ido de manhã e pude explorar cada estande quando eles ainda estavam praticamente vazios. Já esse ano, fui num dos horários de maior movimento, acredito eu, e estava bem cheio. Me pareceu que em termos de espaço ocupado por estandes a feira estava menor. Havia muitos autores e editoras das quais eu não sou o público alvo (e pela incerteza de horário, não pesquisei sobre cada um dos que estariam presentes). Chegando na FLIR, logo encontrei o escritor Lucinei Campos, da série Lavínia e de Violeta não sabe amar, e como não querer tirar foto com ele? (Ignorem meu cabelo não tão arrumado, afinal, foram mais de duas horas tomando poeira e vento.)

lucinei-campos, escritor, mago-branco
Com o escritor Lucinei Campos

 O estande da Jéssica Sanz estava com uma decoração super caprichada, tinha até a reprodução da personagem de seu livro em tamanho natural! Eu já fiz um post com as primeiras impressões sobre o livro dela, "A guerra do tempo" (clique aqui para conferir). Eu tinha parado só para tirar uma foto, mas depois decidi comprar o livro, só que tive que passar algumas vezes pelo estande já que toda hora tinha algum leitor por lá.

escritora, jessica-sanz, feira-do-livro, evento-literario, cobertura, resende, flir, blog-literario
Com a Jéssica Sanz
 Falando em estande lotado, o da Editora Coerência também sempre estava cheio. Só quando eu estava quase indo embora é que consegui entrar lá. Comprei a antologia "Mais amor, por favor", onde tem um conto da autora Kate Willians, parceira do blog. A Kate não estava lá, mas tirei foto e consegui autógrafo de três autoras: a Lílian Vaccaro, a Giovanna Vaccaro e a Eliana Portella.

editora-coerencia
Com autoras da Coerência
editora-coerencia, flir
Parte do estande da Coerência

 Como disse anteriormente, pelo pouco tempo que eu tinha, por não ter me programado, e pelo fato de estar muito cheio, acabei não entrando em todos os estantes. Só fui mesmo nos que eu já conhecia e nos estandes de livrarias. Não encontrei muitos dos meus livros desejados, nem alguns lançamentos que procurava, mas encontrei diversos livros super baratos em alguns estandes. No vídeo eu mostro todos os que comprei, e foi bem mais do que no ano passado (lembrando que ganhei parte deles como presente de Dia dos Namorados, e que os preços estavam ótimos! Não pensem que eu sou rica, rsrsrs)!


 Eu trouxe muitos livros para casa, né? Mas confesso que ainda fico pensando que poderia ter gastado mais vinte ou trinta reais para trazer alguns outros que eu queria, mas fazer o quê? Reforçando o pedido: se alguém já tiver lido "Orgulho e preconceito" na edição que mostrei no vídeo, por favor me conta o que achou do trabalho da editora.

 E foi isso! Valeu super a pena ter ido no evento. Foi muito bom estar rodeada por livros e por pessoas que gostam de livros. Certamente vou querer ir no ano que vem, e quem sabe até lá eu consigo ir em algum outro evento do tipo.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: alguém aí já foi na FLIR? Costumam ir em feiras do livro? Conhecem os autores que apareceram no post? E sobre os livros que comprei, já leram algum ou querem ler? Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais: