Minhas Leituras de Dezembro (2018) & Janeiro (2019)

Olá Leitores (as), como estão? No post de hoje, eu gostaria de compartilhar com vocês as leituras que realizei no Mês de Dezembro (2018) & Janeiro (2019). Como estava de férias da faculdade, aproveitei esse momento para dedicar um pouco mais do meu tempo aos livros, e posso dizer que li obras incríveis. Ficaram curiosos para saber quais livros eu li? Então venham conferir!


Em Dezembro consegui ler o total de 3 livros, um único, e iniciei a leitura da série Amores Improváveis. Por incrível que pareça em Janeiro realizei o mesmo número de leituras do mês anterior. Sendo que terminei a leitura da série que iniciei em Dezembro, e li um livro único de uma autora que eu ainda não conhecia, e que superou todas minhas expectativas. Vejam só os títulos aos quais estou me referindo:

Amor Amargo- Jennifer Brown
Esse é um livro que já possuo faz algum tempo, e sempre li muitos elogios a respeito da obra e quanto ela era tocante e emocionante. E apesar de eu ter gostado muito da história, a mesma me proporcionou um turbilhão de emoções, entre eles amor e ódio. A história retrata um relacionamento abusivo, e como este pode consumir a pessoa, e a fazer questionar a própria integridade e sanidade mental. EM BREVE RESENHA.


O Acordo, O Erro, O Jogo, A Conquista  - Elle Kennedy (Série Amores Improváveis)
Como mencionei anteriormente iniciei a leitura dessa série em Dezembro, mas só finalizei agora em Janeiro. Quando houve o lançamento desses livros e eu soube que se tratava de New Adult, um dos meus gêneros literários favoritos, logo o quis adquirir. E apesar de já possuir os livros desde o ano de 2017, só consegui realizar a leitura agora. Confesso que os personagens e a escrita da autora me cativaram tanto que me arrependi de não ter lido esse livros antes. EM BREVE RESENHA.

Se Não Houver Amanhã - Jennifer L. Armentrout
Esta foi uma das minhas melhores leituras até agora, e este livro com certeza entrou para os meus favoritos. Desde a escrita da autora, até a forma como ele trata de assuntos reais de uma forma reflexiva, cativante e emocionante são incríveis. A história vem fazer com que o leitor reflita sobre suas escolhas e como estas podem influenciar toda uma vida. Além de nos fazer pensar que o amanhã que tanto esperamos às vezes pode não chegar a existir, ou até mesmo ser diferente do que planejamos. EM BREVE RESENHA.

Então leitores estas foram as minhas leituras, os três livros lidos em Janeiro fazem parte da minha Meta Literária: 12 Livros para Ler em 2019. Infelizmente agora em Fevereiro o meu ritmo de leitura com certeza irá diminuir, pois as férias estão acabando e volto á faculdade. Além de que este é meu último ano e também tem o tão sonhado TCC. Entretanto espero ler no mínimo um livro por mês.  Mas e vocês, assim como eu conseguiram ler bastante livros nas férias? Quantos livros vocês leram? Já tiveram oportunidade de ler algum desses livros, ou se interessaram pela leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post

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Resenha: livro "Primavera Eterna" (Quatro Estações), Stephen King

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com "Primavera Eterna", livro do Stephen King publicado no Brasil pela editora Francisco Alves em 1988.

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 A história é narrada por Red, um presidiário da Penitenciária Estadual de Shawshank que tem contatos e consegue praticamente tudo o que os outros detentos possam desejar: comidas, bebidas, livros... Ele só se recusa a fornecer armas ou drogas. Red vai nos contar sobre um novo prisioneiro: Andy Dufresne, um banqueiro acusado de matar a esposa e o amante, que foi preso mas se dizia inocente.

 "Se vocês estiverem pensando sobre o assunto, deixe-me dizer que a administração sabe sobre o mercado negro. E claro que eles sabem. Provavelmente sabem quase tanto sobre meu negócio quanto eu. Eles aceitam porque sabem que uma prisão é como uma grande panela de pressão, e tem que haver válvulas de escape para deixar sair algum vapor. Eles dão batidas ocasionais, e já fui para a solitária umas três vezes nesses anos, mas quando se trata de posters eles fazem vista grossa. Viva e deixe viver. E quando uma grande Rita Hayworth aparecia na parede de alguma cela, presumia-se que tivesse vindo pelo correio, mandada por algum amigo ou parente. E claro que todos os pacotes de amigos e parentes são abertos e o conteúdo é relacionado, mas quem vai examinar e verificar a relação de conteúdo para uma coisa tão insignificante quanto um poster de Rita Hayworth ou de Ava Gardner? Quando você está numa panela de pressão, aprende a viver e deixar viver, ou alguém te abre uma nova boca bem acima do pomo-de-adão. Você aprende a ser tolerante." (páginas 25 e 26)

 Andy e Red ficariam no mesmo presídio por mais de 20 anos e desenvolveriam uma amizade. Durante toda a leitura, o narrador nos mantém curiosos para descobrir onde essa história vai dar, se Andy é mesmo inocente e vai conseguir provar isso, ou se vai sucumbir aos conflitos com guardas e outros prisioneiros e perder seu jeito sereno e persistente, ou ainda se Red se enganou em seu julgamento e Andy vai causar problemas com seus excêntricos pedidos. Como a história de Andy e Red vai acabar? Em liberdade ou em morte?

 "Tudo o que sei, com certeza, é que Andy Dufresne não era como eu ou como qualquer outra pessoa que já conheci desde que vim para cá. Ele trouxe 500 dólares enfiados nos traseiro, mas de alguma forma aquele filho da mãe conseguiu trazer uma outra coisa. Um senso de seu próprio valor, talvez, ou um sentimento de que, no fim, seria o vencedor... ou talvez até fosse um senso de liberdade, mesmo no interior desses malditos muros cinzentos. Era uma espécie de luz interior que carregava consigo. Eu só o vi perder essa luz uma única vez, e isso também é parte da minha história" (página 37)

 Do Stephen King eu já havia lido o conto "O dedo semovente" e o livro "A Incendiária". "Primavera Eterna" é diferente das outras duas histórias que li, pois não traz nada de sobrenatural. O livro mostra o talento do autor também para escrever histórias que envolvam apenas pessoas comuns, sem nenhum poder especial. A trama tem sim muita tensão e suspense, além de algumas cenas pesadas que retratam a violência física e sexual que pode ser vivida dentro de uma prisão.

 "Quando se tira a liberdade de um homem e se ensina a viver dentro de uma cela, ele parece perder a capacidade de pensar em dimensões. É como aquele coelho que falei, apavorado com os faróis do caminhão prestes a matá-lo. Freqüentemente o prisioneiro que acaba de fugir vai fazer alguma coisa idiota que não tem a menor chance de dar certo... e por quê? Porque isso vai trazê-lo de volta. De volta para onde compreende como as coisas funcionam.
 Andy não era assim, mas eu era." (página 74)

 Foi interessante poder observar alguns aspectos da escrita do King, como sua forma de apresentar detalhes sobre os personagens secundários que serão importantes para determinar o comportamento desses personagens em cenas futuras, algo que já havia chamado minha atenção em "A Incendiária".

 "Acho que as coisas acontecem em três níveis principais na experiência humana: bom, ruim e terrível. E à medida que se desce na crescente escuridão em direção ao terrível, fica cada vez mais difícil fazer subdivisões." (página 58)

 "Primavera Eterna" foi uma leitura da qual eu gostei muito, fui envolvida pela história logo de cara, torci pelos personagens e fiquei curiosa com o que aconteceria até o final que, por sinal, me deixou bem contente. É uma leitura que recomendo para quem quer conhecer a ótima escrita do King num livro mais curto e que pode ser lido rapidamente, sem risco de apavorar ninguém com acontecimentos sobrenaturais, mas reforço o aviso de que há alguns fatos violentos.

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 Pode ser difícil encontrar exemplares da mesma edição que tenho (que conta com páginas amareladas, boa revisão e diagramação), mas "Primavera Eterna" também pode ser lido no livro "As quatro estações", publicado mais recentemente pela Editora Suma, que reúne 4 histórias do King, cada uma relacionada à uma estação do ano. Também chamado de "Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank", "Primavera Eterna" é classificado como um conto na ficha catalográfica, mas como uma novela nas pesquisas do Google. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica da história, o filme foi intitulado "Um Sonho de Liberdade" e traz Morgan Freeman e Tim Robbins nos papéis principais.



 "Lembre-se de que a esperança é uma coisa boa, Red, talvez a melhor coisa, e as coisas boas nunca morrem." (página 97)

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já leram esse ou outro livro do autor?
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Resenha: livro "Posso te amar", Zeli Scheibel

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Posso te amar", escrito pela Zeli Scheibel e publicado em 2018 pela Ler Editorial.

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 A história é narrada em terceira pessoa e nos apresenta Lívia, uma jovem de Porto Alegre que estava no último ano da faculdade e foi fazer estágio num hospital onde desenvolveria um projeto sobre qualidade de vida para idosos.

 Além de toda a tensão com o término da faculdade, Lívia ainda tinha que lidar com seu daltonismo (incapacidade de diferenciar algumas cores) que vivia colocando-a em situações embaraçosas, e sobre o qual os pais não gostavam de falar, parecia que estavam escondendo alguma coisa. Felizmente, ela tinha Bruna, sua melhor amiga, com quem desabafar.

 Lívia conheceria Caio em uma festa. Ele estava de volta ao Brasil com a missão de convencer a avó a vender uma propriedade em Gramado para uma construtora. Se Caio conseguisse, finalmente se veria livre de quem o prendia em outro país e teria um emprego para ficar no Brasil. Lívia ficou encantada com ele, mas várias pessoas lhe avisavam que Caio poderia não ser um bom rapaz.

 Se a vida amorosa de Lívia ficaria meio complicada, assim como a vida familiar, o trabalho no hospital não seria diferente. Lívia acabaria vivenciando estranhas experiências ao entrar no quarto de Otávio, um senhor que estava em coma e que parecia ter sido abandonado pela família lá no hospital, mas que recebia misteriosas visitas que não pareciam ser coisa desse mundo. Será que Lívia conseguiria descobrir uma forma de ajudar Otávio ou pelo menos contactar os familiares dele? Os pais da jovem estariam mesmo escondendo algo? E seu relacionamento com Caio iria adiante? São as questões que iremos descobrir ao longo da leitura.
 "- (...) Você precisa conhecer a verdade sobre a história do idoso. Pense nisso.
 (...) Ainda em frente à porta do quarto, Lívia argumentava consigo mesma. O que estaria errado na história de Otávio que Antônia e Patrícia insinuavam? Nada do que diziam parecia fazer sentido."
(página 65)
 "Posso te amar" foi um livro que comecei a ler sem saber muito bem o que esperar, mas logo de cara, percebi que o romance entre Lívia e Caio não seria o foco da história, e sim a busca da jovem para entender o que se passava com Otávio. A história da família de Lívia e de Caio está entrelaçada, ainda que demoremos para descobrir todos os pontos que os ligam.

 Mesmo o romance não sendo o principal, a autora se arriscou na construção do casal. Caio realmente mostra que não é nenhum santo em alguns momentos, e a Lívia me irritou demais com sua mania de não se alimentar direito e sua indecisão em alguns momentos. Não posso garantir que agiria de outra maneira se estivesse no lugar dela em relação a temer descobrir algumas verdades logo. Já em relação à alimentação, cresci entendendo que "saco vazio não para em pé" e que se eu não quiser causar sofrimento a mim mesma, preciso pelo menos me alimentar; felizmente a autora mostrou que esse comportamento de Lívia tinha uma justificativa. Temos dois personagens imperfeitos, que tornam a obra também uma trama sobre redenção, aprendizado e crescimento.
 "- Não se engane! A quietude pode guardar pensamentos agitados.
 Sentiu o rosto esquentar. Não acreditava que tivesse dito aquilo. Ele disfarçou com um sorriso, mas as palavras depois de proferidas não tinham mais volta. Essas coisas se passam em segundos, mas o arrependimento pode permanecer por muitos dias, meses ou anos na mente de quem as disse."
(página 43)
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 A edição da Ler tem uma capa em tons agradáveis e imagens que remetem à história e ao cenário onde ela se passa, páginas amareladas, detalhes no início de cada capítulo, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho e alguns erros de revisão. Ainda que alguns diálogos tenham sido um pouco confusos, os capítulos são curtos, podendo ser uma leitura rápida.

 A autora classifica seu livro como romance espiritualista, e ele tem muito em comum com livros espíritas, ainda que a parte dos ensinamentos sobre o espiritismo não se sobreponha à história. Lívia tem sonhos recorrentes, vê e se comunica com seres que ninguém mais vê ou escuta e seu corpo é afetado por tudo isso. Então, é uma leitura que acredito que possa ser mais interessante para quem se interessa pela temática do espiritismo.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado de conferir a resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Gostam de histórias que falem sobre temas espirituais?

 Detalhes: 304 páginas, ISBN-13: 9788568925690, SkoobCompre na loja da editoraClique e compre na Amazon (e-book disponível no Kindle Unlimited):

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RESENHA: Infinito + Um, de Amy Harmon


Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a resenha do livro Infinito + Um, da autora Amy Harmon. Esse e mais um livro que estava encalhado na minha estante e que consegui lê-lo através da Meta Literária Desencalhando Livros. E apesar da história ter tido seus altos e baixos, ainda sim foi um livro que me proporcionou grandes aprendizados. Por isso, vale a pena conferir minha opinião completa sobre esta obra.

Foto: Skoob 
Título: Infinito + Um
Autora: Amy Harmon
Editora: Verus
Ano: 2015
Páginas: 336
Gênero: Jovem Adulto / Literatura Estrangeira / Romance / Ficção

SINOPSE

Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios? Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer. Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida. Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida. Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.



Após ter tido uma experiência incrível com a leitura do livro Beleza Perdida, da mesma autora é lógico que iria querer ler outras histórias escritas pela mesma. E logo em seguida a Editora Verus, anunciou a publicação do título Infinito + Um, e fiquei muito entusiasmada para adquirir. No entanto li algumas resenhas dizendo que esse livro não se comparava ao outro, o que acabou fazendo com que eu deixasse esse título de lado, até que ano passado resolvi dar uma chance. Os leitores estavam certo, mas não me arrependo de ter lido esse livro. Venha conferir o motivo.   


(...) Tornou-se um jogo. Um jogo de “e se?”. Onde quer que eu fosse, tramava um fuga louca. Sonhava com ela. Fantasiava sobre ela. E agora eu estava ali, indo embora de uma arena que simbolizava o super estrelato. E não olhei para trás. (Pag.17)

Este livro narra a história dos personagens Bonnie, e Clyde. Bonnie é uma cantora country muito famosa e rica. No entanto o fato de ser famosa a impediu de fazer as coisas mais simples da vida e uma delas foi a de passar todos os momentos possíveis ao lado de sua irmã gêmea, e isso a abalou mentalmente. Já que sua fortuna lhe proporcionou uma vida boa, mas não salvou a vida de quem ela mais amava. Clyde é um cara pobre, que quer apenas viver uma vida longe do seu passado. Além de lindo, atencioso, e carismático ele possui uma inteligência superdotada para a matemática, e poderia ganhar muito dinheiro sendo um grande profissional. Contudo ele não quer dinheiro, apenas quer ser feliz, e recomeçar. Principalmente após perder a pessoa que mais amava. Ambos são opostos um do outro, mas dividem a mesma dor da perda, e é isso que vai lhes atrair.  Clyde após decidir se mudar da sua cidade onde morava com sua mãe e seu irmão, acaba se deparando com alguém numa ponte tentando tirar a própria vida. E sem pestanejar duas vezes, ele arrisca a própria vida e tenta ajudar essa pessoa. O que ele não sabia e que esse ato de amor irá mudar todo o seu futuro e seus planos. Assim ambos se conhecem, em uma situação totalmente inusitada, que vai lhes aproximar e fazer com que eles viajem juntos, e acabam conhecendo-se verdadeiramente. Será que realmente os opostos se atraem ou o destino os uniu?


-Tenho dinheiro. E posso conseguir o que preciso ao longo do caminho. Eu não trouxe muita bagagem.- Dei de ombros. -Achei que não precisaria de malas no céu. (Pag.23)

A personagem Bonnie está passando por uma crise existencial, ou seja, não vê motivos para viver, e no decorrer do livro a gente compreende seus motivos. Às vezes algumas pessoas vão dizer, a mais ela era rica, tinha dinheiro, podia comprar tudo. Mas uma coisa que a autora soube muito bem explorar foi a questão de que a felicidade é uma coisa bastante subjetiva, pois o que me faz feliz, ou querer viver, não é o mesmo que vai fazer o outro feliz. Tanto que Clyde tinha muito menos, e apesar de transparecer que não era totalmente feliz (mas quem é?), ainda assim via uma oportunidade de recomeçar. Após tentar salvar Bonnie, ela ainda o convence a dar uma carona, e isso se transforma em uma viagem sem fim. E no decorrer desta e que eles vão se conhecer é se aproximar. E o mais engraçado é que Clyde não faz ideia de que Bonnie é super famosa e rica. É isso me arrancou boas risadas. Mas quem vê cara, não vê coração. Não é isso que dizem?

-Eu não quero morrer de verdade.Seus olhos se desviaram da estrada para analisar, depois se voltaram para frente.-Só não estou morrendo de vontade de viver.- falei. (...) (Pag.49)

Os personagens foram muito bem construídos, ambos possuem peculiaridades, e características próprias e reais. Eu aprendi muito sobre matemática no decorrer do livro, e Finn (Clyde) dá uma grande aula durante todo o desenvolvimento da trama. Um dos grandes pontos altos da trama, é que durante a viagem eles passam por grandes desafios, fazendo menção ao casal fora da lei Bonnie e Clyde (se não me engano), já que suas histórias era bem parecidas. De forma que me prendeu durante o decorrer da trama, pois queria saber qual caminho eles iriam seguir.. Será que Clyde se colocaria em risco por uma pessoa que mal conhece? Torci muito para que ambos fossem felizes no final, independente de ficarem ou não juntos... Mas, o ponto baixo da trama, é que a história se prolongou sem necessidade, deixando a leitura cansativa, por fim só queria finalizar a leitura para saber como os personagens iriam terminar (juntos ou separados).  O livro é narrado em primeira e terceira pessoa. Em primeira pela perspectiva de Bonnie, e em terceira focando na descrição dos sentimentos e pensamento de Clyde.


-A tatuagem é uma lembrança de que as escolhas feitas no desespero quase sempre são escolhas ruins. (Pag.97)

Enfim, esta foi uma leitura muito gostosa de se realizar. Pois todas as aventuras que os personagens vivenciaram, até mesmo a mistura de ficção com realidade deixam a leitura ainda mais instigante e envolvente. Contudo é uma leitura para se fazer sem muitas expectativas, ou sem achar que a história irá te emocionar. Muito pelo contrário, há momentos que você vai passar raiva, tristeza, alegria, no decorrer da trama. Recomendo a leitura dessa obra, e especialmente do livro Beleza Perdida (que por sinal é uma história incrível). Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este ou outro livro dessa autora? Se interessaram por esta obra? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post

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Sorteio volta às aulas (2 kits de livros e itens de papelaria)

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 Nesse clima de início de ano e volta às aulas, nos reunimos para presentear vocês leitores, que amam livros e itens de papelaria assim como nós. Foram itens escolhidos com muito carinho, então esperamos que vocês gostem e participem bastante.

 Fiquem atentos as regras:

A promoção terá duração de um mês, do dia 10/02/2019 ao dia 10/03/2019;

- A opção obrigatória vale 1 ponto, enquanto as opcionais valem 5 pontos cada;

- Na opção "Visitar a Página" não basta apenas passar por ela, é preciso curtir;

- Após o término da promoção, o resultado sairá em até quinze dias úteis;

- O ganhador tem 48h para responder o e-mail com os dados de envio, caso contrário o sorteio será refeito;

- Após feito o contato, os prêmios serão enviados dentro de até 60 dias úteis;

- É obrigatório residir em território nacional ou ter endereço de entrega no Brasil;

- Cada blog ou parceiro será responsável pelo envio do prêmio cedido por ele, mas nenhum de nós nos responsabilizamos por extravio ou atraso na entrega dos Correios, bem como danos causados nos livros. Assim como não nos responsabilizamos por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador, e/ou ausência de recebedor. Os livros não serão enviados novamente;

- Para o livro ser enviado, é necessário que o ganhador passe o número do CPF juntamente com os dados de entrega, quando o contato do resultado for feito, já que agora os Correios solicitam uma declaração de conteúdo (saiba mais aqui) Só participe do sorteio se estiver de acordo;

- Sorteio organizado pelo blog Ei Nati, qualquer dúvida entre em contato por email contato.natirabelo@gmail.com

- Este concurso é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita.



Prêmios:

Guia Animais Fantásticos - Ei Nati

Rebelde e um mundo novo - Eu Pratico Livroterapia

Pôr do sol no Central Park - Pétalas de Liberdade

Tarde Demais - Tudo que Motiva

50 marcadores - Pensamentos e Opiniões

Caderninho totalmente artesanal (tam. A5 com ilustração na capa do Darth Vader) + 1 print de ilustração (tam. A5 - Hermione) - Pedro Figueiredo Ilustrador

Kit de papelaria com aprox. 6 itens variados - Secret Magic
Kit com 20 folhas de fichário diversas - Vivendo Sentimentos




Prêmios:

Lonely Hearts Club - Ei Nati
As Variações de Lucy - Seja Cult
Nas Montanhas do Marrocos - Livro Lab 
Grumpy Cat um livro azedo - Roendo Livros
Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente, TCD + marcadores - Conduta Literária
Kit de Marcadores - Escuta Essa
2 prints de ilustrações (tam. A5 - Mulher Maravilha e Dumbledore) - Pedro Figueiredo Ilustrador
Kit de papelaria com aprox. 5 itens variados - Ei Nati

Resenha: livro "Pó de parede", Carol Bensimon

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com "Pó de parede", livro escrito pela Carol Bensimon e publicado pela Não Editora em 2017.

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 "(...) pensou como seria bom se ainda houvesse dancinhas, se ainda houvesse dancinhas possíveis, e que vida difícil era essa que nos fazia entender as coisas só quando saíamos do lugar. Mas parecia tão tarde. E caminhou devagar. O vento soprava mais forte. Ouvia o ranger dos balanços. E para que os balanços soltos no vento da madrugada não a assombrassem, seria preciso enroscar as suas correntes. Seria preciso imobilizá-los e esperar pela paz das não-lembranças." (página 58)

 O livro é composto por três histórias independentes, ligadas apenas pela presença de construções. A primeira se chama "A Caixa", e nos apresenta Alice, uma garota que morava com os pais numa casa que foi o grande projeto de um arquiteto e que, por isso, era muito diferente de todas as casas do bairro, inclusive era apelidada de Caixa e alvo da curiosidade dos vizinhos.

 Alice acabava sendo vítima de bullying por parte dos colegas por morar numa casa tão excêntrica, mas tinha em Tomás um amigo, e também havia Laura, aparentemente uma garota perfeita, mas que escondia um espírito transgressor e rebelde.

 A história vai e volta no tempo, alternando entre os anos noventa e dois mil, o que nos permite ver como esse trio de personagens e a amizade deles foi crescendo ao longo dos anos. A história mostra o conflito de gerações, onde os pais de Alice foram influenciados pelo movimento hippie, enquanto a garota admirava a "normalidade" da vida da família de Laura. E mostra também que, algumas vezes, um ato excêntrico pode ser uma grande prova de amizade, como o que estava por trás da construção da Casa Caixa.

 "Para tudo, minha mãe tinha uma dancinha. No meio da sala inesperadamente começava a balançar os quadris sempre com os cotovelos dobrados e as mãos tensionadas, como se lutasse um tipo de boxe para senhoras. Seus olhos ficavam fechados o tempo todo. Minha mãe estava dançando numa porção de fotos nos álbuns, as que tinham as cores já meio azuladas dos anos setenta, e com alguma frequência aparecia querendo levar alguém junto para a sua dança. Ela dançou enquanto eu ensaiava All My Loving na flauta doce para uma apresentação do colégio. Dançou quando ganhamos um sofá numa promoção, que depois pareceu inadequado demais para ficar entre nós e que então acabou no apartamento do tio Vítor. Dançou e me puxou para a dança quando eu tirei o Nirvana do som e coloquei um dos seus Van Morrison, confessando que não era de todo mau um pouco de folk vez ou outra." (página 17)

 "Meu pai sentou no sofá com a manta de lhamas bordadas. Minha mãe estava de pé, dançou. E se olhavam. Enquanto se olhavam, era como se um monte de fiozinhos invisíveis os ligassem em suas situações secretas compartilhadas, e eu de fora. Mas dessa vez quase não durou. Parecia que tinham se surpreendido numa situação embaraçosa, do tipo quando nos vemos numa velha filmagem e ficamos envergonhados pelo nosso comportamento de anos atrás. Minha mãe estava morrendo de medo que logo se sentisse ridícula demais para fazer esse tipo de demonstração, então cada dança era como se fosse sua última faísca de vida, antes de ter que se balançar em segredo entre seu quarto e o banheiro, ou na frente do congelador.
 Eles estavam ficando velhos, meu pai e minha mãe, e suas ideias também. (...) Envelhecer era o tipo de coisa dura para pessoas como eles.
 Agora já era noventa e um, gente com camisa de flanela andando de cabeça baixa. Logo eu teria as minhas também. A minha cabeça pelo menos já olhava para o chão, mas na minha casa era sempre sessenta." (páginas 18 e 19)

 O segundo conto é "Falta Céu", ambientado numa cidade pequena e pacata, onde o início de construções na beira do rio se tornaria uma novidade e motivo de curiosidade para João, Lina e Titi. A história reflete bem o que é viver num lugar pequeno e como a curiosidade adolescente enxerga as situações ao redor.

 "Capitão Capivara" fecha o livro, é narrado em primeira pessoa por dois personagens: uma jovem que vai trabalhar num hotel e precisa se fantasiar para entreter as crianças, e um escritor que está hospedado lá para escrever seu próximo livro, embora não esteja muito empolgado com isso (talvez por ter sido deixado pela mulher recentemente). Temos dois personagens que definitivamente não estão em seus melhores momentos.

 "Bem. Trate de falar coisas positivas sobre esse hotel hein. Faça um belo de um contraste entre o luxo do hotel e os pensamentos bárbaros do seu assassino. E, Carlo, você ainda vai fazer o cara matar o casal com veneno?
 A princípio sim.
 Certo. Pergunte então a algum médico que tipo de veneno você pode usar.
 E a partir daí foi uma sucessão de tragédias. Primeiro desliguei bastante irritado com essa última colocação e fui até um cavalete com a programação do evento, por puro masoquismo. Na abertura, falaria um médico muito famoso. Ironicamente, era um sujeito que tinha publicado três livros pela minha editora. E eles venderam mais que os meus, porque qualquer coisa que venha com regras de funcionamento para a felicidade vende como água hoje em dia. São livros de bolso que dizem o que fazer para que as pessoas vivam mais, porque as pessoas sempre querem viver mais, mesmo que se queixem o tempo todo quando estão vivas." (página 115)

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 "Pó de parede" foi um livro que comecei a ler sem saber o que esperar (comprei porque tinha um vale numa loja e sabia que a autora foi indicada a prêmios). Logo no início da leitura, fui cativada pela escrita da Carol, por seus personagens, ambientações e histórias. Como vocês podem ver nas citações que coloquei na resenha, a escrita da autora é muito agradável, proporcionando uma leitura fluida. Os personagens que ela cria tem características que poderíamos encontrar em nós mesmos ou em pessoas que conhecemos ao longo da vida. Os lugares descritos são muito fáceis de imaginar, assim como as situações vividas pelos protagonistas (quem nunca passou por uma situação constrangedora no trabalho, ficou curioso com uma novidade por perto, teve um crush na adolescência ou se surpreendeu com um amigo e com os pais?).

 Sobre a edição: acho bonita a capa desse livro, que tem páginas amareladas, boa revisão e diagramação com bom tamanho de letras, margens e espaçamento.

 Falei mais sobre a primeira história, talvez por ela ser a maior e onde os personagens apresentam mais nuances, mas gostei muito de todos os três contos, ainda que o primeiro tenha me marcado mais. "Pó de parede" foi uma leitura rápida, cativante e muito agradável. Eu recomendo para todo mundo, especialmente para quem procura bons livros nacionais.

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 Detalhes: 128 páginas, ISBN-13: 9788561249052, Skoob. Curiosidade: alguns músicos e bandas são citadas na obra, dois mencionados em "A Caixa" seria ótimas trilhas sonoras para a leitura, "Moonlight Sonata" e Van Morrison. E sim, o livro termina daquele jeito mesmo! Clique para comprar na Amazon (e-book disponível no Kindle Unlimited):

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Qual das três histórias lhe chamou mais a atenção?

Até o próximo post!

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