Resenha: livro "A invenção de Morel", Adolfo Bioy Casares

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com "A invenção de Morel", livro escrito pelo argentino Adolfo Bioy Casares, lido na edição da Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura de 2016.

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 Narrada em primeira pessoa, a história é uma espécie de diário onde um homem condenado à prisão perpétua relata seus dias na ilha deserta para onde fugiu. Na ilha havia três construções abandonadas: um museu, uma igreja e uma piscina. Havia rumores sobre uma misteriosa doença na ilha, mas tudo o que o fugitivo queria era escapar da prisão e ele não deu ouvido a esses rumores.

 "A vida de fugitivo deixou meu sono mais leve: tenho certeza de que não chegou nenhum barco, nenhum avião, nenhum dirigível. No entanto, de uma hora para o outra, nesta abafada noite de verão, o capinzal do morro se cobriu de pessoas que dançam, passeiam e nadam na piscina como veranistas que estivessem instalados faz tempo em Los Teques ou em Marienbad." (página 8)

 O narrador estava lidando como podia com as dificuldades do local isolado, até que, um dia, misteriosamente, apareceram pessoas na ilha. O fugitivo ficou desesperado com a possibilidade de ser descoberto por elas e enviado para a prisão, imaginando que o fato de aquelas pessoas parecerem não estar procurando-o poderia ser uma armadilha para que se aproximasse. Será que o narrador vai conseguir se manter escondido? Por quanto tempo aqueles visitantes permanecerão na ilha? O fugitivo será vencido pela solidão e sucumbirá a vontade de se aproximar? E, principalmente, quem são aqueles visitantes tão peculiares?

 Comprei esse livro pelo fato de alguns canais que acompanho terem falado sobre ele (embora eu não me lembrasse se bem ou mal) e pela sinopse que o descreve como "clássico da ficção científica latino-americana que inspirou Lost" (seriado que não cheguei a assistir, mas a sinopse do livro me deixou curiosa).

 Imaginei mil e uma possibilidades que justificassem o aparecimento das pessoas na ilha e o fato de elas não notarem a presença do fugitivo. Minha primeira hipótese foi a de que as pessoas seriam uma alucinação causada por raízes que o fugitivo usava para se alimentar. Mas, como é dito na sinopse, tudo está relacionado com uma máquina inventada por um tal de Morel e uma espécie de imortalidade por meio de imagens. Talvez vocês também já estejam criando suas próprias teorias ou até tenham descoberto o motivo de as outras pessoas na ilha estarem alheios aos narrador, mas lhes garanto que serão muito surpreendidos ao compreenderem a história toda. Eu fiquei chocada com a invenção que dá nome ao livro, discordo fortemente da validade do tipo de imortalidade mostrado na obra e não queria de forma alguma ser amiga desse tal de Morel, é apavorante o que ele foi capaz de fazer, ainda que tenha certa lógica.

 "Já é hábito de minhas mais lúcidas teorias se desfazerem no dia seguinte, ficando apenas como provas de uma espantosa combinação de inépcia e entusiasmo (ou desespero). Talvez minha ideia, uma vez escrita, perca a força." (página 78, o leitor também vê cada uma de suas teorias sendo desfeitas juntamente com as do narrador)

 É um livro curto, com menos de cem páginas, mas talvez por eu ter lido antes de dormir, tenha me dado sono (agora tenho um livro para usar como resposta em tags que peçam "livro que deu sono"). A linguagem é um pouquinho difícil, com algumas palavras pouco comuns, mas é uma leitura cativante. É uma história onde somos conduzidos pelo narrador de forma a ficarmos mais curiosos a cada página, imaginando mil e uma teorias que expliquem o que está acontecendo, torcendo para que nossas piores previsões não se concretizem, e quando a verdade vem à tona, é impossível ficar indiferente. Então, é sim uma leitura que recomendo, tanto para quem gosta de ficção científica quanto para quem não leu nada do tipo ainda.

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 A edição tem uma capa com uma ilustração abstrata, páginas amareladas, boa revisão, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 "Talvez todo esse empenho higiênico em não esperar seja um pouco ridículo. Não esperar da vida, para não arriscá-la; dar-se por morto, para não morrer. De repente isso me pareceu um letargo pavoroso, inquietíssimo; quero que acabe. Depois da fuga, depois de ter vivido sem atentar a um cansaço que me destruía, conquistei a calma; minhas decisões talvez me devolvam a esse passado ou aos juízes; são preferíveis a este longo purgatório." (página 20)

 Detalhes: 88 páginas, ISBN-13: 9788579492891, Skoob. Edições disponíveis na Amazon:


 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha de hoje. Me contem: já conheciam o livro ou o autor? Gostam de histórias sobre pessoas em ilhas (não tão) desertas?

 ♥ Clique e confira também a resenha de "O curioso caso de Benjamin Button", de F. Scott Fitzgerald, outro livro da coleção Folha Grandes Nomes da Literatura.

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RESENHA: Amor Amargo, de Jennifer Brown


Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a resenha de mais um livro. Dessa vez da obra Amor Amargo, da autora Jennifer Brown que possui uma história que me tirou da minha zona de conforto. Além de abordar mais uma vez a questão do relacionamento abusivo, e que este pode acontecer com qualquer mulher, independente de idade, raça, ou classe social. Desse modo os convido a conferir minha opinião completa sobre esta obra.

Foto: Skoob
Título: Amor Amargo
Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Ano: 2015
Páginas: 256
Gênero: Jovem Adulto

SINOPSE

Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.

Até Cole aparecer.

Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…

Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown – do sucesso A Lista Negra – nos leva até o limite de nossos sentimentos.


Eu sou o tipo de leitora que antes de decidir se irei ler ou não algum livro, primeiramente leio muitas resenhas, e li opiniões bastante positivas a respeito dessa obra. O que fez com que eu tivesse interesse em lê-lo, além do fato de saber que se tratava de uma história que retrata a questão do relacionamento abusivo. Um assunto que me interesso bastante por aprofundar. E a autora mais uma vez conseguiu apresentar de maneira real e palpável um assunto muito importante.

(...)A princípio, a ideia tinha sido minha: ir até o lugar para o qual a mamãe estava indo quando morreu e tentar descobrir o que tinha lá de tão importante, que a levou a abandonar sua família. (Pag.11)

Este livro narra a história da personagem Alex. Ela está cursando o último ano do ensino médio e tem muitos planos para o futuro. Desde a ir para faculdade, até viajar com seus melhores amigos de infância: Bethany, e Zach. Desde que eles decidiram fazer esta viagem juntos, planejam cada detalhe de forma que se encontram uma vez por semana para que tudo isto seja discutido. Contudo, todos os seus planos, círculo de amizade, e seu relacionamento familiar se vê sendo desestruturado após conhecer Cole. O garoto misterioso, e novato da sua escola que em um primeiro momento demonstra ser amoroso, atencioso, carinhoso. Mas, que na verdade se trata de um adolescente manipulador, abusivo, agressivo, além de controlador. Que transforma a vida de Alex em um pesadelo que parece sem fim, fazendo com que ela questione sua própria integridade, valores e crenças. Será que os relacionamentos abusivos acontecem por culpa da vítima que insiste em continuar com a pessoa, ou do próprio agressor?
É isso pensei. Essa é parte dos relacionamentos que eu sempre soube que existia. A parte romântica. A parte romântica. A parte da alma gêmea . É isso que vi naquelas fotos dos meus pais - felicidade, amor, sacrifício. Coisas verdadeiras. Aqui está. Bem nas minhas mãos. (Pag.76)



Durante a leitura é notório que a personagem Alex é uma menina muito carente, tanto de amor e carinho familiar, quanto de uma presença masculina que a ampare. Digo isso pelo fato de que sua mãe abandonou a família. E apesar de ela possuir duas irmãs, ela e seu pai foram os que mais sofreram pela sua morte e abandono. Tanto que no decorrer da trama Alex busca uma resposta para o motivo que a levou a abandoná-la e de chamar a atenção do pai, para que o mesmo passe a se importar com sua família e filhas. Ela possui ótimos amigos, tanto Bethany quanto Zach sempre tiveram ao seu lado nos momentos bons e ruins. Quando Alex conhece Cole, parece só amizade, mas ela logo se apaixona por ele, de modo que quando ela percebe está abrindo mão de sua vida para viver a vida que ele deseja. Se afasta de seus amigos, pois ele é super, hiper mega ciumento, ou porque ele acha que ela deveria passar seu tempo livre sempre ao seu lado. E quando se dá conta todos os motivos, por mais bobo e infantil que seja, já é desculpa para ele sentir tanta raiva, ao ponto de perder a cabeça e agredi-la. Depois pede perdão a ela, diz que este foi um momento incomum, e promete que isso nunca mais vai acontecer e que a ama. De modo que ela o perdoa e lhe dá mais uma chance. Contudo isso passa a ser cada vez mais comum, e frequente. Tanto que todos ao seu redor começam a perceber o que está acontecendo e passam a questioná-la. Mas, ela nega, diz que não está acontecendo nada, pois se sente totalmente culpada, e com medo de as pessoas a julgarem.


(...) Eles tinham famílias felizes. Famílias completas. Eles nunca ansiavam por amor - sempre que queriam uma pitada, estava logo ali, ao alcance das mãos. (Pag.123)


Percebem pela descrição acima, como esta história poderia ser de qualquer garota, ou mulher que passa ou já passou pela mesma situação? E como é recorrente que isso se ocorra do mesmo modo. Outro fato muito importante e que na maioria das vezes (pelo menos eu) associava relacionamento abusivo a casamento, no entanto isso tem se ocorrido cada vez mais frequente também em namoro entre os adolescentes, da mesma forma que a autora descreve. Para mim foi tão real essa leitura, que durante a descrição de algumas cenas era como se eu estivesse vivenciando aquele momento. Por isso demorei um pouco para ler a obra, digerindo aos poucos cada página. A história, os personagens foram muito bem descritos, e desenvolvidos. Dando a trama uma descrição muito realista. O livro é narrado em primeira pessoa pela perspectiva da Alex.


Era disso que eram feitas as grandes amizades: perdão e amor incondicional. E massa de biscoitos, claro. (Pag.131)

Este foi o segundo livro que li da Jennifer, sendo o primeiro o título A Lista Negra (super recomendo), que já possui a resenha aqui no blog. Sendo que ambas as leituras foram angustiantes e muito extraordinárias. Portanto não vejo a hora de ler seu novo título Mil Palavras que já está na minha lista de leituras a serem realizada. Acredito que seus livros deveriam ser lido por todos, mas especialmente por adolescentes, pois ao meu ver poderiam ser bastante informativos. Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este ou outro livro dessa autora? Se interessaram por esta obra? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post

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Resenha: livro "Iracema", José de Alencar

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Iracema", clássico da literatura nacional, escrito pelo José de Alencar e publicado em 1865. Você pode apertar o play e conferir em vídeo ou continuar lendo:



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 A história é narrada em terceira pessoa e nos apresenta Iracema, filha do pajé dos tabajaras. Certo dia, na floresta, Iracema viu um ser que ela não sabia se era um homem branco ou um espírito mal. Na dúvida e agindo por impulso, Iracema pegou o arco e atirou uma flecha nele. Quando viu o sangue e percebeu que se tratava de um homem, Iracema foi se desculpar e ficou sabendo que o nome daquele rapaz era Martim, um português que tinha se perdido. Ela levou-o até a tribo, onde ele poderia descansar e se orientar para voltar à tribo vizinha onde tinha amigos.

 "Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.
 Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo.
 Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido." (página 13)

 Porém, Iracema ficou apaixonada por Martim, despertando a fúria de outro guerreiro da aldeia que era interessado nela. Esse guerreiro incitou outros índios pra matar Martim, pois não aceitava que aquele homem branco estivesse como hóspede do pajé e sendo alvo da atenção de Iracema.

 Martim também ficou atraído por Iracema, mas a jovem ocupava certo posto na aldeia, tornando o romance proibido e ele não queria arriscar a vida dela. Só que a Iracema era uma guerreira que ia atrás do que queria e não ia desistir fácil desse amor, mesmo que precisasse abrir mão de muita coisa. No decorrer dos capítulos, além das tentativas da Iracema de fazer o Martim sair vivo da aldeia e chegar num lugar seguro, também veremos o relacionamento dos dois se concretizando, sendo que eles são de mundo diferentes.

 "- A tarde é a tristeza do sol. Os dias de Iracema vão ser longas tardes sem manhã, até que venha para ela a grande noite. (...)
 A boca do guerreiro pousou na boca mimosa da virgem. Ficaram ambos assim unidos como dois frutos gêmeos do araçá, que saíram do seio da mesma flor." (página 30)

 "Iracema" não foi o primeiro livro do José de Alencar que li; na época da escola, li "Senhora", um dos clássicos que mais gostei de ler entre todos os que peguei por vontade própria na biblioteca da escola. "Iracema" é curtinho, pode até ser uma leitura rápida, mas a linguagem é um pouco complicada, pois há muitas palavras que raramente vemos atualmente. Por outro lado, o autor faz muitas comparações com a natureza, e a forma como ele descreve os cenários pode ser encantadora.

 Se a paixão instantânea da Iracema pelo Martim me incomodou um pouco, a personalidade determinada dela, o fato de ser uma mocinha que sabe se defender sozinha e que ainda por cima defende e salva o Martim, sendo a heroína da história, me agradou bastante. Imaginem, em pleno século dezenove, uma personagem feminina que não tem medo de lutar e é mais esperta e ágil que o mocinho! É interessante e incomum. Uma pena que ela seja a única personagem feminina do livro.

 "- Aonde vai o guerreiro branco?
 - Ao encontro de Poti.
 - O hóspede de Araquém não pode sair desta cabana, porque os guerreiros de Irapuã o matarão.
 - Um guerreiro só deve proteção a Deus e a suas armas. Não carece que o defendam os velhos e as mulheres.
 - Que vale um guerreiro só contra mil guerreiros? Valente e forte é o tamanduá, que mordem os gatos selvagens por serem muitos e o acabam. Tuas armas só chegam até onde mede a sombra de teu corpo; as armas deles voam alto e direito como o anajê.
 - Todo o guerreiro tem seu dia.
 - Não queres tu que morra Iracema, e queres que ela te deixe morrer!
 Martim ficou perplexo." (página 38)

 Esse parágrafo contém SPOILER, então se não quer saber algo que Iracema faz, PULE PARA O PRÓXIMO PARÁGRAFO. Como já comentei, Martim não queria se envolver com Iracema porque isso quebraria uma regra que ela precisava seguir pra alguns rituais pelos quais era responsável na aldeia e tinha até algo sobre uma maldição. Então, mesmo se sentindo muito atraído por ela, Martim decidiu que não faria nada pra concretizar o romance. Ele pediu uma espécie de bebida alucinógena que havia na aldeia pra conseguir dormir. Tomou essa bebida e achou que estava sonhando que estava fazendo amor com Iracema. Eis que ele acorda no outro dia e descobre que não tinha sido sonho, que Iracema aproveitou que ele estava dopado pra se deitar com ele na rede! Agora ela não era mais virgem, não podia continuar na aldeia e iria embora com ele. A cena não é detalhada e até tive que reler pra entender o que de favo havia acontecido. Compreendo que na época em que o livro foi escrito, estupro e abuso sexual não eram tratados como nos dias de hoje, o que não muda o fato de que foi errado o que a Iracema fez, ela tirou do Martim a decisão sobre o próprio corpo. Comento isso pois refletir sobre consentimento nos dias atuais é algo muito importante.

 Fim do spoiler, vamos falar sobre o mocinho. Percebi certa dualidade no Martim: se numa hora ele se dispõe a procurar um lugar onde Iracema possa ser feliz e se preocupa com a felicidade dela, em outros momentos, não consegue evitar que ela perceba que ele está triste, que não é feliz ali, que tem saudade da vida que deixou no continente europeu e que o amor dela não é o suficiente. O relacionamento dos dois é um pouco conturbado.

 "Martim pôs no rosto da virgem olhos de horror:
 - Iracema matará seu irmão?
 - Iracema antes quer que o sangue de Caubi tinja sua mão que a tua; porque os olhos de Iracema veem a ti, e a ela não.
(...) O grande chefe pitiguara levou além o formidável tacape. Renhiu-se o combate entre Irapuã e Martim. A espada do cristão, batendo na clava do selvagem, fez-se em pedaços. O chefe tabajara avançou contra o peito inerme do adversário.
 Iracema silvou como a boicininga e arrogou-se contra a fúria do guerreiro tabajara. A arma rígida tremeu na destra possante do chefe e o braço caiu desfalecido." (página 53)

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 Minha edição é da Ciranda Cultural em formato econômico, comprei na revista da Avon por menos de dez reais. É sem orelhas, com páginas amareladas, a capa é bonitinha, a letra é pequena mas não foi desconfortável para leitura, o espaçamento entre uma linha e outra e as margens têm um bom tamanho. Como é um livro cobrado em alguns vestibulares, no final dessa edição há questões comentadas que nos ajudam a entender melhor o contexto da obra, como o fato de ser uma espécie de lenda sobre o surgimento do primeiro cearense. Existem diversas outras edições e inclusive o e-book gratuito na Amazon.

 "Iracema" é um romance indianista, o indianismo faz parte do Romantismo brasileiro, cuja proposta era fortalecer uma identidade nacional. Lembro que o livro foi comentado nas minhas aulas de literatura na escola. Tenho uma memória bem marcante de uma professora falando sobre como a beleza da Iracema era exagerada na história nessa tentativa de valorizar uma cultura nacional, a professora questionava, por exemplo, sobre como Iracema, "virgem dos lábios de mel", teria um hálito agradável sem dentista, escova de dente e coisas do tipo. Hoje discordo um pouquinho da professora, pois sei que a cultura indígena é muito rica, e que poderiam usar alguma outra coisa para a higiene bucal. Entendo também que os padrões da época eram diferentes dos de hoje em dia, o que era considerado belo na época de José de Alencar é diferente do almejado nos dias atuais.

 Enfim, mesmo não sendo uma leitura fácil pelo vocabulário e eu discordando de algumas atitudes dos personagens, acho que sempre vale a pena ler e conhecer os clássicos, ainda mais esse que é nacional e traz uma protagonista diferente do comum. Fica a recomendação de leitura.

 "O cristão sabia por experiência que a viagem acalenta a saudade, porque a alma dorme enquanto o corpo se move." (página 59)

 Detalhes: 112 páginas, ISBN-13: 9788538077022, Skoob. Clique para conferir as edições disponíveis na Amazon e/ou baixar o e-book gratuito:


 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram "Iracema" ou algum outro livro do José de Alencar?

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Sorteio de aniversário do blog Barda Literária


 Olá pessoal, tudo bem? Nesse início de 2019, exatamente neste mês de fevereiro, o blog amigo BardaLiterária completa seus 5 anos de existência. Nas palavras da Paac: "entre percalços e dificuldade cá estamos pra comemorar essa data tão especial que significa mais um ano de vida de um projeto que amo fazer e que pretendo continuar por mais alguns anos a frente. Pra comemorar essa data mais que especial, já que 5 anos não é pouca coisa né? Eu convidei alguns blogueiros fofíssimos pra fazer parte desse dia e desse sorteio mais que especial, então vem que são dois kits com prêmios amorzinhos."

REGRAS GERAIS:
– Endereço de entrega no Brasil;
– Seguir todas as regras obrigatórias de cada formulário;
– Para as regras de Facebook é necessário curtir a página;
– Assim que preencher as regras, vão aparecer as chances extras, que não são obrigatórias, mas te dão
mais chances de ganhar;
– Cada blog/editora é responsável pelo envio de seu livro/brinde em até 60 dias após o resultado;
– Não nos responsabilizamos por extravios dos correios ou endereços errados. Inscrições até 15/03.


KIT 1


Ø  A quinta estação, editora Morro Branco
Ø  Livro Carta a D., André Gorz
Ø  O mal de Lázaro, Krishna Monteiro
Ø  A sutil arte de ligar o foda-se, Mark Manson
Ø  Marcadores da @aecmarcadores a escolha do vencedor
Ø  Kit de marcadores diversos



KIT 2


Ø  Quando ela desaparecer, Victor Bonini
Ø  Big Rock, Lauren Blakely
Ø  Os Pinguins do Srº Popper, Richard e Florence Atwater
Ø  Caminho das Sombras, Brent Weeks
Ø  Mulheres que não sabem chorar, Lilian Farias
Ø  Kit com marcadores diversos


 Espero que vocês gostem do sorteio, feliz aniversário pro Barda Literária e Boa Sorte pra vocês participantes! Em caso de dúvidas, entre em contato com o Barda Literária.

 * Participe também dos demais sorteios que estão rolando no blog, clique aqui ou confira na barra lateral (se estiver pelo celular, vá até o final da página e clique em visualizar versão para a web).

Resenha: livro "Treze", FML Pepper

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Treze", escrito pela FML Pepper e publicado em 2017 pela Galera Record.

 "- Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, menina - conclui, mirando meus olhos com intensidade. Todo o sangue é tragado das minhas veias. - Aliás, pode cair quantas vezes forem necessárias."

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 Rebeca era uma hacker. Há dois anos, junto com a mãe, planejou um golpe que renderia muito dinheiro e a oportunidade de recomeçar a vida em outro país, longe de quem as perseguia no Brasil. Antes do roubo, foi se despedir da amiga Suzy e acabou num parque em Niterói, onde Suzy insistiu em se consultar com uma cartomante. Rebeca foi contra a ideia, pois achava que a cartomante era uma charlatã. Rebeca era cética, não acreditava em sorte e em coisas que não podia ver ou tocar; havia crescido com a mãe lhe ensinando que só as coisas práticas importavam: os números, o dinheiro... Mas não haveria escapatória, os caminhos da hacker e da cartomante iriam se cruzar e Madame Nadeje faria algumas previsões contra a vontade da jovem, que não lhe daria ouvidos. Mas  as previsões passariam a se cumprir, uma a uma!

 "- Você diz isso porque é… - Ela semicerra os olhos e solta, hesitante: - Assim…
- 'Assim' como?  - Arqueio uma sobrancelha. - Pode ser mais clara?
- Cética. Você não acredita em nada! Nem em destino nem em sorte! - Ela percebe minha mudança de postura e, depois de um instante de silêncio, acaba soltando: - Você acha que os números explicam tudo, que pode controlar o que quiser? Quer saber a verdade? Ninguém pode!
- Eu acredito no resultado das ações, no que vejo, no que consigo tocar! No dia em que me encontrar com Deus ou com a 'Dona Sorte', mudo de ideia, está bem?
 Um trovão altíssimo, feito uma gargalhada demoníaca, reverbera pelo parque tenebroso"

"1. Cuidado com o conhecido de nome francês.
2. O golpe de hoje seria um caminho sem volta.
3. Eu ia para uma faculdade.
4. Um raio era capaz de cair uma segunda vez no mesmo lugar (...)
Ah, não!
As previsões da maldita cartomante estavam se concretizando!"

 Como Madame Nadeje previu, o golpe não saiu como o esperado e a vida de Rebeca virou de pernas pro ar. Como única saída (a outra opção era a perda da liberdade), ela adotou um novo sobrenome e se viu em condições financeiras precárias, tendo que ir para a mesma faculdade de Suzy em Minas Gerais.

 Karl não encontrou nenhuma cartomante que lhe dissesse sobre o futuro, mas assim como Rebeca, teve a vida mudada dois anos antes. Depois de um acidente, precisou largar a promissora carreira no MMA e passou por uma grande decepção amorosa. Desde então, vivia um dia após o outro, sem se envolver ou se apegar. Trabalhava na cafeteria próxima à faculdade e tentava não dar preocupação à mãe doente.

 "Acabo de virar pó, fulminada pela triste constatação: onde há amor, habita a dor e o medo. Medo da perda, do pavor em forma de sofrimento que queima com fúria, transformando pensamentos em centelhas de martírio pelo simples fato de imaginar que algo ruim pode acontecer com aqueles que amamos."

 A única previsão boa que Madame Nadeje fez para Rebeca, foi que, quando encontrasse seu décimo terceiro namorado, o verdadeiro amor de sua vida, sua vida retornaria aos eixos. Pelas contas de Rebeca, ela já tivera onze namorados, até conhecer Eric, o cara mais legal da faculdade, o melhor partido que ela poderia encontrar, rico, bonito, atencioso, perfeito, e Karl, o rapaz da cafeteria que também mexeria com ela e tinha algumas das características da profecia, mas escondia coisas de Rebeca. Qual deles seria o décimo terceiro, aquele que lhe ajudaria a finalmente ter paz? Rebeca não teria tranquilidade para descobrir, pois o segredo sobre o que fez no passado cairia nas mãos de pessoas perigosas e seus antigos inimigos voltariam a colocar em risco a protagonista e aqueles que eram importantes para ela. Como será o final da história de Rebeca e Karl?

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 Mesmo já tendo lido resenhas de "Treze", algumas positivas e outras negativas, eu não sabia bem o que encontraria ou sobre o que seria esse livro. "Treze" é um new adult com acontecimentos extraordinários, mágicos ou sobrenaturais, como vocês preferirem chamar. Foi meu primeiro contato com a ótima escrita da Pepper, uma leitura fluida, agradável e cativante. O enredo é cheio de reviravoltas, tem suas cenas divertidas, muito romance, mas o que me ganhou foram as cenas mais tensas, por exemplo, no capítulo onde Rebeca e a mãe tentam dar o golpe, eu nem piscava ou respirava enquanto lia os parágrafos, tamanha era a curiosidade e a tensão sobre o que aconteceria. Há vários outros momentos de tirar o fôlego no decorrer do livro, quando a gente pensa que vai ficar tudo bem, lá vem outra bomba!

"- Rebeca, você está me deixando tonto - confesso. - Quem é essa tal de Nadeje?
- A cartomante.
- Hã?
- Foi ela quem previu (...) a derrocada da minha vida. A única previsão boa seria o número treze. Mas fiz tudo errado! Não sei mais se agi certo, se era você e eu troquei a ordem e estraguei tudo! Ela disse que ele seria meu grande amor.
- Ele quem?
- O número treze.
Meu Deus! Rebeca bateu com a cabeça em algum lugar?
- Que número treze, Rebeca? — Seguro seus braços e a faço olhar para mim.
- Namorado! Madame Nadeje disse que o meu namorado número treze seria o grande amor da minha vida e me faria feliz, me traria paz interior e uma vida tranquila. Ela lançou as pistas em forma de charadas e me confundiu.
- Jesus! Você bebeu? - guincho." (se alguém aparece te dizendo coisas assim, você também acharia que a pessoa estava bêbada ou delirando?)

 "- De onde vêm os bolinhos, Beca? Nunca cogitou? - pergunta, com uma sobrancelha arqueada e as mãos na cintura.
- Jura? Quer dizer que ele...?
- Pelo olho mágico eu o vejo colocar o pacotinho na porta do nosso apartamento todo dia bem cedo. É muito tocante. — Sorri, e seus olhos brilham." (quer conquistar a Suzy? Deixe bolinhos na porta! Quem resistiria?)

 A Rebeca é uma daquelas personagens que nos convida a fazer o exercício de nos colocarmos no lugar dela para compreendê-la, ou corremos o risco de julgá-la muito severamente. A perda do pai na infância e as consequências disso foram duras e marcantes, a mãe era praticamente a única influência dela e moldou seu  jeito de ser e de encarar a vida. O Karl foi o personagem mais bem construído na minha opinião, a autora descreveu com intensidade os sentimentos dele. É um personagem apaixonante. No começo, ele era um pouco cheio de si, mas o sofrimento o modificou. Ao longo da história, ele voltará a ter motivos para querer mais da vida e veremos como tem um grande coração. Os personagens secundários também são interessantes, como a Suzy, que se mete demais na vida da amiga, mas só quer o bem da Rebeca, ou o Eric, de quem desconfiei da perfeição, mas foi bom encontrar um rapaz legal para compensar tantos personagens masculinos babacas que a gente vê por aí (até fiquei com um pouquinho de dúvida entre ele e o Karl, mas só um pouquinho).

 ''A ideia da morte entra sorrateira em meus pensamentos e ganha força. Talvez eu esteja pagando por ter prolongado algo que deveria ter sito finalizado há dois anos, naquele acidente de moto. Talvez Deus esteja poupando minha mãe de uma dor maior, prorrogando minha vida apenas para manter acesa a chama da esperança dentro do seu coração caridoso. Talvez o milagre da minha sobrevivência nada mais seja que uma maldição a ser paga com o mais alto dos juros: a infelicidade constante." (meu coração ficava apertado com esses pensamentos do Karl)

 "Eric assente muito discretamente. Vejo a sombra da dúvida pairar sobre seu semblante, mas ele pisca forte e recua. Devo admitir: o cara é um sujeito correto demais para dar atenção aos próprios instintos, decente demais para aceitar que exista desonestidade vinda da parte daqueles que estima."

 "Mal consigo acreditar nas dádivas alcançadas por uma pessoa que não merecia, uma ovelha antes sem fé, uma ladra...
 Um sorriso me escapa ao recordar as palavras dela:
'O chefe sempre teve uma queda pelas ovelhas desgarradas.'"

 Vi que alguns leitores não curtiram certos pontos ligados à religiosidade, mas no início já temos uma citação bíblica. Não que seja um livro cristão, na verdade, ele fala sobre fé no sentido de acreditar no que não podemos ver, sobre ser mais humilde e ser alguém melhor para o mundo. O recurso para explicar o sobrenatural é algo que eu e provavelmente vocês também já viram em filmes, então não me causou estranheza. Aliás, acho que "Treze" daria um ótimo filme, tem alguns chavões que conhecemos bastante e a autora soube utilizar bem no enredo. Ultimamente, principalmente no Instagram, vejo leitores julgando um livro pelo que eles queriam que a história fosse, e não pelo que ela realmente é, fase que, felizmente, já superei.

 A ambientação ressalta as belezas de Minas Gerais, meu estado amado; tem uma cena tocante onde o Karl se compara com uma cidade mineira que foi submersa para a construção do lago da hidrelétrica de Furnas. Outra coisa que gostei foi a presença da miscigenação: Rebeca é descendente de turcos e Suzy de tailandeses.

 "Vejo seus dedos tão delicados dentro da palma da minha mão e os envolvo com carinho. Faço com eles o que sei que não posso fazer com ela. Ela é a garota de um sujeito bacana. Mais do que isso, de um homem que não carrega uma sentença de morte e poderá lhe dar o que eu jamais lhe darei: uma vida inteira junto, um futuro. Sou a cidade com as horas contadas, prestes a ser inundada."

 Li "Treze" em e-book, que estava bem formatado, com poucos erros de revisão e uma capa linda. É uma leitura da qual gostei muito e que recomendo, mas já peço para começarem com a mente aberta e o coração preparado, pois é um romance intenso e cheio de emoções fortes, que pode ser interpretado de diversas maneiras. Afinal, quem pode provar que é impossível prever o futuro ou fugir de uma profecia?

 "Todos os momentos são certos quando se ama alguém. "

 "- Tudo que posso lhe oferecer é o agora.
 - Então teremos que fazer uma vida inteira caber neste 'agora'." 

 Detalhes: 406 páginas, ISBN-13: 9788501110930, Skoob, leia um trecho. Curiosidade: duas músicas citadas na história e tem traduções que combinam perfeitamente com a trama, são "The Scientist" do Coldplay e "Against All Odds" de Phil Collins. Clique para comprar na Amazon (e-book disponível no Kindle Unlimited):


 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram "Treze" ou outro livro da autora?
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Até o próximo post!

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Minhas Leituras de Dezembro (2018) & Janeiro (2019)

Olá Leitores (as), como estão? No post de hoje, eu gostaria de compartilhar com vocês as leituras que realizei no Mês de Dezembro (2018) & Janeiro (2019). Como estava de férias da faculdade, aproveitei esse momento para dedicar um pouco mais do meu tempo aos livros, e posso dizer que li obras incríveis. Ficaram curiosos para saber quais livros eu li? Então venham conferir!


Em Dezembro consegui ler o total de 3 livros, um único, e iniciei a leitura da série Amores Improváveis. Por incrível que pareça em Janeiro realizei o mesmo número de leituras do mês anterior. Sendo que terminei a leitura da série que iniciei em Dezembro, e li um livro único de uma autora que eu ainda não conhecia, e que superou todas minhas expectativas. Vejam só os títulos aos quais estou me referindo:

Amor Amargo- Jennifer Brown
Esse é um livro que já possuo faz algum tempo, e sempre li muitos elogios a respeito da obra e quanto ela era tocante e emocionante. E apesar de eu ter gostado muito da história, a mesma me proporcionou um turbilhão de emoções, entre eles amor e ódio. A história retrata um relacionamento abusivo, e como este pode consumir a pessoa, e a fazer questionar a própria integridade e sanidade mental. EM BREVE RESENHA.


O Acordo, O Erro, O Jogo, A Conquista  - Elle Kennedy (Série Amores Improváveis)
Como mencionei anteriormente iniciei a leitura dessa série em Dezembro, mas só finalizei agora em Janeiro. Quando houve o lançamento desses livros e eu soube que se tratava de New Adult, um dos meus gêneros literários favoritos, logo o quis adquirir. E apesar de já possuir os livros desde o ano de 2017, só consegui realizar a leitura agora. Confesso que os personagens e a escrita da autora me cativaram tanto que me arrependi de não ter lido esse livros antes. EM BREVE RESENHA.

Se Não Houver Amanhã - Jennifer L. Armentrout
Esta foi uma das minhas melhores leituras até agora, e este livro com certeza entrou para os meus favoritos. Desde a escrita da autora, até a forma como ele trata de assuntos reais de uma forma reflexiva, cativante e emocionante são incríveis. A história vem fazer com que o leitor reflita sobre suas escolhas e como estas podem influenciar toda uma vida. Além de nos fazer pensar que o amanhã que tanto esperamos às vezes pode não chegar a existir, ou até mesmo ser diferente do que planejamos. EM BREVE RESENHA.

Então leitores estas foram as minhas leituras, os três livros lidos em Janeiro fazem parte da minha Meta Literária: 12 Livros para Ler em 2019. Infelizmente agora em Fevereiro o meu ritmo de leitura com certeza irá diminuir, pois as férias estão acabando e volto á faculdade. Além de que este é meu último ano e também tem o tão sonhado TCC. Entretanto espero ler no mínimo um livro por mês.  Mas e vocês, assim como eu conseguiram ler bastante livros nas férias? Quantos livros vocês leram? Já tiveram oportunidade de ler algum desses livros, ou se interessaram pela leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post

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