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Resenha: livro "Alice no país das Maravilhas", Lewis Carroll

  Olá! Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de (re)leitura com o livro "Alice no país das Maravilhas", clássico escrito pelo inglês Lewis Carroll, lido na edição publicada em 2020 pela Faro Editorial, que conta com ilustrações originais de John Tenniel.


 "Deve existir um livro sobre mim, ah, deve existir, sim! E, quando eu crescer, escreverei um, mas já sou grande agora." (página 40)

 É bem provável que vocês já tenham ouvido falar na história de Alice, uma garotinha que resolveu seguir um coelho e acabou indo parar num lugar fantástico, onde conheceu um gato sorridente, um chapeleiro maluco e uma rainha que ordenava "Cortem-lhe a cabeça!" por qualquer motivo.

Resenha: livro "O Gato do Futuro", D'aumon

 Olá, pessoal, como estão? Na resenha de hoje, venho indicar, para vocês, "O Gato do Futuro", livro infantil ilustrado lançado na Amazon pelo Hugo Dalmon.

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Resenha: livro "Se deus me chamar não vou", Mariana Salomão Carrara

 Olá, pessoal? Como estão? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Se deus me chamar não vou", da Mariana Salomão Carrara, publicado pela Editora Nos em 2019.

 "Sabe, Homem-aranha, eu preferia fazer a carta para o Super-homem, porque ele é imortal e eu queria perguntar pra ele como é isso de saber que nunca vai morrer, eu preferia esse poder, de nunca morrer, além de voar, mas a professora me sorteou você, e tudo bem, as teias são ótimas."

 Tudo começa quando Maria Carmem, uma garota de 11 anos, precisa escrever uma redação para um super-herói na escola. Ela queria escrever para o Super-Homem, mas o sorteio da professora acaba determinando que ela escreva para o Homem Aranha. E Maria Carmem faz um trabalho excelente, tanto que a professora lhe diz que ela pode ser escritora quando crescer, mas que precisa praticar, e a garota começa a escrever um livro sobre sua vida.

 "Ficamos dizendo o tempo todo palavras que não são as melhores, as melhores vêm só depois. Por isso que vai ser legal quando eu for escritora, dá tempo de selecionar as palavras."

 Acho que foi no Instagram que vi uma resenha de "Se deus me chamar não vou", e o título chamou minha atenção o suficiente para que eu pegasse o e-book no Kindle Unlimited. Ao ler as primeiras páginas, pensei que seria a leitura ideal para me distrair nesse momento difícil que enfrentamos por causa da pandemia, pois os comentários de Maria Carmem são divertidíssimos. A garota acredita que "tudo na vida é produzido pela prefeitura", uma espécie de lugar mágico que pode resolver todos os problemas. Maria Carmem é criativa e tenta ajudar os pais a melhorar a "loja de velhos" da família, uma loja que vende produtos para facilitar a vida de idosos ou doentes. Maria Carmem também é curiosa e cheia de dúvidas sobre o mundo adulto.

 "Quem paga esse homem? Se eu pudesse chutar diria que é a prefeitura, mas eu chutaria prefeitura para tudo. Ou, ainda, quando meus pais chamam em casa um homem pra consertar alguma coisa, e dão muito pouco dinheiro, é evidente que aquele homem não estudou, e então quem ensina um adulto que não estudou a fazer algo que é tão difícil que dois adultos que estudaram não conseguem fazer? A prefeitura também?"

 "os adultos são cheios de arrependimentos e ficam achando que a gente vai ser também."

 Mas, com o passar das páginas, vemos um outro lado de Maria Carmem, além dos comentários bem humorados e criativos. Todos dizem que ela "tem muito tamanho", por ser gorda e mais alta que as demais crianças da sua idade, sua aparência se torna um problema. Maria Carmem não tem amigos na escola e acaba sendo vítima de bullying. Seu relacionamento familiar também tem seus percalços. Tudo isso torna ainda mais difícil ter 11 anos, essa idade entre a infância e a adolescência, abrindo caminho para a tristeza e o sentimento de não ser amada nem valorizada.

 "Adultos se divertem. Crianças se divertem. Eu não sei se estou exatamente na idade em que ninguém faz nada de bom, ou se isso de diversão simplesmente acabou pra mim."

 "A porta do meu quarto não tem chave, o que deve fazer parte dessa maravilha que é ter 11 anos."

 "Onze anos é a pior idade do universo, dura pelo menos cinco anos."

 "e diziam outras coisas que eu não entendia, coisas que certamente só podiam ter sido ditas pelo pai deles porque eles não iam saber dizer sozinhos" (sobre os colegas de escola)

 A Maria Carmem me lembrou um pouco o Charlie de "As vantagens de ser invisível", meu livro favorito, mas a Maria Clara infelizmente não encontrou amigos como a Sam e o Patrick, que lhe mostrassem como a vida pode ser boa quando se tem companhia, além do fato de a Maria Carmem não conseguir passar tão despercebida quanto o Charlie, por causa da aparência dela.

 "Se deus me chamar não vou" é um livro divertido e triste ao mesmo tempo, que nos faz rir e, no parágrafo seguinte, querer chorar pela solidão e o sofrimento da personagem. A autora conseguiu encontrar o tom certo para escrever como uma menina de onze anos, com a ingenuidade de uma criança, mas também com a dor que só quem tem pensamentos suicidas pode entender.

 "Acho que existem crianças mais solitárias que os velhos."

 "porque as coisas boas continuam existindo, elas sempre existem."

 Certamente não esquecerei tão cedo a garota tão especial que encontrei nesse livro, nem o Leo com seus questionários (vocês vão conhecê-lo se lerem a história). "Se deus me chamar não vou" é meu primeiro livro favorito do ano, terei que devolver o e-book mas quero comprá-lo ou comprar o livro físico, para poder reler e grifar as muitas citações de que gostei.

 Com apenas 114 páginas, pode ser uma leitura rápida, mas muito marcante. Fica a minha recomendação de leitura, mas preparem-se, pois a história pode tocá-los muito.

 Sobre a edição, a capa é simples, não encontrei erros de revisão ou problemas na diagramação do e-book.





 Mais algumas citações:

 "Acho que meus pais começaram esse ano muito frustrados, minha mãe me explicou que é culpa dos Planos. Disse que os Planos são uns moços muito bonitos que ficam caminhando em volta da cabeça dos jovens e vão sumindo bem devagar, ninguém percebe, e a pessoa acorda um dia que nem minha mãe com muita saudade deles, mas não tem mais nada, os Planos todos desapareceram e ninguém sabe dizer exatamente quando."
 "Daí fico um tempo pensando que só tenho isso mesmo, tamanho. Muito tamanho. Era meu aniversário, no dia mais triste do ano, a loja quente, eu só tinha tamanho, não tínhamos garfo flexível com engrossador pro pai do cliente parado ali, e eu procurava uma posição na banqueta em que meus pés não alcançassem o chão, porque é assim que as coisas deviam ser na minha idade."
 "Eu fazia 11 anos e entendi que dali em diante só precisaria de mais e mais coisas, e que um dia alguém mais novo que eu teria de estudar e investigar e até inventar objetos que me ajudassem a continuar fazendo as coisinhas de sempre. E que a nossa loja era isso, era um cuidado, não era uma maldição que um dia causaria nossa ruína, nem um abuso nem uma extorsão do dinheiro de velhinhos. Eu precisava salvar a loja, ainda que fosse no dia mais triste do ano."
 "Talvez seja assim com os velhinhos também, como os capítulos. Ninguém precisa decidir que certa parte da vida acabou. O corpo sente sozinho que não dá mais pra andar sem ajuda de alguma coisa que vendem na loja de velhos, e então, naturalmente, alguém vai lá e compra, e começamos um novo capítulo da vida. Vai ver é assim, e nem assusta tanto."
 "Às vezes o cliente entra, e a gente fica toda atenta, achando que ele vai comprar um assento ortopédico e vai salvar o dia, e ele pergunta se tem CD de música para relaxamento, e logo sai. Ou olha a primeira estante e já desiste, deixa a gente angustiado com a porcaria da estante, o que deveria estar lá e não está. As pessoas tinham que aprender a não entrar desse jeito na vida dos outros."
 "eu não sei por que as pessoas não informam tudo de uma vez, deixam a gente ficar aprendendo de pouquinho e fazendo confusão."
 "Eu nunca tinha escutado alguém falar dessa forma, daí eu entendi que é por isso que a morte normalmente faz tanto barulho e escândalo, é deus gritando bem alto o nome da pessoa até ela obedecer. No caso do meu vizinho que ficou muito tempo morto sozinho é porque bastou um sussurro de deus e ele já foi."
 "Acho que vem daí a palavra solidão, pessoas tão sólidas que ninguém vem checar se estão ruindo."

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam esse livro? Já favoritaram alguma leitura esse ano?

Até o próximo post!

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Conheça "Enquanto o dia não amanhece", meu conto na Amazon

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, eu venho trazer uma novidade: acabei de lançar um conto na Amazon! "Enquanto o dia não amanhece" é uma história de cerca de duas mil palavras, que retrata de forma lúdica o plano de uma garota para se ver livre de um monstro.

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 A narradora e protagonista é a Amanda, uma menina de nove anos, que vai armar todo um plano para impedir que um monstro, que sempre aparece durante a noite, entre na casa dela. Mas não é só isso, depois que amanhecer, Amanda espera conseguir fugir com Lili, sua irmãzinha recém nascida, para um local seguro.

 Será que Amanda vai conseguir? Onde estão os pais das duas meninas? Que monstro é esse? As respostas para essas perguntas vocês só vão encontrar se lerem "Enquanto o dia não amanhece". O que posso adiantar é que temos a história de uma menina muito corajosa e esperta, e um monstro que, bem, só lendo para vocês entenderem.

 Não é um conto muito pesado, mas fica a sugestão de leitura para quem estava procurando uma história para ler no Halloween ou uma leitura rápida e com algumas surpresas.

 "Enquanto O Dia Não Amanhece" pode ser baixado na Amazon por apenas R$1,99, mas também está disponível para os assinantes do para os assinantes do Kindle Unlimited.⁣ Link para baixar o conto: https://amzn.to/35WcQXq .

Resenha: livro "Otolina e a Gata Amarela", Chris Riddell

 Olá pessoal, tudo bem? Depois de dois livros com tramas bem tensas, na resenha de hoje venho comentar minha experiência de leitura com um livro mais leve: "Otolina e a Gata Amarela", escrito pelo premiado autor Chris Riddell e publicado pela Galera Record no Brasil. Li na terceira edição, lançada em 2012.


 "Otolina e a Gata Amarela" foi esquecido por uma garota na casa da minha mãe, e como eu já havia ficado curiosa pela capa chamativa dele quando o vi na biblioteca da escola onde fiz estágio, aproveitei a oportunidade para realizar a leitura antes que a dona do livro viesse buscá-lo.
Sr. Munroe (Pinterest)

 Otolina é uma garotinha que mora com o Sr. Munroe, um serzinho que é baixinho e cabeludo, e que veio de um pântano na Noruega. Os pais da menina são uma espécie de cientistas ou historiadores, que viajam o mundo em busca de objetos curiosos, alguns desses objetos vão para o apartamento de Otolina, para as coleções das quais ela cuida, pois ainda é muito pequena para acompanhar os pais nas viagens. Além dos dois, também mora no apartamento o ratinho Roberto.

 Alguns cachorrinhos dos vizinhos estão desaparecendo misteriosamente, e após o roubo dos cães, as casas de seus donos são assaltadas. Otolina e o Sr. Munroe, como bons curiosos e mestres em disfarces que são, decidem elaborar um plano para descobrir quem está roubando os cachorrinhos e seus donos. Já adianto que é aí que entra a tal da Gata Amarela do título, além de a cabeleira do Sr. Munroe ser de grande utilidade!

 "Otolina e a Gata Amarela" é um livro infanto-juvenil, indicado especialmente para os leitores mais novinhos, mas que também foi uma leitura bem legal para mim, que já sou adulta. A obra pode trazer novos fãs para o mundo da fantasia e do romance policial, pois enquanto vemos a vida de Otolina em seu apartamento cheio de itens diferentes, também acompanhamos sua inquietação com o desaparecimento dos cães e os roubos na vizinhança, e sua discreta investigação se desenvolvendo. Além disso temos animais falantes e alguns recursos característicos do gênero fantástico!


 O livro pode ser lido rapidamente, pois, além de ter menos de 200 páginas, há muitas ilustrações (lindas), as letras, as margens e o espaçamento são grandes. Nas fotos vocês podem perceber que o livro apresenta sinais de já ter sido bem manuseado por mãozinhas infantis, mas mesmo assim é possível ver como a capa é linda e sugere algo mágico, com essa combinação de preto, amarelo, dourado e vermelho.

 Detalhes: 175 páginas, ISBN-13: 9788501083623, Skoob. Curiosidade: o autor nasceu na Cidade do Cabo, na África do Sul, mas atualmente mora na Inglaterra. Ele também ilustrou A Bela e a Adormecida do Neil Gaiman. Clique aqui para comprar na Amazon.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da indicação de leitura para todas as idades. Me contem: já conheciam o autor ou o livro? Alguém tem alguma teoria sobre quem está por trás do desaparecimento dos cachorrinhos? Além desse, há outros dois livros sobre a Otolina, e para saber mais sobre eles é só conferir no site da editora.

 Tem vários sorteios de livros legais rolando, clique aqui para conferir os do blog e aqui para conferir os do Instagram.

Até o próximo post!
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Resenha: livro "O Senhor das Moscas", William Golding

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O Senhor das Moscas", escrito pelo inglês William Golding. A obra foi publicada originalmente em 1954, e eu li na edição da 2003.

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 Pelo que deduzi através da menção de uma bomba atômica, acredito que a história se passe na época da Segunda Guerra Mundial. O avião que transportava um grupo de garotos britânicos pegou fogo e caiu numa ilha, o piloto não sobreviveu. Ralph tinha por volta de doze anos, e acabou se tornando o líder do grupo de meninos, a maioria tinha quase a idade dele, outros eram bem pequenos, com cerca de seis anos.

 "- Ninguém sabe onde estamos - disse Porquinho. Estava mais pálido do que antes e sem fôlego. - Talvez soubessem para onde iríamos, talvez não. Mas não sabem onde estamos, pois nunca chegamos aonde íamos." (página 39)

 Ralph tinha como plano fazer e manter acesa uma fogueira para que a fumaça pudesse chamar a atenção de algum navio que passasse por perto da ilha, mas parte do grupo só pensava em brincar ou em caçar porcos para comer carne. Porquinho, um garoto gordinho, era um dos poucos que ficava firme ao lado de Ralph no intuito de manter regras básicas de convivência.

 Mas rumores de que havia um monstro na ilha estavam deixando os garotos preocupados, causando pesadelos e medo. E quando seu posto de liderança fosse ameaçado por Jack, um garoto que era o líder dos caçadores, a situação se complicaria ainda mais. Será que Ralph conseguiria manter seu grupo unido e sem perder a sanidade?

 "Tudo ficou quieto outra vez.
 Porquinho falou baixinho para Ralph.
 - Precisamos sair daqui.
 - O quê?
 - Precisamos ser salvos.
 Pela primeira vez nesse dia, apesar da escuridão dominante, Ralph riu.
 - É sim - cochichou Porquinho. - Se não voltarmos logo para casa, ficaremos loucos." (página 181)

 Eu já havia lido alguns comentários negativos sobre o livro, e quando o consegui emprestado, comecei a leitura com um certo pé atrás. A obra demorou um pouco para me cativar, mas cheguei ao final completamente vidrada, sem vontade de largar a leitura. A história vai ganhando um ritmo ágil com o decorrer dos capítulos, além de irmos nos acostumando com a escrita do autor.

 Mesmo agindo por instinto em busca da sobrevivência, fica muito visível ao longo da leitura que aquele grupo de garotos são só crianças, que eles sentem muita falta de uma figura adulta, que lhes diga que seus medos são preocupações bobas e que tudo vai ficar bem.

 O livro também nos lembra de como podemos perder a nossa identidade quando estamos em grupo. Possivelmente vocês já presenciaram algum momento em que alguém teve um comportamento motivado pelo grupo, e não exclusivamente por seu próprio pensamento (uma vaia, por exemplo, começa com uma pessoa e se espalha pelo grupo; ou um linchamento, onde uma pessoa sozinha talvez não partisse para a agressão; ou ainda uma fantasia de carnaval, que dá ao fantasiado a coragem para fazer coisas que não faria sem a fantasia). Pouco a pouco, vemos como os meninos vão deixando de lado a "civilidade", tornando-se "selvagens", para seguir algo que lhes dê uma segurança imediata.

 Valeu a pena ler "O Senhor das Moscas" para conhecer um clássico que volta e meia é comentado, gostei mais do que esperava. Duas ou três cenas podem ser bem chocantes, mas é possível perceber que elas também chocaram os envolvidos, e que eles lidavam de formas diferentes com o acontecido, alguns tentando fingir que não existiu. É um livro curto, podendo ser lido em pouco tempo. Confesso que temia o desfecho, mas gostei da forma como o autor finalizou a obra, ainda que me sinta curiosa para saber como alguns personagens estariam depois do capítulo final.

 "A maré subia e só havia uma estreita faixa de praia firme e entre a água e a areia branca e solta perto do terraço de palmeiras. Ralph escolheu o caminho da faixa firme porque precisava pensar: só ali ele podia deixar os pés avançarem sem precisar olhar para eles. De repente, caminhando à beira da água, sentiu-se tomado de espanto. Descobriu que compreendia o aborrecimento daquela vida, onde todo caminho era improvisado e uma parte considerável do tempo em que se estava desperto era passado olhando onde pisar. Parou, de frente para a praia, lembrando-se daquela primeira exploração entusiasmada, como se fizesse parte de uma infância mais brilhante, e sorriu sarcasticamente. Virou-se e retrocedeu até a plataforma, com o sol no rosto. Chegara a hora da reunião e enquanto caminhava, envolto nos esplendores cada vez mais decadentes de sol, reviu cuidadosamente os pontos da sua fala. Não deveria haver erros nessa reunião, nada de perseguir coisas imaginárias...
 Perdeu-se num labirinto de pensamentos que não se definiam - faltavam-lhe palavras com que os pudesse expressar." (página 85)

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 Essa edição tem capa dura, páginas brancas, boa revisão e diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho. Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem se já conheciam, leram ou querem ler "O Senhor das Moscas"?

 Detalhes: 217 páginas, Skoob. Curiosidade: na Wikipédia, consta que “O Senhor das Moscas” é uma tradução literal do nome hebraico de Ba'alzevuv, ou Beelzebub em grego. Clique para comprar na Amazon.
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Até o próximo post!

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Resenha: livro "A Parte Que Falta encontra O Grande O", Shel Silverstein

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A Parte Que Falta encontra O Grande O", escrito e ilustrado pelo Shel Silverstein e publicado em 2018 pelo selo Companhia das Letrinhas. Vocês podem apertar o play e conferir a resenha em vídeo ou continuar lendo:



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 Me lembro que há algumas semanas a expressão "A Parte Que Falta" entrou nos Trends Topics do Twitter por causa de um vídeo da Jout Jout, eu sabia que era sobre um livro mas não dei muita atenção/não fui procurar saber mais. Até que, esses dias, chegou na minha casa um pacote do Grupo Companhia das Letras, onde veio a continuação de "A Parte Que Falta": o livro "A Parte Que Falta encontra O Grande O".

 Continue não dando muita importância ao livro, até que deu a hora de sair do trabalho e eu cheguei em casa. Tenho uma sobrinha de 7 anos que está aprendendo a ler e que sempre gosta de ver o que chega para mim, e como o livro fazia parte do catálogo infantil da editora, perguntei se ela queria vê-lo e ela disse que sim.

 Abri "A Parte Que Falta encontra O Grande O" e, como minha sobrinha não demonstrou querer ler sozinha, comecei a ler para ela. E já nas primeiras páginas foi como se tivesse levado um choque ao ver como aqueles traços simples e pequenas frases expressavam tão bem tudo o que já vivi, enquanto criança, adolescente e mulher. Já tentei tanto "ser mais vistosa" para chamar atenção e ser encontrada para me encaixar. Já tentei me encaixar em lugares onde eu não cabia. Já achei que havia me encaixado mas acabei crescendo demais e sobrando... Também já fui cheia de partes que faltam e tentei mas não soube como encaixar as partes que encontrava.

 "A Parte Que Falta encontra O Grande O" é um livro que traz verdades, com o qual me identifiquei muito durante a leitura. É como se o autor usasse de um desenho muito simples como uma metáfora pras situações que todo mundo enfrenta na vida. Essa identificação com a leitura, essa compreensão, é sensacional, mas também poder ser algo emocionante ou doloroso dependendo das lembranças que despertar no leitor.

 Assim como "O Pequeno Príncipe" ou "Alice nos País das Maravilhas", esse é um livro onde a mesma história passa mensagens para o público adulto e para o público infantil. E eu terminei a leitura com um desejo enorme de que a minha sobrinha leve a mensagem desse livro pra vida dela e saiba identificar as armadilhas que querem prendê-la só como uma parte que falta. O Grande O abriu os olhos da Parte Que Falta pra possibilidade de ser muito mais do que só uma parte a espera do restante, pra possibilidade de ir além. Encontrar e identificar "Grande Os", pessoas que não querem nem precisam de nada da gente, mas que podem ser companheiros de jornada, também é uma dádiva.

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A-Parte-Que-Falta-encontra-O-Grande-O, Shel-Silverstein
A parte que falta se sentou sozinha...
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à espera de que alguém aparecesse e a levasse a algum lugar

 Essa edição da Companhia das Letrinhas tem capa dura, páginas brancas, letras relativamente grandes, boa revisão e ilustrações muito simples, mas fiquei com a sensação de que o tempo de ler, observar e virar cada página é o tempo exato para compreender a mensagem e ser tocado por ela.

 Não subestimem "A Parte Que Falta encontra O Grande O" como eu subestimei. Foi um livro que me surpreendeu e que eu recomento muito, daqueles para se ler e reler inúmeras vezes. Agora pretendo ler também o primeiro livro, e encerro a resenha agradecendo muito à Companhia das Letras por ter me proporcionado essa leitura tão marcante.

 Detalhes: 120 páginas, ISBN-13: 9788574068268, Skoob. Compre na Amazon:

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou o autor? Também já foram surpreendidos por um livro?
* Clique aqui e saiba como participar do Top Comentarista de Maio.

Ps.: tem sorteio valendo livro da DarkSide, clique aqui para participar.

 Clique aqui e participe de todos os sorteios que estão rolando no blog.

Até o próximo post!

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Pré-venda: livro "Com Outros Olhos - Crianças Invisíveis", Editora Estalo

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho trazer uma novidade que me deixou muito contente: começou a pré-venda do livro "Com Outros Olhos - Crianças Invisíveis" no site da Editora Estalo. E eu estou tão contente com essa pré-venda por um motivo muito especial: "Com Outros Olhos - Crianças Invisíveis" é uma antologia de contos, e um conto meu vai ser publicado nessa antologia!

 Confiram a capa e a sinopse do livro:

Capa da antologia Com outros olhos

Sinopse:
Com a maior parte de sua população formada por crianças, Prisma é o planeta mais belo da galáxia Jardins.
Seus vastos campos, animais exóticos e paisagens de tirar o fôlego fazem com que seja um ótimo lugar para essas pequenas vidas.

Porém nem tudo são flores e as crianças vivem algo que os adultos sequer imaginam.

Exploração, abandono e medo são apenas alguns dos monstros que tiram a paz daqueles que antes preenchiam o silêncio com risos.

Até quando isso vai continuar? Chegará um momento em que os adultos enxergarão o que acontece a sua volta?

Desperte!
Com outros olhos, o mundo passa a ter mais cores.


Citação do conto "Enquanto o dia não amanhece"
Uma citação do meu conto.
 O conto que escrevi se chama "Enquanto o dia não amanhece", e é protagonizado pela Amanda, uma garotinha de nove anos, que só tem um objetivo: proteger Lili, sua irmãzinha recém-nascida, de um monstro que quer pegá-las.

 Foi um desafio escrever esse conto, pois ele se passa em Prisma, um planeta imaginário, e é narrado por uma garotinha que, apesar de muito esperta para a idade, é só uma menina passando por coisas que, infelizmente, eu sei que existem na vida real.

 Pela prévia que a editora me enviou, a diagramação do livro vai ficar super bonitinha.

Pré-venda: livro "Com Outros Olhos - Crianças Invisíveis", Editora Estalo

 A pré-venda começou na loja online da editora. O livro está saindo por R$20,00 essa semana, pois está rolando uma Black Week. A previsão para a entrega dos exemplares vendidos na pré-venda é a primeira quinzena de dezembro, então dá pra garantir seu presente de Natal (se comprar mais de R$60,00, ainda ganha desconto na próxima compra).


Black Week na Editora Estalo
Outros títulos em promoção na Black Week.


 Lá na fan page  estarei postando citações de outros contos nos próximos dias.

 Cadê os viciados em testes do Buzzfeed? Alguém me chamou? A editora criou um teste lá no Buzzfeed para descobrir quem você seria dentro do livro. Olha o link: https://goo.gl/zs7Ls9 . Obviamente eu já respondi e, adivinhem?! Meu resultado deu "Amanda", a personagem do meu conto!!!

 A editora também fez um tema para foto de perfil, ficou fofo, se quiserem experimentar é só clicar em Tema Com outros olhos.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da novidade.

 Estou na torcida para que adquiram "Com outros olhos" e possam conferir a história da corajosa e determinada Amanda e da pequena Lili, além de todas as outras histórias lindas que esse livro trará.

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 Logo, logo, "Com outros olhos" virá fazer companhia para as outras antologias das quais participei ("Tempos de Inocência" e "Contos de um Natal sem luz - volume III" foram tiragens pequenas e esgotadas, mas "Contos e Encontros do Coração" [sobre a qual falei semana passada no Instagram] está a venda no site da Hope. Também está em pré-venda outra antologia da qual participo, "III - A Hora Morta volume 2", saibam mais sobre ela no site da Luva Editora).


 Me contem: já conheciam a editora Estalo? Gostaram da capa da antologia?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Belas Maldições", Terry Pratchett e Neil Gaiman

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Belas Maldições: as justas e precisas profecias de Agnes Nutter, Bruxa", escrito pelos britânicos Terry Pratchett e Neil Gaiman, e que teve sua décima quarta edição lançada em 2017 pela Bertrand Brasil.

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 O que aconteceria se o filho do Diabo, cujo destino era derrotar os Céus, fosse criado na Terra sem saber de sua origem e livre da influência maligna?

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Crowley e Aziraphale (fonte)
 A maior parte da história se passa na Inglaterra, onde moravam o anjo (e proprietário de um sebo em meio período) Aziraphale e Crowley, a serpente que tentou Eva no paraíso, ambos com aparência humana. Talvez vocês já tenham ouvido falar que a imortalidade é solitária, e após tantos séculos na Terra, servindo como olhos, respectivamente, de Deus e do Diabo, Aziraphale e Crowley acabaram se tornando amigos (daqueles que se encontram no tempo livre para comer alguma coisa e bater papo).

 "Mas ele o conhecia havia milhares de anos. Eles se davam bem. Quase compreendiam um ao outro. Às vezes suspeitava de que tinham muito mais em comum entre si do que com seus respectivos superiores. Ambos gostavam do mundo, para começar, em vez de vê-lo simplesmente como o tabuleiro onde o jogo de xadrez cósmico estava sendo jogado." (página 213)

 Só que a vida pacata de ambos na Terra poderia estar com os dias contados, pois, segundo profecias, o Armagedom, a luta final entre o Céu e o Inferno, iria acontecer em breve, tudo por causa do Anticristo.

 Mas, o que aconteceria se o Anticristo, o filho do Diabo, tivesse sido criado numa família humana, sem saber de sua real origem e do seu destino? Foi exatamente isso o que aconteceu, por causa de uma confusão na maternidade. Crowley deveria ter entregue o bebê Anticristo para uma freira satanista daquela maternidade, que o trocaria pelo bebê de uma família que o criaria sob as influências satânicas. Porém, ouve uma confusão e o Anticristo foi parar numa família sem ligação nenhuma com as forças infernais, sendo, inclusive, nomeado como Adam.

 De qualquer maneira, quando o Anticristo completasse onze anos, seus poderes aflorariam espontaneamente, e esse dia chegou. Como ele usaria seus dons? O fim do mundo realmente aconteceria ou Aziraphale e Crowley poderiam fazer alguma coisa? Para descobrir, você tem que ler o livro.

 "Uma turba frenética, reduzida a um estado de fúria pura pelo hábito que Agnes tinha de sair por aí sendo inteligente e curando pessoas, chegou à casa dela certa noite de abril para encontrá-la à espera, sentada com seu casaco." (página 180)

  Só uma pessoa não precisaria ler o resto da história: Anathema, uma descendente de Agnes Nutter, a última bruxa da Inglaterra, morta na Inquisição, não sem antes conseguir escrever seu livro de profecias que, quando bem interpretadas, contavam fatos que aconteceriam no futuro. Anathema, assim como seus antepassados, dedicava a vida a desvendar essas profecias, e seu caminho se cruzaria, em algum momento, com o de Aziraphale, Crowley, o Anticristo, um caçador de bruxas e tantos outros personagens interessantes criados pelos autores.

 "- Largue a arma - disse Anathema, ao seu lado - ou vou lamentar o que terei que fazer em seguida.
 Bem, é verdade, pensou ao ver o homem ficar rígido de terror. Se ele não deixar cair a arma, vai descobrir que isto é um graveto, e aí eu realmente terei que lamentar ser baleada." (página 301)

 É meio complicado para mim classificar o livro, mas creio que ele se encaixe na fantasia. Também não consigo estipular uma faixa etária para o público alvo, visto que há personagens de diferentes idades e que certamente cativarão públicos diferentes. O que me fez solicitar o livro da parceria com o Grupo Editorial Record foi a curiosidade de conhecer a escrita do Neil Gaiman, além de ter visto alguns comentários que diziam que era uma história com humor, e eu amo histórias divertidas. E eu lhes digo, é sim uma história com muitas partes engraçadas, daquelas que nos arrancam gargalhadas.

 Vi em algum lugar que "Belas Maldições" é um livro que faz humor com o sagrado, e concordo com isso, mas em nenhum momento esse humor me pareceu ser desrespeitoso. Além disso, os autores nos fazem refletir sobre o que há de bom e de ruim no ser humano, e em como podemos ou não ser influenciados por espíritos do mal. Aqui temos os Quatro Cavalheiros do Apocalipse nomeados como Morte, Guerra, Fome e Poluição. Excetuando-se a Morte, não seriamos nós mesmos culpados pelos outros três? Não seríamos capazes de impedir a guerra, extinguir a fome e acabar com a poluição?

 "E tinha um conjunto completo de Bíblias Infames, nomeadas individualmente a partir de erros tipográficos.
 Entre essas Bíblias estava a Bíblia dos Injustos, assim chamada devido a um erro do impressor que o fizera proclamar, em Coríntios 1, "Não sabeis que os injustos herdarão o Reino de Deus?", e a Bíblia dos Sem-Vergonha, impressa por Baker e Lucas em 1632, onde a palavra não foi omitida do sétimo mandamento, tornando-o: 'Cometerás Adultério.' Havia a Bíblia das Botas de Canaã, a Bíblia da Ressurreição do Lazarento, a Bíblia dos Peixes Caminhando Sobre as Águas, a Bíblia de Charing Cross e o resto. Aziraphale tinha todas." (página 49)

 "Belas Maldições" foi uma leitura que eu gostei muito e que recomendo. A boa escrita dos autores permite que visualizemos os cenários com facilidade, e foi interessante (para mim, que tinha acabado de ler outro livro ambientado na mesma cidade) ver como Londres e arredores foi retratado.

 Além do humor, os personagens são um dos destaques da obra: as cenas em que Aziraphale e Crowley apareciam eram as minhas favoritas, por mim, poderiam ser só os dois narrando toda a história! E olha que normalmente eu não curto muito tramas com anjos e demônios, hein?! Era muito legal ver dois amigos com suas semelhanças e diferenças, e como suas ações poderiam estar certas ou erradas, dependendo do ponto de vista. Demorei um pouquinho para simpatizar com o Adam e sua trupe (sim, como muitos garotos de onze anos, o Anticristo tinha um grupinho bem interessante de amigos), mas minha opinião sobre ele mudou bastante ao longo da leitura. Enfim, todos os personagens são interessantes e tem seu momento de destaque.

 "- Por que eu?
 - Você obviamente é um privilegiado - disse Hastur, malicioso. - Imagino que nosso Ligur aqui daria o braço direito por uma chance dessas.
 - É isso mesmo - concordou Ligur. O braço direito de alguém, pelo menos, pensou ele. Havia muito braço direito por aí; não fazia sentido desperdiçar um dos bons." (página 25)

 Acho que "Belas Maldições" poderia até virar um filme (de fato, vai virar uma série), que com certeza causaria muitas risadas no início. O desfecho da trama para mim foi imprevisível, eu não fazia ideia do que aconteceria nos capítulos finais, mas tenho que comentar como os últimos parágrafos da obra foram singelos, bonitos, poéticos. Emocionante, de "deixar o coração quentinho''!

 "Depois de um ano, Newt percebeu que obviamente não tinha o rosto que combinava com cortes de cabelo. O melhor que Newton Pulsifer poderia esperar após um corte de cabelo era ficar com o cabelo mais curto." (página 186, confesso que me identifiquei com o Newt nesse ponto)

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 Eu gostei da combinação de cores e fontes da capa (olhando as internacionais, não achei nenhuma mais bonita que a brasileira, e não entendi muito bem a ideia da capa de uma edição nacional mais antiga [aí ao lado]). As páginas são amareladas. A diagramação é simples e boa, com margens, letras e espaçamento de bom tamanho. Há alguns erros de revisão.

 Detalhes: 350 páginas, ISBN-13: 9788528622003, Skoobleia um trecho. Onde comprar online: Submarino, Saraiva. Curiosidades: na Itália, o título ("Good Omens" - Bons presságios em tradução livre) foi adaptado para "Buona Apocalisse a tutti!". Terry Pratchett faleceu em 2015, também é autor de outra série publicada pela mesma editora: "Uma aventura da Tiffany Dolorida".


Por hoje é só, fica a minha super recomendação de leitura para quem procura uma leitura divertida e com uma trama interessante. Meu primeiro contato com a escrita do Neil Gaiman foi ótimo, quem já tiver lido outras obras dele pode deixar indicações aí nos comentários. Me contem: já conheciam os livros ou os autores? Acham que o Armagedom acontece ou não na história? Sobre o Adam: acreditam que a forma como ele foi criado e as referências e influências que recebeu seriam mais fortes e determinantes que sua "genética"?
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Até o próximo post!
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Post Especial: 3 anos da série Lavínia, do Lucinei Campos

 Olá pessoal, tudo bem? Escrita pelo Lucinei Campos, a série que conta as aventuras da garota Lavínia está completando 3 anos da publicação do primeiro volume, e resolvi fazer um post especial sobre ela aqui no blog.

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 Em "Lavínia e a Árvore dos Tempos", a protagonista, Lavínia, foge do esteriótipo de garota branca e loira. Ela tem nove anos e é alvo de bullying na escola. Seu único amigo é um garoto mais ou menos da idade dela, o Léo. Mas a vida da Lavínia vai mudar quando uma fada for mandada para acompanhá-la durante um ano.

 Só que essa não é uma fada muito comum, pois carrega uma peixeira ao invés de uma varinha, é um homem, super mal-humorado, e se chama Lorivaldo. O que, inicialmente, a garota não sabe, é que o Lorivaldo não estará apenas lhe acompanhando por um ano, mas pagando uma pena pelo seu péssimo comportamento com os poderes mágicos.

 Será que essa fada do mal que é o Lorivaldo vai tomar jeito e proteger direito a menina? Ou a aproximação desse ser inconsequente com uma garota que sofre constantemente na escola vai levá-la de vez para o caminho errado? Aliás, por qual motivo uma garota aparentemente comum precisaria ser protegida? Só lendo para descobrir.

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Lavínia tentando descobrir para que serve a fada que apareceu de repente em sua vida.
 "Lavínia e a Árvore dos Tempos" é um livro super divertido, para leitores de todas as idades. Um dos grandes diferencias da série é trazer a mistura do folclore brasileiro com a mitologia de outros países: temos fadas, goblins, faunos, mas também temos boitatá, curupira... E se parte da história se passa no Brasil que conhecemos hoje, outra parte se passa num mundo mágico (relacionado com a tal "Árvore dos tempos" mencionada no título).

 Eu já havia lido e resenhado "Lavínia e a Árvore dos Tempos" aqui no blog no ano passado, hoje eu fiz um resumo da resenha, mas quem quiser conferi-la na íntegra é só acessar: Resenha: livro "Lavínia e a Árvore dos Tempos", Lucinei M. Campos.

 Vou deixar também os dados do livro:

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Skoob (a média de notas do livro é 4.4)
236 páginas
Leia o 1° capítulo no Wattpad
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Sinopse: Lavínia é uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade. Sem amigos na escola, sem um contato maior com seus pais, leva uma vida muito solitária para alguém tão pequeno. Seu único amigo, Leo, é quem divide com ela os anseios e questionamentos de sua infância, suas arquitetadas fugas dos Valentões e Marrentinhas que a perseguem na escola. Tudo muda quando recebe de presente uma fada, chamado Lorivaldo e que odeia seres humanos. Juntos, vão descobrir a magia escondida no mundo e os segredos da Árvore dos Tempos.

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 O segundo livro da série é "Lavínia e a Magia Proibida", que eu ainda não li, mas sei que se passa quando a personagem já tem 10 anos, "e criaturas mágicas de caráter duvidoso estão chegando ao Brasil no momento em que acontece um dos maiores eventos esportivos: a Copa do Mundo de Futebol. A estranha chegada de um bruxo misterioso à cidade trará perigos, principalmente para ela, que corre o risco de ser capturada" (trecho da sinopse).

 O terceiro livro, segundo o autor, está em processo de escrita.

escritor, lucinei-campos
 O escritor Lucinei Campos costuma frequentar muitos eventos literários (ele também faz visitas em escolas), e ele chama a atenção quando usa sua fantasia de Mago Branco (tem relação com a série). Eu mesma tenho uma foto com ele num evento onde tive a oportunidade de conhecê-lo.

 Por hoje é só, fica a minha recomendação de leitura. Acho que não há um público específico para a obra, pois todos podem se encantar pelas aventuras de Lavínia.

 O autor também escreveu "Violeta não sabe amar", que está disponível na Amazon.

 Fica o convite para que acompanhem a série Lavínia. Quem aí já conhecia os livros ou o autor?


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