Resenha: livro "O vilarejo", Raphael Montes

 Olá pessoal, tudo bem? A resenha de ontem era de um livro cheio de amor, já no post de hoje, preparem-se para algo bem mais pesado! É dia de falar sobre minha experiência de leitura com "O vilarejo", livro escrito pelo Raphael Montes e publicado pela Suma em 2015.

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Vocês tão cansados de ver essa garrafinha nas fotos, né? Ainda mais em livros em que parece que ela não tem muito a ver. Mas relaxem, tenho só mais umas quinhentas onde ela aparece, vou arrumar outro troço para colocar, ou não.
 O livro começa com Raphael Montes nos contando como os cadernos de uma tal Elfrida Pimminstoffer chegaram até ele, que os traduziu e concluiu que seriam histórias acontecidas num vilarejo esquecido. Após essa introdução, passamos a acompanhar cada uma dessas histórias. Sete histórias, sete pecados capitais, sete demônios.

 Em "Belzebu - Banquete para Anatole" (correspondente à gula), conhecemos Felika, moradora de um vilarejo que está sofrendo com um inverno rigoroso. Enquanto espera que o marido volte com alguma comida, ela tenta cuidar dos filhos da melhor maneira que pode, mesmo que isso lhe obrigue a negar comida ou qualquer outra ajuda aos vizinhos. Felika acha que está fazendo o que é melhor para sua família, mas eu lhes digo que esse melhor é algo insano.

 "- Nós vamos todos morrer, Felika. Cedo ou tarde, a fome ou o frio vai nos matar - diz. - Brigd partiu há uma semana. Morreu dormindo. Os ossos congelados." (página 15)

 "Leviathan - As irmãs Vália, Velma e Vonda" traz uma irmã mais velha, Vália, que leva as irmãs mais novas para brincar com uma amiguinha e aproveita para passar um tempo com o namorado enquanto as meninas brincam. A brincadeira preferida das gêmeas Velma e Vonda é inventar histórias, mas a criatividade da invejosa Vonda é perigosa, não tem limites.

 "Lúcifer - O negro caolho" é sobre a soberba, por mais que ela demore a aparecer. Um homem negro chega ao vilarejo e causa medo na população que nunca viu alguém com aquele tom de pele. Se não fosse pela interferência de Helga, Mobuto, que estava em busca das filhas desaparecidas, provavelmente seria linchado. Mas será que Helga é realmente uma alma caridosa?

 "Ele dá um passo e tonteia. A dor é lancinante. Tenta avançar na ponta dos pés. Os garfos nos calcanhares entortam sob seu peso, mas continuam fincados na carne." (página 42)

 Em "Asmodeus - A doce Jekaterina", correspondente a luxúria, conhecemos Mikhail, que não sairá impune pelo que fez à menina Jekaterina.

 A preguiça é abordada em "Belphegor - A verdadeira história de Ivan, o ferreiro", cujo título já é meio autoexplicativo, o ferreiro da vila não era um homem tão forte como todos acreditavam, e fazia uso de meios cruéis para não perder sua posição.

 "Desde cedo, o pequeno Ivan percebeu o que esperavam dele. Nasceu com os ossos largos, uma compleição física robusta, característica dos homens de força incomum e saúde farta. Esperavam que ele fosse um herói. Um líder, como seu pai. Um exemplo de vigor e prosperidade naquele vilarejo esquecido pelo tempo.
 Ele não era nada disso. Nunca havia sido. Veio ao mundo com uma força negativa. Era assim que ele chamava a sensação, de força negativa. Algo inanimado e abstrato que pesava em todos os seus pensamentos." (página 57)

 "Mammon - O porquinho de porcelana da Sra. Branca" é protagonizado por Latasha, uma garota que passa por muitas dificuldades porque a avó, gananciosa, quer economizar cada vez mais e mais.

 E, por fim, "Satan - Um homem de muitos nomes", é sobre a ira, sobre a violência, e também nos mostra como todas essas histórias estavam interligadas.

 "- Perceba, Anatole, que nunca inseri o pecado ou o mal nas pessoas. O mal já estava lá. Eu apenas o potencializei." (página 86)

 "O vilarejo" é um livro curto, podendo ser uma leitura rápida, mas é um livro bem forte e com cenas pesadas. Foi o meu primeiro contato com a escrita do Raphael Montes e eu gostei bastante da forma dele de contar a história daquele vilarejo e de seus moradores ao longo do tempo. Era muito fácil visualizar as cenas no vilarejo, onde houve atos de bondade, amizades e amores, mas onde o pior lado dos seres humanos também apareceu.

 Há acontecimentos extremamente revoltantes, cenas de embrulhar o estômago, de ficarmos abismados com a crueldade humana, mas o interessante é como o autor conseguiu esse efeito sem soar apelativo, sem colocar certas coisas apenas para chocar, e sim no contexto das tramas, que ficaram muito bem interligadas. Sim, é um livro de terror, mas fora o choque com determinados acontecimentos, só senti um "frio na espinha" ao visualizar a última ilustração do livro, uma foto, que veio fechar a trama com chave de ouro.

 "- Não adianta esperança... Fomos esquecidos.
 - Esquecidos por quem, meu filho?
 - Pelo mundo. Por Deus - reflete Anatole.
 - Ou talvez tenham sido lembrados pelo Diabo - retruca o velho. Solta uma gargalhada divertida.
 - Não acredito em Deus, na verdade. Também não acredito no Diabo.
 - Suponho que não precisem que as pessoas acreditem neles para existirem." (página 80)

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 Amei a edição da Suma, desde a capa sombria, passando pelas ilustrações maravilhosas de Marcelo Damm, às páginas amareladas, a boa revisão e a boa diagramação, com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 Fica a minha recomendação para que leiam "O vilarejo", uma das leituras mais pesadas que já fiz, mas que é uma boa pedida tanto para quem curte terror, como para quem quer iniciar no gênero, já que é um livro curtinho. Me contem: já leram esse ou outro livro do Raphael Montes?

 Detalhes: 109 páginas, ISBN-13: 9788581053042, Skoob. No site da editora dá para ler a primeira história. Clique para comprar na Amazon:


"O vilarejo" foi o 7° livro lido no meu desafio de ler 30 livros em janeiro, confira todos os posts do desafio:
Até o próximo post!

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Resenha: livro "Notas sobre ela", Zack Magiezi

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Notas sobre ela", escrito pelo Zack Magiezi e publicado pela Bertrand Brasil em 2017.

 "Amizade é uma palavra usada para as pessoas que dispensam palavras" (página 60)

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 "(...) As pessoas acham estranha essa mania de dançar sozinha
 Mas ela dança com a multidão que está do lado de dentro" (página 38)

 Em "Notas sobre ela", através de versos, o autor conta a história de uma mulher, desde sua infância, passando pela juventude, pela vida adulta, até a velhice. Não há rimas nos poemas, mas eles tem uma sonoridade muito agradável, é como se alguém os tivesse declamando enquanto lemos.

  "A saudade é sempre dos detalhes
 Que estão escondidos em um dia comum" (página 62)

 "Notas sobre ela" estava há um bom tempo na minha estante, e desde a primeira página, a sensação que tive foi de que deveria ter lido-o antes, assim que chegou em minhas mãos, pois demorei demais para iniciar uma leitura tão maravilhosa!

 "Ela gosta das pessoas que deixam
 a maioria da sua beleza do lado de dentro" (página 90)

 É um livro lindo! A mulher descrita pelo autor poderia ser qualquer uma de nós, ou até mesmo qualquer um de nós. É muito fácil se identificar com a vida dessa mulher, com sua infância, com as lembranças dos avós, com seu encanto pelo mar, as dúvidas da juventude, os amores, com aquela sensação de que ainda se é jovem demais. Tenho certeza que cada leitor vai se ver um pouquinho nessas notas. Zack Magiezi descreve a vida de forma muito real.

  "Para mim a única diferença
 Entre a velhice e a juventude
 É que nós os velhos
 Somos jovens mais experientes" (página 105)

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"Foi progredindo
Mas ela estava indo para onde?
Essa pergunta sempre estava esperando
no travesseiro
Será que os sonhos se transformaram
em apenas ter dinheiro para ter coisas?"

  A edição tem capa dura, com o detalhe da máquina, do título e do nome do autor em baixo-relevo. É um pouco maior que um livro de bolso, creio eu. A revisão é bem feita. As páginas são de um amarelado forte, as letras são azuis, com um bom tamanho de fonte, espaçamento e margens, e há ilustrações lindas dividindo as partes do livro.

 MEUS DOIS TRECHOS FAVORITOS (grifo meu):

"Um pequeno refúgio
Que ainda está guardado dentro do tempo
Quando ela fecha os olhos
Tudo ainda é tão igual
O quintal ainda é imenso
O cheiro da terra molhada
Galinhas correndo pela sobrevivência
As mãos fortes do vô
As veias imensas apareciam quando ele
embelezava o jardim
Como um homem pode ser tão bruto e tão doce?
As mãos hábeis da vó
Sempre ocupadas
As mãos da vó parecem os empresários
Que correm sem parar
Sempre preparando algo importante
Sempre tricotando amor
Ela abre os olhos
E a sala vazia da sua casa
Recebe uma visita da memória
O perfume de um bolo de cenoura
Preparado há muitas décadas passadas
E ela se sente protegida
E o medo fica para a vida adulta" (página 10)

"Sempre foi tímida
Uma garota tímida que ama as palavras
Uma garota paradoxo
Mas ela ainda se enxerga menina
Apesar de os anos já terem avançado um pouco
ela ainda está lá
Ela ainda não tem certeza
se as pessoas ouviriam
Se os ouvidos seriam carinhosos
para com a sua voz
Ela ainda conta tudo para o silêncio
Esse amigo antigo e carinhoso
Que abraça a sua voz
E dança
Ela ainda prefere observar
Ver o que ninguém viu
O rosto do silêncio
Ver a voz de Deus correndo por aí" (página 23)

 Com toda certeza é uma leitura que recomendo, acredito que qualquer leitor pode se emocionar e se encantar com a deliciosa escrita de Zack Magiezi, devorando as pouco mais de 100 páginas da obra em questão de horas, mas voltando sempre que possível para reler um ou outro trecho.

 Detalhes: 120 páginas, ISBN-13: 9788528621747, Skoob. Clique para comprar na Amazon:


 E por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha do 6° livro lido no meu desafio de ler 30 livros em janeiro (lá nos destaques do meu perfil no Instagram tem pequenos comentários sobre os 14 livros até agora). Me contem: gostaram das citações que coloquei no post? Já leram ou querem ler "Notas sobre ela" ou outro livro do Zack Magiezi?

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Resenha: livro "Crenshaw", Katherine Applegate

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Crenshaw", Katherine Applegate

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Crenshaw: a fome da imaginação", escrito pela Katherine Applegate e publicado no Brasil pela Plataforma 21 em 2016. Foi o 4° livro que li no meu desafio de ler 30 livros em janeiro.

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 "Apertei bem os olhos e contei até dez. Lentamente.
 Dez segundos pareciam ser suficientes para eu deixar de ser louco.
 Fiquei um pouco atordoado. Mas isso acontece às vezes quando estou com fome. Eu não comia desde o café da manhã.
 Quando abri os olhos, suspirei de alívio. O gato tinha sumido. O céu estava infinito e vazio.
 PLAFT! A centímetros dos meus dedos do pé, o guarda-chuva pousou na areia como um dardo gigante.
 Era de plástico, vermelho e amarelo, decorado com imagens de ratinhos sorridentes. No cabo, estava escrito com giz de cera: ESTE CHAPÉU DE SOL PERTENCE A CRENSHAW.
 Fechei os olhos de novo. Contei até dez. Abri os olhos, e o guarda-chuva – ou chapéu de sol, ou o que quer que fosse – tinha desaparecido. Assim como o gato.
 Era fim de junho, fazia calor e estava gostoso, mas eu tremi.
 Eu me sentia daquele jeito que a gente se sente antes de pular na parte funda da piscina.
 Estamos a caminho de algum lugar. Ainda não chegamos lá. Mas sabemos que não há volta." (páginas 12 e 13)

 A narração é feita por Jackson, um garoto de 10 anos que mora com a irmã mais nova, o pai, a mãe e a cachorra Aretha. Desde que o pai descobriu que tem esclerose múltipla e saiu do emprego, a situação financeira da família piorou muito, mesmo com a mãe e o pai trabalhando em empregos informais. Eles não conseguiam mais pagar o aluguel e talvez precisassem sair do apartamento e ir morar na minivan da família, como já aconteceu no passado. A situação é tão crítica que chega a faltar comida, e todos os móveis da casa estão sendo vendidos, até as camas.

 "Meus pais gostam de um tipo de música chamado blues. Numa canção de blues, alguém sempre está triste por alguma coisa. Por exemplo, pode ter terminado com a namorada ou perdido todo o dinheiro ou o trem para um lugar distante. A coisa estranha é que, quando a gente ouve as músicas, se sente feliz." (página 92)

 Os pais de Jackson são otimistas e tentam não deixar que os filhos percebam que podem ficar sem teto, mas o garoto percebe, e fica muito incomodado com a aparente falta de confiança dos pais nele. Jackson quer que seus pais falem a verdade, que digam se ele vai poder voltar para a mesma escola depois das férias, que expliquem por que precisam sair do apartamento e como ele pode ajudar.

 "Às vezes eu só quero perguntar para eles se meu pai vai ficar OK ou por que a gente nem sempre tem comida suficiente ou por que eles têm discutido tanto." (página 47)

 "Meus pais eram otimistas. Eles olhavam para meio copo de água e pensavam que estava meio cheio, não meio vazio.
 Eu não. Cientistas não são otimistas ou pessimistas. Eles só observam o mundo e veem o que é. Olham para um copo de água e medem cem milímetros ou quanto quer que seja, e esse é o fim da discussão." (página 46)

 Jackson quer ser um cientista e gosta das coisas certas, definidas, e é nessa situação incerta e indefinida vivida pela família que Crenshaw, seu antigo amigo imaginário, vai aparecer. Crenshaw é um gato gigante e falante, muito engraçado, e que Jackson acha meio inconveniente em certos momentos. O garoto tem medo de acharem que ele ficou louco se descobrirem que fala com um amigo imaginário ou de que vejam Crenshaw, afinal, cientificamente, o gato não pode ser real. Mas talvez Crenshaw tenha reaparecido para ajudar Jackson de alguma maneira...

 "- (...) Na teoria, só você pode me ver. Mas quando um amigo imaginário é deixado à sua própria sorte, sozinho e esquecido... quem sabe? (...)
 - Tá, mas e se você for visível? Não posso deixar você simplesmente atravessar o corredor até o meu quarto. E se meu pai acordar para fazer um lanchinho? E se a Robin tiver que ir ao banheiro?
 - Ela não tem uma caixa de areia no quarto dela?" (página 65)

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 "- Eu temo que você tenha me criado com um pouco de cachorro no meio. - Crenshaw estremeceu. - Às vezes eu sinto vontade de... rolar em algo fedido. Um gambá morto, talvez, ou um pouco de lixo fresco.
 - Os cachorros fazem isso porque...
 - Eu sei por quê. Porque eles são idiotas. Também sei que você nunca, nunca vai ver este belo espécime felino descendo a tal nível." (página 203)

 Não me recordo o motivo exato, se era a capa, o título ou a sinopse que me fizeram desejar muito ler esse livro, até que eu finalmente consegui comprá-lo. O fato é que eu tinha expectativas elevadíssimas para essa leitura, que não virou um favorito e foi um pouco diferente do que eu esperava, mas mesmo assim foi um livro do qual gostei e que valeu a pena ler. Acho que eu esperava mais destaque ou uma explicação maior sobre a origem de Crenshaw, mas o foco do livro é a forma como Jackson está lidando com a situação enfrentada pela família.

 Por falar nessa situação, creio que nunca li um livro onde a pobreza fosse mostrada com tanta clareza; nenhuma família está livre de passar por dificuldades financeiras como a família de Jackson está passando. E é interessante como cada um lida de forma diferente com a situação: o pai, sem perder o senso de humor, algumas vezes ficando espantado com as coisas que o filho fala, em outras parecendo orgulhoso, mas devemos lembrar que ele precisa lidar também com sua doença. A mãe parece ser mais "pé no chão", e Robin, a filha caçula, ainda enxerga tudo pela ótica da fantasia e tenta fazer o irmão também usar mais a imaginação.

 "No ano anterior, o diretor da escola disse que eu era uma 'ama velha'. Perguntei o que isso queria dizer, e ele disse que eu parecia sábio para alguém da minha idade. Disse que era um elogio. Que gostava de como eu sempre sabia quando alguém precisava de ajuda com as frações. Ou como eu esvaziava o apontador sem que ninguém pedisse.
 É assim que eu sou em casa também. A maior parte do tempo, pelo menos. Às vezes, me sinto a pessoa mais adulta na casa. E é por isso que achava que meus pais deveriam saber que podiam falar comigo sobre coisas de gente grande." (página 138)

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 Acho linda a capa, que mostra Jackson e Crenshaw sentados num banco entre as árvores. As páginas são amareladas, há poucos erros de revisão, e a diagramação tem margens grandes, bom tamanho de letras e espaçamento entre uma linha e outra, além de detalhes de gatinhos na lateral das páginas.

 "Minha irmã e eu não recebemos nomes de pessoas, recebemos nomes de violões. (...) Como não tinham mais instrumentos, meus pais deram o nome de uma cantora famosa, Aretha Franklin, à nossa cachorra. Isso foi depois que Robin sugeriu chamá-la de Princesa das Fadas Gracinha e eu sugeri chamá-la de Cachorra." (página 34)

 A escrita da autora é bem fluida, é uma leitura rápida, com capítulos curtos, uma história divertida e tocante ao mesmo tempo, que mostra a importância da amizade, da união da família e da esperança num futuro melhor. Fica a recomendação para leitores de todas as idades.

 "Às vezes isso é tudo que a gente realmente precisa: de um amigo." (página 127)

 Detalhes: 224 páginas, ISBN-13: 9788592783006, Skoob, leia um trecho. Clique para comprar na Amazon:


 E por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: alguém aí já leu "Crenshaw: a fome da imaginação" ou outro livro da Katherine Applegate?

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Caixinha de Correio: "RECEBIDOS" (Dezembro e Janeiro)

Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a tão sonhada Caixinha de Correios dos “RECEBIDOS” entre os meses de Dezembro e esse inicio de Janeiro. Como deu para perceber o número de adquiridos e recebidos diminuiu, e por conta disso não tenho publicado tantas postagem com essa temática. Entretanto, ganhei algumas obras incríveis através dos sorteios que estavam ocorrendo no Instagram, e adquiri outras. E agora quero mostrá-los para vocês. Dessa forma, venham conferir em detalhes os meus novos livros.  


O mês de Dezembro chegou, e com ele a tão sonhada férias da faculdade. Desse modo aproveitei esse momento mais uma vez para participar de alguns sorteios, e dar uma olhada nos preços dos livros (que infelizmente estão cada vez mais caros). Por isso consegui ganhar vários títulos incríveis, que estavam na minha lista de desejados e adquirir outras duas obras que queria já fazia algum tempo. Vejam só!

Um dos primeiros livros recebidos neste mês foi o título O Conto da Aia da autora Margaret Atwood, que ganhei no sorteio do instagram Bete & Books. Esse livro estava na minha lista de desejados, pois a trama me chamou muito a atenção, e agora terei a oportunidade de lê-lo.


Recebi também o livro O Silêncio das Águas, da autora Brittainy C. Cherry que acabei adquirindo, pois era o único livro que falta para completar a série. E só leio uma série, após ter todos os livros. (risos) Você também são assim?


Ganhei no sorteio do Instagram Jovana Lima, Livros & Mais Livros o livro Caçadora de Estrelas da autora nacional Raiza Varella. Já li outro livro da autora que inclusive tem resenha aqui, e gostei tanto de sua escrita que quando soube que a Editora Verus iria publicar esse livro fiquei muito interessada na leitura. Por isso é claro que estou muito feliz de ter ganhado esse título.



Outro livro que consegui adquirir foi o título Terapia Cognitivo Comportamental- Terapia e Prática, da autora Judith S. Beck. Uma obra que tenho utilizado bastante na faculdade, porém em digital. Mas como prefiro ler em físico achei melhor comprá-lo, e com certeza também irei utilizá-lo quando estiver atuando como psicóloga, já que se trata de uma área da qual me interesso bastante.

Outro sorteio que ganhei foi a do instagram Sam- Ig Literário, na qual recebi o título O Ódio que Você Semeia, da autora Angie Thomas. Esta é uma obra que pretendo passar na frente dos livros que estão na minha meta de leitura desse ano, pelo fato de que quero ler essa obra desde o seu lançamento. Confesso que estou com altas expectativas a respeito dessa história.

Do sorteio de Natal do Portal JuLund e Amigos que ganhei, recebi o livro Terrível Encanto, da autora Melissa Marr. Eu ainda não conhecia esse título, entretanto a sinopse me chamou bastante atenção, despertando em mim o interesse pela leitura. Logo, logo, prometo trazer a resenha dessa obra para vocês.


A Maria aqui do blog também me presenteou neste fim de ano com um livro que estava louca para adquirir desde o seu lançamento. Estou me referindo ao título Mais que Amigos, da autora Lauren Layne. Muito obrigada Maria pelo carinho, amei o livro!


No sorteio do IG Hobb, ganhei a obra O Lado Sombrio dos Contos de Fadas, do autor Karin Hueck. Eu não conhecia esse livro, porém o título me chamou bastante a atenção, e agora quero mais do que nunca embarcar nessa leitura.

Para finalizar recebi o livro Por que Fazemos o que Fazemos?, do autor Mario Sergio Cortella, que também ganhei do sorteio do Instagram Motivação. Sempre leio muitos elogios a respeito de suas obras, e agora tirarei a prova. Desse modo, estou ansiosa para ler esse título.

Bom Leitores, esta foi mais uma caixinha de recebidos. Prometo que sempre que eu receber ou adquirir novos livros venho mostrar em detalhes para vocês. Dessa forma, espero que tenham gostado de conferir cada livro recebido, e fiquem ligadinhos pois sempre tem novidades por aqui. Mas e vocês leitores, gostaram de ver mais uma vez minha caixinha dos correios? Deixe nos comentários a opinião de vocês, e quais são os livros que mais lhe interessaram, ou qual desses títulos vocês me indicariam ler primeiro. Pois a opinião de vocês é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post


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Resenha: livro “Branca de Carvão”, Katherine Salles

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com “Branca de Carvão”, escrito pela Katherine Salles e publicado pelo selo Reino da Editora Portal em 2018. Foi o 5° livro lido no meu desafio de ler 30 livros em Janeiro (amanhã deve sair a resenha do 4°, acabei invertendo, rsrs, venho mostrando o andamento das minhas leituras lá no Instagram).

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 “A felicidade era isso, estar livre das garras do mal.” (página 22)

 A história se passa no final do século dezenove, na fictícia cidade mineira de Sete Chaves, e é narrada em terceira pessoa. Conheceremos Branca, filha de uma mulher negra e de um homem branco. A mãe de Branca morreu no parto, o pai se casou novamente com Magnólia, e quando ele faleceu, foi a vaidosa madrasta que passou a administrar a fábrica de carvão da qual vinha a riqueza da família.

 Magnólia não gostava de Branca e mantinha a jovem cada vez mais isolada dentro de casa, além de ter planos malignos para o futuro da garota. Não suportando mais aquela situação, Branca decidiu fugir e descobrir o que havia após aquela cortina de fumaça que via da janela.

 Branca não iria muito longe, pois logo se depararia com sete pequenos operários que necessitavam de sua ajuda. Enquanto isso, a madrasta veria a oportunidade perfeita de se livrar de vez da garota, e para isso contrataria Simão, um caçador. Será que Branca conseguiria ser livre como desejava?

 “Acreditava mais do que nunca que a cortina de fumaça era seu chamado, afinal ela foi levada até ali para salvar a vida dos sete meninos esquálidos, embora a sua ainda não estivesse salva.” (página 30)

 Como talvez vocês tenham percebido, a história é uma releitura do clássico conto de fadas Branca de Neve. Mas as semelhanças ficam só nas referências aos personagens: a garota, a madrasta má, o caçador e os pequenos operários. A trama de Katherine tem vários diferenciais, como o foco nas questões ligadas ao fim da escravidão dos negros. Não é apenas a história de Branca que conhecemos, mas também a de seus pais e os desafios que enfrentaram ao se rebelarem contra a sociedade e se casarem numa época em que as uniões inter-raciais eram polêmicas.

 “É tão triste, minha querida, que algumas vítimas se acostumem tanto com seus algozes, que não saibam viver sem eles.” (página 77)

 É um livro curto e de leitura rápida, um romance de época quase sem romance romântico, já que o foco principal é a saga de Branca para ser livre da tirania de Magnólia e não um relacionamento amoroso. É interessante a contextualização histórica, a temática da representatividade negra e o desfecho, mas a sequência de acontecimentos ficou confusa para mim no início, por não seguir uma ordem linear e por ter algumas repetições, e por isso classifiquei-o no Skoob com 3 estrelas.

 “Simão estava encantado, não um encantamento carnal e passageiro, mas do tipo que se transforma em amor, pois era a alma dela que o encantava. Esse tipo de sentimento, sabia a mais velha, era daqueles que se transformavam como as lagartas se transformam em borboletas.” (página 53)

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 A edição traz uma capa que acho bem bonita, representando a personagem com seu cabelo crespo. As páginas são amareladas, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho, além de detalhes nas bordas das páginas e fontes diferentes.

 “- Uma maldição se quebra com uma benção – pense nisso, senhorita Branca.” (página 101)

 E por hoje é só, espero que tenham gostado de conhecer essa releitura de Branca de Neve em terras brasileiras cheia de representatividade. Me contem: gostaram da premissa? Já leram algo da autora?

 Detalhes: 113 páginas, Skoob. Clique e compre na loja da editora, na Amazon (disponível no Kindle Unlimited):

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Sob a luz da escuridão", Ana Beatriz Brandão

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Sob a luz da escuridão", escrito pela Ana Beatriz Brandão e publicado pela Verus Editora em 2018.

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 "Algum dia você já imaginou como é ser despedaçado? Rasgado em mil pedaços e depois reconstruído? E tudo isso em apenas alguns segundos? Com certeza não é nada agradável. É doloroso e complicado. Inexplicável.
 Para onde eu fui não existia isso. Não existia dor, raiva, tristeza ou felicidade. Não existia céu nem terra. Luz ou escuridão. Era o nada, ou talvez nem mesmo o nada existisse, só o vácuo da inexistência elementar. O início e o fim de todos os começos e términos." (página 252)

 A história é narrada em primeira pessoa por 4 personagens: Lollipop, Jéssica (Jazz), Samuel (Sam) e Evan, e se passa num futuro distópico, alguns séculos a frente, após mais duas guerras mundiais que dizimaram boa parte da população humana (a primeira causada por um ditador que buscava criar uma raça pura e a segunda pela revolta da população que já não tinha mais nada a perder). Líderes de países não existiam mais, e as poucas fábricas em funcionamento pertenciam ao Instituto, criado  pelos "Eles", os seguidores do antigo ditador.

 "Milhares de pessoas foram executadas, principalmente os mais pobres, que não tinham condições financeiras de se adequar às imposições do governo de Goyle. Era... monstruoso. Tão monstruoso que, em certo momento, a humanidade perdeu o medo de morrer. E deu sua resposta.
 Assim se iniciou a Quarta Gerra Mundial.
(...) A partir de então, ninguém mais queria ter líderes. Os partidos políticos haviam sido destruídos, os grupos religiosos tinham perdido seus patriarcas e não havia nem um presidente, monarca, chanceler, duque, deputado ou senador sequer. As leis já não valiam e a 'justiça' se tornou uma palavra quase arcaica.
 A partir daquele momento, seria cada um por si.
 Assim foi criado o mundo em que vivíamos: as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tínhamos a perder? Ninguém poderia nos castigar, e sentir medo da morte era para os fracos. Aliás... o medo era um sentimento quase inaceitável. Quem tivesse não sobreviveria uma semana sequer naquele lugar." (página 21)

 As pessoas se reuniam em “áreas”, pequenas cidades, onde a sobrevivência era um pouco mais fácil que no exterior, e sempre que o Instituto liberava alguns produtos, havia briga para conquistá-los. Por causa da radiação de bombas e armas químicas, pessoas passaram a nascer com características diferentes, Jazz, por exemplo, podia produzir fogo. Quem nascia assim era chamado de singular ou metacromo e era perseguido pelo Instituto para ser usado como cobaia em pesquisas.

 Uma jovem acorda num prédio e sai correndo de lá, pois explosões estão ocorrendo próximas ao local, e acaba entrando num carro onde já está Jéssica, outra garota de 16 anos que viveu a vida toda naquele prédio que pertence ao Instituto. Depois de algum tempo, Lollipop (como passou a se chamar, já que não se lembrava de nada do seu passado) e Jéssica, vão acabar parando na Área 4, liderada por Evan, um vampiro (em comum com os vampiros dos livros sobrenaturais, ele tem apenas a necessidade de se alimentar de sangue e a longevidade).

 "Eu ri, surpresa por saber de algo assim. Evan, o cara que podia ter qualquer garota, apaixonado duas vezes pela mesma, só que em épocas diferentes. Como podia ser possível? Só havia um problema...
 - Mas eles não eram inimigos?
 - Eram sim. Eu nunca disse que não. É que eles não eram o tipo de inimigo mais convencional." (página 147)

 Evan e Samuel parecem ter pouca diferença de idade, aparentando estar na casa dos dezoito anos, mas a verdade é que ele criou Samuel desde que o garoto era um bebê. Além disso, Evan e Lollipop já se desentenderam no passado, mas como isso seria possível, se ela parece ter no máximo vinte anos? Enquanto as duas jovens tentam se inserir na rotina da Área 4, Lollipop também precisará aprender a lidar com Evan e com tudo o que rolou entre eles num passado do qual ela não se lembra, em meio ao risco de o Instituto atacá-los a qualquer momento.

 "O que tínhamos representava a paz. Nosso clã era intocável, inalcançável, um dos maiores e mais fortes, que ajudava a abastecer os outros. Todas essas eram características vindas de Evan. Ele representava nossa força, coragem e determinação. Se por algum motivo o perdêssemos, eu sabia que seria questão de tempo até que já não restasse nem mesmo uma lembrança do que fomos um dia." (página 175)

 Fui uma dos selecionados para participar da leitura coletiva de “Sob a luz da escuridão” e abracei a oportunidade com entusiasmo, já que era super curiosa para ler algo da Ana, uma escritora de apenas 19 anos, mas que já tem 5 livros publicados e é muito elogiada pelos leitores. Na leitura coletiva, em cada semana leríamos até determinada página e depois tínhamos um debate, o que foi bem legal para ir trocando teorias com outros leitores. Essas teorias eram bem importantes, pois “Sob a luz da escuridão” é um livro cheio de mistérios (foi até difícil fazer um resumo da trama aí em cima, pois nem tudo é o que parece, mas não posso dar grandes spoilers para vocês), tanto sobre os personagens quanto sobre os acontecimentos que levaram a humanidade ao ponto que estava.

 "Fechei os olhos tentando imaginar a cena. Se fossem mesmo como ele estava contando, então os fogos deviam ser uma coisa majestosa. Estrelas cadentes que partem da Terra. Eu não conseguia visualizar com clareza, mas só as palavras já causavam impacto.
 - E existe alguma chance de eu conseguir ver um dia?
 - São quase tão raros quanto encontrar um diamante, Lollipop - respondeu, e não pude deixar de sorrir ao ouvi-lo me chamar daquele jeito. - Mas acho que você tem sim uma chance, se tiver esperança.
 - Esperança? - Levantei uma sobrancelha. - Eu nem sabia que essa palavra estava no seu vocabulário, vampiro.
 - Está. - Finalizou o curativo em minhas costas por cima dos pontos e se colocou à minha frente. - Muito mais do que você imagina, garotinha. - Tocou a ponta do meu nariz por apenas um momento.
 Algo em seu tom e em seu olhar me dizia que aquilo tinha um significado um pouco mais profundo do que parecia, e que tinha, sim, a ver comigo." (página 121)

 Falando nesse ponto, é preciso ter em mente que a vida não é como conhecemos hoje, Lollipop e Jazz se veem inseridas numa sociedade onde as regras são diferentes, mas ainda são apenas jovens com sentimentos e desejos de jovens. A autora não se demora muito na descrição dos acontecimentos que levaram ao futuro distópico, o foco fica, na maior parte, na adaptação das garotas na área 4, na descoberta do passado de Lollipop e sua ligação com Evan, já adianto que os dois vivem se estranhando.

 A escrita da autora é bem fluida, e a leitura rende. A narração por 4 pontos de vista nos permite ver a história de uma forma mais ampla. Eu demorei um pouco para me apegar aos personagens, mas acho que leitores da mesma faixa etária deles podem se identificar mais com seus jeitos de ser e de agir. Há bastante romance no livro, mas também tem momentos de tensão, ação e humor. É interessante como muito da sociedade distópica da trama pode servir de reflexão para a nossa realidade, onde mesmo tendo mais organização e tecnologia, continuamos não pensando no coletivo.

 "(...) As pessoas se aproveitam do fato de não termos leis ou punições e matam pela primeira vez só para ver como é, e algumas infelizmente gostam da sensação. Não matam pensando em proteção. Elas matam pra conseguir o que os outros têm e se apossar daquilo sem nem pensar na possibilidade de uma união. E são essas pessoas que estão se tornando cada vez mais comuns (...)
 - Nós não vivemos num mundo pós-apocalíptico - murmurei, com certo tom de compreensão. Estamos presenciando o apocalipse.
 - É mais do que isso - Yone prosseguiu. - Somos nós que o estamos causando." (página 81)

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 A edição tem uma capa condizente com o cenário e as personagens, páginas amareladas, boa revisão, diagramação com bom tamanho de letras, espaçamento e margens, além de detalhes indicando quem está narrando.

 "- Eu tenho uma coisa para você.
 - Para mim? - questionei, abrindo apenas um dos olhos. O azul, porque era o de que ela mais gostava." (página 309)

 "(...) pensava que ele fosse louco quando contava aquela história maluca de uma garota que ia e vinha do nada, e batia nele, e era superdemais, e tinha superpoderes superlegais... Aí, quando a Lollipop apareceu, eu finalmente vi que ele não era maluco." (página 290)

 "Um vampiro e uma singular, separados várias vezes pelo tempo, mas sempre voltando um para o outro, independente do que se colocasse entre eles." (página 285)

 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Fica a minha recomendação para quem procura  uma distopia nacional ou um romance adolescente pós-apocalíptico. Me contem: já leram ou querem ler "Sob a luz da escuridão" ou outro livro da Ana Beatriz Brandão?

 Detalhes: 336 páginas, ISBN-13: 9788576866909, Skoob. Clique e compre na Amazon:

Até o próximo post!

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