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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Resenha: livro "Sombras do mundo", Daniella Rosa

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Sombras do mundo: crenças e criaturas", escrito pela Daniella Rosa e publicado pela Ler Editorial em 2015.

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 "Não sei se você compartilha da minha percepção, mas para mim, o mundo moderno não ajuda em nada a controlar minhas inseguranças e insanidades. Sinto a ambição e a crueldade tão disseminadas quanto à própria informação e a facilidade de conexão com o mundo. Vejo, dia após dia, o mundo assistir passivamente o seu lento e inevitável declínio. Acompanho os meios de transmissão anunciando tragédias e enfatizando o tempo todo que estamos mergulhados em violência e maldade. Mas, para mim, a maldade é que está mergulhada dentro de nós, cada vez mais fundo.
 Incomoda-me ver que a violência faz parte de nossas vidas, de uma forma tão intrínseca, que a torna ainda mais ameaçadora do que sua própria definição. É comum ouvir que se trata de uma questão cultural. Mas se cultura é, segundo uma de suas definições, tudo aquilo que é produzido pela inteligência humana, eu me pergunto qual é a inteligência por traz de tanta violência." (página 6)

 A narradora, Alany, é uma jovem novaiorquina que gosta da natureza, tanto que cursa biologia. Ela prefere ficar em casa ao invés de ir para baladas, talvez pela perda recente do pai, além do fato de Alany ter um dom: é como se ela enxergasse a cor da alma, ou da aura de uma pessoa. Alany vê se a pessoa tem bons sentimentos e intenções ou não, e pode ser desagradável e desgastante estar num ambiente lotado de pessoas com más intensões. Apenas Carol, uma de suas amigas, sabe desse "dom" que a jovem tem, e a ajuda a conviver com ele.

 Até que, no dia de seu aniversário, alguns colegas da faculdade conseguem convencer Alany a sair, e eles vão comemorar em um bar com música ao vivo. A jovem se encanta pela voz do cantor que está se apresentando, e depois do show os dois conversam um pouco. Porém, Carol parece não gostar muito dessa aproximação. Com outra amiga, Alany passa a tentar reencontrar o cantor, cujo nome é San, mas sem contar para Carol que, por algum motivo oculto, desaprova o envolvimento dos dois.

 Eis que, além do seu dom, Alany passa a ter sonhos cada vez mais estranhos com um homem misterioso e de aparência assustadora. A situação fica mais tensa quando esse homem começa também a aparecer em sua vida real. Quem seria ele? O que ele poderia querer com a jovem? Será que ele tinha a intenção de lhe fazer algum mal ou à sua avó, a única família de Alany após a morte do pai?

 "Como pode insinuar que eu não seja humana? Percebe o quanto isso não faz o menor sentido? - eu sempre gostei de histórias mitológicas, fábulas e até histórias de dragões, mas estar dentro de uma delas e ainda fazer parte do elenco já era demais." (página 98)

 "Sombras do mundo" começa num universo relativamente normal, afinal, Alany poderia ser apenas uma pessoa com uma sensibilidade mais aguçada. Mas conforme os capítulos vão se passando, o livro se mostra uma fantasia repleta de seres sobrenaturais e fantásticos, como lobisomens, elementais, bruxas e vampiros.

 Esse é o primeiro livro da autora, e acredito que ela tenha um grande potencial, pois é inegável que precisa de muita criatividade para criar uma história como a que vemos em "Sombras do mundo". Achei interessante a "justificativa", a explicação para a existência de seres sobrenaturais em nosso mundo, e as descrições deles e de suas habilidades ficou bem convincente.

 Sabe quando a gente vai lendo e não tem nenhuma ideia de para onde a história se direcionará? Foi assim que me senti durante a leitura. Esse é o primeiro volume de uma série, e acredito que nos próximos, muitas questões que ficaram em aberto para mim podem finalmente ser solucionadas.

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 A edição da Ler tem uma capa bem bonita, páginas amareladas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, mas precisaria de uma revisão melhor.

 Em "Sombras do mundo" você encontrará seres sobrenaturais, muitos segredos e uma pitada de romance.

 Detalhes: 280 páginas, ISBN-13: 9788568925140, Skoobcompre na loja da editoraLivraria da Folha.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha de hoje. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Lembrando que: comentando na resenha você concorre ao livro "Ninfeias Negras", mas é necessário deixar nome e e-mail no formulário desse post.

Até o próximo post!

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domingo, 23 de abril de 2017

Vídeo: como é a edição econômica do livro "Eleanor & Park" vendida na Avon #YouTuberDay

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Não sei se já viram, mas no catálogo da Avon, está sendo vendido o livro ''Eleanor & Park", da escritora Rainbow Rowell. Era um livro que eu queria desde que a Novo Século lançou, lá em 2014, mas nunca encontrava num preço bom no momento em que eu podia comprar. Então, quando ele apareceu na revista Moda & Casa da Avon, resolvi comprar, mesmo sendo uma edição em formato econômico. E no vídeo que trago hoje, comento como é e o que achei dessa edição econômica, apertem o play para conferir:


 Trouxe também algumas fotos para vocês verem mais detalhes da edição:

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Capa
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Diagramação
 Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. (Skoob)

 Pelo que eu andei pesquisando (aqui e aqui), a edição normal tem alguns detalhes no lado de dentro da capa.

 Atenção: vale lembrar que os livros vendidos pela Avon variam de campanha para campanha, para saber se "Eleanor & Park" está sendo vendido e qual o preço, você pode procurar uma revendedora ou olhar no site: http://www.avon.com.br/folheto-virtual.

#YouTuberDay


 Não sei se vocês repararam, mas ali no título coloquei a tag #YoutuberDay, é que no dia 23/04/2005, foi upado o primeiro vídeo no Youtube, por esse motivo a data foi escolhida para representar o Dia do Youtuber. "O Dia do Youtuber serve para promover todos os criadores de conteúdo, nacional ou internacional, através do engajamento da comunidade, em todas as redes sociais." Fiquei sabendo sobre a data pelos grupos do Facebook, e para saber mais sobre ele é só acessar o evento online: www.facebook.com/events/1506667046050098.

 Graças ao criadores de conteúdo do YouTube, campo onde estou dando meus primeiros passos, é possível, entre muitas outras coisas, ver como é a edição econômica de um livro e poder decidir se vale ou não a pena comprá-lo. Todos os dias, um número enorme de pessoas está gravando, editando e assistindo vídeos sobre qualquer conteúdo que se possa imaginar. Então, nesse dia, que tal valorizar ainda mais os Youtubers? Pode ser fazendo um vídeo ou um post no blog ou em redes sociais sobre a data, pode ser se inscrevendo, curtindo, comentando ou compartilhando aquele vídeo legal de um canal que você gosta. A interação é o que motiva grande parte dos Youtubers a seguir em frente!

 Se você ainda não é inscrito no canal do blog, que tal se inscrever: https://www.youtube.com/channel/UCA6rN2MY2Lhvi4zSgQ6opAA? Se também tem um canal, deixa aí nos comentários para que eu e os leitores do blog possamos conhecer.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: alguém aí já leu "Eleanor & Park"?

Até o próximo post!

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sábado, 22 de abril de 2017

Resenha: livro "Ninfeias negras", Michel Bussi

 Olá pessoal, tudo bom com vocês? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura como o livro "Ninfeias negras", escrito pelo francês Michel Bussi, e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2017. Lembrando que o livro está sendo sorteado no blog, e para concorrer é só comentar nos posts do Pétalas de Liberdade durante o mês de abril, mas é preciso deixar nome e -mail para contato nesse formulário.

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 "Tenham certeza de uma coisa, uma só: não há coincidência alguma em toda essa série de acontecimentos. Nada foi deixado ao acaso nessa história, muito pelo contrário. Cada elemento está no seu lugar, exatamente no momento certo. Cada peça dessa engrenagem criminosa foi cuidadosamente posicionada e, acreditem, posso lhes jurar sobre o túmulo do meu marido: nada poderá detê-la." (página 75)

 Talvez vocês já tenham ouvido falar no pintor francês Claude Monet (1840-1926). Ele morou parte da sua vida em Giverny, uma cidadezinha que ficou famosa por ser o cenário de alguns dos quadros mais famosos do pintor, entre eles, uma série de quadros onde ele retratava plantas chamadas ninfeias. É em Giverny que a história do livro se passa. Um médico é encontrado morto, com uma punhalada no coração, tem o crânio esmagado por uma pedra e depois é arrastado de forma que sua cabeça fique submersa num rio de pequena profundidade e extensão de Giverny, aí começa a investigação sobre quem matou o médico Jérôme Morval.

 O excêntrico inspetor Laurenc Sérénac e seu ajudante, Sylvio Bénavides, são os encarregados da investigação. O início da obra nos leva a crer que três personagens femininas possam ter envolvimento com o crime. A primeira é Fanette, uma garota de dez, quase onze anos, que sonha em seguir os passos de Monet (no bolso de Jérôme Morval foi encontrado um cartão de aniversário para alguém que estaria completando onze anos). A segunda é a bela professora da escola, Stéphanie Dupain, casada com um marido ciumento e, segundo fotos anônimas, alvo do interesse amoroso de Morval (ainda que ele fosse casado). E a terceira é uma senhora de 84 anos, que vive num moinho, e é a única personagem que narra em primeira pessoa (as demais partes são narradas em terceira pessoa), alguém em quem supostamente ninguém prestaria atenção, por sua idade avançada, mas é uma personagem capaz de coisas que inicialmente chocam.

 "- Olhe para esse jardim, inspetor, as rosas, as estufas o laguinho. Vou lhe revelar um outro segredo. Giverny é uma armadilha! Um cenário maravilhoso, sem dúvida alguma. Quem poderia sonhar em viver em outro lugar? Um vilarejo tão bonito. Mas vou lhe confessar: o cenário está paralisado. Petrificado. É proibido mudar a decoração de qualquer casa, pintar uma parede, colher uma mísera flor. Dez leis proíbem tudo isso. Nós aqui vivemos dentro de um quadro. Estamos emparedados!” (página 166)

 "Ninfeias negras" só me conquistou mesmo nos capítulos finais, com a resolução do mistério do caso (que pode não agradar todo mundo, mas agradou a mim). Até então, era apenas mais uma leitura sobre a vida em um lugar turístico, que não é o mar de rosas que quem só passa por lá de visita pode imaginar, uma história sobre a arte e Monet, e um daqueles suspenses policiais onde todos são suspeitos e o quebra-cabeças do caso parece ter muitas peças que dificilmente se encaixam. Já estava ficando até irritada, pois toda hora que parecia que uma parte do mistério (cada vez maior) seria solucionada, a narração mudava de foco! Aí vinha uma pista, e a narração mudava de novo. Além disso, o tal do investigador estava Sérénac só se interessava pela linha de investigação que conduzia à professora Stéphanie! Até que veio a resolução do caso, foi como "levar um soco no estômago" (nunca levei um [e nem quero], então não sei exatamente como é a sensação, mas imaginem levar um choque). As pistas estavam todas lá! Não ficou furo nenhum. E para conseguir escrever uma história dessas, tenho que tirar meu chapéu (imaginário) para o autor, pois haja criatividade!

 "Agora, James quer viver!
 Não para não morrer. Sua vida tem tão pouca importância. Quer viver para impedir o que advinha, para deter aquela monstruosa e inelutável engrenagem, aquela terrível maquinação na qual ele não passa de um restolho, um drama secundário." (página 149, um dos capítulos mais impactantes do livro para mim)

 Sem dar spoilers, o que já falei lá no instagram e que repito aqui, é que a história fala sobre uma coisa que infelizmente existe, mas tem que acabar! Nenhuma pessoa merece passar por isso! Temos que lutar para que esse tipo de comportamento deixe de existir!

 "Não sei se vocês repararam, mas cada vez mais são as mulheres que dirigem esses imenso veículos. Principalmente na zona rural. Há algum tempo nunca se viam mulheres dirigindo ônibus. Isso com certeza se deve ao fato de, nos vilarejos, apenas os velhos e as crianças usarem o transporte público. Sim, só pode ser por isso que chofer de ônibus não é mais uma profissão masculina." (página 46, Michel Bussi, através da velha do moinho, fala sobre algo que já foi mencionado nas minhas aulas na faculdade: quando uma profissão fica desvalorizada, os homens as abandonam e as mulheres acabam ocupando essas vagas, é o que aconteceu na Pedagogia [meu curso], na página seguinte ele comenta, ainda através da personagem idosa, como os táxis, em sua maioria dirigidos por homens, cobram caro de quem não tem outra opção.)

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 A edição da Arqueiro traz uma capa bonita (adaptada da original), páginas amareladas, letras, margens e espaçamento de bom tamanho. Há uma parte onde há uma pequena "confusão" de narração entre primeira e terceira pessoas que não sei se foi um erro ou uma pista.

 "De repente, Sylvio põe as duas mãos espalmadas sobre a mesa.
 - Bonita ou não, a questão não é essa. Não é assim que funciona. É uma imbecilidade querer que sua mulher seja a mais linda do mundo. O que isso quer dizer? Não é uma competição! Sempre vai haver em algum lugar uma mulher mais bonita do que a que vive ao seu lado. E, mesmo que você consiga se casar com a Miss Universo, um dia ela vai acabar envelhecendo. Seria preciso pôr a nova Miss Universo na sua cama todos os anos, é isso?" (páginas 82 e 83, o Sylvio foi um dos personagens que mais gostei!)

 Enfim, "Ninfeias negras" é um livro surpreendente, daqueles em que não se pode confiar em ninguém. Pode não ser uma leitura que prende rapidamente o leitor, pela grande quantidade de pistas e pelo tempo que elas demorar para se encaixar, mas foi um livro que eu terminei e fiquei pensando por muito tempo nos personagens e na história, eles foram me cativando aos pouquinhos. Ressalto que há cenas bem pesadas na trama, esteja preparado. Por fim, digo que depois de tanta tensão e sofrimento, bem que o Michel Bussi poderia ter escrito pelo menos mais uma cena para aquecer um pouquinho mais os nossos corações com aquele desfecho. Se posso lhes dar mais um conselho antes de iniciarem a leitura: não acreditem em tudo o que é dito no livro, há muita coisa para desviá-los do foco.

 Detalhes: 352 páginas, ISBN-13: 9788580416329, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem o que acharam da resenha. E se quiserem concorrer ao livro, aproveitem que estamos nos últimos dias.

Até o próximo post!

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Resenha: livro "Garota Exemplar", Gillian Flynn

 Olá pessoal, tudo bem com você? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Garota Exemplar", escrito pela estadunidense Gillian Flynn e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em 2013. Vou evitar ao máximo os spoilers, para não estragar a leitura de ninguém. E todas as citações que estão na resenha são do Nick.  Lembrando que "Garota Exemplar" é um dos três livros que estão sendo sorteados na promoção de aniversário do blog, se você se interessar por ele, clique aqui e participe do sorteio, está super fácil, mas correr que é só até dia 27/04.

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 Eu não lembro se foi a capa, se foi o autor escalado para o filme (que ainda não vi), se foi o título ou se foi a sinopse que me fez querer o livro. O fato é que no dia 4 de setembro de 2016, no dia seguinte ao meu casamento, eu entrei pela primeira vez em uma livraria e finalmente comprei meu exemplar de "Garota Exemplar", um livro que tem na contracapa a expressão "O casamento mata"!

 "Era suficiente estar perto dela e ouvi-la falar, nem sempre importava o que ela estava dizendo. Deveria, mas não importava." (página 29)

 Ele é narrado em parte por Nick Dunne, um homem de trinta e poucos anos, um jornalista que perdeu o emprego por causa do enfraquecimento da mídia impressa após a internet ganhar espaço. Amy, sua esposa, também perdeu o emprego, ela fazia testes de comportamento para revistas. Como a mãe de Nick estava doente, ele resolveu abandonar Nova York e voltar para sua terra natal, o Missouri, e Amy, mesmo não gostando muito da ideia, foi com ele. Lá, Nick abriu um bar com sua irmã gêmea, a Go (amo livros onde há irmãos, gostei bastante da relação dele com a Go).

 No dia do quinto aniversário de casamento de Nick, Amy desapareceu, e com o andar das investigações, ele se tornou o principal suspeito, pelo seu comportamento "estranho", e especialmente pelo que estava escrito no diário de Amy. O livro é dividido em três partes, e a primeira gira em torno de saber o que aconteceu com Amy: se ela estava viva ou morta, se Nick tinha algo a ver com o desaparecimento dela e por que ele estava mentindo para a polícia.

 "Era minha quinta mentira à polícia. Eu estava apenas começando." (página 48)

 Ao longo da leitura, é possível ver que a Amy e o Nick eram duas pessoas com expectativas diferentes, com personalidades distintas, mas que tinham sido afetados pela criação que tiveram, pela relação com os pais. Nick sempre queria evitar o confronto, queria agradar todo mundo. Algumas horas dava pena deles, em outras dava raiva.

 "(...) no meu porão-barriga há centenas de garrafas de fúria, desespero, medo, mas você nunca diria isso ao olhar para mim." (página 48)

 Não foi uma leitura que me prendeu logo de cara, a escrita da autora é boa mas não me fez ficar vidrada na leitura num primeiro momento, mas conforme eu fui lendo, fui ficando boquiaberta com o desenrolar da história. É importante que fique claro que não é um livro só sobre casamento, é sobre outra coisa, sobre um elemento sem o qual a história não existiria. Ao final, eu estava chocada! Me coloquei no lugar de um determinado personagem e a sensação foi extremamente desesperadora, eu nunca conseguiria viver como esse personagem estava vivendo! Acho que agora eu posso ler qualquer livro pesado, qualquer livro de terror, cheio de crueldades, que nada vai me deixar tão apavorada quanto os acontecimentos de Garota Exemplar (o que não quer dizer que vocês também vão sentir a mesma coisa, isso é algo bem pessoal, para mim foi de um jeito e para vocês pode ser de outro).

 "Não sei se a essa altura somos realmente humanos, aqueles de nós que são como a maioria de nós, que cresceram com TV, filmes e agora internet. Quando somos traídos, sabemos quais palavras dizer; quando um ente querido morre, sabemos quais palavras dizer. Quando queremos bancar o fodão, o espertinho ou o idiota, sabemos quais palavras dizer. Todos trabalhamos a partir do mesmo roteiro gasto.
 É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens.
 E se todos nós estamos atuando, não pode existir algo como uma alma gêmea, porque não temos almas genuínas.
 Chegara ao ponto em que parecia que nada importava, pois não sou uma pessoa de verdade, e ninguém mais é." (página 86)

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 Eu acho essa capa muito bonita (bem mais que a do filme), pela combinação de cores, pela lombada. As páginas são amareladas, a revisão está boa. É um livro grande, com margens e espaçamento de bom tamanho, e tem algumas partes, onde há trechos de coisas escritas por Amy, em que as letras são um pouco pequenas, mas nada que atrapalhe a leitura. No vídeo da Caixa de Correio de setembro dá pra ver mais detalhes da edição. Eu terminei a leitura numa noite de sábado, e precisava tanto desabafar sobre o livro, que no domingo de manhã gravei um vídeo curtinho sobre o livro, resumindo meu sentimento pós leitura, apertem o play para conferir.



 Detalhes: 448 páginas, ISBN-13: 9788580572902, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Me contem: já conheciam ou leram o livro ou alguma outra obra da autora? Seu comentário vale o livro "Ninfeias Negras" no Top Comentarista de abril, saiba aqui como participar.


Até o próximo post!

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha: livro "A livraria mágica de Paris", Nina George

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "A livraria mágica de Paris", escrito pela Nina George e publicado no Brasil pela Editora Record em 2016.

 "- Com todo respeito, o que a senhora lê é mais importante, a longo prazo, do que o homem com quem se casará, ma chère Madame." (página 17, prepare-se para uma resenha cheia de citações, hein?!)

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 "A dor vinha sempre na hora de dormir e o assolava. Bem naquele momento em que estava relaxado, quase adormecendo, ela chegava. Ele ficava deitado na escuridão e chorava com amargura, e o mundo naquele momento ficava tão pequeno quanto o quarto, solitário e sem conforto nenhum. Nesses momentos, temia nunca mais conseguir sorrir e que uma dor como aquelas nunca poderia cessar. Nessas horas terríveis, carregava diversos 'o que aconteceria se...' no coração e na cabeça. (...) Tinha medo de que fosse passar a vida chorando por alguém que lhe era querido, tão querido.
 Como suportaria tudo aquilo para sempre? Como alguém suportava aquilo?
 Queria poder se deixar ficar em algum lugar, parado como uma vassoura até a dor passar." (página 239)

 Nosso protagonista é Jean Perdu, um livreiro parisiense, que tem sua livraria em um barco. Não é só pela localização que sua livraria é especial, mas pela forma como Jean Perdu indica os livros para seus clientes: ele conversa um pouco com eles, e como se fosse um médico, lhes indica aquele livro que poderá ajudá-los na situação que estiverem passando: coração partido, preocupações, insônia, raiva, etc. Porém, aquele que ajuda tantos, não consegue se ajudar. Há vinte um anos, Jean foi abandonado pela mulher que amava. Desde que a bela Manon lhe deixou sem dar explicações, Perdu perdeu o gosto pela vida, ele passou a apenas sobreviver, não viver, impedindo-se de voltar a sentir.

 "'O medo muda seu corpo como um escultor desastrado altera uma pedra perfeita', Perdu ouviu a voz de Vijaya dentro de si. Só que você é esculpido por dentro, e ninguém vê quantas lascas e camadas foram tiradas. No íntimo, fica cada vez mais fino e instável, até o menor sentimento chateá-lo. Alguém te dá um abraço e você pensa que vai quebrar e se perder.'
 Se Jordan alguma vez precisasse de um conselho paternal, Perdu lhe diria: 'Nunca ouça o medo! O medo emburrece.'" (página 108)

 Até que uma carta escrita quando Manon partiu, finalmente é lida, e Perdu decide que é hora de seguir viagem. Enquanto passa por boa parte da França em seu barco livraria, Jean vai, pouco a pouco, fazendo amigos (alguns improváveis) e acertando as contas com o seu passado. O que realmente aconteceu com Manon? E com Perdu, será que ainda lhe restará algo após 21 anos de sofrimento? Uma observação: eu não conseguiria ficar mais de duas décadas sem saber o que uma pessoa tinha escrito em uma carta para mim! Vocês conseguiriam?

 "Assim, Jean se deixava embalar pelas ondas, que o erguiam e passavam. E começou aos poucos, devagar, infinitamente devagar, a confiar. Não no mar, de jeito nenhum, esse erro ninguém deveria cometer! Jean Perdu voltou a confiar em si mesmo."  (página 239)

 A primeira coisa que se deve ter em mente ao pegar "A livraria mágica de Paris" é que é um livro com personagens adultos, e confesso que a capa não me passava essa ideia. A escrita da autora é poética, e em alguns momentos eu me perguntava se pessoas poderiam mesmo falar daquela forma, se poderiam mesmo estar em lugares tão lindos ou ter sentimentos tão intensos. Aí eu pensava: e por que não? "A livraria mágica de Paris" traz os sentimentos humanos da forma mais bonita possível.

 Enquanto eu passeava com Jean Perdu pelos cenários mais bonitos da França, enquanto me encantava pela forma como ele entendia o poder que a leitura tem de tocar as pessoas, também me compadecia de sua dor, do peso que ele carregava por ter perdido a mulher que amava. É um livro bem intenso, onde todos os personagens tem suas dores, mas também se superam na busca pela sua paz de espírito.

 "Este era o único aspecto trágico dos livros: eles mudavam as pessoas. Mas não as realmente más." (página 63)

 Jean Perdu, um homem na casa dos cinquenta anos, com um coração tão bom. Seu pai e sua mãe, separados e juntos ao mesmo tempo. Max Jordan, um jovem escritor carente de afeto familiar. Catherine, uma mulher abandonada pelo marido, e que recebeu indicações literárias de Perdu, mas acabou ajudando-o muito. Manon, aquela que queria quebrar as regras, mas sofria por isso. Cuneo, Samy e tantos outros personagens marcantes que encontrei nesse livro...

 "-É a filha de Javier - sussurrou Cuneo. - Desde criança luta contra o câncer. Fico feliz que ainda esteja vencendo. (...)
 Seu olhar pairou pelo jardim, na direção de Elaia. Max soltou uma versão acelerada de 'Hit the road, Jack' para a filha muito doente de Javier e Zelda. Zelda devia estar exausta, pensou Perdu, exausta porque a morte morava com eles naquela casa maravilhosa havia tanto tempo." (páginas 172 e 173)

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 Falando sobre a edição: capa linda, páginas amareladas, letras, margens e espaçamento de bom tamanho e boa revisão. No lado de dentro da capa há um mapa mostrando os lugares por onde Perdu passa, mas confesso que ele não me foi de grande ajuda.

 "Sophie aconselhava, no caso de dor de amor, a guardar um mês de luto para cada ano passado juntos. No caso de amizades desfeitas, dois meses para cada ano de amizade. E para queles que se foram para sempre, para os mortos, tire, por favor, a vida toda. Pois os mortos que amamos no passado, vamos amar para sempre. Sua falta nos acompanhará até nosso último dia.'" (página 116)

 Enfim, "A livraria mágica de Paris" foi uma leitura diferente do que eu imaginava, com um ritmo mais calmo, mas muito gostosa de ser feita. É uma obra que indico para quem gosta de livros que falem sobre livros ou escritores, pois tenho certeza que, assim como eu, vocês também devem anotar vários títulos citados (como os que mostrei nesse post) para ler depois (ou, pelo menos, encontrar várias citações para marcar). Também é uma boa indicação para quem gosta de culinária, visto que há no final algumas sugestões de receitas mencionadas no decorrer dos capítulos. Quem já conhece um pouco e quer saber mais da França certamente apreciará a viagem de Perdu. E repito que "A livraria mágica de Paris" é um livro sobre sentimentos humanos, sobre o amor, sobre a dor, sobre perdas, sobre amizade, sobre a vida, e talvez seja necessário já ter experimentado situações semelhantes as dos personagens para conseguir se identificar mais com o livro.

 "Ler é uma viagem sem fim. Uma viagem longa, até mesmo eterna, no qual nos tornarmos mais brandos, mais carinhosos e mais humanos.
 Max havia começado essa viagem. A cada livro traria para si mais do mundo, das coisas e das pessoas." (página 116)
The-little-Paris-bookshop, Nina-George
Uma das capas estrangeiras

Detalhes: 308 páginas, ISBN-13: 9788501107619, SkoobOnde comprar online: SubmarinoAmericanas

 "- Livros não são como ovos. Só porque um livro tem alguns anos nas costas não significa que esteja podre. - Monsieur Perdu também elevou o tom de voz. - E o que há de errado em ser velho? Velhice não é doença. Todos envelhecemos, e os livros também." (página 17, quem concorda?)

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Gostaram e concordam com as citações? O que acharam da capa?

"-Livros nos protegem da burrice. De falsas esperanças. De homens vaidosos." (página 18)

Até o próximo post!

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Caixa de Correio: livros recebidos em março

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 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje venho mostrar os livros recebidos em março. No vídeo comento sobre minha primeira compra no site da Livraria da Folha, sobre minha passada nas Lojas Americanas e minha compra impulsiva de um livro apenas pela capa e título (e também pelo preço!), sobre a sorte de ter encontrado alguns livros que eu queria em desapegos no Skoob, e falo também sobre "Ninfeias Negras", esse livrão da Editora Arqueiro que você pode ganhar se comentar em qualquer post do blog durante o mês de abril (é só deixar nome e e-mail para contato nesse post).

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Uma das ilustrações do livro que comprei na Americanas.

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É ou não é uma pena a editora Saída de Emergência ter encerrado suas atividades no Brasil? Essas capas da Trilogia das Jóias Negras são muito legais! Não sei se a capa do último volume, lançado pela Editora Arqueiro, também é assim. Alguém sabe?

 Apertem o play para conferir um pouco mais sobre cada livro:


 Comentei sobre alguns livros já lidos no Resumo das leituras de março (clique para conferir), e as resenhas de quase metade dos recebidos do último mês já está nos rascunhos.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram ou querem ler algum dos livros citados? Lembrando que você pode ganhar "Diário de uma escrava", "Diga aos lobos que estou em casa", "Garota Exemplar", "Ninfeias Negras" e muito mais nos sorteios que estão rolando no blog, é só clicar aqui e participar.

Até o próximo post!

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domingo, 16 de abril de 2017

Resenha: livro "Diga aos lobos que estou em casa", Carol Rifka Brunt

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura como o livro "Diga aos lobos que estou em casa", escrito pela Carol Rifka Brunt e publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito em 2014. "Diga aos lobos que estou em casa" é um dos 3 livros que você pode ganhar no sorteio de aniversário do blog, saiba como concorrer clicando aqui.

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 "Conhecia a maneira como esperanças perdidas podiam ser perigosas, como elas podiam transformar uma pessoa em alguém que ela nunca pensou que seria." (página 414)

 A história se passa em 1987, nos Estados Unidos, e é narrada por June, uma garota de 14 anos, apaixonada pela época medieval. June era filha de um casal de contadores que tinham muito trabalho em determinada época do ano, deixando a família um pouco de lado. Ela tinha uma irmã poucos anos mais velha: Greta; na infância elas eram muito unidas, mas Greta cresceu e elas começaram a se desentender, parecia que Greta fazia de tudo para magoar a irmã. Sendo assim, June passou a ter como melhor amigo o seu tio Finn. Porém, Finn ficou doente, ele tinha AIDS e, numa época onde não havia um tratamento como nos dias de hoje, ele morreu.

 "E foi uma sensação boa a de fazer alguém feliz. Não havia muitas pessoas que se animariam com um simples aceno da minha cabeça." (página 152)

 Sofrendo pela falta do tio, June descobriu a existência de Tobby, um homem misterioso que não pôde entrar no velório, que foi acusado pela sua mãe de ter colaborado para a morte de Finn. Pouco a pouco, a garota descobriria que ela não era a única amiga do tio, que ele tinha um "amigo especial" mantido em segredo até então. Será que ela deveria confiar em um homem desconhecido e se aproximar dele contra a vontade da família? Tobby poderia lhe fazer algum mal? Ou juntos eles poderiam aprender a lidar com a ausência de Finn e diminuir um pouco a saudade que sentiam dele?

 "No meu colo estava o pequeno presente, embrulhado no papel azul de borboletas. Não abri logo, porque era assustador abrir algo vindo de uma pessoa morta. Em especial uma pessoa morta que você amava. Abrir um presente vindo de uma pessoa viva já era assustador o bastante. Sempre havia a chance de o presente ser tão errado, tão completamente longe do tipo de coisa de que você gostava, que você percebia que a pessoa não o conhecia nem um pouco." (página 201)

 Eu já havia visto alguns comentário sobre "Diga aos lobos que estou em casa", e por isso, pela capa bonita e pelo título curioso, estava com expectativas imensas em relação ao livro, mas a história foi bem diferente do que eu esperava. A primeira coisa que temos que ter em mente é que a história se passa nos anos oitenta, e que de lá para cá muita coisa mudou (ou não).

 "E se tudo o que eu amava em Finn tivesse na verdade vindo de Tobby? (...) Talvez, durante todo aquele tempo, ele estivesse brilhando através de meu tio." (página 195)

 A June, num primeiro momento, me pareceu extremamente inocente e ingênua, não me lembro se garotas de 14 anos são mesmo assim ou se era pela época em que a história se passava. Logo de cara eu saquei que o Tobby era o namorado/marido do Finn, e dava vontade de entrar no livro e gritar isso para a June para ver se ela entendia, mas sei que, infelizmente, ainda hoje, algumas pessoas preconceituosas não aceitariam bem a relação dos dois. A questão de confiar em estranhos também está presente no livro, June poderia se meter em um grande problema se as intenções de Tobby fossem ruins, mas ela precisaria seguir sua intuição. Vivemos numa época onde há tantos perigos, que duvidamos da possibilidade de uma amizade entre um homem de trinta anos e uma garota de quatorze.

 "E, então, me lembrou da Greta que costumava ser. A Greta de nove anos que ficava esperando o ônibus com o braço em volta dos ombros daquela eu de sete anos. As meninas Elbus. Era assim que as pessoas nos chamavam. Como se nem precisássemos de nomes separados. Como se fôssemos uma coisa sólida e inquebrável.
 Eu estava feliz por não ter levado o livro. Eram coisas normais que Greta queria que eu confessasse. Namorados e sexo e paqueras. Coisas que poderíamos ter em comum. Tudo o que eu tinha era um homem estranho na cidade e viagens secretas para Playland e apelos de ajuda vindos dos mortos." (página 211)

 O que me incomodou no livro foi o fato de as coisas demorarem muito para acontecer, e quando finalmente os problemas foram resolvidos, foi tudo muito rápido. Foram páginas e páginas tentando entender o que estava acontecendo com a Greta, e quando descobri, foi algo interessante, mas que até então não tinha aparecido em nenhuma pista. Capítulos e capítulos de segredos e desentendimentos entre alguns personagens, e quando chega a redenção e o perdão, isso é feito em poucas palavras. Não consegui ver muita relação entre a história e o título (além da questão do quadro), se alguém tiver uma interpretação sobre isso, por favor deixe aí nos comentários.

 Ainda assim, "Diga aos lobos que estou em casa" foi uma leitura válida e interessante, escrita de forma sensível, e que mostra o amadurecimento da protagonista. Como disse, no início a June é bem infantil, além de solitária, e com o passar dos capítulos, foi agradável vê-la seguindo sua intuição e fazendo coisas que acabam tornando-a a personagem mais sensata e equilibrada do livro, no sentido de ser verdadeira e fazer o que é certo. A June foi se descobrindo e encontrando o sua própria identidade, vendo o seu valor.

 Achei que a ambientação nos anos oitenta foi muito bem feita, em nenhum momento ficou forçado ou parecia que coisas que temos nos dias de hoje, como a internet, faziam falta. Tenho que agradecer a autora pela inserção de músicas da época na trama, após a leitura eu fui pesquisar algumas delas e me apaixonei por "You've Got A Friend" do James Taylor. É sério, vocês precisam ouvir essa música linda! Cliquem aqui para escutar. Além disso, falar sobre a AIDS é importantíssimo para conscientizar especialmente quem não viveu a época mais crítica de propagação do vírus, para que entendam que temos sorte de termos tratamento e informação que não existiam na época da morte do tio da June, e que o risco de ser infectado ainda existe e a prevenção é o melhor caminho. Segundo a UNAids - programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater a doença, "cerca de 43 mil novos casos eram registrados no Brasil em 2010, a taxa em 2015 subiu para 44 mil".

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 Sobre a edição da Novo Conceito: capa muito bonita, páginas amareladas, boa revisão e boa diagramação, com detalhes no início de cada capítulo.

 Enfim, "Diga aos lobos que estou em casa" é um livro sobre esperanças perdidas, sobre família, sobre o luto e sobre amizades. Alguns leitores comentaram que choraram com o livro, eu não chorei, mas foi uma leitura que valeu a pena realizar.

 Detalhes: 464 páginas, ISBN-13: 9788581633923, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, me contem se gostaram da resenha e se já leram ou tem vontade de ler esse livro. "Diga aos lobos que estou em casa" é um dos 3 livros que você pode ganhar no sorteio de aniversário do blog, saiba como concorrer clicando aqui.

Até o próximo post!

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resenha: livro “O pequeno príncipe para colorir”, Antoine de Saint-Exupéry

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? Essa resenha é um pouquinho diferente. Recentemente, resenhei para vocês o livro “O pequeno príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. Hoje, venho falar sobre o livro "O pequeno príncipe para colorir", edição lançada pela editora Harper Collins em 2016.

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Tem um espaço para colocar seu nome, logo no início.
 Vou resenhar esse livro no blog por achar que ele é uma boa indicação para os apaixonados por "O pequeno príncipe". A minha irmã tinha comprado um exemplar na revista da Avon, portanto, em formato econômico, para presentar a nossa sobrinha, que tem seis anos, mas achamos as ilustrações um pouco elaboradas demais para a idade dela, por isso, ainda não demos o livro.

 Essa edição tem a capa molinha e sem orelhas. As páginas são brancas e finas. Acredito que o diferencial que faz essa edição ser interessante para os leitores de "O pequeno príncipe" e o fato de cada par de páginas ter uma citação do livro juntamente com uma ilustração, por isso vale a pena tê-lo e poder manter sempre por perto as suas frases favoritas da obra.

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 As ilustrações são de diversos tamanhos, grandes e pequenas, e são baseadas nas originais do autor. E as citações são escritas em diversas fontes. Tem muitos detalhes!

 Por o livro não ser de fato meu, não colori nada, mas achei um vídeo no YouTube onde vocês podem ver um colorido dele, é só clicar aqui. Trago também um vídeo onde vocês podem ver mais detalhes da edição:



 Detalhes: 96 páginas, ISBN-13: 9788522032020, Skoob. Onde comprar online: Livraria da Travessa.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam esse livro de colorir? Gostaram das citações das fotos? Qual a sua preferida de "O pequeno príncipe"?

Até o próximo post!

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