Sorteio de Aniversário 2 Anos Blog Literaleitura

 Olá pessoal, tudo bem? O Blog Literaleitura está completando dois anos! E o Pétalas de Liberdade está junto com ele na comemoração, promovendo um super sorteio de livros e brindes! O pessoal do Literaleitura explica para vocês como participar:
    

 Olá queridos, hoje é um dia de muita alegria para o nosso blog Literaleitura, pois estamos comemorando 2 aninhos de existência...meu Deus, já passou todo esse tempo e a gente nem percebeu? 

 É, o tempo voa quando fazemos aquilo que gostamos 

 Assim, para comemorar e agradecer a vocês que nos acompanham e ajudam com o crescimento do nosso blog, resolvemos fazer um super sorteio com a colaboração de diversos blogs amigos, editoras e autores parceiros...então aproveitem, pois a festa é de vocês!

Apoio
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 Para concorrer aos prêmios cada participante deverá preencher os formulários presentes nessa postagem...cada Kit tem um formulário próprio, por isso preste muita atenção para preencher o formulário correto, relacionado ao Kit o qual você pretende concorrer. Caso queira participar de todos os sorteios e concorrer à todos os Kits, você deverá preencher todos os 8 formulários.

 Nos formulários há opções OBRIGATÓRIAS que são indispensáveis para poder concorrer aos prêmios, após o preenchimento dessas opções EXTRAS serão liberadas, elas aumentam suas chances de ganhar.

 Lembrando que cada Kit terá apenas 1 ganhador.



Regulamento

- Preencher o(s) formulário(s) Rafflecopter;
- Deixar um comentário essa postagem informando o e-mail para contato;
- Na opção visitar a fanpage (facebook) o participante deve obrigatoriamente selecionar a opção CURTIR;
- O participante deve obrigatoriamente residir em território nacional;
- O sorteio terá início dia 05/03/2016 e término em 08/04/2016;
- Um e-mail será enviado aos ganhadores, logo após a verificação do cumprimento das regras;
- O ganhador terá 3 dias para responder o e-mail (a partir da data de envio do mesmo), caso contrário haverá um novo sorteio;
- Os autores e blogueiros são responsáveis pelo envio dos livros e brindes que cederam para o sorteio e terão 45 dias para o envio;
- Perfis fakes ou utilizados apenas para participar da promoção serão desclassificados.

ATENÇÃO
 *Os autores, editoras, blogs e fanpages não se responsabilizam pelo extravio dos correios ou informação de endereços incorretos.





        Siga o regulamento e BOA SORTE

Resenha: livro "Rainha dos corações congelados", Rebeca S. Melo

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Rainha dos corações congelados", escrito pela Rebeca S. Melo e publicado pela Editora Bookstart.

livro Rainha dos corações congelados, Rebeca S. Melo

 O livro é narrado em primeira pessoa por uma jovem chamada Melinda. Ela estava toda animada para um encontro, mas ele não saiu como o esperado e trouxe para a protagonista uma grande decepção. Desnorteada, ela saiu sem rumo e acabou indo parar na Biblioteca Pública da cidade. Lá, entre tantas estantes, um livro antigo e meio empoeirado chamou sua atenção, intitulado "A Terra dos Sem-Coração", falava sobre um lugar onde era possível parar de sentir as dores e mágoas que ferissem o coração humano. Para ir para esse terra, era só seguir a seguinte instrução:

 "Só olhe através da fechadura se você quiser ir para a Terra dos Sem-Coração e nunca mais sentir o que lhe fere." (página 20)

 Mesmo sem acreditar muito, Melinda olhou pela fechadura, e não é que ela foi parar mesmo no reino gelado dos sem-coração? E como o nome dizia, todos os habitantes ali tinham o coração literalmente arrancado do peito pela Rainha, mas continuavam vivos, já que o que os mantinha com vida era o cérebro (não sei como o sangue era bombeado para o resto do corpo, mas é um livro de fantasia, então vamos relevar).

 Sem coração, as mágoas pareciam não doer tanto, e Melinda começou a tentar se adaptar em sua nova rotina, ela tinha um trabalho na comunidade, uma casa que a mantinha abrigada do frio, e até fez novos amigos, como o pequeno Johnny e Max. Sem um coração, Melinda não sentia tristeza, mas sim um vazio de vez em quando, isso seria um pseudossentimento, algo que o cérebro criava com base nas memórias dos sentimentos já experimentados, por exemplo: ela não tinha medo, mas quando surgia uma situação de perigo, o cérebro se lembrava do que era sentir medo e produzia um pseudossentimento.

 Com o tempo, esses pseudossentimentos também iriam sumir, mas o que aconteceria quando Melinda não sentisse mais nada? E se ela não era mais capaz de sentir dores emocionais, também não era capaz de ter sentimentos felizes. E Melinda não queria parar de sentir tudo! E o que aconteceria com seus novos amigos do reino quando eles também parassem de sentir tudo? Melinda descobriu uma hipótese de qual seria a resposta para essa pergunta, e não gostou nada, nada dela! A partir daí, Melinda partiu numa busca por achar um meio de ter o seu coração de volta, e se fosse possível, ajudar também os outros habitantes do reino. Com a ajuda de Max e Johnny, ela embarcaria numa aventura eletrizante e cheia de desafios!

 "Ainda com sono, encho as mãos de água e jogo na cara. Pego a toalha e enxugo o rosto. Acho que hoje eu não estou tão... O que é isso?! Me aproximo do espelho e a toalha cai das minhas mãos. A borda da minha íris está azul! Eu... Eu comecei a congelar?! Deus, não quero isso pra mim! Encosto os dedos no espelho, onde eu estou vendo os meus olhos castanhos, ou não totalmente... Não tem como não notar. Eu comecei a congelar. Isso explica a falta dos pseudossentimentos!
 Minha respiração está irregular e embaça o espelho. Afasto-me dele, assombrada com o que está acontecendo comigo.
 Está na hora, preciso ir para casa." (página 85)

 Quem acompanha o blog, deve ter visto que fiz um post contanto minhas impressões sobre a obra até a página 100, quase metade do livro (se ainda não viu ou quiser rever, é só clicar aqui). "Rainha dos corações congelados" foi um livro que eu gostei muito! Li em dois dias, não dava vontade de parar de ler e, ao mesmo tempo, eu não queria que acabasse e não queria ter que me despedir dos personagens. O livro tem pouco mais de 200 páginas cheias de acontecimentos, em nenhum momento a trama fica monótona, as cenas, os personagens e o cenário foram bem construídos (o "universo" criado pela autora ficou bem convincente, eu quase acreditei que dava para viver sem coração). Eu me sentia no frio reino gelado e conseguia visualizar facilmente todas as cenas e obstáculos que a Melinda teve que enfrentar.

 O livro tem um toque de Alice no País das Maravilhas (rainha que manda cortar a cabeça versus rainha que arranca o coração) e de As Crônicas de Nárnia (o livro é citado na obra, e imaginei os cenários um pouco como no primeiro filme da série), mas ressalto que é só um pequeno toque, quase uma homenagem, só uma nuance sutil, algo que faz com o que o leitor se sinta mais familiarizado com o cenário, por que o enredo de "Rainha dos corações congelados" é bem original (os situações que a Melinda viveu são totalmente diferentes das enfrentadas por Alice e os irmãos Pevensie).

 "Vou no rumo do corredor, mas assim que me viro em direção à sala, sinto meu corpo ser jogado contra a parede e minhas mãos são imobilizadas para trás, enquanto meu rosto está grudado na parede.
 - Mas que inferno, Max!
 - Melinda?! - Não, o panda do Kung-fu! - O que você está fazendo aqui? - Max pergunta assim que eu puxo o capuz para trás, irada. Ele está segurando o riso?" (página 80)

 Eu gostei da protagonista, ela é muito engraçada e tenta levar tudo para o lado do humor; inicialmente achei que ela foi um pouco precipitada ao querer fugir por um motivo pequeno, mas quem sou eu para saber o quanto aquilo podia estar doendo nela, né?! E ao longo do livro ela também consegue compreender melhor o que aconteceu e o que ela sentiu, ela evolui. E eu achei legal que os personagens se mantém condizentes com seus perfil, por exemplo: a Melinda é uma estudante de advocacia e mesmo estando em um reino fantástico ela não se esquece disso, e o Johnny é uma criança e age como tal. Bom, eu tenho que falar do Max, né?! Aquele mocinho fofo! Mas como está na capa, "Rainha dos corações congelados" é "um romance sem amor", um romance sem muito romance, o que não me impede de ficar imaginando possibilidades.

 "Rainha dos corações congelados" é o primeiro livro de uma série que deve ter quatro livros. Eu achei que o final foi bom e satisfatório, me deixou bem curiosa para saber o que vai acontecer em seguida e, segundo a autora (deixa eu contar um segredo: vai ter entrevista com ela aqui no blog em breve), algumas coisas que ficaram em aberto (como o passado da Rainha, que foi uma personagem que me deixou em dúvida se era "do bem" ou "do mal") vão ser exploradas na continuação.

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 A Bookstart é uma editora nova e que tem uma forma de publicação diferente, através de Crowdfunding (para saber mais, clique aqui), e eu estava bem curiosa para saber como seria o trabalho deles, e me surpreendi positivamente com a qualidade. É visível, a capa é linda, condizente com a história e caprichada. Há pouquíssimos erros de revisão. A diagramação também é caprichada: margens, espaçamento e letras de bom tamanho. Os capítulos se iniciam sempre em páginas ímpar, e a primeira letra é de uma fonte diferente. As páginas são amareladas. Tem um mapa da Terra dos Sem-Coração no início. Ou seja: a Bookstart não fica devendo em nada se comparada com as grandes editoras do Brasil.

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"Só olhe através da fechadura se você quiser ir para a Terra dos Sem-Coração e nunca mais sentir o que lhe fere."


 Imaginem o pequeno susto que tive ao ver que tem um buraco de fechadura na antepenúltima página do livro! Eu é que não ia me arriscar a ficar encarando ele, vai que...

 Enfim, "Rainha dos corações congelados" é um livro que gostei e indico para quem procura uma leitura rápida, divertida, gosta de fantasia ou procura uma boa obra nacional. É indicado tanto para leitores novinhos quanto para leitores mais experientes.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha e que leiam "Rainha dos corações congelados" quando tiverem a oportunidade.

 Detalhes: 210 páginas, ano: 2015, ISBN-13: 9788568629239, Skoobpágina do livro no Facebookpágina da autora no Facebooksite da autoraleia um trecho no wattpad. Onde comprar online: na loja da editora (clique em "avaliações", usando o código #BlogPetalas na hora de finalizar a compra ganha desconto), e-book na Amazon.

Até o próximo post!

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Promoção "Elos do Destino": quatro sortudos vão ganhar exemplares do livro e brindes

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, trago uma super promoção em parceria com a Editora Ler:

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 Ganhe exemplares autografados, kit de marcadores variados dos livros publicados pela Ler Editorial e brindes exclusivos de Elos do Destino.

 Serão sorteados 4 ganhadores de uma só vez!

* Primeiro sorteado – 1 exemplar autografado da nova edição + 1 par de chinelos customizados + kit de marcadores variados

* Segundo sorteado – 1 exemplar autografado da nova edição + 1 camiseta personalizada + kit de marcadores variados

* Terceiro sorteado – 1 exemplar da edição de capa antiga + 1 máscara de dormir personalizada + kit de marcadores variados

* Quarto sorteado – 1 exemplar da edição de capa antiga + 1 máscara de dormir personalizada + kit de marcadores variados

 E pra ficar ainda melhor, entre os marcadores personalizados alguns serão autografados. Você pode receber marcador autografado pela Tatiana Amaral, JC Ponzi, Mia Malafaia, Daniella Rosa, Fernanda Terra e muitos outros autores.

 Para participar é simples.

 Faça login no formulário abaixo e siga os seguintes passos:

* Cadastre seu email

* Curta as páginas oficiais da Ler Editorial, da autora Catia Mourão e do romance Elos do Destino no Facebook

* Siga a Ler Editorial no Twitter

* Visite ao menos um dos blogs parceiros da editora

 As inscrições são válidas até dia 05 de abril de 2016 e o resultado da promoção será anunciado em nossas redes sociais no dia 07 de abril de 2016.

 Boa sorte!


Até o próximo post!

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Resenha: livro "O pássaro do bom senhor", James McBride

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "O pássaro do bom senhor",  escrito por James McBride e publicado no Brasil em 2015 pela Editora Bertrand Brasil. Em 2013, a obra foi vencedora do National Book Award.

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 Primeiramente, é preciso situar-se um pouco na época e na região onde se passa a história: estamos nos Estados Unidos, em 1856. Pelo que pesquisei após a leitura, poderíamos dividir o país em norte (mais industrializado e contra a escravidão) e sul (mais rural e favorável a escravidão).

 O narrador, Henry Schackleford, tinha uns 10 anos na época, era negro e escravo e morava no Território do Kansas, no Sul. Até que um dia, apareceu um sujeito estranho na barbearia onde o pai de Henry trabalhava. O sujeito era nada mais nada menos que John Brown, um homem branco que lutava pela abolição da escravidão. Após um tiroteio, Henry foi levado por John Brown que dizia estar libertando o garoto, só que, na confusão, Brown achou que o garoto era uma menina. Assustado, Henry não desmentiu o mau entendido.

 "- Não tinha como perguntar nada - disse Bob. - Meu amo e eu estávamos indo pra cidade. Ouvi um barulho. Quando vejo, ele surge da floresta com uma espingarda apontada para a cara do amo. Disse, 'Vou levar sua carroça e libertar seu homem de cor.' Não me perguntou se eu queria ser libertado. Claro que estou aqui porque tinha que vir. Mas achei que fosse me deixar no Norte. Ninguém disse nada de lutar contra ninguém.
 Era aquela a questão. O Velho tinha feito o mesmo comigo. Ele achava que todas as pessoas de cor queriam lutar por sua liberdade. Nunca lhe passava pela cabeça que pudessem pensar de outra maneira." (página 80)

 A partir daí, vamos acompanhar a vida de Henry como Henrietta ao longo de alguns anos no bando do Velho John Brown. Inicialmente, seu desejo era conseguir fugir e voltar para "casa", mas um escravo que tinha contato com ideias abolicionistas poderia se tornar um perigo para os homens brancos e proprietários de escravos, de forma que voltar poderia não ser a melhor opção. No bando do Velho John Brown, Henry foi apelidado de Cebola (por um motivo que me fez rolar de rir), e era considerado por Brown como um amuleto da sorte, se bem que durante a leitura é possível perceber que ela não trazia tanta sorte assim, mas o Velho interpretava as coisas como queria.

 Talvez vocês não saibam, mas John Brown realmente existiu e lutou pela abolição da escravatura, mas, pelo que pesquisei, parece que o autor James McBride resolveu colocar ele e outras pessoas reais na trama recriando suas personalidades, tanto que Brown é retratado como um homem quase fanático, que acreditava ter recebido uma missão divina na Terra, parecia meio louco e gostava de fazer longos discursos. Se ele foi realmente assim, eu não encontrei nada que confirmasse (as imagens que vi dele me deram a impressão de ser um homem bem mais "normal"), mas o fato é que o autor criou um personagem interessante e que me deixou curiosa para descobrir quem ele era de verdade ao longo da leitura.

 "O Velho estava mentindo, é claro. Ele não disse nada sobre se render ao governo americano. Sempre que dizia algo sobre a vontade de Deus, significava que não ia cooperar ou fazer algo além do que achasse apropriado. Ele não tinha a menor intenção de deixar o Território do Kansas, de se entregar ou dar ouvidos ao que lhe dizia um soldado branco. Era capaz de contar uma mentira por minuto a favor de sua causa. Era como todos na guerra. Acreditava que Deus estava do seu lado. Numa guerra, todos têm Deus do seu lado. O problema é que Deus num diz de que lado Ele não está." (página 92)

 Eu demorei um pouco mais do que imaginava para ler a obra, mas foram por fatores externos que reduziram meu tempo para leitura e não por falta de fluidez da escrita do autor. Confesso que inicialmente levei um certo choque ao ver um linguajar tão informal e que eu não esperava encontrar em um livro que se passasse em 1856.

 Se você é, assim como eu, branco, nunca vai conseguir entender realmente o que é ser negro e sofrer preconceito pela cor da pele, o mesmo serve para os homens que não vão entender completamente o que é  ser mulher e sofrer com o machismo, e também para os héteros em relação a homossexualidade, e para todas as outras formas de descriminação que os que fazem parte da classe opressora (mesmo que sem ter escolhido isso) não conseguem perceber em sua totalidade. Com a leitura do livro é possível entender bem essa questão, além da importância da representatividade.

 "Me deixava um pouco triste, pra dizer a verdade, quase nunca tinha negros nesses encontros, e aqueles que apareciam estavam sempre arrumados e ficavam quietos como camundongos. Para mim, parecia que todo aquele estardalhaço pela vida dos negros não era muito diferente ali do que era no oeste. Era como um grande e longo linchamento. Todos podiam falar sobre os negros, menos os próprios negros." (página 2015)

 E também é possível entender um pouco do que a opressão (seja ela pelo racismo, pelo machismo, pela homofobia...) faz com a cabeça do oprimido, levando-o a tentar ver um lado bom em sua situação. No trecho abaixo, vocês verão como Cebola achava que ser escravo era melhor: ele tinha um teto e comida, não precisava dormir ao relento nem caçar seu alimento, mas a que custo? Ele não tinha possibilidade de ter uma casa melhor ou escolher o que queria comer, e podia ser vendido como uma mercadoria. O livro também toca na questão de que não seria apenas fazer com que os negros deixassem de ser chamados de escravos, era necessário dar condições e suporte para eles, para que pudessem viver como as demais pessoas, além de ouvi-los. A liberdade é imprescindível sim, mas precisa ser plena e vir também com as oportunidades.

 "Tinha voltado à servidão, é verdade, mas ser escravo não é assim tão ruim quando você sabe como funcionam as coisas e já tá acostumado. A comida é de graça. Você tem um teto. Outras pessoas têm que se preocupar em atender às suas necessidades. Era mais fácil do que viver na estrada, fugindo de bandos e dividindo um esquilo assado com mais cinco homens, enquanto o Velho agradecia ao Senhor aos berros pelo bicho antes que você pudesse tocar na comida e, mesmo quando podia, a carne era tão parca que mal dava para tapar o buraco do dente." (página 139)

 Acho que eu nunca tinha lido uma história onde um menino precisa fingir que é menina, e esse foi um dos pontos que mais me fez querer ler a obra, e durante a leitura, muitas vezes me esqueci que a Cebola era um garoto (o que talvez fique visível em minha incapacidade de definir se uso só ele ou ela durante a resenha). Eu acho que quem gostou de "O Sol é para todos", clássico livro da escritora Harper Lee, também pode gostar de "O pássaro do bom senhor", os dois se passam em épocas diferentes mas falam sobre o racismo, e tem uma cena entre a Cebola e John Brown mais para o final do livro de James McBride que me emocionou tanto quanto uma das cenas finais de "O Sol é para todos", uma cena onde a gente compreende tanta coisa com poucas palavras. Mas ressalto que "O pássaro do bom senhor" é um livro que traz muito mais risadas com as confusões em que a Cebola se mete, do que cenas emocionantes (talvez seja uma forma de atenuar um pouco o derramamento de sangue que os conflitos entre o bando de John Brown e os defensores da escravidão causavam).

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Tem comentário do John Green na contracapa!
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 Sobre a edição da Bertrand Brasil: eu achei a capa bem bonita e foi outro fator que me fez querer ler o livro; na diagramação, a margem inferior ficou um pouco instável e, assim como a exterior, era pequena algumas vezes, as letras e o espaçamento tem um tamanho bom, encontrei alguns erros de revisão. O livro é dividido em partes (que tem o desenho de uma pena), que são divididas em capítulos, e alguns títulos de capítulos davam uma ansiedade enorme de saber o que iria acontecer.

 Enfim, "O pássaro do bom senhor" foi uma boa leitura, da qual eu não sabia o que esperar mas que quis ler pelo fato inusitado de ter um menino vestido de menina, e que acabou me fazendo entender mais sobre a questão da escravidão e da história dos negros nos Estados Unidos. Se eu fosse norte-americana ou se tivesse um mapa mostrando os caminhos por onde Cebola e o bando do Velho John Brown passavam, certamente minha compreensão sobre algumas partes poderia ser melhor. Recomendo! Acho que todo mundo precisa ter contato com uma outra época e com uma outra realidade de vez em quando.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha (talvez ela pudesse ser melhor, sempre pode, mas isso é realmente tudo o que eu consigo fazer enquanto leitora que quer falar sobre "O Pássaro do Bom Senhor" com vocês).

"(...) não existe nada melhor quando se chega ao fundo do poço do que encontrar um amigo lá." (página 166)

 Detalhes: 378 páginas, ISBN-13: 9788528620405, Skoob. Onde comprar online: Saraiva, Americanas.


Até o próximo post!

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Sorteio de aniversário do blog Escritos & Estórias: 3 kits para 3 sortudos

 Gente, o blog Escritos & Estórias está fazendo aniversário! E para comemorar, tem sorteio, a Amanda explica como participar:

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Dois anos de blog e nós só queremos agradecer ao apoio de todos que nos leem e nos acompanham! E, claro, teremos sorteio! Serão 3 Kits e 3 vencedores, onde cada um receberá um livro internacional AUTOGRAFADO pelo respectivo autor + A garota da casa grande + 20 marcadores. 

Regras

- Seguir as entradas obrigatórias dos rafflecopter.
- Deixar um e-mail para contato nos comentários.
- Os vencedores terão 72h para responder ao e-mail de contato.
- O blog Escritos e Estórias tem 20 dias para mandar os livros.

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Boa Sorte!



Até o próximo post!

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