Entrevista com Rô Mierling, primeira autora nacional de ficção da DarkSide #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 Olá pessoal, tudo bem? Essa é mais uma postagem da campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE, onde estou fazendo posts sobre a editora DarkSide Books. Hoje trago uma entrevista com a escritora Rô Mierling, a primeira autora nacional de ficção contratada pela DarkSide, ela terá seu livro, "Diário de uma escrava", publicado em novembro.

 Talvez vocês já tenham visto algum post sobre a Rô aqui no blog, pois já resenhei um de seus livros ("Contos e Crônicas do Absurdo"), é uma autora que acompanho a carreira, e fiquei super contente ao ver que seu livro, inicialmente publicado no Wattpad (onde eu já o li, e que teve mais de um milhão e meio de leituras, ficou mais de um ano em primeiro lugar no gênero suspense, o único livro de suspense e terror a alcançar essa marca de leituras na plataforma) iria ser lançado pela DarkSide.

 A Rô, sempre muito solícita, topou bater um papinho com a gente, então confiram:

Entrevista, Rô Mierling, primeira autora nacional de ficção da DarkSide, #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 Pétalas de Liberdade: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como escritora, sobre seus trabalhos já publicados.

 Rô: Escreve desde o ano 2000, comecei como ghost whiter e hoje escreve mais para mim do que para os outros. Tenho 4 livros publicados e mais três finalizados.

 Pétalas de Liberdade: Você tem um número considerável de contos e crônicas já publicados, para você, como é essa alternância entre escrever contos e escrever uma obra maior em número de páginas, como o caso de "Diário de uma Escrava"?

 Rô: É muito estimulante. Adoro os contos, grandes autores como Stephen King são contistas e os contos me encantam, mas escrever uma "longa metragem literária" também é muito legal. Sou múltipla nesse sentido.

 Pétalas de Liberdade: "Diário de uma Escrava" traz como protagonista uma mulher que foi sequestrada e mantida em cárcere privado como escrava sexual; sabemos que na vida real é uma situação que infelizmente acontece, mas que considero ainda pouco explorada na ficção. Qual foi a sua motivação para escrever sobre esse tema?

 Rô: Exatamente o cenário da ausência de literatura REAL sobre o fato. Muitas mulheres conseguem superar e dar a volta por cima depois que passam por situações similares mas outras não conseguem e ninguém quer falar sobre aquelas que não conseguem voltar para casa ou pior, que se transformam em monstros devido ao aprisionamento. Essas também merecem ser citadas, pois são as maiores vitimas.

 Pétalas de Liberdade: "Diário de uma Escrava" alcançou mais de um milhão e meio de leituras no Wattpad, uma plataforma onde os leitores podem deixar as mais diversas opiniões sobre a obra, capítulo por capítulo; a experiência de publicação no Wattpad trouxe algum acréscimo ou mudança para o livro que será publicado pela DarkSide?

 Rô: Chegamos a dois milhões um pouco antes de retirar do Wattpad e aprendi muito com os leitores e com essa interação.

 Pétalas de Liberdade: Você já pode nos adiantar alguma coisa sobre o lançamento de "Diário de uma Escrava" pela DarkSide? E sobre seus projetos futuros como escritora?

 Rô: O livro deverá estar nas livraria em novembro, já terminei o livro 2, Cicatrizes da Escravidão, e estou escrevendo O Mal que Habita em Mim, e pesquisando para um livro sobre torturas humanas.

 Pétalas de Liberdade: muito obrigada pela atenção, Rô! Se quiser, deixe um recado para os leitores do blog.

 Rô: Vamos conhecer Diário de uma Escrava, acreditem, você vão gostar. Grande beijo!


 Espero que vocês tenham gostado da pequena entrevista; me contem se já conheciam a autora ou algum de seus livros. Alguém aí também está super curioso para saber como será a capa do livro lançado pela DarkSide?

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Resenha premiada: livro "A Rosa Louca", Luiza Paes

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho contar sobre a minha experiência de leitura com o livro de poesias "A Rosa Louca", escrito pela Luiza Paes e publicado pela Chiado Editora. A Luiza também é autora do livro de contos "Amaríssimo", publicado com o pseudônimo Clarice Paes.

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 "A Rosa Louca" conquista logo pela capa, a mais linda que a Chiado já lançou.

 Considero-o um livro longo, por ter uma quantidade de poemas maior do que os últimos livros do gênero que li. Sendo assim, é uma leitura para ser feita aos poucos, "sentindo" cada palavra.

 Num primeiro momento, me pareceu ser voltado para poesias que falam de amor, de seu encontros e desencontros, de relacionamentos, mas conforme fui lendo, encontrei também outros temas e me surpreendi ao constatar que a autora pareceu guardar os textos mais fortes para o final.

 "Bulimia", na página 101, faz um retrato bem fiel do que é esse distúrbio alimentar, sobre o qual já li em "Garotas de vidro" da Laurie Halse Anderson, e por ser tão pesado, não vou colocar nenhum trecho aqui. Há também uma poesia sobre o suicídio, na página 96, e uma sobre automutilação, sobre se cortar, intitulada "Sangue". Essas três foram as que mais me surpreenderam.

 "Espelhos" foi outra poesia que me chamou a atenção, me pareceu algo nostálgico, irônico, não sei ao certo como explicar. E quem disse que preciso? Leiam vocês mesmo:

 "Espelhos

 Procura-se um espelho antigo
 Os novos já não refletem mais
 Eles tem rugas, manchas
 cansaço, cabelos brancos
 Quero os espelhos
 que antes mostravam
 sorrisos, sonhos, dentes brancos
 uma moça bonita
 tão bonita
 Já não se fazem espelhos
 como antigamente" (página 124)


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 A edição da Chiado. além da capa super bonita, tem páginas amareladas e porosas, letras, fontes e margens de bom tamanho.

 Detalhes: 135 páginas, Skoob, site da autora. Onde comprar online: site da editora.

 Fica a sugestão para quem quiser ler um livro de poesias nacional, sobre diversos temas, certamente cada leitor será marcado por alguma das palavras escritas pela autora. Obrigada, Luiza, pela oportunidade de ler "A Rosa Louca", desejo todo o sucesso para sua carreira de escritora.

Sorteio

 A autora cedeu dois exemplares para serem sorteados entre os leitores do Pétalas de Liberdade. Um será sorteado entre os que comentarem na resenha e o outro será sorteado em breve, e vocês podem deixar sugestões nos comentários sobre como vocês gostariam que esse segundo exemplar fosse sorteado (um concurso cultural, no Instangram, na fan page, através de um formulário do Google Docs... como vocês prefeririam?).

* Para concorrer a 1 exemplar do livro "A Rosa Louca" você precisa:

- deixar um comentário (com conteúdo) nessa resenha
- curtir a página do blog no Facebook
- preencher o formulário do Rafflecopter abaixo (há algumas chances extras, aproveite).

a Rafflecopter giveaway

Regulamento:
 - As inscrições começam hoje e terminam no dia 10/11/2016, o sorteio será feito e o resultado sairá em até uma semana e será divulgado nesse mesmo post e nas redes sociais do blog.
 - É preciso ter endereço de entrega no Brasil.
 - O sorteado tem o prazo de uma semana para responder ao contato enviado, informando seus dados para envio do prêmio ou será desclassificado e o sorteio será refeito.
 - O prêmio será enviado pelo blog em até 30 dias após recebimento dos dados do ganhador.
 - Não nos responsabilizamos por danos, extravios ou devolução do prêmio por parte dos Correios em caso de endereço incorreto fornecido pelo participante ou ausência de quem o receba.
 - Em caso de dúvidas, deixe um comentário no post.

 Boa sorte!

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? O que acharam dos poemas que mostrei?

Até o próximo post!

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Novidades Primavera Editorial

 Confira algumas novidades da Primavera Editorial:


Até o próximo post!

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Resenha: livro "Dez Formas De Fazer Um Coração Se Derreter", Sarah MacLean

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Dez Formas De Fazer Um Coração Se Derreter", o segundo da trilogia de romances de época "Os Números Do Amor" (cada um conta a história de um irmão e pode ser lido separadamente), escrito pela Sarah MacLean e publicado em 2016 pela Editora Arqueiro.

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 Não é segredo a minha paixão por romances de época, e como já li e resenhei o primeiro da trilogia, “Nove regras a ignorar antes de se apaixonar” que conta a história do Gabriel (o marquês de Ralston) e da Calpúrnia, corri para ler o segundo, protagonizado por Nicholas St. John, irmão gêmeo do Gabriel. Preciso mencionar que alguns personagens dessa trilogia reaparecem numa outra série da Sarah MacLean, "O Clube dos Canalhas", que foi lançada pela Editora Gutenberg (e que já li, mas ainda irei resenhar).

 A história se passa em Londres, em 1823. Após o casamento de Gabriel, a publicação em uma revista feminina (a Pérolas e Peliças) de uma lista de maneiras de conquistar um marido e o fato de ter seu nome citado como um bom partido na publicação, a vida de Nicholas, que sempre foi mais reservado, virou um inferno. Ele não aguentava mais as moças se jogando em cima dele, testando as dicas da revista! Por isso, ele aceitou o pedido do arrogante duque de Leighton para que procurasse sua irmã, a jovem Georgina, que havia fugido de casa.

 Nicholas já havia feito isso antes: anos atrás, ele era conhecido como o bulan, o caçador, capaz de encontrar qualquer pessoa, mas certos acontecimento, especialmente o fato de ter ficado preso na Grécia por causa de uma mulher, e só ter sido libertado após seu amigo (Rock) ter aparecido para resgatá-lo, fizeram com que ele desistisse desse "trabalho" e se tornasse apenas um antiquário.

 Nicholas e Rock partiram seguindo o rastro de Georgina e foram parar em Yorkshire, onde morava Lady Isabel Townsend, a filha de um conde. Isabel não teve a vida de uma aristocrata, pois seu pai abandonou a ela, ao irmão caçula e a esposa em sua propriedade rural e foi para o mundo torrando todo o dinheiro que eles tinham, chegando ao ponto de apostar a própria filha várias vezes. Após a morte da mãe, que se entregou à tristeza por não conseguir fazer com que o marido a amasse como ela o amava, Isabel precisou cuidar da propriedade como podia, mesmo sem ter condições de pagar empregados.

 "Seu pai. O homem que havia roubado a alegria de sua mãe. Que havia roubado de seu irmão – um bebê – um pai.
 Se ele não os houvesse desertado, Isabel nunca teria assumido a responsabilidade pela propriedade. Ela se mostrara à altura do desafio, fazendo o melhor que podia para manter a casa de pé e colocar comida na mesa. Embora não fosse produtiva, a propriedade fora capaz de sustentar – ainda que
mal – seus habitantes e inquilinos, enquanto seu pai gastara até o último centavo da renda das terras em atividades escandalosas. (...)
 Mas isso não a impedia de desejar que tudo tivesse sido diferente, que ela pudesse ter tido a chance de ser o que filhas de condes nasciam para ser, que tivesse sido criada sem nenhuma preocupação, com a certeza de que algum dia brilharia e seria cortejada adequadamente por um homem que se interessaria pelo que ela era, não por ser um espólio de jogos de azar.
 Desejar não ser tão solitária.
 Mas desejar nunca a tinha ajudado."

 Isabel guardava um segredo: ela comandava a Casa de Minerva, um lugar para onde iam mulheres que precisavam de abrigo por algum motivo, na maioria das vezes, fugiam de cafetões, pais, irmãos ou maridos violentos. Em troca de refúgio, essas mulheres ajudavam a cuidar da propriedade, que se mantinha de forma precária, até que o pai de Isabel morreu e um novo administrador viria para o condado; com a chegada dele, a Casa de Minerva estaria ameaçada e Isabel precisava encontrar uma forma de conseguir dinheiro para comprar um novo lar para ela, o irmão e as mulheres que abrigava.

 Talvez a única maneira fosse vender a sua coleção de esculturas, o único luxo que Isabel se permitia manter, pois eram uma lembrança de sua falecida mãe. E foi como se os céus lhe enviassem um sinal, ao se deparar com o nome de um antiquário na revista Pérolas e Peliças. E mais um sinal veio quando ela deu de cara com o tal antiquário em Yorkshire, por acaso. Nicholas estava lá, poderia avaliar sua coleção e ajudá-la a vender as estátuas, seria sua salvação!

 Seria, se Nicholas, o bulan, não tivesse seus próprios motivos para ter ido até lá, se Isabel não precisasse esconder seu segredo, se Nicholas não fosse do tipo que não resiste a salvar uma mulher em perigo e se Isabel não estivesse sempre se colocando em perigo (ao menos na visão dele) e se  não surgisse uma enorme atração entre eles, mesmo com pouco tempo de convivência (questão de dias, mas durante a leitura parecia que havia se passado muito mais tempo). Nicholas, que já foi ferido uma vez; Isabel, que não via o amor como algo bom e que não queria terminar como a mãe, amando sozinha. Como vai acabar a história deses dois todo mundo já sabe, afinal, os romances de época normalmente tem um final feliz, mas  não é possível prever tudo o que vai acontecer até esse "the end", só lendo para descobrir.

 Sarah MacLean tem uma ótima escrita, proporcionando uma leitura bem fluida. A autora constrói personagens interessantes e que cativam o leitor, mas tem o hábito de deixar partes da história a cargo da nossa imaginação, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom por manter a curiosidade sobre o que virá a seguir e nos fazer sentir como o personagem se sente, mas ruim para leitores que, como eu, gostam que todos os episódios sejam contados (fiquei curiosíssima para saber como foi o primeiro encontro entre Isabel e a família de Nicholas).

 Assim como no livro anterior, senti falta de ver um pouco mais de interação entre os St. John (mas já estou ansiosíssima para o próximo volume da trilogia, que vai contar a história da Juliana, irmã do Gabriel e do Nicholas), embora isso tenha sido compensado pelas tramas paralelas, como a situação da Georgina (amei saber mais sobre ela, que é a protagonista de "Nunca julgue uma dama pela aparência", último volume da série "O Clube dos Canalhas"), o romance da prima da Isabel, a Lara, com o Rock, um homem que sofria um certo preconceito por ser turco (acho que os dois mereciam um livro só deles) e o pequeno James, o irmão caçula da protagonista, o futuro conde de apenas dez anos.

 Não sei dizer qual dos dois livros é meu favorito, gostei de ambos! Vamos ver se o terceiro mudará esse panorama. Já li algumas resenhas onde criticavam a Isabel por "demorar" a assumir seu amor, mas os motivos dela eram compreensíveis, assim como os do Gabriel no primeiro volume, e nem por isso vi leitores criticando as escolhas dele, talvez por ser um homem e, ao que me parece, as pessoas tendem a julgar muito mais as protagonistas femininas, infelizmente.

 Sobre edição: padrão Arqueiro de romances de época! Capa bonita (não linda), boa diagramação e revisão.

 Detalhes: 352 páginas, ISBN-13: 9788580415292, Skoob, leia um trecho. Onde comprar online: Americanas, Submarino.

 Enfim, leitura super recomendada para os fãs de romances de época, para quem gosta de leituras divertidas (garanto que vocês vão dar boas risadas, especialmente com os primeiros capítulos) e de protagonistas fortes, determinadas e que vão à luta, inspiradoras e imperfeitas como Isabel.

Até o próximo post!

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Top 5 livros desejados da DarkSide Books #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 

 Olá pessoal, tudo bem? Todo leitor provavelmente já conhece a editora DarkSide Books, seja por ter se encantando com uma edição linda numa livraria ou com uma capa maravilhosa e uma sinopse interessante pela internet. O fato é que a editora está selecionando seis novos blogs para serem parceiros e eu ficaria muito contente se o Pétalas de Liberdade fosse selecionado. Para isso, tenho 666 horas, mais especificamente, até o final do mês, para mostrar através de posts criativos que o Pétalas de Liberdade deve ser escolhido! Que comece a campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE!

 Talvez alguém esteja se perguntando: "Mas a Maria não diz que é medrosa?" Calma que eu lhes respondo:  através de algumas leituras feitas e de filmes vistos em 2016, estou descobrindo que não sou! Claro que ainda não consigo olhar demoradamente para a capa de Evangelho de Sangue sem sentir um certo incômodo, mas que graça teria ler livros de terror e não sentir nem um pouquinho de medo? Preciso ressaltar que a DarkSide não publica só livros super assustadores, tem também uma linha de livros sobre filmes (como "De volta para o futuro", "Tubarão" e "O exterminador do futuro") e o selo Darkove com títulos para "morrer de amor".

 Mas vamos ao assunto principal do post: vou mostrar os cinco livros já lançados pela DarkSide que são os que mais quero ler da editora, confiram:


5° - O HOMEM QUE CAIU NA TERRA
Autor: Walter Tevis
ISBN-13: 9788594540058
Ano: 2016
Páginas: 224
Tradutora: Taissa Reis

Sinopse: O Homem que Caiu na Terra tornou-se um verdadeiro clássico da literatura e uma das mais refinadas, sutis e delicadas ficções científicas já escritas. Publicado originalmente em 1963, ganhou reconhecimento em todo o planeta com a adaptação para o cinema dirigida por Nicolas Roeg em 1976. O filme também marcou a estreia de David Bowie no cinema encarnando o protagonista alienígena - para quem o papel parecia ter sido especialmente pensado (o que não foi o caso): um ser andrógino, impúbere, alto para os padrões terráqueos, delicado, magro, polido e que tenta se adaptar à vida terrestre para sobreviver entre os humanos.

Thomas Jerome Newton veio de Anthea para a Terra em uma missão desesperada para salvar os poucos habitantes que ficaram em seu longínquo e desconhecido planeta. Para isso, precisa construir aqui uma nave que possa trazer os 300 de sua espécie que ainda vivem em um planeta onde a água acabou e os recursos são cada vez mais escassos.

Com conhecimento e inteligência muito superior aos humanos, Newton logo se torna um bem sucedido empresário do ramo de patentes tecnológicas e também descobre a solidão, o desespero e o álcool - criando uma delicada parábola sobre as mudanças que estavam ocorrendo entre os anos de 1950 e o início da Guerra Fria.

Escrito com vigor e com uma prosa carregada de tensão poética, Walter Tevis produziu uma das ficções científicas mais realistas sobre um alienígena que vai absorvendo o dia a dia, o jeito e os vícios humanos pouco a pouco. Realista o suficiente para se tornar uma metáfora daquilo que todos nós carregamos: uma indescritível angústia e solidão existencial.

 Ficção científica, "prosa carregada de tensão poética", alienígena que vem para a Terra e tenta se adaptar são itens que certamente me agradarão. Preciso desse livro!


4° - O CIRCO MECÂNICO TRESAULTI
Autora: Genevieve Valentine
ISBN-13: 9788566636161
Ano: 2013
Páginas: 320
Tradutor: Dalton Caldas
Skoob

Sinopse: Respeitável público, sejam bem-vindos ao incrível Circo Mêcanico Tresaulti, o lugar para quem acredita no mundo mágico que nos rodeia. Permita-me conduzi-lo por uma viagem única através da luz e das sombras onde descobriremos juntos uma nova forma de ver tudo e a todos. Onde não existe limite entre o picadeiro e a plateia, onde tudo é real e o único limite é a nossa vontade de sonhar. Em pleno cenário pós-apocalíptico, O Circo Mecânico Tresaulti ergue sua lona e dá início ao grande espetáculo. Ambientado sobre a perigosa superfície de um mundo devastado, cheio de bombas e radiação remanescentes de uma guerra pela qual todos já saíram derrotados, esse belo romance nos apresenta uma caravana circense em eterna viagem através de muitas cidades sem país, região ou rota definida. Lugares que podem não mais existir quando o circo retornar. Aqueles que se juntam ao circo procuram trabalho sem risco de vida, segurança ou apenas uma nova forma de recomeçar. E seguir adiante, apesar de tudo.

 Através de imagens surpreendentes, a autora nos conduz por um realismo mágico com um toque da beleza steampunk, uma combinação inusitada que cria a atmosfera perfeita para personagens comoventes e de grande força poética. Fãs tanto de clássicos como Melville (Moby Dick), Frank L. Baum (O Mágico de Oz) e das fábulas dos Irmãos Grimm quanto de autores contemporâneos como Margaret Stoh, Kelly Link, Kami Garcia e Erin Morgenstern vão se apaixonar pela prosa cheia de mistério da jovem e talentosa escritora Genevieve Valentine, que com este seu primeiro romance foi indicada ao Prêmio Nebula, um dos mais importantes dedicados à literatura fantástica. Aprecie esse peculiar espetáculo!

 "O Circo Mêcanico Tresaulti" foi o primeiro livro da DarkSide que entrou para a minha lista de desejados, pois sou apaixonada pela arte do circo, e imaginar um circo numa época pós-apocalíptica e ainda com um toque de steampunk na trama, me fez querer muito ler a obra de Genevieve.


3° - A NOIVA FANTASMA
Autora: Yangsze Choo
ISBN-13: 9788566636277
Ano: 2015
Páginas: 360
Skoob

Sinopse: Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...

1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.

Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.

Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, essa obra é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea.

 Eu amo obras com referências à cultura oriental, e gosto também de ler histórias que se passam em outros séculos, e a ideia de se casar com um fantasma é bem curiosa. Com isso, "A noiva fantasma" roubou o lugar de "O Circo Mêcanico Tresaulti" na minha lista de desejados, mas não durou muito tempo no topo dessa lista não.


 2° - EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS
Autora: Clare Vanderpool
ISBN-13: 9788566636833
Ano: 2016
Páginas: 288
Tradutora: Débora Isidoro
Skoob

Sinopse: EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. Nossos caminhos vão se cruzar no primeiro semestre de 2016 nesta obra premiada com o Printz Honow Award em 2016, indicada a outra dezena de prêmios e eleita o livro do ano em dezenas de listas preparadas pelos leitores.

 Segunda Guerra Mundial, personagem com Asperger, colégio interno e amizade, temas que amo em livros!


1° - O Último Adeus
Autora: Cynthia Hand
ISBN-13: 9788594540027
Ano: 2016
Páginas: 352
Tradutora: Carolina Coelho 
Skoob

Sinopse: O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz. 

O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante. 

O Último Adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos e tem apenas nós, leitores, como amigos e confidentes.

 Confesso que estava em dúvida sobre qual livro colocar como primeiro, mas tenho que dizer que escolhi "O Último Adeus" por um motivo meio inusitado: a playlist no site da editora com músicas que amo! Além disso, a temática do suicídio e o fato da protagonista escrever num diário para expressar seus sentimentos me fizeram querer ler a obra.

BÔNUS: escolher só cinco livros foi uma missão dificílima, pois há outros títulos da DarkSide que quero muito ler, como The Kiss of Deception (romance da Mary E. Pearson que traz uma princesa fugitiva, um príncipe abandonado e um assassino) e Confissões do Crematório (vocês imaginam como é trabalhar numa funerária? A Caitlin Doughty trabalha em uma e fala sobre isso em seu livro).


 E vocês, quais livros da DarkSide já leram ou querem muito ler? Fiquem ligados no blog e nas redes sociais do Pétalas de Liberdade, que vai ter muita coisa legal na campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE (se tiverem gostado do post, compartilhem ele com a tag)!

Até o próximo post!

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Resenha: filme "Meu namorado é um zumbi"

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho falar sobre mais um filme que assisti recentemente: "Meu namorado é um zumbi". Eu não sou muito fã de zumbis, mas como o filme ia passar na TV e eu estava confortavelmente deitada no sofá, decidi ver.

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Data de lançamento: 8 de fevereiro de 2013 (1h 37min)
Direção: Jonathan Levine
Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Analeigh Tipton , etc.
Gêneros: Comédia , Romance, Terror
Nacionalidade: Eua

 O filme é um romance distópico. Se passa numa época em que boa parte da população se tornou zumbi, mortos-vivos, e as pessoas que continuavam vivas moravam numa cidade protegida por muros. R, "nome" de um jovem zumbi, e outros como ele, moravam num aeroporto abandonado, e saíam para se alimentar (leia-se comer humanos) quando a fome batia. Eles quase não falavam, apenas grunhiam, mas ainda pareciam mais humanos que outras criaturas denominadas esqueléticos.

 De vez em quando, um grupo de jovens saía da proteção dos muros para buscar suprimentos, nesse grupo estavam Julie (Teresa Palmer), seu namorado Perry (Dave Franco) e mais amigos da Julie. Eles foram atacados por um grupo de zumbis famintos, do qual R (Nicholas Hoult) fazia parte. R matou o namorado de Julie e comeu seu cérebro, o que evitaria que Perry se tornasse um zumbi, mas ao comê-lo, teve acesso a todas as memórias da vida do rapaz, que incluíam as lembranças de seu romance com Julie. Por isso, R decidiu proteger Julie e levá-la com ele para o aeroporto onde morava.

 Chegando lá, R tentou se tornar amigo de Julie e ela se surpreendeu ao perceber que os zumbis eram diferentes do que a população imaginava, não tão desprovidos de consciência, já que R gostava de música e tentava conversar com ela, mas Julie precisava e queria voltar para casa. A aproximação de Julie e R desencadearia uma grande mudança na relação entre humanos e zumbis, e especialmente entre os zumbis.

Casa maneira a do R, imagina morar num avião!
 O que me fez falar sobre o filme aqui no blog foi a trilha sonora linda que ele tem, que chamou minha atenção ao trazer músicas de grupos que fizeram um enorme sucesso em décadas passadas, como Scorpions (Rock You Like A Hurricane) e  Guns N’ Roses (Patience). Gostei também da forma como a música é colocada na trama, como uma das coisas que R, mesmo "meio morto", ainda se interessa. Outra coisa que me agradou foi a ideia de que o amor e as emoções é que nos tornam verdadeiramente vivos, e de que é possível conviver e amar, mesmo que tenhamos passados diferentes.

 O filme foi baseado no livro do Isaac Marion, "Sangue Quente", que está na minha lista de desejados há muito tempo e que espero ler o mais breve possível, para poder entender algumas coisas que a adaptação cinematográfica não me explicou, como, por exemplo, o que causou o surgimento dos zumbis, o que eram os esqueléticos e como exatamente o R e seus "amigos" mudaram por causa do seu envolvimento com a Julie.

 R é o personagem que mais se destaca, não só por narrar alguns trechos e nos permitir entrar na cabeça de um zumbi e ver suas tentativas de não ser um esquisito perto da Julie, mas também pela sua caracterização. É um filme bonitinho para passar o tempo, recomendando para quem gosta de distopias e tramas pós-apocalípticas, além de romance com algumas pitadas de comédia. E felizmente não é nojento!



 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: alguém já leu o livro ou viu o filme?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Cravos", Julia Wähmann

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Cravos", escrito pela Julia Wähmann e publicado em 2016 pela Editora Record.

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 "- É sempre virose, maresia ou mau contato.
 - Ou saudade." (página 55)

 Eu não me lembro ao certo o que me fez solicitar esse livro da parceria com a editora, talvez a capa, talvez o título, o fato é que, enquanto o livro não chegava, eu li uma resenha que me deixou em dúvida se teria feito uma boa escolha de leitura. O que lhes digo hoje é sim, "Cravos" é um livro que merece ser lido, especialmente pela forma como foi escrito, passando tanta verdade para o leitor, tornando tão fácil nos identificarmos com o que é dito que até me senti lendo uma crônica, mas na verdade é um romance.

 Um romance narrado por uma mulher, de quem pouco se sabe, idade ou nome não são ditos, o que se sabe, além de seu amor pela dança, é que ela ama um homem, um amor que proporciona um relacionamento cheio de idas e vindas, de encontros e desencontros. Um homem que a deixa esperando por horas, mas que quando chega cheio de histórias e desculpas, faz com que a decepção pela demora desapareça por um tempo. Um homem com uma personalidade diferente da dela. Um homem que ganhou seu coração, mas que não sabe permanecer ao seu lado (mas não pense que ela vai ficar parada esperando que ele volte, há um mundo inteiro para se conhecer, diversos espetáculos para ver).

 "Você atende uma chamada e logo topa alguma coisa que começa em meia hora até perceber que estou 'com uma carinha', dá pra ouvir suas reticências quando levanta com as mãos o meu rosto. É de outono, interrompo. É a minha cara de outono." (página 14)

 Tenho certeza que qualquer leitor vai se identificar com alguma parte da história, mesmo que não tenha vivido, vai se lembrar de alguma situação que um amigo viveu ou que viu na TV. Se for um leitor que goste de balé, provavelmente vai se identificar ainda mais, pois há várias referências à dança.
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escritora, Julia-Wähmann
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 Sobre a edição: capa bonita, com uma textura meio aveludada, páginas amareladas, ótima revisão, letras, espaçamento e diagramação de bom tamanho.

 Em algumas páginas, há apenas uma ou duas frases, mas "Cravos" já me ganhou justamente pela primeira página ao me encantar pela forma descritiva e cheia de emoção da narrativa. Da metade para o final, a trama, já fragmentada, ficou um pouco mais subjetiva para mim, o que impediu que eu o favoritasse.

 "Numa tentativa de reconstrução, pergunto ao sujeito da barraca de plantas se ele tem hortelã e depois de uma panorâmica sobre o local ele responde 'não, mas tenho begônias'. Fico tentada por essa lei da compensação, mas confesso que não entendo bem como ela pode funcionar - especialmente porque nadar não tem me salvado de me afogar na saudade que sinto de certos gestos." (página 67)

 Detalhes: 144 páginas, ISBN-13: 9788501078537, Skoob, leia uma entrevista com a autora. Onde comprar online: Submarino, Saraiva.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam a autora ou o livro? Já leram um romance com cara de crônica?

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Até o próximo post!

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