Resenha: livro "Devoção", Patti Smith

 Olá pessoal, tudo bem? Quem lembra do post que fiz me desafiando a ler 30 dos livros mais finos da minha estante em janeiro? Hoje venho trazer a resenha do primeiro que li: "Devoção", escrito pela Patti Smith e publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2018, numa edição exclusiva para a Tag Experiências Literárias que enviou a obra como um brinde para os seus associados em março do último ano.

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 "Por que escrevemos? Irrompe um coro.
 Por que não podemos somente viver." (página 124)

 "Devoção" é dividido em três partes. Na primeira, a autora relata uma de suas viagens à França e todos os elementos que foram servindo de inspiração para que ela escrevesse a segunda parte, que é um conto que dá nome à obra, e a terceira parte nos traz mais um pouco sobre a viagem e as reflexões da autora sobre o ato de escrever.

 "Meu editor francês organizou uma semana de eventos literários que incluem conversas com jornalistas sobre escrita. Meu caderno permanece intocado. Uma escritora que não escreve preparando-se para ir falar com jornalistas sobre escrita. Que sabichona, eu me repreendo." (página 16)

 Só pela sinopse, eu acreditava que Patti Smith falaria sobre o que lhe inspira e sobre sua rotina como escritora, mas ela faz algo além disso: ela nos mostra, nos deixa perceber, através do relato de sua viagem, como tudo foi servindo de inspiração para que uma história surgisse dentro dela. É impressionante como um filme que assistiu, um livro que estava lendo, uma apresentação de patinação que viu por acaso na TV, a observação das pessoas ao redor, as amoras que comeu antes de viajar, foram servindo de base para a trama do conto, e é delicioso ir encontrando essas referências ao longo da leitura de "Devoção".

 "Todos tinham medo naquele tempo, mesmo depois do fim da guerra, mas eu era só uma criança sem medo de nada." (página 58)

 Falando especificamente do conto, ele é protagonizado por uma garota que foi mandada pelos pais para viver com a tia em outro país por causa da guerra. Ela era apaixonada pela patinação e conheceria uma homem mais velho que prometeria ajudá-la a poder patinar sempre, não só nos meses em que o lago perto de casa estava congelado. Mas essa história, que conta com algumas cenas chocantes, teria um desenrolar angustiante e um desfecho trágico.

 "- Eu não cheguei a conhecer meus pais. Eles foram deportados da Estônia na primavera, para um campo de trabalho na Sibéria.
 - Por que motivo?
 - Não é necessário haver um motivo para tratar as pessoas como gado." (página 79)

 Acredito que seja uma daquelas narrativas que possa ter mais de uma interpretação, e a minha é a de uma história sobre a perda da inocência, os defeitos humanos, o afastamento do que mais se ama, sobre a solidão, a falta de uma família e de um país.

 "E me ocorre que os jovens quando dormem parecem lindos, e os velhos, como eu, parecem mortos." (página 34)

 Alguém aí já reviu um filme ou leu um livro e percebeu que a história não era exatamente como lembrava? Que parece que a nossa mente vai modificando nossa memória, e algumas lembranças não são tão precisas, algumas vezes até acrescentando coisas? Isso já aconteceu comigo, e é algo que a autora também comenta, uma das curiosidades da mente humana.

 "Devoção" foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e foi uma leitura que gostei muito, um livro que li em uma tarde mas que me acrescentou muito e me fez ficar encantada com a escrita maravilhosa da autora, me deixando empolgada para ler "Só garotos", outro livro que tenho da Patti Smith (que também é uma cantora sensacional, se ainda não ouviu nenhuma de suas músicas, está perdendo tempo!).

 "Para mim, parecia que estávamos soltas no espaço, e isso me dava medo. Mas agora percebo que também foi um milagre. Desprovidas de passado, tínhamos apenas presente e futuro. Todos nós gostaríamos de acreditar que viemos apenas de nós mesmos, que cada gesto é todo nosso. Mas então descobrimos que nosso lugar é na história e no destino de uma longa fileira de criaturas que também podem ter desejado ser livres." (página 104)

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 A edição tem um tamanho de bolso, com uma capa com itens que tem a ver com a história, páginas amareladas, boa revisão, algumas fotografias e diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 "A ideia de embarcar num avião sem um livro produz uma onde de pânico. O livro certo pode servir como uma espécie de docente, dando o tom ou até alterando o rumo de uma viagem." (página 17)

 Detalhes: 126 páginas, ISBN-13: 9788535930603, Skoob. O livro pode ser adquirido na loja da TAG.

 E essa foi minha experiência de leitura com "Devoção", uma leitura rápida mas muito marcante e inspiradora, que recomendo com certeza, especialmente para quem tem vontade de ser escrever. Me contem: já leram ou querem ler algo da autora?

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 ♥ Trazendo uma atualização do meu desafio de ler #30livrosemjaneiro, na foto vocês podem ver as minhas 6 leituras feitas até agora: "Devoção", "Rir é o melhor remédio", "Por trás das grades", "Notas sobre ela", "Crenshaw" e "Branca de carvão" (os dois últimos também fazem parte da TBR da Maratona Literária de Verão). Tenho comentado sobre cada livro no Story Instagram e no Skoob, os links estão aí embaixo. Irei postando as resenhas aqui no blog, e talvez elas fiquem um pouco diferentes do padrão das resenhas habituais, mas espero que gostem. Para rever o post sobre o desafio, clique em: TBR para a Maratona Literária de Verão 2019 e 30 livros para ler em Janeiro #MLVAllStar.

Até o próximo post!

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Resumo de 2018 (melhores e piores leituras, projetos, SoSeLit...)

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho trazer um resumo do que rolou em 2018 e falar sobre minhas metas para 2019. Apertem o play para saber como foi o último ano no canal e conferir quais  foram meus livros favoritos e quais decepcionaram ou continue lendo:



Resenha: livro "A caçadora de dragões", Kristen Ciccarelli

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com "A caçadora de dragões", escrito pela Kristen Ciccarelli e publicado em 2018 pela Editora Seguinte, o penúltimo livro que li no ano passado (já tem resenha do último, clique aqui para conferir).

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 "Fora no santuário que Asha vira a imagem do rosto de Elorma pela primeira vez. Na época, ela não se importava que o Antigo a punisse por sua desobediência. Na verdade, até queria ser punida. Asha estava com raiva naquele dia. Tinha ficado furiosa, gritado e quebrado coisas. Queria lançar seu ódio contra o coração do lugar sagrado do Antigo.
 Sua mãe tinha sido assassinada pelas histórias antigas, assim como os trovadores antes dela.
 O luto tornava Asha uma presa fácil. Deixava uma rachadura nela. No momento em que colocara os pés no coração do santuário, o Antigo encontrara aquela brecha. Ele tinha aberto e enterrado uma fome maldita e insaciável ali, que colocaria Asha contra seu pai, seu povo, seu reino.
 A partir dali, as histórias antigas passaram a viver dentro de Asha, logo abaixo da superfície. Kozu tinha encontrado a garota através delas, atraído pelas histórias antigas enterradas em seu coração. Histórias que pediam para ser libertadas. E Asha quase destruíra a cidade." (página 111)

 A história é narrada em terceira pessoa e se passa no fictício reino de Firgaard, habitado pelo povo draksors e pelos escravos chamados de skrals. Asha tem 17 anos e é a filha do rei, além de caçadora de dragões, temida e odiada por muitos, apelidada de Iskari (aquela que leva destruição e morte) por algo que fez no passado.

 Quando tinha 10 anos, Asha atraiu um dragão para a cidade ao contar antigas histórias proibidas. Nenhum dragão resistia às histórias. Kozu, o dragão que ouviu Asha, destruiu boa parte da cidade com seu fogo, causando muitas mortes e deixando marcas no rosto e no corpo da garota.

 "Quando o fogo de Kozu destruíra o lar, os entes queridos e a vida do povo de Firgaard, a cabeça da garota amaldiçoada fora pedida. Incapaz de condenar a própria filha à morte, o rei oferecera a ela uma chance de redenção. Ele prometera sua mão ao garoto que a salvara. Jarek, que havia perdido o pai e a mãe no fogo pelo qual ela era responsável.
 A união seria o último ato da redenção de Asha. O casamento seria realizado assim que os dois chegassem à idade devida, e seria a prova de que Jarek a havia perdoado. Ele, que havia perdido tanto por causa da iskari, mostraria para todos os cidadãos de Firgaard como perdoá-la." (página 35)

 Ao invés de ser punida com a morte pela destruição da cidade, como forma de redenção, Asha passou a caçar e matar os temidos dragões, e foi prometida em casamento à Jarek, o rapaz que a salvou de ser morta pelo dragão e que perdeu os pais no incêndio. Jarek foi treinado pelo rei e era comandante dos soldats, o exército do reino, mas era um jovem perigoso e cruel.

 "Jarek se aproximou ainda mais.
 - É meu dever manter você fora de perigo, iskari.
 Os olhos de Asha se encheram de um fogo que tomou conta de sua visão, deixando tudo de um vermelho flamejante.
 Era possível que ele não entendesse?
 - Eu sou o perigo! - Asha disse." (página 142)

 Asha não estava contente com aquele pretendente, e foi lhe proposto que se matasse Kozu, o mais antigo dragão (cuja morte enfraqueceria todos os demais cuspidores de fogo), ela poderia se livrar do casamento, já que a população não teria mais que temer os seres que ameaçavam o reino.

 "A verdade era que o número de dragões vinha diminuindo ao longo dos anos, e estava ficando cada vez mais difícil levar cabeças para seu pai. Por isso Asha andava contando as antigas histórias em segredo, com o intuito de atraí-los. Nenhum dragão resistia a uma história sendo contada; eram como as joias para os homens.
 Mas atrair os dragões não era o único efeito que as histórias causavam: elas também os deixavam mais fortes.
 Por isso o fogo." (página 11)

 Mas além da difícil missão de matar Kozu, Dax, o irmão mais velho de Asha, lhe pediria para que ela salvasse Torwin, o escravo de Jarek. Ela não sabia o motivo de ele ser tão importante para o irmão, mas conhecia a crueldade com que o noivo tratava seus escravos, então decidiu tentar fazer algo para ajudar. Na caçada a Kozu e na tentativa de salvar Torwin, Asha começaria a perceber que, talvez, nem tudo no que ela acreditava fosse verdade.

 "De repente se sentiu como um dragão escravizado por causa de uma história antiga, incapaz de escapar da armadilha mesmo sabendo do que se tratava.
 Precisamos sofrer grandes dores para nos fortalecer contra a maldade.
 Sempre houvera algo de errado com Asha. Algo facilmente corrompível. Seu vício de infância por histórias antigas fora o primeiro sinal. O terrível incidente com Kozu fora o segundo. E agora…
 Sua incapacidade de dizer não ao skral que, por algum motivo, era importante para seu irmão." (página 131)

 Falar sobre a história de "A caçadora de dragões" é complicado, pois há muitos detalhes no cenário que a autora criou, com sua cultura própria e bem elaborada, além das inúmeras surpresas e reviravoltas da trama, e acredito que seja melhor que vocês descubram todos os segredos de Firgaard conforme forem lendo o livro. O que posso dizer é que a história é sensacional, surpreendente e cativante, nos deixando mais curiosos a cada capítulo.

 "Asha o encarou. Seria possível que tudo o que achava que sabia era mentira? (..) Ela mal conseguia acreditar. Era tão perverso. Tão cruel." (página 256)

 Apesar de ter gostado da história desde as primeiras páginas, num primeiro momento, a questão da escravidão me incomodou demais, era chocante a violência com que os skrals eram tratados e todas as regras que tinham que cumprir (como não tocar um draksor sem autorização do "dono"), a própria prima de Asha, sua melhor e única amiga, Safire, era uma skral, imaginem não poder falar abertamente com sua melhor amiga! Mas, no decorrer dos capítulos, a gente vai entendendo o quanto essa questão é vital para a trama, e a própria Asha vai repensando a forma como via esse povo que tinha uma origem diferente da sua.

 "Aprendeu que o fim do trabalho escravo por si só não impedia que as pessoas tivessem dificuldades para sobreviver." (página 358)

 Além da escrita maravilhosa da autora, os personagens são pontos positivos, por serem bem construídos e terem certa dualidade. Dax parece um jovem frágil e inconsequente no início. Roa, uma nativa (povo que vive do outro lado do deserto e não concorda com a matança de dragões e a posse de escravos), é uma incógnita, assim como o rei. Jarek é odiável. Torwin é bem ousado. Safire foi uma das minhas personagens favoritas e ansiei por saber mais dela, uma garota forte e determinada. E temos Asha, que evolui enormemente no decorrer da história, descobrindo muito sobre si mesma, o seu passado e o do reino. Em alguns momentos, ela me irritou um pouco, por não tentar investigar mais o que estava acontecendo, mas é algo compreensível se pensarmos que viveu os últimos anos cercada por pessoas que temiam se aproximar, que era muito jovem ainda e estava numa corrida contra o tempo para matar Kozu e se livrar de Jarek.

 "Seu pai não gostava de demonstrar aquilo, porque a amava. Porque não queria magoá-la. Mas às vezes não conseguia esconder. O rei-dragão temia sua própria filha." (página 37)

 Eu confesso que temi o final, pois havia leis bem severas e perigosas que foram infringidas por Asha e outros personagens queridos, e Firgaard me parecia um vulcão prestes a entrar em erupção, é como se o reino e o povo desse um passo em direção à paz e outro em direção à guerra, tudo poderia mudar em um estante, temos ainda o fato de "A caçadora de dragões" ser o primeiro livro da série Iskari (o próximo será sobre Roa), mas felizmente a autora conseguiu finalizar bem o arco da história de Asha.

 "- Assassina!
 - Mensageira da morte!
 - Iskari!
 Os olhares faziam Asha querer voltar para sua cela e trancar a porta atrás dela. Havia salvado o povo de um monstro, e ainda assim era temida. Nunca houve qualquer esperança de se redimir. Aos olhos dos outros, sempre seria a iskari." (página 358)

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 * Vem um marcador para recortar.
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The-Last-Namsara
 Gostei mais da capa brasileira do que da original. Há símbolos no início de cada capítulo que tem a ver com a história. As páginas são amareladas, a revisão é boa e a diagramação tem letras, margens e espaçamentos de bom tamanho.

 "- Greta costumava dizer que cada um de nós nasce com uma música enterrada no fundo do coração - ele disse, sem parar de tocar. - Uma música que é toda nossa. Nossa missão na vida é descobrir qual é." (pá 377)

 "A caçadora de dragões" é um daqueles livros em que, por mais que se fale, ainda há sempre algo para se comentar, e eu não quero falar muito para não dar spoilers e por acreditar que a leitura possa ser melhor se formos tão surpreendidos com as revelações quanto a protagonista. É uma história bem construída, marcante e forte, tão poderosa quanto as antigas histórias de Firgaard. Aliás, o livro nos faz refletir sobre o poder de uma história, de uma mentira bem contada. É uma leitura que recomendo muito, tanto para quem gosta de boas fantasias, quanto para quem não é tão fã, pois a narrativa nos cativa logo de cara. Há um pouquinho de romance, muita ação, tensão e personagens femininas fortes, guerreiras, heroínas que salvam a si mesmas e aos outros, sem se tornarem "irrealistas" ao não sentirem dor ou terem dúvidas. Com toda certeza vale a pena ler "A caçadora de dragões"!

 "A fogueira apagou, mergulhando Asha na escuridão.
 Ela ficou parada por um longo tempo, perdida na tempestade rodopiante de seus pensamentos.
 Namsara.
 A rara flor do deserto que podia curar qualquer doença." (página 376)

 Detalhes: 398 páginas, Skoob, ISBN-13: 9788555340529, tradução: Eric Novello, leia um trechoclique para comprar na Amazon:


 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post, mesmo que eu sinta que talvez não tenha conseguido passar o quanto o livro é fantástico. Me contem: já leram ou querem ler "A caçadora de dragões"?

Até o próximo post!

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RESENHA: É Assim que Acaba, de Colleen Hoover


Olá Leitores (as), como estão? Hoje trago a vocês a resenha de mais um livro de uma das minhas autoras preferidas. Estou me referindo a obra É Assim que Acaba, de ninguém menos que Colleen Hoover. Essa obra trata de um assunto muito sério, no qual venho debatendo constantemente, tanto na faculdade, quanto na sociedade, e por isso acredito que seja uma leitura que todos deveriam realizar. Desse modo os convido a conferir minha opinião completa sobre esta obra.


Título: É Assim que Acaba
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2018
Páginas: 368
Gênero: Jovem Adulto / Literatura Estrangeira / Romance / Ficção

SINOPSE
Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais. (Skoob)

Como vocês já sabem a Colleen Hoover é uma das minhas autoras preferidas, e tenho um grande apreço por suas obras, especialmente pelo fato de sempre abordar um tema diferente e importante, que deve ser debatido. E esta foi uma das suas obras que mais li elogios, acredito que um dos motivos seja por abordar a questão da violência doméstica, um dos maiores motivos de ocorrência de feminicídio no Brasil, no qual vem sendo discutido, apontado constantemente. Aliás esta história vem nos fazer refletir e repensar tanto o lado da vítima quanto do agressor. Agora vamos conferir minha opinião sobre esta leitura.
—Sinto que todo mundo finge ser quem é que, no fundo, somos todos igualmente ferrados. Alguns apenas escondem isso melhor que os outros.” (Pag.21)



Este livro narra a história da personagem Lily, que após ter mudado da cidadezinha onde passou praticamente toda a sua vida ao lado de seus pais, agora tenta levar uma vida diferente e conquistar os seus sonhos de adolescência. Sua infância e adolescência não foi nada fácil, seus pais possuíam um relacionamento conturbado e ter de conviver com tudo que acontecia sem ao menos poder fazer algo para interromper os momentos de violência que sua mãe passava ao lado de seu pai lhe corroía o coração.  A deixando magoada e triste, pois se via de pés e mãos atadas. Entretanto agora que havia se mudado imaginava que dali para frente iria viver uma vida diferente, e deixaria o seu passado perturbador para atrás. Mas, infelizmente nem sempre as coisas saem como esperamos. Pois ela conhece Ryle, o neurocirurgião mais lindo, autoconfiante, e romântico que poderia se deparar. E apesar de ambos não quererem um relacionamento sério no momento, com o passar do tempo Ryle percebe que não quer viver sem Lily e logo se veem presos um ao outro. Até que esse relacionamento que tinha tudo para ser um mar de rosas começa a se revelar o próprio pesadelo de Lily. Será que ela está repetindo os mesmos erros que sua mãe cometeu no passado? Ou como ela sairá dessa situação, sem acabar com a sua vida, e a de Ryle? E ainda tem o seu amor do passado que vem para mexer com seus sentimentos, e com as feridas do passado e presente. E você leitor o que faria se estivesse no lugar de Lily?

“—Sucesso profissional? Ou status social? —As duas coisas. Qualquer pessoa pode ter filhos. Qualquer pessoa pode casar. Mas nem todo mundo pode ser um neurocirurgião. Tenho muito orgulho disso. E não quero ser só ótimo neurocirurgião. Quero ser o melhor em minha área.” (Pag.27)


Uma coisa que aprendi e que quando nos relacionamos com alguém amorosamente nunca as conhecemos de verdade, até porque no começo e sempre umas mil maravilhas. Tem a parte da conquista, dos presentes, do carinho e do amor ao ponto de acontecer uma situação que tinha tudo para ser normal e quando você percebe as coisas já saíram do seu controle. Ao ponto de você se perguntar como deixou chegar tão longe? É isso que essa história vem trazer, quem diria que Lily namoraria um “neurocirurgião”, amoroso, carinhoso, mas que infelizmente não consegue controlar seus acessos de raiva ao ponto de machucar quem está ao seu lado. Outro ponto muito importante e que ela já havia passado por uma situação parecida e mesmo assim seguiu o mesmo caminho. Porém o que leva uma pessoa a ficar com alguém que a violenta? Já que  esta é a maior das perguntas das pessoas, e não o fato de o porquê de alguém ser tão violento.


“Fecho os olhos. Lá vai ela de novo. Encobrindo o que não quer ver. Assumindo uma culpa que não é sua. (...)” (Pag.33)



A história vai além disso, pois durante a leitura vamos conhecendo um pouco mais da adolescência de Lily e de seu primeiro amor do passado, e seu relacionamento familiar que não era nada fácil e influenciou todo o seu futuro. Além de haver revelações surpreendente durante toda a trama, nos fazendo refletir os dois lados da situação agressor, e vítima. E principalmente os pensamentos que as pessoas vítimas costumam ter para continuar em um relacionamento abusivo. Enfim, apesar de terem muitos pontos reais, tudo ficou muito bonito, simplesmente achei o desfecho meio que irreal. Já que sabemos que infelizmente as coisas nem sempre terminam assim. Mas nada disso deixou a desejar em relação a mensagem que a autora queria passar. O livro é narrado em primeira pessoa, pela perspectiva de Lily, entretanto é intercalando entre seu passado (adolescência) e atualidade enquanto adulta, o que nos proporciona uma maior compreensão de suas atitudes. A escrita da autora é fluida, e muito reflexiva prendendo o leitor durante toda a leitura. Está e uma trama que vai te tirar da sua zona de conforto. Portanto se trata de uma história surpreendente, triste, com muito romance, abordando temas atuais. Mais uma vez a Colleen conseguiu me fascinar e me arrancará lágrimas.

“—Sabe o que eu mais gosto em você?—Essa resposta eu já sei — digo sorrindo — Minha boca.Ele inclina a cabeça e a encosta no sofá.—Ah é. Isso em primeiro lugar. Mas sabe qual é a minha segunda coisa preferida?Balanço a cabeça. —Você não me pressionou para que eu fosse algo que não sou capaz de ser. Me aceitou exatamente como sou.” (Pag.174)


Se você gosta de história que trata de assuntos reais, polêmicos, e que vai te fazer refletir sobre as pessoas que passam por essa situação, e que te arrancar algumas lágrimas, super recomendo essa leitura. Essa história com certeza irá te marcar e te fazer sentir empatia pelas mulheres que passam ou que já viveram em um relacionamento abusivo e que às vezes não tem ajuda, ou não conseguem sozinhas sair dessa situação sofredora. A Colleen Hoover mais uma vez me surpreendeu com esse romance incrivelmente maravilhoso. Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por esta leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.


Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post

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Resenha: livro "Uma coisa absolutamente fantástica", Hank Green

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com "Uma coisa absolutamente fantástica", escrito pelo Hank Green e publicado em 2018 pela Editora Seguinte, um dos últimos livros que li no ano passado. Preparem-se para conferir muitas citações!


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 A narradora é April May, uma designer de 23 anos que vivia em Nova York. Certa noite, quando voltava do trabalho, se deparou com uma escultura enorme na calçada, parecia um robô gigante. April amava artes e sentiu que precisava dar valor àquela obra e ao artista que a tinha construído, então ligou para Andy, um amigo que era super ligado em internet, para fazerem um vídeo sobre a escultura, que ela apelidou de Carl.

  "(...) em Nova York, as pessoas passam dez anos fazendo algo incrível acontecer, algo que captura a essência de uma ideia tão perfeitamente que de repente o mundo fica dez vezes mais claro. É lindo e potente, fruto da dedicação de grande parte da vida de alguém. O noticiário local faz uma reportagem e todo mundo fica tipo 'Que legal!', mas no dia seguinte já esqueceu por causa de outra coisa absolutamente perfeita e fantástica. Isso não quer dizer que a primeira coisa não fosse maravilhosa ou única… É só que tem muita gente fazendo muitas coisas impressionantes, então você acaba ficando meio cansado.
 Foi assim que me senti quando vi o Transformer de três metros de altura usando uma armadura de samurai, seu peitoral enorme erguido a um metro ou um metro e meio da minha cabeça. (...) Parei por talvez cinco segundos antes de estremecer, tanto por causa do frio quanto do olhar daquela coisa, e seguir em frente.
 Então me senti a maior cretina do mundo.
 Quer dizer, sou uma artista dando duro em um trabalho incrivelmente desinteressante para pagar o aluguel caro demais desta cidade e assim poder ficar imersa em uma das culturas mais criativas e influentes do mundo. Aqui, no meio da calçada, tem uma obra de arte que é um empreendimento gigantesco, uma instalação em que o artista trabalhou talvez por anos para que as pessoas parassem, olhassem e refletissem. E aqui estou eu, endurecida pela vida na cidade grande e mentalmente incapacitada por horas de trabalho braçal, sem dar uma segunda olhada em algo tão magnífico." (páginas 10 e 11)

 Eis que, no dia seguinte, o vídeo tinha viralizado, tendo milhões de acessos, pelo fato de mais de sessenta outras esculturas iguais a que April encontrou terem aparecido misteriosamente ao redor do mundo. O vídeo dela e de Andy era o primeiro sobre o assunto, e estava sendo usado sem autorização pelas redes de TV, além de estar rendendo dinheiro com a monetização no YouTube (atualmente, canais com mais de 1000 inscritos e 4 mil horas de vídeo assistidas nos últimos 12 meses podem ganhar com propagandas); e o pai de Andy, um advogado, passou a atuar para garantir os direitos do filho em relação aos canais de televisão e na repartição dos lucros do vídeo.

 "A questão de ficar famosa é que, com frequência, as únicas pessoas em posição de ser honestas com você sobre a realidade da vida de celebridade são as pessoas que vão ganhar montanhas de dinheiro se você for com tudo. Elas não têm nenhum incentivo para contar a verdade nua e crua, como o sr. Skampt tentou fazer naquele momento.
 - (...) A fama destrói as pessoas, e a maioria lida com ela num grau muito menor. Você fala de si mesma como se fosse uma ferramenta, mas é uma pessoa. Que ainda está se desenvolvendo. Isso afetaria sua vida para sempre." (página 84)

 "Enquanto era incapaz de dormir naquela cama gloriosa, descobri o verdadeiro motivo pelo qual estava surtando. Não porque talvez não estivéssemos sozinhos no universo, ou porque minha vida estava mudando para sempre e eu ia precisar criar outro e-mail. Mas porque eu precisava tomar uma decisão. É o tipo de escolha que só se pode fazer uma vez e da qual não há retorno, ainda que mude completamente sua vida. E, mesmo que o caminho esteja claro, ainda é profundamente perturbador." (página 70)

 E esses foram os primeiros passos de April e Andy em direção à fama, com entrevistas em programas de TV e muitos seguidores nas redes sociais, tudo em torno da origem dos Carls. Logo ficou claro que seria difícil tantas estátuas gigantes serem obra de um único artista, e a possibilidade de uma orgiem extraterrestre começou a ser cogitada, causando dúvidas a respeito de ser uma perigosa invasão ou uma visita pacífica, espalhando medo na população. Mais sobre essa parte da história é melhor que vocês descubram lendo, o fato é que a vida de April, depois da fama, nunca mais seria a mesma, afetando seu relacionamento com Maya, com os pais, os amigos, e consigo mesma.

 "A única outra ideia que tinha era de que se tratava de alguma coisa militar ultrassecreta, mas o quê? O que um governo teria a ganhar colocando robôs em uma série de lugares ao mesmo tempo e depois deixando um estranho rastro na Wikipédia que levava a três elementos químicos?" (página 70)

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 Todas as resenhas que li desse livro não haviam me preparado para o quanto ele seria absolutamente fantástico! Eu realmente não fazia ideia de para onde a história iria enquanto lia, se teríamos mesmo alienígenas ou não, me vi em dúvida sobre como o autor finalizaria a trama, e felizmente ele conseguiu construir uma história que ficava mais interessante a cada capítulo rumo a um final que, para mim, foi satisfatório depois de toda a jornada da April.

 É impressionante como o autor traz uma vasta gama de referências culturais e históricas (desde o assassinato de Francisco Ferdinando que foi o estopim para a 1° Guerra Mundial, passando pelas pinturas de Hundertwasser - vale a pena jogar o nome no Google para apreciar -, até Carly Rae Jepsen e Queen - passei horas ouvindo as músicas da banda por causa do livro).

 "É claro que eu não tinha noção disso na época, mas, discutindo com ele, eu estava dando mais espaço a Petrawicki e seus lunáticos. Suas ideias passaram a atingir um público maior, e eu (e é claro que todos os canais de jornalismo existentes) só reforçava a ideia de que havia apenas dois lados. Foi um erro enorme, mas ótimo em termos de popularidade." (página 162)

 "Um e-mail era claramente mais assustador que os outros e-mails assustadores. É incrível quão desconcertante uma única pessoa manipuladora e vil pode ser, mesmo se você nunca a viu e nunca vai ver (tomara). O poder que cada um de nós tem de fazer com que completos desconhecidos se sintam mal, assustados e fracos é impressionante." (página 29)

 Outra coisa impressionante é o quanto essa ficção científica young adult tem de realidade. O autor retrata muito bem a sociedade atual, onde as redes sociais (e a mídia) podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal, para construir celebridades ou destruí-las, para passar informações e para espalhar mentiras e o medo, manipulando e propagando ódio. Acredito que seja uma leitura bastante enriquecedora também para quem, assim como eu, tem um espaço na internet, seja num blog, num canal ou em outra rede social, para nos permitir entender melhor a interação com o público.

 A April pode não ser uma personagem que cative a todos logo de cara, mas a gente sabe que, na vida real, ninguém é perfeito. Ela faz escolhas erradas em alguns momentos, mas eu não sei como agiria no lugar dela. A personagem é bissexual, e eu acho importante termos essa representatividade e diversidade na obra, que também traz personagens negros.

 "(...) nem sei como seria não me sentir atraída por uma pessoa por causa do gênero dela."  (página 87)

 "Mas eu não queria amor; queria destruir os Defensores. Quando olho para o período antes do breve 'debate' com Peter (se é que se pode chamar assim), vejo a trajetória que, graças a Deus, o universo não permitiu que eu seguisse. Mas posso imaginar uma realidade em que o resto desse livro não aconteceu e eu passei o resto da vida (ou pelo menos os anos seguintes) como uma comentarista amarga e raivosa argumentando profissionalmente com argumentadores profissionais.
 Não que eu também não estivesse me divertindo. Reduzir os argumentos dos Defensores a farrapos e depois ler todos os comentários concordando apaixonadamente comigo e dando tapinhas eletrônicos nas minhas costas cibernéticas era empolgante. E muito mais difícil definir a si mesmo e trabalhar em prol do melhor futuro possível do que derrubar as ideias dos outros. Então defini eu mesma e minha visão de Carl em oposição aos Defensores. Meu caminho era contrário ao deles e o deles era contrário ao meu. Tudo podia ser reduzido àquele embate. E, espreitando logo abaixo, havia o ódio.
 É tão mais fácil se empolgar com o ódio a algo do que decidir gostar de algo. A bolha ideológica era tão intensa que nem notei que estava no centro. Era tão fácil fazer com que as pessoas me seguissem E, no fim, era o que eu queria. Logo me tornei tão ruim quanto Peter Petrawicki.
 Eu não deveria ter ficado tão surpresa quando as coisas aumentaram de proporção. Quer dizer, eu sabia que as pessoas me odiavam. Era algo real. Ser reconhecida por fãs é muito diferente de ir comprar algo na loja da esquina e não saber se o caixa é um Defensor que pensa que você é uma traidora suja. Achei que minhas únicas alternativas eram lutar ou correr, então lutei. O medo é um combustível ainda melhor que a raiva. E ainda mais destrutivo." (página 219)

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 A edição tem uma capa semelhante à original, com a representação dos Carls, boa revisão, páginas amareladas, diagramação com bom tamanho de letras, margens e espaçamento entre as linhas, além de fontes diferentes para representar mensagens eletrônicas.

 Enfim, "Uma coisa absolutamente fantástica" é um livro que eu gostei muito e que recomendo, com altas doses de realidade, ficção e humor. Hank Green se saiu muito bem em seu livro de estreia!

 "Às vezes, coisas estranhas acontecem e mudam o curso da história... e aparentemente acontecem comigo." (página 241)

 "Quando você fica preso em pequenas batalhas, acaba ficando pequeno também. Pular de um noticiário da TV a cabo a outro para discutir controvérsia após controvérsia tinha me apequenado. Eu só pensava na luta, e não em por que estava lutando." (página 185)

 Detalhes: 344 páginas, tradução: Lígia Azevedo, ISBN-13: 9788555340758, Skoob, leia o primeiro capítulo. Curiosidade: Hank é irmão do escritor John Green. Clique para comprar na Amazon (que agora gera boleto como opção de pagamento):


 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: acreditam que há vida inteligente fora do nosso planeta? Já leram ou querem ler esse livro?

Até o próximo post!

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TBR para a Maratona Literária de Verão 2019 e 30 livros para ler em Janeiro #MLVAllStar

 Olá pessoal, tudo bem? Animados para 2019? No primeiro post do ano, venho mostrar para vocês a minha TBR (lista de livros para ler) da Maratona Literária de Verão 2019, a #MLVAllStar, e também vou falar sobre um outro desafio pessoal que consiste em ler 30 livros em janeiro! Apertem o play para conferir no vídeo ou continuem lendo:



 A maratona é organizada pelo Victor do canal Geek Freak, e vai acontecer do dia 5 ao dia 19 de janeiro. A ideia é ler mais do que lemos normalmente, além de interagir com outros leitores. Todas as informações sobre a maratona e o FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO podem sem encontrados no link: https://youtu.be/F5kFBqN4gEg.

 Tem desafios opcionais para ajudar a montar nossa lista de leituras. E temos 3 níveis de dificuldade: o Principiante, onde a proposta é ler 2 livros de gêneros diferentes durante a maratona; o Intermediário com 4 livros de gêneros diferentes e o Hardcore com 6 livros de gêneros diferentes. Há também uma roleta para sortear quais gêneros a gente vai ler.

 Eu decidi participar do Intermediário, e no sorteio da roleta, fiquei com os temas: YA/Jovem Adulto, Thriller/Suspense/Terror, Contos e Livros Nacionais.

 Agora vamos ao meu desafio pessoal! Estou com muitos livros não lidos na estante e vários deles são pequenos, daqueles que olho e penso que em questão de horas poderia finalizar a leitura. Como sinto que necessitava de um estímulo para diminuir essa pilha de encalhados, resolvi aproveitar a animação do ano-novo e escolhi 30 dos livros mais finos da estante pra ler em janeiro.

 Pode parecer muito, mas fazendo aquele cálculo que já comentei com vocês, de somar o número total de páginas e dividir pelo número de dias do mês, até que é uma meta possível. Como disse num vídeo anterior, não gosto muito de ler um livro em um dia, prefiro passar mais tempo com cada história, então talvez eu vá, por exemplo, ler um pouco de um livro e depois ler um pouco de outro em cada dia.

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 Então, abaixo vocês vão conferir os 4 livros que escolhi para os temas da #MLVAllStar e os livros que pretendo ler além das duas semanas da maratona (alguns títulos se encaixam em mais de um gênero).

 Em YA/Jovem Adulto, escolhi "Crenshaw: A Fome Da Imaginação" da K. A. Applegate, Plataforma21.

 Além dele, quero ler "A porta inquietante" do Sérgio S. Santos, "O azarão" do Markus Zusak, Bertrand Brasil e "Essa luz tão brilhante" da Estelle Laure, Arqueiro.

 Em Thriller/Suspense/Terror, escolhi "Horror na Colina de Darrington" do Marcus Barcelos, Faro.

 Também quero ler "Um corpo no no estúdio" do Warren B. Murphy, Editora Francisco Alves, "Nihil" da Carolina Mancini, Editora Estronho e "Primavera Eterna", Quatro estações - vol.3, do Stephen King, Editora Francisco Alves.

 Em Contos, escolhi "O vilarejo" do Raphael Montes, Suma de Letras.

 E também várias antologias da Editora Illuminare, organizadas pela Rô Mierling: "Pequenos Escritos, Sinistras Histórias", "Os desconhecidos", "Por trás das grades", "Rir é o melhor remédio", "Pets e companhia", "Contos e Reencontros". "Um cheiro de amor" da Maria Christina Lins do Rego Veras, José Olympio e "Pó de Parede" da Carol Bensimon, Não Editora, completam a lista de contos que quero ler em janeiro.

 Nos Livros Nacionais, meu escolhido para a maratona é "Branca de Carvão" da Katherine Salles,  Editora Portal.

 Também quero ler "Notas sobre ela" do Zack Magiezi, Bertrand, "Iracema" do José de Alencar, Ciranda Cultural, "Os Guardiões - As Crônicas dos Leais" do Gabriel Mariano, Coerência, "O velho vestido de noiva" da Ana Ferrarezzi, Novo Século, "Clér" do Pablo Madeira, "Meio-fio" do Antonio Sanz e da Jéssica Sanz, "Uma princesinha no País das Maravilhas" do Flavio P. Oliveira, Delirium, e "Perfumes de Paris" da Sayonara Salvioli, Primavera Editorial.

 E quatro livros não se encaixam nesses temas, que são "Devoção" da Patti Smith, TAG - Experiências Literárias e Companhia da Letras (que inclusive eu já li ontem e tem post no Story no Instagram), "O leitor do trem das 6h27" do Jean-Paul Didierlaurent, Intrínseca, "A invenção de Morel" do Adolfo Bioy Casares, Folha de São Paulo e "O curioso caso de Benjamin Button" do F. Scott Fitzgerald, Folha de São Paulo.

 Vou tentar postar diariamente sobre o andamento das minhas leituras no Story no Instagram, então me sigam por lá: www.instagram.com/marijleite. Pretendo sortear alguns dos livros lidos, já aproveitem para me contar nos comentários por quais vocês se interessam mais. No final da maratona ou no final do mês, faço um novo post contando se consegui ou não ler todos os livros que quero. Se alguém aí também tiver muitos livros finos (ou não) na estante e quiser entrar nessa comigo, use a hashtag #30livrosemjaneiro para podermos interagir.

 E por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram ou querem ler algum desses livros? Que 2019 seja um bom ano para nós!

Até o próximo post!

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