domingo, 30 de julho de 2017

Resenha: conto "Os assassinatos na Rua Morgue" e poema "Um sonho dentro de um sonho", Edgar Allan Poe #12mesesdepoe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho trazer meus comentários sobre o conto "Os assassinatos na Rua Morgue" e o poema "Um sonho dentro de um sonho", ambos de autoria do escritor Edgar Allan Poe, lidos para o desafio literário #12mesesdepoe.

conto-os-assassinatos-na-rua-morgue, edgar-allan-poe


 "Os assassinatos na Rua Morgue" é um conto relativamente longo, na edição do livro "Edgar Allan Poe: medo clássico" da Editora Darkside, ele tem cerca de 40 páginas. O narrador sem nome (a menos que ele tenha me passado despercebido) começa a falar sobre as "faculdades mentais referidas como analíticas", passa por jogos como o xadrez, para finalmente chegar ao caso que abordará no conto: um cruel assassinato de mãe e filha numa casa da Rua Morgue, em Paris.

 O narrador morava com seu excêntrico amigo Dupin na cidade, quando viram no noticiário que uma senhora e sua filha haviam sido encontradas mortas, muito feridas, e que os vizinhos tinham ouvido barulhos e gritos muito estranhos vindo da casa delas antes do crimes. Eis que Dupin decidiria desvendar a morte das duas, indo para um caminho muito diferente do seguido pela polícia local.

 "Vamos nos transportar em imaginação para aquele cômodo. O que devemos buscar primeiro? Os meios de saída usados pelos assassinos. Cabe ressaltar que nenhum de nós dois acredita em acontecimentos sobrenaturais. Madame e mademoiselle L'Espanaye não foram dilaceradas por espíritos. Os responsáveis pelos crimes eram de carne e osso e não escaparam de uma maneira mágica. Então, como?" (página 139)

 É um conto grande, e na parte da introdução sobre as faculdades mentais e os jogos em que elas são exigidas eu não estava muito presa à leitura, demorou um pouco para chegar realmente ao caso que seria contado. As mulheres foram mortas com requintes de crueldade, e por mais que Dupin fosse falando sobre as peças que compunham o quebra-cabeças do crime, eu até tentava, mas não conseguia juntar todas elas para entender a motivação do criminoso. Aí veio o desfecho, inesperado, mas interessante. Considero uma boa leitura para quem curte histórias do gênero policial.

 Agora, sobre o poema "Um sonho dentro de um sonho" ("A Dream Within A Dream"), ele é curto, com apenas duas estrofes, e eu gostei dele. Não sei muito o que dizer, então, vou deixá-lo abaixo para que vocês possam ler:

A DREAM WITHIN A DREAM
Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow—
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.

I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand—
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep—while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?

UM SONHO DENTRO DE UM SONHO
Este beijo em tua fronte deponho!
Vou partir. E bem pode, quem parte,
francamente aqui vir confessar-te
que bastante razão tinhas, quando
comparaste meus dias a um sonho.
Se a esperança se vai, esvoaçando,
que me importa se é noite ou se é dia...
ente real ou visão fugidia?
De maneira qualquer fugiria.
O que vejo, o que sou e suponho
não é mais do que um sonho num sonho.

Fico em meio ao clamor, que se alteia
de uma praia, que a vaga tortura.
Minha mão grãos de areia segura
com bem força, que é de ouro essa areia.
São tão poucos! Mas, fogem-me, pelos
dedos, para a profunda água escura.
Os meus olhos se inundam de pranto.
Oh! meu Deus! E não posso retê-los,
se os aperto na mão, tanto e tanto?
Ah! meu Deus! E não posso salvar
um ao menos da fúria do mar?
O que vejo, o que sou e suponho
será apenas um sonho num sonho?

 Lá no canal, já postei um vídeo mostrado como é a edição do livro com contos do Poe lançado pela Darkside, mas vou deixar abaixo para vocês conferirem. Lembrando que é possível ler esse conto gratuitamente lá no arquivo do desafio 12 meses de Poe.



 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: o que acharam do conto e do poema? Para conferir mais posts e resenhas sobre o desafio, clique em #12mesesdepoe.

 Gostaria de encerrar o post convidando vocês para participarem dos inúmeros sorteios que estão acontecendo no blog, tem resenha premiada no canal, sorteio de marcadores no Instagram, Top Comentarista de julho (que está quase acabando) e muitos outros sorteios onde vocês podem concorrer a dezenas de livros bacanas, para conferir todos os sorteios ativos, é só clicar aqui.

Até o próximo post!

Me acompanhe nas redes sociais:

8 comentários:

  1. Oi, Maria!!
    Que livro mais lindo esse da Darkside!! Amei o conto e sendo de Edgar Allan Poe fiquei mais interessada ainda!
    Bjoss

    ResponderExcluir
  2. Oi Mari! Adoro os contos do Edgar. Já fiz até uma peça com um dos contos dele. É ruim quando a trama não prende você.
    O poema é legal. Fala sobre sonhos.
    Abc

    ResponderExcluir
  3. Infelizmente acho que a leitura desse conto não seria muito produtiva pra minha pessoa. Vejo falarem bem da escrita do Edgar, mas como não faz muito meu estilo literário, sempre acabo passando longe.
    Mas acredito que seja uma boa pedida pra quem curte e é fã do autor!

    E já estou participando dos sorteios que estão rolando por aqui :)

    Beijos
    Caroline Garcia

    ResponderExcluir
  4. Olá !!
    Falou que é da Editora Darkside eu já tremo rs.
    Os detalhes do livro estão perfeitos como todos os livros da Editora *-*

    Não sou acostumada a ler contos e realmente esse não é meu tipo preferido ..

    Bjo

    ResponderExcluir
  5. Mari!
    O conto é um dos mais conhecidos do autor e como gosto demais dele, gostei da análise que fez, bem como do moema que apesar de um tanto mórbido é rico em inteligência.
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  6. Olá!
    Nunca li nada do autor mas tenho muita curiosidade.
    É um dos autores que preciso conhecer em breve.
    Seu post me deu ainda mais curiosidade!
    Quero muito essa edição da Darside <3
    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Oii Maria ;)
    Nunca li nada do Edgar Allan Poe, mas essa edição capa dura é linda demais *-*
    Já ouvi falar muito bem dele, e com sua indicação fiquei com vontade de ler!
    Sempre acho estranho livros em que o narrador não tem nome, mas como o autor é elogiado e o livro curtinho, com certeza irei ler ;)
    Bjos

    ResponderExcluir
  8. Olá, a Darkside nunca decepciona, né? O livro é basicamente uma obra de arte. Os contos contidos parecem ser diversificados e só enfatizam o talento do autor. Beijos.

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar :)!!! Sua opinião é muito importante para mim.
Leio todos os comentários, mesmo que nos posts mais antigos. Responderei seu comentário aqui nesse mesmo post. Tem um blog? Deixe seu link que visitarei sempre que possível.
*comentários ofensivos serão apagados