Entrevista com Hugo Dalmon, autor de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" (E SORTEIO)

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago para vocês uma entrevista com o escritor Hugo Dalmon, autor de "Babilônia Encantada", "Quero me lembrar de você, Amy Winehouse", "A Abnegada" e de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", seu livro mais recente e que já foi resenhado no blog (assim como os anteriores). Leia até o final, tem presente para os leitores do blog.
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 Para quem ainda não conhece "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata", no livro, o Oz trabalha na floricultura da família, a Abelha Rainha. Certo dia, ele recebe uma mensagem de uma tal de Glória que diz que ele precisa ir encontrá-la no passado, usando um pingente enterrado no jardim para viajar no tempo. Ele resolve tentar, mas a gatinha dele, a Amélia, acaba tocando nele no momento da viagem no tempo e também vai para o passado. Só que é apenas a consciência do Oz e da Amélia que viaja, e quando eles voltam no tempo, Amélia foi para o corpo de uma garota, e Oz foi para o corpo da avó dessa garota, a Florinda! E esse é só o começo das loucuras que acontecerão enquanto uma gata experimenta corpos humanos com seu dono, em busca de Glória!

 Para saber mais, é só conferir a resenha clicando aqui, mas vamos logo à entrevista. O que está em azul são as respostas do Hugo Dalmon, e o que está em vermelho são alguns comentários que eu tive que fazer sobre as respostas dele! Confiram:

escritor, Hugo-Dalmon
Fonte: Fan page
1 Primeiramente, apresente-se para os leitores que ainda não te conhecem, fale um pouco sobre quem é o Hugo.

Gosta de cultura nerd. É viciado em café. Lê muito e vê série demais. Gateiro. Formado em letras. Fã de cultura pop juvenil. Professor de língua portuguesa. Um cara de vida normal, com vícios e virtudes: com limitações e preconceitos a serem vencidos.


2 Como surgiu a ideia para escrever "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata"?

Surgiu em 2013, antes ainda d'eu pensar em Quero me lembrar de você, Amy Winehouse. 
Tive um avô que sofreu de Alzheimer. E então, um dia, comecei a pensar sobre a consciência e a relatividade do ser. 
Conclui que poderia fazer uma viagem no tempo em que uma senhora seria a hospedeira de uma consciência a frente do seu tempo, o que traria a sua família a impressão de demência senil. 
Ou seja, criei a Florinda em 2013. Depois, fui evoluindo e esboçando a história. Percebi com os 3-4 anos de criação que poderia trabalhar muita coisa ao poder manipular as consciências através do tempo, tal como a percepção de outro ser ( uma gata, no caso) sobre os aspectos humanos.


3 Como foi a escolha dos nomes dos personagens (isso é algo que sempre me deixa curiosa)?

Nesse livro, escolhi os nomes com base no arquétipo da abelha: Amélia, porque faz referência ao Mel.
A consciência de Amélia passando de pessoa por pessoa, no passado e no futuro, expandia. Assim como a Mel da abelha que é construído de flor em flor.
Oz foi um nome escolhido em referência ao O Mágico de Oz, história que amo e sou fã. Oz é um personagem confuso e perdido. E, em O Mágico de Oz, é no mundo de Oz que Dorothy se encontra confusa e perdida e busca o seu equilíbrio.
Glória é a personagem que se torna o objetivo de Amélia e seu humano Oz. Assim, a busca deles é pela glória, ou seja, pelo ápice, a plenitude...
As outras personagens: Florinda, Jasmim, Petúnia, Magnólia, Lupino, Nardo, Lírio, Begônia, Centaurea etc. TODAS tem nomes de flores, pois é de novo a referência às abelhas de flor em flor, nesse caso, elas são as flores em que a abelha (Amélia) busca para seu mel.
4 Por que colocar uma gata para narrar a história?

Eu queria muito que uma das consciências não fosse humana, para que eu pudesse criticar ou refletir certos comportamentos humanos. Então, na época, por acaso, encontrei numa livraria um livro infanto-juvenil da escritora Índigo, em que um pinguim era o narrador. Percebi que a coisa não humana que eu buscava não precisava ser um alienígena (como eu a concebia inicialmente), poderia ser um animal. E qual animal que eu mais amo? Brincadeira! Não é só porque sou apaixonado por gatos. Escolhi por ser um animal curioso, explorador e destemido. E por ter uma forte presença na vida humana.
Gente, é muito interessante ver a Amelia descobrindo os "poderes" humanos!


5 Quanto tempo você levou para escrever o livro?

A criação, como eu disse, uns 3-4 anos. Mas pra escrever de fato, juntando tudo, cerca de um ano e meio ou mais. Porém, sempre com intervalos grandes de meses ou um ano, quando parei pra escrever Quero me lembrar de você Amy Winehouse. 
Foi muita coisa excluída, reformulada etc. Engrenei mesmo na história da metade do ano passado pra cá.


6 O Oz e a Amélia sempre estão assistindo ao canal de televisão TV Orbe, como você escolheu esse nome para o canal?

Amo Maurício de Sousa, sou fã mesmo. Coleciono a Turma da Mônica Jovem. Tenho vários objetos e camisa do universo Maurício de Sousa. E é muito comum ele usar em suas histórias uma substituição em paródia das coisas que circulam a cultura pop.
Eu precisava do nome de uma TV, porque essa TV acaba sendo importante na história. Então, influenciado pelo universo do Maurício, eu parodiei: Orbe é um dos sinônimos para Globo.
Sabia que conhecia o nome desse canal de algum lugar!


7 Por que uma abelha para representar partes tão importantes da trama (o nome da floricultura do Oz, o pingente das viagens no tempo)? A epígrafe do Victor-Marie Hugo foi escolhida antes ou depois de concluir a história?

No esclarecimento dos nomes expliquei basicamente o porquê. 
Em suma: é porque o arquétipo da abelha é a ordem, a evolução e o equilíbrio. Como já mencionado: de flor em flor a abelha forma um mesmo mel. Daí, as escolhas lexicais dentro do universo das abelhas: jardins, flores, colmeias etc.
A epígrafe veio por ultimo. Muitos escritores mencionam essa importância das abelhas. Depois de tudo pronto, na verdade, fiquei em dúvida de qual escritor escolheria para a epígrafe. Acabei optando por uma frase que fosse mais objetiva e clara possível a esse respeito.


8 Você tem uma rotina para escrever? Uma mania ou um ritual na hora de se concentrar para escrever seus livros?

No dia que vou escrever só posso escrever. Ando pela casa enquanto as ideias surgem, passo café quando elas precisam ser amadurecidas... mas ritual em si, não tenho, não...


9 Você acha que "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" tem alguma coisa em comum com seu primeiro e segundo livros, respectivamente, "Babilônia Encantada" e "Quero me lembrar de você, Amy Winehouse"?

Acho que o humor é algo que sempre mantenho. E por consequência minhas histórias são sempre muito absurdas, sempre acontecem coisas inesperadas e que não aconteceriam na realidade. A “Babilônia Encantada” e “Fábula de viagem no tempo” se enquadram claramente nas características do realismo mágico. Mas mesmo “Quero me lembrar de você, Amy Winehouse”, que supostamente é mais realista, por se passar na minha cidade e ter como trama principal uma história de amor, acredito que aconteça coisas inesperadas e absurdas, também. 
Acho que é isso, o humor e os acontecimentos absurdos.
Eu acho que para colocar essas coisas absurdas em livros, o autor tem que fazer isso muito bem feito, ou perde a graça para mim, e o Hugo consegue colocar o inesperado e o irreal muito bem nas suas histórias.
10 Além de escritor, você também é um leitor? Quais são seus livros ou escritores favoritos?

Livro de cabeceira: “A mulher que escreveu a Bíblia”, do Moacyr Scliar. Gosto muito do “Manual da paixão solitária”, do mesmo autor. Ou seja, meu autor preferido é ele e tenho bastante influencia dele na escrita.
Amo demais, também, um livro chamado “Condenada”, do Chuck Palahniuk.
Ah! E sou fascinado em infanto-juvenis... em especial amo duas histórias que tiveram animais como narradores: Um pinguim tupiniquim, da magnífica escritora Índigo, claro, já até comentei dele e sobre a sua influência. E Holy Cow, do David Duchovny,.
 E sou fã da série Guia do mochileiro das galáxias.
Eu também já li Holy Cow, sempre que vejo um rímel só consigo pensar nos cílios da Elsie, a vaca que é a narradora da história!


11 Muito obrigada pela atenção, aproveite para deixar um recado aos leitores do blog.

Eu que agradeço por tudo!
E que, assim como a Amélia, possamos identificar nossa consciência no corpo que habitamos e perceber que temos capacidades além do que imaginamos.
Abraços!
Fim

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 Agora, vamos à surpresa! O Hugo disponibilizou um exemplar de "Fábula de Viagem no Tempo: Por Amélia, a Gata" para ser sorteado para os leitores do blog, e está bem simples participar, basta ter um endereço de entrega no Brasil e:
1° - Curtir a página do blog Pétalas de Liberdade: https://www.facebook.com/petalasdeliberdade e a página do Hugo Dalmon: facebook.com/hugodalmon.
2° - Compartilhar publicamente a imagem do sorteio no Facebook, link da imagem: https://goo.gl/4SW7wx.
3° - Preencher o formulário abaixo ou no link: https://goo.gl/forms/psjVgBv98HvjTVSD2

Chances extras: Se você for seguidor do blog e deixar um comentário na entrevista, tem uma chance extra e pode preencher o formulário mais uma vez.
Se você marcar 3 amigos no post do sorteio no Facebook, pode preencher o formulário mais uma vez.




 Inscrições até 26/08/2017. Resultado em até uma semana (o vencedor será avisado por e-mail pelo blog). O livro será enviado pelo Hugo em até 30 dias após o recebimento do endereço do sorteado. Não nos responsabilizamos por danos ou extravios dos Correios.

 E é isso! Espero que tenham gostado da entrevista. Agradeço ao Hugo pela atenção. E quem quiser saber mais sobre ele ou sobre os livros dele (que eu super recomendo), é só acessar a página do autor no Facebook. Me contem: já conheciam o Hugo ou seus livros? O que acharam do post? Vão participar do sorteio, né?!

Atualizado em 29/08/2017, resultado: a sorteada foi Érika Rufo, obrigada pela participação de todos.

Até o próximo post!

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19 comentários

  1. Gostei do post pois tive a oporutinidade de conhecer o auto e saber uma pouco mais sobre ele e sua obra.
    Participando
    mgrezender@gmail.com

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  2. "Lê muito e vê série demais"... Somos dois, colega haha
    Adorei a entrevista e curti conhecer um pouquinho sobre o autor e sua obra, pois não conhecia ainda.
    Achei bem interessante!
    Beijos,
    Caroline Garcia

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  3. Olá, adorei conhecer um pouco mais sobre o autor, desconhecido pra mim até então. Vou correndo participar do sorteio pois fábulas, além de fofas, sempre nos ensinam algo valioso. Beijos.

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  4. Oi Mari! Adorei a entrevista. Gostei que ele usou a abelha como base para a história. Também sou fã do mundo O Mágico de Oz e também sou fã do Maurício de Souza.
    Adorei o autor e estou participando!
    Abc

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  5. Olá! Que legal, gostei muito dessa entrevista, amo gato e só por isso já leria, depois de ler esse post fiquei super curiosa em conferi essa história.
    Bjs

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  6. Olá !!
    Gostei do enredo do livro principalmente por ele ser narrado pela gata hahaha
    O autor é muito simpático.Adorei !

    Bjo

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  7. Olá adorei o post, saber um pouco mais sobre quem escreveu a obra, adorei a premissa do livro e estou torcendo muito pra ganhar!

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  8. Olá!
    Adorei a entrevista e a premissa da obra dele!
    Parece ser muito legal <3
    Boa sorte a quem participar do sorteio (:
    Beijos

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  9. Interessante a ideia de colocar um animal narrar para termos um ponto de vista externo sobre o comportamento humano. Já li livros de ficção cientifica que usam de algo parecido e sempre rende ótimas reflexões.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  10. Olá! Gostei muito da entrevista, tive a oportunidade de conhecer um pouquinho do autor, gostaria de ler o livro!!

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  11. Adorei a entrevista com o Hugo Dalmon!! Adoro livros que tenha animais na estória, principalmente gatos!!
    Beijos

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  12. Que perspectiva linda, imagina viajar ao passado e regressar de forma diferente? Assim como o nosso autor também sou apaixonada por gatos e por animais em geral, gostei muito da forma em que o autor defini os nomes! A escolha de Oz é perfeita e imagino que estamos perdidos e confusos praticamente o tempo todo em relação a algo, os nomes de flores também são lindos (vou escolher algumas para colocar no nome das minhas gatinhas, kkkk)super interessante a visão do nome de Amelia , simplesmente amei a escolha!!! Imagina que lindo deve ser essa história contada por uma gata que deve ser puro amor! Tenho alguns poemas de Ferreira Gullar dos quais foram publicados no livro Um gato chamado Gatinho que amoooo, de verdade amoooo!De Moacyr Scliar só conheço Max e os Felinos, gostei bastante da entrevista fiquei com mais vontade ainda de ler o livro! Então espere que eu ganhe! Bjs e abraços!!!

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  13. Mari!
    Gosto demais de entrevistas porque podemos conhecer um pouco mais sobre o escritor, sua obra e seu processo criativo e essa não foi diferente, pude conhecer mais um autor nacional e adorei a forma como se expressa e a obra dele. Aideia de um gatinho protagonista é maravilhosa!

    Participo e mais tarde sairá divulgação no blog.
    RUDYNALVA CORREIA SOARES
    rudynalva@yahoo.com.br
    Desejo uma ótima semana!
    “Ciência é conhecimento organizado. Sabedoria é vida organizada.” (Immanuel Kant)
    Cheirinhos
    Rudy

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  14. Oii Maria ;)
    Sempre gosto de conhecer novos autores nacionais, e esse livro do Hugo parece ser fofo demais *-*
    Me interessei demais em ler, e adorei ler a entrevista e conhecer mais sobre ele.
    Vou participar aqui do sorteio ;)
    Bjos

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  15. Olá.
    Adorei a entrevista e poder conhecer um pouquinho desse escritor e sua obra.
    Amo gatos, tenho uma gatinha, e só por isso já gostaria de fazer a leitura do livro. Mas também percebi que é uma leitura muito cativante e envolvente.
    Desejo sucesso ao autor.
    Abraços.

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  16. Adorei a entrevista do autor e quero muito ler esse livro. Também sou gateira, completamente apaixonada pelos felinos (tenho 3 peludinhos)e quero embarcar nessa aventura, que parece ser uma história bem interessante!

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  17. Achei o autor Hugo Dalmon muito criativo!! Uma pessoa que sabe inventar e criar histórias interessantes!! Gosto muito de gatos, flores e mel!! Fechou!! Querendo ler!!

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  18. Hugo acertou em fazer uma fábula onde a imaginação pode voar. O contexto da história do Oz e Amélia é interessantíssimo oarece que esse livro tem lições para a vida como uma fábula deve ter.

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