Resenha: livro “Escola de Vilões”, Jen Calonita

 Olá pessoal, tudo bom? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Escola de vilões”, escrito pela Jen Calonita e publicado no Brasil pela Única Editora em 2015.

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 A narradora, Gilly, tem cerca de 12 anos, e mora no reino de Encantadópolis, governado pelas princesas Ela (a Cinderela), Rose (a Bela Adormecida) e a Branca de Neve. Gilly é a filha do sapateiro, é a mais velha e tem cinco irmãos mais novos. Depois que a fabricação dos muito apreciados sapatinhos de cristal deixou de ser exclusividade de seu pai e passou a ser feita pelas fadas madrinhas, a situação financeira da família de Gilly piorou muito, e para que não passassem fome, Gilly passou a roubar dos nobres para poder ajudar sua família, embora seus pais não aprovassem seu comportamento (situação parecida com a da Mare, do livro “A rainha vermelha” da Victoria Aveyard). Porém, quando Gilly foi pega roubando pela terceira vez, a polícia do reino (formada por anões) a levou para passar um período no Reformatório de Contos de Fadas.

“- Meus pais concordaram em me manter aqui para sempre? Este lugar é para criminosos de verdade. – Eu me levanto, de tão afrontada. –  Supostamente peguei uma presilha de dentes de dragão! Não é tudo isso! – Flora me olha com tristeza.
–  Como seus roubos não foram crimes violentos, você terá liberdade para se deslocar pela escola como bem desejar e poderá escolher atividades extracurriculares como nossas lições de voo com o Pegasus. – Flora fica me olhando. – Nós queremos chegar à raiz do motivo para que você roube.”
(página 42)

 O Reformatório era comandado por Flora, a madrasta da Cinderela, que tinha deixado de ser uma vilã e criado o RCF como um colégio interno para ajudar que outros vilões também se regenerassem, inclusive aqueles que ainda não eram totalmente do mal. Lá, havia outros vilões redimidos que trabalhavam como professores, como o lobo mal da Chapeuzinho Vermelho, a madrasta da Branca de Neve e a bruxa da Pequena Sereia.

 “Um Lobo que se tornou professor, uma bruxa do mar que ensina etiqueta, uma fada delinquente que ainda usa mágica e uma torta de maçã que é de matar, mas no bom sentido?Esse lugar não é o que eu pensei. Acho que posso sobreviver ao RCF, até calcular meu próximo passo.” (página 47)

 Como Gilly conseguiria passar três meses no reformatório, pensando que sem a sua presença em casa, sua família provavelmente estaria passando fome, enquanto ela, pela primeira vez na vida, tinha um quarto confortável, comida farta e aulas que nunca pensou que teria?

 Jax, o menino fujão, Kayla, a fada que foi detida por usar magia indevidamente, uma outra personagem que estava no RCF por ser fofoqueira, e outros alunos acabariam se tornando seus amigos, amigos que Gilly nunca tinha tido antes.

 Poderia ser uma boa experiência ficar três meses no RCF, se não fosse a implicância da irmã mais nova da madrasta da Branca de Neve e o fato de uma ameaça às princesas ou ao reformatório parecer estar rondando. Será que seus professores tinham mesmo se redimido?

 Eu já havia lido algumas resenhas não tão positivas sobre a obra, então tentei controlar minhas expectativas ao iniciar a leitura, mas fui positivamente surpreendida e gostei demais do livro. Gostei do fato de Gilly não ter nenhum poder especial, e mesmo assim estar rodeada de outros personagens que tinha algum dom. A história traz uma reflexão interessante sobre quais características podem ser ou não de vilões, o fato de falar sobre a vida dos outros, por exemplo, era motivo de detenção. Também achei legal como os vilões, como a Flora, não perdiam suas características mais essências (gostei da forma como a aparência deles foi descrita), mas aprendiam a discernir entre o certo e o errado, a respeitar as regras. Foi fascinante ver Gilly descobrindo que o mundo era mais do que a pobreza da sua família e que seus preconceitos não justificavam seus atos.

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Jen Calonita
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 Só pela capa linda já valeria a pena ter o livro na estante. Com páginas amareladas e alguns erros de revisão, a diagramação traz letras, margens e espaçamentos grandes. Há páginas com reprodução do "Pergaminhos de Felizes Para Sempre", uma espécie de jornal de Encantadópolis, onde o perfil de algum dos vilões regenerados é contado.

 “Escola de vilões” foi uma leitura deliciosa, que eu gostei e que recomendo, especialmente para quem ama contos de fadas. É bom estar ciente de que é um infanto-juvenil, e que por ter menos de 200 páginas, é uma leitura super rápida. Dei quatro e não cinco estrelas para ele, por achar que a história foi curta e que poderia ter algumas partes mais bem desenvolvidas, o que pode não ser um problema para o público-alvo. O final é relativamente fechado, mas no exterior saiu uma continuação e eu quero demais que ela seja publicada no Brasil para que eu possa continuar acompanhando a Gilly, sua família e seus amigos em Encantadópolis.

 Detalhes: 192 páginas, ISBN-13: 9788567028743, Skoob. Onde comprar online: Americanas, Submarino.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: gostam de histórias de contos de fadas? Já conheciam o livro?

Até o próximo post!

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3 comentários

  1. Oi Mari! Tudo bem Fiquei encantada com este enredo, repleto de referências de contos de fadas! Gosto de leitras rápidas e leves! Gostei da dica!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Oi! Tem um tempão que quero ler essa obra mas fico sempre adiando, agora com a sua resenha, com certeza é uma história que quero conferir. Adoro releituras ainda mais juntando tantos personagens clássicos assim!
    Beijo, https://leitoraencantada.blogspot.com.br

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  3. Eu tenho esse livro em casa, mas não consegui ler ainda. Estou super curiosa com ele. Amei ver sua resenha e ver que você gostou :D

    www.vivendosentimentos.com.br

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