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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Resenha: livro "O ano em que disse sim", Shonda Rhimes

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "O ano em que disse sim", escrito pela Shonda Rhimes e publicado pela Best Seller em 2016.

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 Shonda Rhimes é a mulher responsável pelas séries Grey's Anatomy, Scandal, Private Practice e How to Get Away with Murder. Ganhadora de inúmeros prêmios pelas séries que escreveu e que são exibidas em horário nobre, ela chegou ao topo, estando na lista das 100 Pessoas Mais Influentes da revista Time, além de ser mãe de três filhas. E num feriado de Ação de Graças, uma frase que ouviu de uma das irmãs fez com que ela acordasse para o fato de que não estava feliz: "Você nunca diz 'sim' para nada.", seis palavrinhas que não paravam de incomodá-la simplesmente por serem a verdade.

 "A sensação de ter tudo não podia ser aquela. Podia? Porque, se fosse, se foi para aquilo que eu tinha gastado tanto tempo e energia trabalhando, se era aquela a cara da terra prometida, se aquela era a sensação do sucesso, aquilo por que sacrifiquei...
 Nem mesmo queria considerar a ideia. Então não consideraria. Eu não pensaria nisso. Em vez disso, olharia para frente, respiraria fundo e apenas... acreditaria. Acreditaria que a estrada seguiria adiante. Acreditaria que haveria mais.
 Eu acreditaria e diria 'sim'." (página 45)

 Shonda foi uma criança nerd, que gostava de ficar fechada na despensa criando histórias com as latas de alimentos, o tempo passou e ela alcançou o sucesso contando histórias, vinda de uma família competitiva que nunca a deixava se achar melhor que ninguém, acabou se escondendo atrás de seus personagens, fazendo com que eles vivessem como ela queria viver, e usando o trabalho como desculpa para se afastar do mundo. Shonda entrava em pânico quando tinha que comparecer a algum evento ou entrevista, ela simplesmente não conseguia relaxar, e por isso sempre que podia ela dizia não para qualquer convite. E a frase dita pela irmã fez com que ela pensasse no que estava se tornando, e decidisse passar a dizer sim, pois estava se perdendo de si mesma, e perder era uma coisa que ela não aceitava (lembra o que eu disse sobre ser de uma família competitiva?).

 No livro, veremos muito mais do que uma Shonda se arriscando a ir a lugares novos durante um ano e com isso melhorando sua vida fisicamente e emocionalmente, veremos como ela é uma mulher admirável e com uma história inspiradora para qualquer leitor. Eu sou completamente por fora do mundo das séries, o máximo que sei é por ter lido algum post em algum blog ou em redes sociais, mas quis ler o livro por estar numa busca por diversidade de leituras, especialmente no que diz respeito ao que vem sido escrito por mulheres, e vejo que fiz a escolha certa ao procurar ler o que Shonda escreveu. Ela escreve de forma muito bem humorada, proporcionando muitas risadas, além de uma leitura fluida e gostosa de se fazer.

 Através do seu ano do sim, Shonda fala especialmente sobre o que é ser mulher nos dias de hoje, o que significa poder ser o que quiser ser, algo que infelizmente é confundido com ter que ser perfeita em tudo, coisa que nenhum ser humano consegue. São abordadas questões como ter vergonha de receber ajuda para criar os filhos e julgar mulheres que fazem isso; ter vergonha e não saber como agir ao ser elogiada e tentar fingir que não fez nada demais quando fez algo incrível; sobre receber elogios e ser admirada por ter um namorado ao invés de ser elogiada por ser uma boa mãe e ser o máximo no trabalho e principalmente sobre a importância de tornar o mundo da TV mais real, trazendo a diversidade, a normalidade para as telas, como ela mesma diz: "Mulheres, pessoas de cor, LGBTQ equivalem a MUITO mais do que cinquenta por cento da população. O que significa que isso não é fora do comum. Estou fazendo o mundo da televisão parecer NORMAL." (páginas 198 e 197), a autora mostra com clareza o quanto é importante que nos sintamos representados, que saibamos que não estamos sós. Alguns trechos sobre os assuntos:

 "Caterina Scorsone (que por acaso também interpreta Amelia Shepherd em Grey's Anatomy e em Private Practice) e eu passamos muito tempo discutindo esse assunto.
 'Nenhum homem jamais precisou se desculpar por ter ajuda para cuidar da casa e dos filhos. Jamais. Por que nós precisamos?', observa ela, frequentemente.
 Ela está certa. Por que nós precisamos?" (página 98)

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Sábias palavras de Cristina Yang (Sandra Oh) em Grey's Anatomy Episódio: 10x24 (fonte)

 "Quando criei minha primeira série, fiz algo que senti ser perfeitamente normal: no século XXI, fiz o mundo da televisão parecer o mundo real. Eu o enchi de gente de todas as cores, todos os gêneros, todos os passados e todas as orientações sexuais. Então fiz a coisa mais óbvia possível: Escrevi todos eles como se fossem... pessoas. Pessoas negras levam vidas tridimensionais, têm histórias de amor e não são coadjuvantes engraçadas, clichês ou criminosas. Mulheres são heroínas, vilãs, valentonas, são os cachorros grandes. Isso - ouvi diversas vezes - era pioneiro e corajoso.
 Espero que você também tenha a sobrancelha esquerda erguida, caro leitor. Porque, por favor, eu estava fazendo algo que os executivos tinham dito que não podia ser feito na TV. E os Estados Unidos provaram que eles estavam errados ao assistirem. Estávamos literalmente mudando o rosto da televisão." (página 124)

 "Um cara. Contra três crianças; uma noite inteira de televisão; um prêmio Peabody; um Globo de Ouro; prêmios por realizações de uma vida inteira da DGA, da WGA e da GLAAD; 14 prêmios da NAACP Image; três prêmios AFI; uma medalha de Harvard; indução no Broadcaster Hall of Fame - para citar apenas algumas de minhas realizações.
 Um cara.
 Ele é um cara ótimo. (...)
 Mas como não sou o Dr. Frankenstein - e portanto não tive nada a ver com a criação dele -, preferia não ser parabenizada pela presença dele.
 É esquisito.
 Como se meu valor tivesse subido porque um cara me queria." (página 228)

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Sábias palavras de Cristina Yang (Sandra Oh) em Grey's Anatomy S07E17 (fonte)

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O livro já me conquistou logo na epígrafe!
 Sobre a parte visual: capa linda! Páginas amareladas, diagramação com margem, espaçamento e letras de bom tamanho e edição com poucos erros de revisão.

 Enfim, "O ano em que disse sim" é um livro maravilhoso, divertido e que todo mundo, mas todo mundo mesmo, merece ler! Quem é fã da autora e de suas séries, com certeza vai gostar de conhecer um pouco mais sobre esse mundo da TV (eu confesso que fiquei com uma vontade enorme de assistir Grey's Anatomy). E quem ainda não conhecia Shonda Rhimes certamente vai terminar a leitura inspirada por ela a também refletir sobre sua vida e sobre como pode dizer mais "sim", mesmo que seja sim a dizer mais "nãos". Eu me identifiquei bastante com a Shonda, por também ser introvertida, e mesmo que não fosse capaz de abrir mão de algo que ela abriu, compreendi que isso se dá pelo fato de termos prioridades diferentes, e que é importante levarmos em conta o que realmente nos faz feliz, ao invés de aceitarmos só aquilo que a sociedade nos pressiona a ter.

 Fica aqui a minha recomendação para que vocês leiam "O ano em que disse sim". Espero que vocês tenham gostado da resenha (eu ainda poderia escrever muito mais, pois são tantos temas interessantes que a autora aborda, espero já ter conseguido passar o quanto vale a pena ler o livro). Deixo meu agradecimento à Shonda Rhimes por ter compartilhado sua história e ao grupo Editorial Record por tê-la publicado no Brasil através do selo Best Seller.

 Detalhes: 256 páginas, Skoob (minha nota: 5/5), leia um trecho. Onde comprar online: SubmarinoAmericanas.

Até o próximo post!

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7 comentários:

  1. Olá,
    Sua resenha me deixou bastante impressionada tamanha vastidão de temas abordados pela autora. Desconhecia a obra e gostei muito da trama.
    Parece realmente ser uma leitura muito rica.


    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br

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  2. Eu não tinha vontade de ler esse livro, achei que seria completamente autoajuda, mas amo Grey's Anatomy e Private Practice, e realmente as séries da autora têm bastante diversidade e todas as personagens são críveis e não clichês ambulantes, se fala um pouco sobre esse mundo de séries quero ler.

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  3. Olá!
    Já ouvi falar muito a respeito das séries produzidas pela autora, mas não assisti nenhuma delas. Quanto ao livro gostei muito da premissa e das suas impressões. Saber que a autora relata sobre a questão da mulher nos dias atuais e também um pouco da sua história já despertou minha curiosidade para a leitura.
    Beijos.

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  4. Olá tudo bem??
    Adorei sua resenha!!! Nosssa eu passei batido por esse lançamento, ainda não tinha visto ele e gostei da premissa dele, com certeza vou anotar a dica!!
    Beijus
    www,bibliotecaempoeirada.com.br

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  5. OOi! Não conhecia o livro mas apos ler sua resenha já estou aqui acrescentando ele a lista de desejos no skoob. haha Parece ser ótimooo, espero ter a oportunidade de lê-lo.

    Beijoos!
    http://estantemineira.blogspot.com.br/

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  6. Eu li essa semana uma resenha desse livro e fiquei muito curiosa para conferir a obra. Eu não assisto essa série mais conhecida dela, Grey's anatomy, mas confesso que tenho muita vontade, só que são tantas temporadas... e tempo kd? ahahahah
    Enfim, a edição está linda, né? Adorei a combinação de cores.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  7. Oi Marijleite, sua linda, tudo bem?
    Você me deixou emocionada com a história dela. Eu conheço e gosto muito dessas séries. Eu nunca tinha parado para pensar nesse argumento, que se as classes que são oprimidas pela sociedade representam mais da metade dela, é porque tem algo muito errado. Mas é claro, eu sempre achei que os covardes agem assim por medo, está aí a prova, eles estão em minoria. A autora é apenas uma e olha só o que ele conseguiu!!! São exemplos como esse que nos tocam. Não conhecia o livro, mas não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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